{"id":1926,"date":"2019-12-27T08:00:07","date_gmt":"2019-12-27T08:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=1926"},"modified":"2020-05-09T04:28:06","modified_gmt":"2020-05-09T04:28:06","slug":"eles-vai-por-que-as-pessoa-fala-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/12\/27\/eles-vai-por-que-as-pessoa-fala-assim\/","title":{"rendered":"\u201cEles vai\u201d: Por que &#8216;as pessoa fala&#8217; assim?"},"content":{"rendered":"<h5><strong>Charge de Ziraldo, &#8220;O erro de concord\u00e2ncia&#8221;<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Texto de Lilian Scher, mestranda em Lingu\u00edstica na Unicamp<\/strong><\/p>\n<p>Em algum momento, voc\u00ea provavelmente j\u00e1 escutou algu\u00e9m dizer que \u00e9 errado falar coisas como \u201c<em>Eles vai<\/em>\u201d ou \u201c<em>As menina foi<\/em>\u201d. Mas voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 deve ter percebido que mesmo sendo considerado \u201cerrado\u201d, frases desse tipo na verdade s\u00e3o bastante frequentes no dia a dia das pessoas. Se voc\u00ea escutasse \u201c<em>\u00c9 duas passagens<\/em>\u201d ao entrar no \u00f4nibus, estranharia tanto assim? Ou passaria despercebido? Voc\u00ea entenderia o que a pessoa tentou dizer ou seria algo totalmente estranho para voc\u00ea?<\/p>\n<p>Geralmente as pessoas tendem a estranhar mais em alguns contextos mais formais, mas, durante o dia a dia, \u00e9 bem comum que qualquer pessoa em algum momento possa ouvir ou falar coisas desse tipo. Mas o que seria considerado errado nesses exemplos citados?<\/p>\n<h3><strong>A Concord\u00e2ncia<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1929\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48.png\" alt=\"\" width=\"1110\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48.png 1110w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48-300x42.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48-1024x144.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.47.48-768x108.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1110px) 100vw, 1110px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Portugu\u00eas falado no Brasil, o fen\u00f4meno da concord\u00e2ncia \u00e9 uma das maneiras de se estabelecer uma no\u00e7\u00e3o de numerosidade em uma frase. Por exemplo, se vamos falar sobre um acontecimento que engloba a participa\u00e7\u00e3o de duas pessoas ou mais, o verbo utilizado provavelmente vai estar no plural. Assim, podemos dizer que h\u00e1 uma concord\u00e2ncia de n\u00famero entre os elementos da frase!<\/p>\n<p>Mas esse tipo de concord\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico poss\u00edvel. Nos exemplos acima estamos falando da concord\u00e2ncia entre o verbo e o sujeito das frases. Outro caso poss\u00edvel \u00e9 aquele que n\u00e3o engloba um verbo, mas apenas elementos relacionados ao sujeito da frase, como os adjetivos.<\/p>\n<p>O que acontece ent\u00e3o nos casos em que essa concord\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 feita de maneira expl\u00edcita? Por que as pessoas acabam falando desse jeito?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1930\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41.png\" alt=\"\" width=\"1110\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41.png 1110w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41-300x38.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41-1024x129.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.48.41-768x97.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1110px) 100vw, 1110px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>A Concord\u00e2ncia Vari\u00e1vel<\/strong><\/h3>\n<p>Apesar de escutarmos o tempo todo na escola ou at\u00e9 mesmo no dia a dia que \u00e9 errado falar \u201c<em>Eles vai<\/em>\u201d, voc\u00ea j\u00e1 se perguntou o motivo de, mesmo assim, ser t\u00e3o comum ouvir ou falar esse tipo de frase? Na verdade, a resposta vem de muitas pesquisas desenvolvidas que estudam o fen\u00f4meno da concord\u00e2ncia. Muitas dessas pesquisas sugerem que a concord\u00e2ncia apresenta um car\u00e1ter <em>vari\u00e1vel. <\/em>Isso quer dizer que existem duas maneiras de se estabelecer concord\u00e2ncia em uma frase: explicitando as marcas de plural em todos os elementos das frases como em \u201c<em>A<strong>s <\/strong>menina<strong>s<\/strong> compra<strong>m<\/strong><\/em>\u201d ou n\u00e3o explicitando como em \u201c<em>O<strong>s<\/strong> menino compra<\/em>\u201d. Por isso, n\u00e3o dizemos que n\u00e3o h\u00e1 concord\u00e2ncia em \u201c<em>Eles vai<\/em>\u201d, mas h\u00e1 um outro tipo de concord\u00e2ncia em que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio explicitar o plural em todos os elementos!<\/p>\n<p>Al\u00e9m de sugerirem esse car\u00e1ter vari\u00e1vel para o fen\u00f4meno da concord\u00e2ncia, alguns pesquisadores acabaram percebendo que alguns fatores podem influenciar no tipo de concord\u00e2ncia que ser\u00e1 produzido, sendo a <span style=\"color: #ff0000\">sali\u00eancia f\u00f4nica<\/span> um dos mais estudados.<\/p>\n<h3><strong>A Sali\u00eancia F\u00f4nica<\/strong><\/h3>\n<p>A sali\u00eancia f\u00f4nica \u00e9 um princ\u00edpio que sugere que os itens do nosso vocabul\u00e1rio possam ser <em>mais salientes<\/em> ou <em>menos salientes<\/em>, como podemos perceber na diferen\u00e7a das formas singular e no plural de algumas palavras. Por exemplo:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.49.40.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1931\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.49.40.png\" alt=\"\" width=\"887\" height=\"104\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.49.40.png 887w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.49.40-300x35.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/Screen-Shot-2019-12-19-at-14.49.40-768x90.png 768w\" sizes=\"(max-width: 887px) 100vw, 887px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como a diferen\u00e7a entre o singular e plural de <em>menina <\/em>diz respeito somente \u00e0 inser\u00e7\u00e3o do s<em>, <\/em>esse item pode ser classificado como <em>menos saliente. <\/em>Mas se observarmos as duas formas de <em>varal, <\/em>podemos ver que o plural n\u00e3o \u00e9 somente feito com o s<em>, <\/em>mas tirando o <em>l <\/em>e inserindo <em>is. <\/em>Por isso, esse item seria mais saliente quando comparado com o primeiro.<\/p>\n<p>Mas como isso pode interferir na concord\u00e2ncia? Segundo alguns estudos, comparando itens <em>mais <\/em>e <em>menos salientes, <\/em>\u00e9 mais prov\u00e1vel que o <em>menos saliente<\/em> como <em>menina <\/em>deixe de apresentar a marca de plural do que o mais saliente (<em>varal<\/em>). Ou seja, \u00e9 mais f\u00e1cil um falante produzir <em>as menina <\/em>do que <em>os varal. <\/em><\/p>\n<p>Isso acontece porque, como a diferen\u00e7a de material dos <em>mais salientes<\/em> \u00e9 maior, ela tamb\u00e9m \u00e9 mais percept\u00edvel para os falantes!<\/p>\n<p>Portanto, os dois tipos de concord\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 existem e variam entre si, como tamb\u00e9m s\u00e3o influenciados por alguns fatores! Mas ainda parece estranho? E faz sentido que pare\u00e7a! Algumas pesquisas sugerem que realmente as pessoas estranham mais <em>Eles vai<\/em> quando comparado com <em>Eles v\u00e3o<\/em>, mas, mesmo assim, elas conseguem perceber o aspecto de plural nessa senten\u00e7a, ainda que essa percep\u00e7\u00e3o seja um pouco mais demorada.<\/p>\n<h3><strong>Ent\u00e3o por que aprendemos que \u00e9 errado falar assim?<\/strong><\/h3>\n<p>Na escola, ainda \u00e9 bastante comum um ensino da l\u00edngua que se baseie nas Gram\u00e1ticas Normativas ou Prescritivas. Nesses textos, s\u00e3o listadas algumas regras de uso do Portugu\u00eas e, de maneira equivocada, algumas pessoas tendem a considerar como errado os usos da l\u00edngua que fogem ao que est\u00e1 prescrito nesses livros.<\/p>\n<p>Como podemos ver, rotular a concord\u00e2ncia sem marcar o plural em todos os itens da frase como ERRADO n\u00e3o faz muito sentido, at\u00e9 porque muitas pessoas fazem e compreendem bem o que est\u00e1 sendo transmitido nessas constru\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 importante saber se policiar quanto a esse uso, pois, em algumas situa\u00e7\u00f5es mais formais, algumas pessoas podem jugar mal.<\/p>\n<p>Por esses motivos, esse tipo de pesquisa \u00e9 t\u00e3o importante! Conhecer melhor como as pessoas usam a l\u00edngua em situa\u00e7\u00f5es reais, e n\u00e3o somente o que est\u00e1 prescrito para se usar, \u00e9 indispens\u00e1vel para conhecer a nossa l\u00edngua de fato e at\u00e9 diminuir determinados preconceitos lingu\u00edsticos que podemos ter.<\/p>\n<h3><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/h3>\n<p>AZALIM, Cristina et al<strong>. <\/strong><strong>Concord\u00e2ncia nominal vari\u00e1vel de n\u00famero e sali\u00eancia f\u00f4nica: um estudo experimental. DELTA, vol.34, n\u00ba2. S\u00e3o Paulo, Apr\/June, 2018.<\/strong><\/p>\n<p>MARCILESE, Mercedes; HENRIQUE, K\u00e9ssia da Silva; AZALIM, Cristina; NAME, Cristina. Processamento da concord\u00e2ncia vari\u00e1vel no PB em uma perspectiva experimental. Revista Lingu\u00edStica \/ Revista do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Volume 11, n\u00famero 1, junho de 2015, p. 118-134<\/p>\n<p>MENDES, Ronald Beline; OUSHIRO, Livia. 2015. Variable Number Agreement in Brazilian Portuguese: An Overview. Language and Linguistics Compass, 9\/9: 358-368.<\/p>\n<p>SCHERRE, M. M. P. &amp; NARO, A. J. Sobre a concord\u00e2ncia de n\u00famero no portugu\u00eas falado do Brasil. In Ruffino, Giovanni (org.) Dialettologia, geolinguistica, sociolingu\u00edstica (Atti del XXI Congresso Internazionale di Linguistica e Filologia Romanza) Centro di Studi Filologici e Linguistici Siciliani, Universit\u00e1 di Palermo. T\u00fcbingen: Max Niemeyer Verlag, 5:509- 523, 1998.<\/p>\n<p>VIEIRA, Silvia Rodrigues; BRAND\u00c3O, Silvia Figueiredo (orgs.) Ensino de gram\u00e1tica: descri\u00e7\u00e3o e uso. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Charge de Ziraldo, &#8220;O erro de concord\u00e2ncia&#8221; Texto de Lilian Scher, mestranda em Lingu\u00edstica na Unicamp Em algum momento, voc\u00ea provavelmente j\u00e1 escutou algu\u00e9m dizer <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/12\/27\/eles-vai-por-que-as-pessoa-fala-assim\/\" title=\"\u201cEles vai\u201d: Por que &#8216;as pessoa fala&#8217; assim?\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":150,"featured_media":1927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[315,316,317,119,108],"class_list":["post-1926","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-linguagem-e-sociedade","tag-concordancia","tag-preconceito-linguistico","tag-saliencia-verbal","tag-sociolinguistica","tag-variacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2019\/12\/doisberto.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/150"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1926"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2052,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1926\/revisions\/2052"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}