{"id":2125,"date":"2020-11-18T04:55:02","date_gmt":"2020-11-18T04:55:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=2125"},"modified":"2020-11-18T04:55:03","modified_gmt":"2020-11-18T04:55:03","slug":"a-televisao-no-brasil-70-anos-e-muitos-discursos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2020\/11\/18\/a-televisao-no-brasil-70-anos-e-muitos-discursos-depois\/","title":{"rendered":"A televis\u00e3o no Brasil: 70 anos e muitos discursos depois&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\">por Silmara Dela Silva (UFF)<a href=\"#_edn1\"><em><strong>[i]<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2020, a televis\u00e3o completou 70 anos de sua primeira transmiss\u00e3o no Brasil. E voc\u00ea pode estar se perguntando: qual a rela\u00e7\u00e3o entre esse fato hist\u00f3rico, aparentemente relacionado apenas ao campo da hist\u00f3ria das comunica\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, e as quest\u00f5es lingu\u00edsticas, que s\u00e3o temas desse <em>blog<\/em>? Temos que \u201ca linguagem \u00e9 um fato social\u201d, como j\u00e1 afirmava Saussure ([1916] 2006, p. 14), no cl\u00e1ssico <em>Curso de Lingu\u00edstica Geral<\/em>. Analisar o modo como acontecimentos se inscrevem na hist\u00f3ria, ao produzir sentidos que se marcam na l\u00edngua, \u00e9 uma maneira de se estudar a linguagem, buscando compreender, assim, o seu car\u00e1ter discursivo. A televis\u00e3o, ao ser trazida para o Brasil e inaugurada em 18 de setembro de 1950, produziu muita agita\u00e7\u00e3o na \u00e1rea das comunica\u00e7\u00f5es e, com o passar dos anos, promoveria novos h\u00e1bitos e pr\u00e1ticas sociais; e mesmo antes de efetivar suas transmiss\u00f5es, inicialmente restritas \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo, ela j\u00e1 era assunto nas p\u00e1ginas da imprensa nacional.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2126\" width=\"292\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-678x509.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-326x245.jpg 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv.jpg 1264w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/a><figcaption>P\u00e1gina inicial da reportagem \u201cTelevis\u00e3o\u201d, <br>publicada na revista O Cruzeiro, <br>15 de outubro de 1949<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>S\u00e3o esses muitos dizeres sobre a televis\u00e3o, presentes em jornais e revistas com ampla circula\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, antes e durante o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, que constitu\u00edram o <em>corpus<\/em> de minha tese de doutorado, que tem como t\u00edtulo <a href=\"http:\/\/repositorio.unicamp.br\/jspui\/handle\/REPOSIP\/271055\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cO acontecimento discursivo da televis\u00e3o no Brasil: a imprensa na constitui\u00e7\u00e3o da TV como grande m\u00eddia\u201d<\/a> (DELA-SILVA, 2008).<a href=\"#_edn1\">[ii]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arquivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em um percurso por arquivos p\u00fablicos do estado de S\u00e3o Paulo<a href=\"#_edn2\">[iii]<\/a>, constitui o meu arquivo de pesquisa, composto por in\u00fameras reportagens, notas e propagandas encontradas na revista <em>O Cruzeiro<\/em>, uma publica\u00e7\u00e3o do grupo Di\u00e1rios e Emissoras Associados, respons\u00e1vel pela instala\u00e7\u00e3o das duas primeiras emissoras de televis\u00e3o no pa\u00eds. Tamb\u00e9m coletamos textos publicados pelo jornal <em>O Estado de S. Paulo<\/em>, um dos principais peri\u00f3dicos em circula\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca, e pela revista <em>Manchete<\/em>, concorrente direto de <em>O Cruzeiro<\/em>. Na leitura desse arquivo, percebi que os dizeres sobre a televis\u00e3o na imprensa antecedem bastante a sua chegada propriamente na capital paulista. Desde 1948, dois anos antes da instala\u00e7\u00e3o da primeira emissora \u2013 a TV Tupi em S\u00e3o Paulo \u2013, a televis\u00e3o j\u00e1 era discursivizada pela imprensa, ganhando as p\u00e1ginas de jornais e revistas, e constituindo-se, assim, como um acontecimento jornal\u00edstico no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2128\" width=\"243\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited.jpg 716w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv-2-edited-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 243px) 100vw, 243px\" \/><\/a><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o de an\u00fancio que circulou no<br> jornal O Estado de S. Paulo, <br>em 28.07.1950.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para entender o que estou chamando de acontecimento jornal\u00edstico da televis\u00e3o no Brasil, faz-se necess\u00e1rio compreender antes o que \u00e9 discurso. Conforme teorizado por Michel P\u00eacheux, o discurso \u00e9 entendido como \u201cefeitos de sentidos\u201d que se d\u00e3o a partir da l\u00edngua em condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o determinadas (P\u00caCHEUX, [1969] 1997, p. 82). Quando se estuda o discurso, tomamos para an\u00e1lise o modo como um dizer constitui sentidos, levando em conta as rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7a e de sentidos que o determinam, ou seja, considerando suas condi\u00e7\u00f5es de constitui\u00e7\u00e3o, formula\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o (ORLANDI, 2001). Ao nos voltarmos aos dizeres na imprensa sobre a televis\u00e3o buscamos, assim, analisar as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o desses discursos, questionando-nos acerca do modo como a imprensa constitui sentidos ao dizer da televis\u00e3o e aloc\u00e1-la imaginariamente como uma presen\u00e7a no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas pesquisas acerca do discurso sobre o Brasil e os brasileiros, Orlandi (2003, p. 12) afirma que h\u00e1 discursos que podem ser considerados fundadores, uma vez \u201cque v\u00e3o nos inventando um passado inequ\u00edvoco e empurrando um futuro pela frente e que nos d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos dentro de uma hist\u00f3ria de um mundo conhecido\u201d. Embora o discurso sobre a televis\u00e3o brasileira na imprensa n\u00e3o possa ser considerado um discurso fundador, j\u00e1 que ele se constitui retomando discursos outros, a partir de j\u00e1-ditos sobre m\u00eddias conhecidas \u00e0 \u00e9poca, tais como o r\u00e1dio e cinema, por exemplo, ele tamb\u00e9m se vale da discursiviza\u00e7\u00e3o da TV como algo j\u00e1 dado e j\u00e1 sabido, para o qual se projeta um futuro necess\u00e1rio para a constitui\u00e7\u00e3o dos futuros telespectadores: sujeitos consumidores dos aparelhos de televis\u00e3o, que logo estariam \u00e0 venda no mercado; e tamb\u00e9m consumidores de toda a produ\u00e7\u00e3o televisiva que se vislumbrava iniciar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acontecimento jornal\u00edstico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv3-1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2130\" width=\"253\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv3-1.jpg 765w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv3-1-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><\/a><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o de an\u00fancio que circulou <br>no jornal O Estado de S. Paulo, <br>em 28.07.1950.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que a revista <em>O Cruzeiro<\/em>, fazendo circular um dizer institucional dos Di\u00e1rios e Emissoras Associados, diz da televis\u00e3o desde 1948, como se ela estivesse sempre j\u00e1 no Brasil. S\u00e3o not\u00edcias em suas p\u00e1ginas o modo como funciona tecnicamente a televis\u00e3o (em outubro de 1949); o momento em que a antena para transmiss\u00e3o televisiva \u00e9 alocada no alto de um edif\u00edcio na cidade de S\u00e3o Paulo (em julho de 1950); o in\u00edcio das transmiss\u00f5es televisivas que, embora tenham acontecido apenas em aparelhos expostos em espa\u00e7os p\u00fablicos na cidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 discursivizado pela revista como a \u201ctelevis\u00e3o para milh\u00f5es\u201d (em outubro de 1950). Esse movimento de dizer sobre a televis\u00e3o \u00e9 seguido de perto por outros impressos, como o jornal <em>O Estado de S. Paulo <\/em>e a revista <em>Manchete<\/em>, que abrem em suas p\u00e1ginas espa\u00e7o para as propagandas destinadas \u00e0 venda de aparelhos de televis\u00e3o e a cr\u00edticas sobre os poss\u00edveis efeitos da TV e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s suas telas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao dizer sobre a televis\u00e3o, a imprensa constitui, desse modo, o acontecimento jornal\u00edstico da TV no Brasil, aqui entendido como \u201cuma constru\u00e7\u00e3o do jornalismo, enquanto uma pr\u00e1tica discursiva da\/na m\u00eddia\u201d, que \u201cn\u00e3o se confunde com a exist\u00eancia emp\u00edrica dos acontecimentos, quaisquer que sejam eles\u201d (DELA-SILVA, 2015, p. 222). A imprensa produz para a televis\u00e3o efeitos de sentidos de uma presen\u00e7a no pa\u00eds, por meio da retomada de uma mem\u00f3ria acerca de m\u00eddias j\u00e1 conhecidas, e constitui, ao mesmo tempo, a posi\u00e7\u00e3o sujeito telespectador, o consumidor. \u00c9, assim, o acontecimento jornal\u00edstico da televis\u00e3o no Brasil que primeiro faz da TV uma grande m\u00eddia, ou seja, uma m\u00eddia \u201cque possui condi\u00e7\u00f5es privilegiadas de circula\u00e7\u00e3o e, consequentemente, ampla representatividade em nossa forma\u00e7\u00e3o social, por decorr\u00eancia de seu poderio pol\u00edtico-econ\u00f4mico\u201d (DELA-SILVA, 2018, p. 276), o que j\u00e1 se projeta discursivamente, mesmo antes de sua efetiva exist\u00eancia no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo desses 70 anos de transmiss\u00f5es no Brasil, a televis\u00e3o ganhou ampla relev\u00e2ncia, tornou-se presen\u00e7a \u201cna paisagem urbana e rural, nas p\u00e1ginas de revista, na profus\u00e3o de aparelhos nos interiores das casas, nas mans\u00f5es de alto luxo, nos barracos das favelas das cidades grandes, nas casas modestas e nas pra\u00e7as p\u00fablicas de cidades pequenas\u201d, como afirma Esther Hamburger (1998, p. 440), na ep\u00edgrafe com a qual inicio a tese. Discursivamente, no entanto, o mais interessante \u00e9 perceber como discursos que deram sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da TV como um acontecimento jornal\u00edstico na imprensa, antes mesmo do in\u00edcio de sua instala\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, continuam ressoando em dizeres sobre a televis\u00e3o, que ainda hoje circulam na m\u00eddia. <\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo est\u00e1 nas muitas propagandas destinadas \u00e0 venda de Smart TVs, que associam a televis\u00e3o \u00e0 vida em fam\u00edlia, \u00e0 intera\u00e7\u00e3o, \u00e0 modernidade (DELA-SILVA, 2019)&#8230; e que mostram que, como afirma Orlandi (2001a, p. 15), o discurso est\u00e1 sempre em curso, \u00e9 \u201cpalavra em movimento, pr\u00e1tica de linguagem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"381\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4-678x381.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2134\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?attachment_id=2134\" class=\"wp-image-2134\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4-678x381.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv4.jpg 1117w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv5.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"381\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv5-678x381.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2135\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv5.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?attachment_id=2135\" class=\"wp-image-2135\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv5-678x381.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/11\/tv5-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Imagens capturadas via print-screen da propaganda em v\u00eddeo da Smart TV Panasonic, analisada em Dela-Silva (2019)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>DELA-SILVA, Silmara. (Re)significando a TV: apontamentos sobre a mem\u00f3ria no discurso midi\u00e1tico. In: SCHERER, Amanda; SOUSA, Luc\u00edlia; MEDEIROS, Vanise; PETRI, Verli. (Org.). <em>Efeitos da l\u00edngua em discurso<\/em>. 1ed.S\u00e3o Carlos-SP: Pedro &amp; Jo\u00e3o Editores, 2019, v. 1, p. 51-64.<\/p>\n\n\n\n<p>DELA-SILVA, Silmara. Da resist\u00eancia aos discursos da\/na m\u00eddia: sobre eventos e p\u00e1ginas no Facebook. In: SOUSA, L.M.A. et al. (Org.). <em>Resistirmos, a que ser\u00e1 que se destina? <\/em>S\u00e3o Carlos: Pedro &amp; Jo\u00e3o Editores, 2018. p. 273-295.<\/p>\n\n\n\n<p>DELA-SILVA, Silmara. (Des)Construindo o acontecimento jornal\u00edstico: por uma an\u00e1lise discursiva dos dizeres sobre o sujeito na m\u00eddia. In: FLORES, G.B.; NECKEL, N.R.M.; GALLO, S.M.L. (Org.). <em>An\u00e1lise de discurso em rede: <\/em>cultura e m\u00eddia. Campinas-SP: Pontes Editores, 2015. p. 213-232.<\/p>\n\n\n\n<p>DELA-SILVA, Silmara. O acontecimento discursivo da televis\u00e3o no Brasil: a imprensa na constitui\u00e7\u00e3o da TV como grande m\u00eddia. 2008. 225 p. Tese (Doutorado) Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>HAMBURGER, Esther. Diluindo fronteiras: a televis\u00e3o e as novelas no cotidiano. In: NOVAIS, F.A. (Coord.). SCHWARCZ, L.M. (Org.). <em>Hist\u00f3ria da vida privada no Brasil:<\/em><strong> <\/strong>contrastes da intimidade contempor\u00e2nea. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 439-487.<\/p>\n\n\n\n<p>ORLANDI, Eni. V\u00e3o surgindo os sentidos. In: ORLANDI, Eni. (Org.). <em>Discurso fundador.<\/em><strong> <\/strong>3 ed. Campinas: Pontes, 2003. p.11-25.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ORLANDI, Eni. <em>Discurso e texto: <\/em>formula\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o dos sentidos. Campinas: Pontes, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>ORLANDI, Eni. <em>An\u00e1lise de discurso:<\/em> princ\u00edpios e procedimentos. 3 ed. Campinas: Pontes Editores, 2001a.<\/p>\n\n\n\n<p>P\u00caCHEUX, Michel. [1969]. An\u00e1lise Autom\u00e1tica do Discurso (AAD-69). In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.). <em>Por uma an\u00e1lise autom\u00e1tica do discurso: <\/em>uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 obra de Michel P\u00eacheux. 3. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1997. p. 61-162.<\/p>\n\n\n\n<p>SAUSSURE, Ferdinand. [1916]. <em>Curso de Lingu\u00edstica Geral.<\/em>27 ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2006.<em>&nbsp;<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-admin\/post.php?post=2125&amp;action=edit#_ednref1\">[i]<\/a> Professora Associada do Departamento de Ci\u00eancias da Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF). Jovem Cientista do Nosso Estado FAPERJ (2018-2021). \u00c9 jornalista e doutora em Lingu\u00edstica (Unicamp, 2008). E-mail: <a href=\"mailto:silmaradela@gmail.com\">silmaradela@gmail.com<\/a>. Autora desta postagem.<\/p>\n\n\n\n<p> <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-admin\/post.php?post=2125&amp;action=edit#_ednref1\">[ii]<\/a>Sob orienta\u00e7\u00e3o da professora M\u00f3nica Zoppi Fontana, a tese foi defendida em dezembro de 2008, no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica, do Instituto de Estudos da Linguagem, da Unicamp, na \u00e1rea de An\u00e1lise do Discurso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ednref2\">[ii]<\/a> Dentre os arquivos visitados para a pesquisa est\u00e3o: Arquivo P\u00fablico do Estado de S. Paulo, <em>Arquivo Edgard Leuenroth<\/em>&nbsp;(AEL) da Unicamp e Hemeroteca Municipal de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>por Silmara Dela Silva (UFF)[i] Em setembro de 2020, a televis\u00e3o completou 70 anos de sua primeira transmiss\u00e3o no Brasil. E voc\u00ea pode estar se <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2020\/11\/18\/a-televisao-no-brasil-70-anos-e-muitos-discursos-depois\/\" title=\"A televis\u00e3o no Brasil: 70 anos e muitos discursos depois&#8230;\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":29,"featured_media":2137,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[7,10],"tags":[339,149,341,340,338],"class_list":["post-2125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-linguagem-e-sociedade","category-linguagem-e-tecnologia","tag-acontecimento-jornalistico","tag-analise-de-discurso","tag-midia","tag-tecnologia","tag-televisao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2125"}],"version-history":[{"count":21,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2154,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2125\/revisions\/2154"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}