{"id":2387,"date":"2022-08-19T23:10:43","date_gmt":"2022-08-19T23:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=2387"},"modified":"2022-08-19T23:16:03","modified_gmt":"2022-08-19T23:16:03","slug":"estudos-classicos-e-arqueologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2022\/08\/19\/estudos-classicos-e-arqueologia\/","title":{"rendered":"Um encontro entre Estudos Cl\u00e1ssicos e Arqueologia: uma experi\u00eancia brasileira nas escava\u00e7\u00f5es em Desp\u00f3tico (2022)"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Texto de:<\/strong><br>Patricia Prata<br>M\u00f4nica Souza Venturini<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Breves palavras sobre a &#8220;Escola de Ver\u00e3o Brasileira na Gr\u00e9cia 2022&#8221;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Dos dias 11 a 25 de junho de 2022, uma equipe brasileira bem diversificada, formada por professores da Unicamp e da USP, bem como por alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do IEL (curso de Lingu\u00edstica) e do IFCH (cursos de Hist\u00f3ria e Filosofia) da Unicamp e uma estudante rec\u00e9m-egressa do ensino m\u00e9dio,<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> participou de uma escava\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica no templo de Apolo, na ilha deserta de Desp\u00f3tico, na regi\u00e3o das C\u00edclades, na Gr\u00e9cia. As atividades, de fato, se iniciaram uma semana antes, em Atenas (7 a 10 de junho). L\u00e1, por meio de palestras e aulas proferidas por professores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros na Embaixada do Brasil em Atenas, bem como por visitas a Museus e Bibliotecas, guiadas pelos arque\u00f3logos que supervisionaram mais de perto a nossa equipe durante as escava\u00e7\u00f5es, Erica Angliker e Luigi Lafasciano &#8211; os quais comp\u00f5em o time liderado pelo arque\u00f3logo Yannos Kourayos, Diretor da escava\u00e7\u00e3o, e por Kornilia Daifa, sua assistente direta &#8211; os participantes se prepararam para a p\u00f4r a m\u00e3o na massa, para as 70 horas de escava\u00e7\u00e3o que se dariam nas\u00a0 duas semanas seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os eventos na Gr\u00e9cia foram precedidos de atividades de forma\u00e7\u00e3o, como minicurso na Unicamp, ministrado no IdEA pela Profa. e arque\u00f3loga Erica Angliker (18 a 20 de abril).<a href=\"#_ftn1\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Todo esse programa comp\u00f4s a primeira Escola de Ver\u00e3o Brasileira na Gr\u00e9cia \u201cInova\u00e7\u00e3o e Tradi\u00e7\u00e3o em Paros Arcaico\u201d, organizada pela Profa. Dra. Isabella Tardin Cardoso, por meio do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IdEA) da Unicamp, do qual \u00e9 Coordenadora-Adjunta, e do Centro de Teoria da Filologia, do qual \u00e9 Coordenadora, e pela arque\u00f3loga Dra. Erica Angliker, com o apoio do arque\u00f3logo Yannos Kourayos, Diretor da Escava\u00e7\u00e3o Arqueol\u00f3gica em Desp\u00f3tico, bem como curador do Museu Arqueol\u00f3gico de Paros. A Escola contou, ainda, com o fomento do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, com o Programa de Internacionaliza\u00e7\u00e3o da Capes (Capes-Print) e com bolsas do Programa Santander Universidades, e com o apoio do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil e da Embaixada do Brasil em Atenas.<a href=\"#_ftn2\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Um pouco sobre Desp\u00f3tico e as escava\u00e7\u00f5es na ilha<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Desp\u00f3tico \u00e9 uma ilha do mar Egeu desabitada atualmente (desde o s\u00e9culo XVII) &#8211; hoje s\u00f3 comporta cabras e seu pastor, um morador da ilha em frente, Ant\u00edparos. Ela \u00e9 uma das ilhas que comp\u00f5em as C\u00edclades e se localiza muito pr\u00f3xima a Ant\u00edparos, ilha que, por sua vez, se situa na frente da ilha de Paros, uma refer\u00eancia talvez mais conhecida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"928\" height=\"674\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2390\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image.png 928w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-300x218.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-768x558.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-500x363.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-800x581.png 800w\" sizes=\"(max-width: 928px) 100vw, 928px\" \/><\/a><figcaption>Mapa das ilhas cicl\u00e1dicas indicando a localiza\u00e7\u00e3o de Paros, Ant\u00edparos e Desp\u00f3tico (KOURAYOS; DAIFA, 2021, p. 29)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em Desp\u00f3tico, encontramos um grande templo de Apolo, formado por diversos edif\u00edcios que datam do s\u00e9c. VII a.C., ou seja, do denominado per\u00edodo arcaico grego que se localiza convencionalmente entre os anos 700 &#8211; 490\/480 a.C.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Segundo Kourayos et al. (2012, p. 93), a ilha de Desp\u00f3tico &#8220;foi identificada como\u00a0 sendo a\u00a0 antiga Prepesinto, seguindo as listas de ilhas das C\u00edclades registradas por Estrab\u00e3o e Pl\u00ednio&#8221;,<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[4]<\/sup><\/a> que s\u00e3o as \u00fanicas fontes antigas que fazem refer\u00eancia a ela. Ainda conforme os estudiosos, na \u00e9poca moderna (s\u00e9c. XV, XVI e XVII), a ilha sofreu muitos ataques de piratas franceses, que, em 1675, em uma batalha naval contra os turcos pr\u00f3ximo a Desp\u00f3tico, destru\u00edram seu \u00fanico ponto de assentamento, provavelmente no referido santu\u00e1rio. Em 1756, a ilha foi comprada por dois gregos proeminentes &#8211; um habitante de M\u00edconos e outro de Paros -, que tinham o t\u00edtulo de <em>D\u00e9spotes<\/em> [&#8220;d\u00e9spota&#8221;; &#8220;senhor&#8221;, &#8220;mestre&#8221;], que teria originado, segundo a tradi\u00e7\u00e3o oral, o atual nome da ilha, Desp\u00f3tico. (Kourayos et al. 2012, p. 94).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" width=\"942\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2391\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1.png 942w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1-300x170.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1-768x435.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1-500x283.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-1-800x454.png 800w\" sizes=\"(max-width: 942px) 100vw, 942px\" \/><\/a><figcaption>Vista a\u00e9rea de parte do s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Desp\u00f3tico. Em destaque, o <em>temenos<\/em>, a parte mais sagrada do santu\u00e1rio. Podemos ver com clareza o edif\u00edcio A, composto pelas salas A1, A2, A3, A4 e A5 (da esquerda para a direita) que comp\u00f5em o templo (A1 e A2) e o <em>hestiatorion<\/em> (A3, A4 e A5). Foto: Alex Augusto Marcelo e Sidnei de Oliveira J\u00fanior. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Colocando numa linha do tempo as explora\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas na ilha, ainda conforme Kourayos et al. (2021, p. 94), as escava\u00e7\u00f5es se iniciaram no final do s\u00e9culo XIX, contudo, n\u00e3o de forma regular. Citam-se as expedi\u00e7\u00f5es de Theodore Bent em 1885, de Christos Tsountas em 1898,\u00a0 de Nikos Zapheiropoulos em 1959, e de Gottfried Gruben em 1980.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Escava\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas em Desp\u00f3tico come\u00e7aram a ser feitas em 1997 pelo arque\u00f3logo Yannos Kourayos, ap\u00f3s sua visita \u00e0 ilha em 1996. Conforme nos relata na introdu\u00e7\u00e3o a seu livro sobre Desp\u00f3tico (2018a, p. 8), nem ele nem seus colegas do atual &#8220;Ephorate of Antiquities of Cyclades&#8221; [&#8220;Eforato de Antiguidades da C\u00edclades&#8221;] esperariam encontrar um dos maiores santu\u00e1rios das C\u00edclades sob um curral de animais. Foi Kourayos e sua equipe que descobriram, por meio de inscri\u00e7\u00f5es com o nome Apolo em peda\u00e7os de cer\u00e2mica encontrados, que o templo era dedicado a essa divindade, fato at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">De l\u00e1 para c\u00e1, em mais de 20 anos, os trabalhos de escava\u00e7\u00e3o no s\u00edtio de Desp\u00f3tico sob a dire\u00e7\u00e3o de\u00a0 Kourayos t\u00eam sido exitosos. Muitos artefatos, como cer\u00e2micas, est\u00e1tuas ou suas partes, bem como edif\u00edcios t\u00eam sido sistematicamente achados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Dentre os mais importantes objetos encontrados, temos a parte superior da figura feminina que, acreditam os pesquisadores, provavelmente representa a mais antiga entidade cultuada no santu\u00e1rio, Apolo. Essa pe\u00e7a, que se tornou s\u00edmbolo de Antiparos e Desp\u00f3tico, data dos anos 675-650 a.C. e foi achada com diversos outros artefatos sob o solo do edif\u00edcio A1 do santu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-2.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" width=\"391\" height=\"580\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2392\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-2.png 391w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-2-202x300.png 202w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><\/a><figcaption>Figura de Apolo encontrada sob o edif\u00edcio A1.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para dar uma ideia da rotina de trabalho num s\u00edtio arqueol\u00f3gico, bem como o que se pode encontrar nele, relatamos abaixo, numa breve narrativa, um pouco da experi\u00eancia da equipe brasileira na escava\u00e7\u00e3o em Desp\u00f3tico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Experi\u00eancia brasileira e achados arqueol\u00f3gicos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">A equipe, durante as duas semanas de escava\u00e7\u00e3o na ilha, teve a supervis\u00e3o geral de Yannos Kourayos e Erica Angliker e, no trabalho de campo, teve a orienta\u00e7\u00e3o de Luigi Lasfaciano, com a assist\u00eancia de Francesca Romana Fiano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3.png\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2393\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3.png 576w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3-300x199.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3-500x332.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-3-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><figcaption>Arque\u00f3loga brasileira, Dra. Erica Angliker, apresentando o s\u00edtio arqueol\u00f3gico\u00a0 \u00e0 equipe no primeiro dia de escava\u00e7\u00e3o. Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Nesses quinze dias de atividade,\u00a0 a equipe seguiu a seguinte rotina: no come\u00e7o da manh\u00e3 part\u00edamos de barco de Ant\u00edparos, onde est\u00e1vamos hospedados, at\u00e9 Desp\u00f3tico e l\u00e1 trabalh\u00e1vamos no s\u00edtio arqueol\u00f3gico at\u00e9 o meio da tarde. Na escava\u00e7\u00e3o, \u00e9ramos divididos em grupos e cada grupo era designado a um ponto do s\u00edtio. A princ\u00edpio, o grupo supervisionado pela arque\u00f3loga Francesca Romana Fiano ficou respons\u00e1vel pela escava\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio no complexo sul. J\u00e1 o grupo sob a supervis\u00e3o do arque\u00f3logo Luigi Lafasciano ficou a cargo da escava\u00e7\u00e3o de uma cisterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">No trabalho, eram utilizados instrumentos como picaretas, p\u00e1s, tri\u00e2ngulos,&nbsp; <em>trowel,<\/em><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> vassouras, carriolas entre outros.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-5.png\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"523\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2395\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-5.png 523w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-5-262x300.png 262w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-5-500x574.png 500w\" sizes=\"(max-width: 523px) 100vw, 523px\" \/><\/a><figcaption>Integrante da equipe usando um <em>trowel<\/em>. Ao redor, outros instrumentos utilizados na escava\u00e7\u00e3o: picareta, vassourinha e p\u00e1. Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-6.png\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"382\" height=\"575\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2396\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-6.png 382w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-6-199x300.png 199w\" sizes=\"(max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/a><figcaption>Integrante da equipe retirando solo de um estrato com uma p\u00e1.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7.png\" data-rel=\"lightbox-image-6\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"544\" height=\"361\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2397\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7.png 544w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7-300x199.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7-500x332.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-7-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/a><figcaption>Integrantes da equipe fazendo a limpeza profunda de um conjunto de pedras de um muro.\u00a0<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-8.png\" data-rel=\"lightbox-image-7\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"359\" height=\"539\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2398\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-8.png 359w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-8-200x300.png 200w\" sizes=\"(max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><\/a><figcaption>Integrante da equipe utilizando um tri\u00e2ngulo.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Ao retirar as camadas de terra, constantemente encontr\u00e1vamos fragmentos de cer\u00e2mica de diversas naturezas e formatos. Aprendemos a separar essas cer\u00e2micas de acordo com os estratos onde eram encontradas, pois \u00e9 a partir da an\u00e1lise e estudo da estratifica\u00e7\u00e3o do terreno, ou seja, das diferentes camadas de terra que comp\u00f5em o terreno, que podemos averiguar e deduzir\u00a0 a data\u00e7\u00e3o dos achados de cada um delas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9.png\" data-rel=\"lightbox-image-8\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"456\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2399\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9.png 684w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9-300x200.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9-500x333.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-9-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/a><figcaption>Fragmentos de cer\u00e2mica encontrados em apenas um dia de trabalho.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de escava\u00e7\u00e3o em si e separa\u00e7\u00e3o dos objetos encontrados, realizamos outras tarefas importantes que fazem parte do trabalho arqueol\u00f3gico, como limpar o terreno para ser poss\u00edvel identificar o que vamos escavar, i.\u00e9, interpretar e compreender o que veio \u00e0 luz com a limpeza, para, a partir disso, saber como proceder na escava\u00e7\u00e3o, bem como medir e catalogar os espa\u00e7os encontrados e delimitados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10.png\" data-rel=\"lightbox-image-9\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"577\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2400\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10.png 577w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10-300x199.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10-500x332.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-10-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-11.png\" data-rel=\"lightbox-image-10\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"589\" height=\"387\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2401\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-11.png 589w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-11-300x197.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-11-500x329.png 500w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/a><figcaption>Nas duas fotos: o grupo trabalhando na retirada da terra do ponto designado.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12.png\" data-rel=\"lightbox-image-11\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"831\" height=\"467\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2402\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12.png 831w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12-300x169.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12-768x432.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12-500x281.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12-800x450.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-12-678x381.png 678w\" sizes=\"(max-width: 831px) 100vw, 831px\" \/><\/a><figcaption>Vista a\u00e9rea do local depois de finalizada a remo\u00e7\u00e3o da terra e da limpeza. \u00c9 poss\u00edvel ver, do lado direito, o muro descoberto e as pedras desmoronadas ao redor. Foto: Alex Augusto Marcelo e Sidnei de Oliveira Junior. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13.png\" data-rel=\"lightbox-image-12\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"927\" height=\"514\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2403\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13.png 927w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13-300x166.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13-768x426.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13-500x277.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-13-800x444.png 800w\" sizes=\"(max-width: 927px) 100vw, 927px\" \/><\/a><figcaption>Equipe supervisionada pelo Dr. Luigi Lafasciano trabalhando na remo\u00e7\u00e3o de pedras desmoronadas.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo e Sidnei de Oliveira Junior. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Enquanto algumas equipes escavavam e limpavam o terreno, outras lavavam as cer\u00e2micas encontradas, um trabalho imprescind\u00edvel e muito minucioso, feito apenas com \u00e1gua e escovas de dentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-14.png\" data-rel=\"lightbox-image-13\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"591\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2404\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-14.png 591w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-14-300x199.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-14-500x332.png 500w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/a><figcaption>Integrante da equipe na lavagem de cer\u00e2micas.\u00a0<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-15.png\" data-rel=\"lightbox-image-14\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"593\" height=\"391\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2405\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-15.png 593w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-15-300x198.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-15-500x330.png 500w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><\/a><figcaption>Integrantes da equipe na lavagem de cer\u00e2micas.\u00a0<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Quanto aos achados, destacamos que no dia 17\/06, \u00faltimo dia de escava\u00e7\u00e3o da primeira semana, ao come\u00e7ar a limpeza de uma outra parte do s\u00edtio, mais a leste, em um muro colapsado do per\u00edodo romano, encontramos um fragmento de uma est\u00e1tua de m\u00e1rmore, uma panturrilha pertencente, provavelmente, a um <em>kouros<\/em>.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Essa pe\u00e7a, anterior ao per\u00edodo do muro, foi usada como \u201ctijolo\u201d para sua constru\u00e7\u00e3o, mostrando\u00a0 um exemplo de reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais mais antigos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-16.png\" data-rel=\"lightbox-image-15\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"554\" height=\"743\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-16.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2406\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-16.png 554w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-16-224x300.png 224w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-16-500x671.png 500w\" sizes=\"(max-width: 554px) 100vw, 554px\" \/><\/a><figcaption>Panturrilha de m\u00e1rmore e alguns fragmentos de cer\u00e2mica secando ap\u00f3s a lavagem.<br>Foto e reprodu\u00e7\u00e3o: cortesia de Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Ainda foram encontradas outras pe\u00e7as bastante interessantes como um pilar de m\u00e1rmore que poderia ser parte de um <em>perirantheion<\/em> (perirant\u00e9rio), um vaso m\u00f3vel, com estrutura c\u00f4ncova para reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, utilizado em contextos de rituais no templo. E um fragmento de um <em>pithos<\/em> (pito), um tipo de vaso fixo de dimens\u00f5es monumentais, usado para armazenamento de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17.png\" data-rel=\"lightbox-image-16\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"880\" height=\"487\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2407\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17.png 880w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17-300x166.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17-768x425.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17-500x277.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-17-800x443.png 800w\" sizes=\"(max-width: 880px) 100vw, 880px\" \/><\/a><figcaption>Vista a\u00e9rea do grupo trabalhando no muro romano onde foi encontrada a panturrilha de m\u00e1rmore.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo e Sidnei de Oliveira Junior. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18.png\" data-rel=\"lightbox-image-17\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"865\" height=\"566\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2408\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18.png 865w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18-300x196.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18-768x503.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18-500x327.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-18-800x523.png 800w\" sizes=\"(max-width: 865px) 100vw, 865px\" \/><\/a><figcaption>Parte da equipe com o fragmento de <em>pithos <\/em>(pito) encontrado.<br>Foto: Alex Augusto Marcelo. Cortesia: Yannos Kourayos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Algumas considera\u00e7\u00f5es finais\u2026<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">A escava\u00e7\u00e3o possibilita a experi\u00eancia de estar em um s\u00edtio arqueol\u00f3gico de fato, encontrando e manuseando pe\u00e7as que s\u00f3 podem ser apreciadas em museus, mediadas por um vidro, ou ao longe, antes de uma corda de isolamento, no caso de espa\u00e7os e objetos expostos em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos. Ademais, esse trabalho pr\u00e1tico e sem media\u00e7\u00f5es com a cultura material nos permite interpretar a hist\u00f3ria e as sociedades antigas de uma perspectiva mais tang\u00edvel, a partir da intera\u00e7\u00e3o do homem antigo com a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O trabalho em uma escava\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, contudo, \u00e9 muito diferente da imagem romantizada que pintamos em nossa mente: \u00e9 um trabalho \u00e1rduo, pesado, que exige, ao mesmo tempo, muita for\u00e7a f\u00edsica e muita precis\u00e3o e delicadeza. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m coopera\u00e7\u00e3o e entendimento dentro do grupo: cada um precisa compreender sua fun\u00e7\u00e3o e realiz\u00e1-la com rapidez e precis\u00e3o, como um rel\u00f3gio, a fim de otimizar o tempo. A escava\u00e7\u00e3o requer um trabalho coletivo organicamente orquestrado, isso \u00e9 imprescind\u00edvel para o sucesso do empreitada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19.png\" data-rel=\"lightbox-image-18\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"613\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2409\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19.png 930w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19-300x198.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19-768x506.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19-500x330.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/image-19-800x527.png 800w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><\/a><figcaption>Equipe em almo\u00e7o na Embaixada do Brasil em Atenas junto com o embaixador Roberto Abdala, palestrantes que apresentaram seus trabalhos durante a primeira semana de atividades em Atenas e outros convidados.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">ANGLIKER, Erica; COSTA,&nbsp; Lorena Lopes da (2021). Religi\u00e3o na Gr\u00e9cia e Roma Antigas: contatos, encontros e trocas. In: <em>Hist\u00f3ria: Quest\u00f5es &amp; Debates<\/em>, v. 69, n. 1, p. 7-16. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufpr.br\/historia\/article\/view\/76315\">https:\/\/revistas.ufpr.br\/historia\/article\/view\/76315<\/a>. Acesso em: 18\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">KOURAYOS, Iannos; DAIFA, Kornilia (2021). Desp\u00f3tiko: Escava\u00e7\u00f5es e restaura\u00e7\u00e3o de um Santu\u00e1rio de Apolo. In: <em>Hist\u00f3ria: Quest\u00f5es &amp; Debates<\/em>, v. 69, n. 1, p. 18-46. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufpr.br\/historia\/article\/view\/76315\">https:\/\/revistas.ufpr.br\/historia\/article\/view\/76315<\/a>. Acesso em 18\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">KOURAYOS, Yannos (2020). <em>Paros, Antiparos, Despotiko: from Prehistoric to Contemporary times<\/em>. 2nd edition.&nbsp; Paros: Paros Municipality. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/45628157\/Paros_Antiparos_Despotiko_From_Prehistoric_to_Contemporary_Times\">https:\/\/www.academia.edu\/45628157\/Paros_Antiparos_Despotiko_From_Prehistoric_to_Contemporary_Times<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">KOURAYOS, Yannos (2018a). <em>Despotiko<\/em>: <em>a journey in time<\/em>. Antiparos: Municipality of Antiparos. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/45589193\/Despotiko_A_Journey_in_Time_Twenty_Years_of_Research_at_the_Sanctuary_of_Apollo.\">https:\/\/www.academia.edu\/45589193\/Despotiko_A_Journey_in_Time_Twenty_Years_of_Research_at_the_Sanctuary_of_Apollo.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">KOURAYOS, Yannos (2018b). &#8220;Miltiades on Paros: New Evidence from Despotiko&#8221;. In: Angliker, Erica &amp; Tully, John (eds.), <em>Cycladic Archaeology: New Approaches and Discoveries<\/em>. Oxford: Archeopress. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/45559270\/Miltiades_on_Paros_New_Evidence_from_Despotiko_In_Cycladic_Archaeology_New_Approaches_and_Discoveries_ed_by_E_Angliker_and_J_Tully_Oxford_Archeopress\">https:\/\/www.academia.edu\/45559270\/Miltiades_on_Paros_New_Evidence_from_Despotiko_In_Cycladic_Archaeology_New_Approaches_and_Discoveries_ed_by_E_Angliker_and_J_Tully_Oxford_Archeopress<\/a>. Acesso em: 16\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">KOURAYOS, Yannos; DAIFA, Kornelia; OHNESORG, Aenne; PAPAJANNI, Katarina (2012). The Sanctuary of Despotiko in the Cyclades. Excavations 2001\u20132012. <em>Arch\u00e4ologischer Anzeiger<\/em>, n. 2, p. 93\u2013174. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/45561455\/The_Sanctuary_of_Despotiko_in_the_Cyclades_Excavations_2001_2012\">https:\/\/www.academia.edu\/45561455\/The_Sanctuary_of_Despotiko_in_the_Cyclades_Excavations_2001_2012<\/a>. Acesso em: 16\/08\/2022.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Sites e m\u00eddias sociais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/07\/14\/escola-de-verao-proporciona-imersao-na-cultura-grega-para-pesquisadores-da\">https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/07\/14\/escola-de-verao-proporciona-imersao-na-cultura-grega-para-pesquisadores-da<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/centrodeestudosclassicosiel\/\">https:\/\/www.facebook.com\/centrodeestudosclassicosiel\/<\/a><\/p>\n\n\n<p style=\"text-align: right\">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>Professores: Fl\u00e1vio Ribeiro de Oliveira (IEL-Unicamp), Patricia Prata (IEL-Unicamp) e Mary Laffer (FFLCH-USP); alunos: Alex Augusto Marcelo (graduado em Lingu\u00edstica-IEL), Andr\u00e9 Del Corso (gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica-IEL); M\u00f4nica Souza Venturini (mestranda em Lingu\u00edstica-IEL, \u00e1rea de Estudos Cl\u00e1ssicos\/Latim); Vanessa Fernandes Dias (doutoranda em Lingu\u00edstica-IEL, \u00e1rea de Estudos Cl\u00e1ssicos\/Latim); Lidiana Garcia (doutoranda em Lingu\u00edstica-IEL, \u00e1rea de Estudos Cl\u00e1ssicos\/Grego); Sidnei de Oliveira J\u00fanior (gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria-IFCH); Karoliny Batzakas de Souza Matos (doutoranda em Hist\u00f3ria &#8211; IFCH); Amabile Helena Zanco (mestranda em Hist\u00f3ria &#8211; IFCH); Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho (doutorando em Filosofia &#8211; IFCH) e Manuela Sim\u00f5es Coelho.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[2]<\/sup><\/a>Vide: <a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/04\/04\/escola-de-verao-levara-pesquisadores-da-unicamp-para-escavacao-arqueologica-na\">https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/04\/04\/escola-de-verao-levara-pesquisadores-da-unicamp-para-escavacao-arqueologica-na<\/a>. Em breve haver\u00e1 uma nova edi\u00e7\u00e3o do minicurso, com temas in\u00e9ditos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Para repercuss\u00f5es\u00a0 sobre a Escola: <a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/07\/14\/escola-de-verao-proporciona-imersao-na-cultura-grega-para-pesquisadores-da\">https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/noticias\/2022\/07\/14\/escola-de-verao-proporciona-imersao-na-cultura-grega-para-pesquisadores-da<\/a><\/p>\n<p>Para fotos: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/centrodeestudosclassicosiel\/\">https:\/\/www.facebook.com\/centrodeestudosclassicosiel\/<\/a><\/p>\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-admin\/post.php?post=2387&amp;action=edit#_ftnref1\"><sup data-rich-text-format-boundary=\"true\">[4]<\/sup><\/a> &#8220;Despotiko has been identified as ancient Prepesinthus, following the lists of Cycladic islands recorded by Strabo and Pliny.&#8221;<\/p>\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-admin\/post.php?post=2387&amp;action=edit#_ftnref1\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Esp\u00e9cie de esp\u00e1tula, em formato de losango, usada para retirar o solo de maneira r\u00e1pida e precisa. Para uma imagem, vide: <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:TrowelPS.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-19\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:Trow<\/a><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:TrowelPS.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-20\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">elPS.jpg<\/a><\/p>\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-admin\/post.php?post=2387&amp;action=edit#_ftnref1\"><sup>[6]<\/sup><\/a> &#8220;O <em>Kouros<\/em> designa um tipo de est\u00e1tua da Gr\u00e9cia Antiga, representando um jovem do sexo masculino. Esta figura apresenta-se sempre em p\u00e9 e desnuda, com cabelos longos frisados, e trazendo no rosto sereno o sorriso t\u00edpico da escultura do Per\u00edodo Arcaico da arte grega&#8221; (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Kouros\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Kouros<\/a>).\u00a0 Sua vers\u00e3o feminina \u00e9 denominada <em>Kore<\/em> ou <em>kor\u00e9<\/em>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto de:Patricia PrataM\u00f4nica Souza Venturini Breves palavras sobre a &#8220;Escola de Ver\u00e3o Brasileira na Gr\u00e9cia 2022&#8221; Dos dias 11 a 25 de junho de 2022, <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2022\/08\/19\/estudos-classicos-e-arqueologia\/\" title=\"Um encontro entre Estudos Cl\u00e1ssicos e Arqueologia: uma experi\u00eancia brasileira nas escava\u00e7\u00f5es em Desp\u00f3tico (2022)\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":150,"featured_media":2388,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[126,47,1],"tags":[385,389,388,386,146,384,387,293,390],"class_list":["post-2387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-classicos","category-linguagem-e-historia","category-sem-categoria","tag-arqueologia","tag-ciclades","tag-despotico","tag-escavacao","tag-estudos-classicos","tag-grecia","tag-templo-de-apolo","tag-unicamp","tag-usp"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2022\/08\/Picture1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/150"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2387"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2664,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2387\/revisions\/2664"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}