{"id":2724,"date":"2024-09-16T20:52:21","date_gmt":"2024-09-16T20:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=2724"},"modified":"2024-09-16T20:56:31","modified_gmt":"2024-09-16T20:56:31","slug":"breve-introducao-ao-estudo-das-formas-nominais-do-verbo-latino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2024\/09\/16\/breve-introducao-ao-estudo-das-formas-nominais-do-verbo-latino\/","title":{"rendered":"Breve introdu\u00e7\u00e3o ao estudo das formas nominais do verbo latino"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong>Texto de apoio para estudantes e interessados na l\u00edngua latina<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Texto de:<\/strong><br>Marcos Aurelio Pereira<br>Docente da \u00e1rea de Letras e Estudos Cl\u00e1ssicos no Departamento de Lingu\u00edstica da Unicamp<\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Formas Nominais do verbo latino<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">S\u00e3o chamadas \u201cformas nominais\u201d do verbo latino o infinitivo, o partic\u00edpio, o ger\u00fandio, o gerundivo e o supino, porque, tanto morfol\u00f3gica como sintaticamente, comportam-se n\u00e3o apenas como verbos, mas tamb\u00e9m como nomes (i.e. como adjetivos ou substantivos). E, salvo exce\u00e7\u00f5es, a exemplo do que se passa com o infinitivo (cujo nome decorre do fato de, ao contr\u00e1rio das chamadas \u201cformas finitas\u201d, n\u00e3o sofrer ele as flex\u00f5es usuais de modo, pessoa, n\u00famero etc), \u00e9 mesmo como nomes que tais formas se flexionam, seguindo um ou outro dos paradigmas flexionais latinos denominados \u201cdeclina\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O car\u00e1ter nominal do infinitivo \u00e9 demonstrado pela possibilidade de seu emprego com adjetivos e pronomes (e.g. <em>meum uiuere<\/em>). \u00c9, ademais, propriedade sua o exprimir pura e simplesmente a no\u00e7\u00e3o verbal, e sobre esse seu car\u00e1ter repousam os chamados \u201cinfinitivos substantivados\u201d como <em>uelle <\/em>e<em> posse<\/em>, por exemplo, empregados na l\u00edngua filos\u00f3fica do latim medieval e equivalentes aos substantivos abstratos <em>uoluntas <\/em>e<em> potestas<\/em>. Mas n\u00e3o para a\u00ed sua natureza de nome, paralela \u00e0 de verbo. Tem o infinitivo tr\u00eas \u201ctempos\u201d (no\u00e7\u00e3o um tanto quanto impr\u00f3pria, dado que o sentido de tempo, para essa forma, ser\u00e1 sempre relativo ao verbo da proposi\u00e7\u00e3o em que se emprega): presente, perfeito e futuro, podendo estes ser ativos, passivos ou depoentes. Tomando o verbo amo, amare para exemplifica\u00e7\u00e3o, obtemos as seguintes formas do infinitivo latino:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>amare<\/em> (infinitivo presente at. = port. <em>amar<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>amari<\/em> (inf.pres.pass. = port. <em>ser amado<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>ama[ui]sse<\/em> (inf.perf.at. = port<em>. ter amado<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>amatum,am,um esse<\/em> (inf.perf.pass. = port. <em>ter sido amado<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>amaturum,am,um esse<\/em> (inf.fut.at. = port<em>. ir\/dever amar<\/em>);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>amatum iri<\/em> (inf.fut.pass. = port. <em>ir\/dever ser amado<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Pode o infinitivo, ainda, especialmente do presente, tomar as fun\u00e7\u00f5es sint\u00e1ticas de sujeito (dos verbos impessoais e <em>esse<\/em>, p.ex.) e complemento verbal (dos verbos ditos servis, ou de predica\u00e7\u00e3o incompleta etc). Pode, ainda, assumir as fun\u00e7\u00f5es de complemento nominal de adjetivos (Hor. <em>Od<\/em>. 1.12.11: <em>blandus&#8230;ducere&#8230;quercus<\/em>), aposto (Cic. <em>Tusc.<\/em> 3.30: <em>haec est&#8230;diuina sapientia&#8230;nihil admirari<\/em>) etc.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Exercendo as fun\u00e7\u00f5es de sujeito ou complemento dos verbos finitos das proposi\u00e7\u00f5es de que faz parte, o infinitivo aparece em dois casos, o nominativo e o acusativo. \u00c9 outro \u201csubstantivo verbal\u201d que ir\u00e1 suprir sua falta nos demais casos: o ger\u00fandio (de <em>gero, gerere<\/em> = port. <em>executar, fazer<\/em> e caracterizado pelo sufixo &#8211;<em>nd<\/em>-). Servir\u00e1 ele, no genitivo e no dativo, de complemento aos nomes, verbos ou frases que exigem tais caos; no acusativo, geralmente precedido de <em>ad<\/em>, indicar\u00e1 o fim, escopo ou movimento expresso pelo verbo ou nome que completa. No ablativo, sem preposi\u00e7\u00e3o, servir\u00e1 sobretudo de complemento de instrumento ou meio, modo ou maneira, entre outros; preposicionado, expressar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es das preposi\u00e7\u00f5es que o acompanham. Comparem-se, a t\u00edtulo de exemplifica\u00e7\u00e3o, as formas nominais ocorrentes nas seguintes ora\u00e7\u00f5es, todas pass\u00edveis de substitu\u00edrem-se por substantivos equivalentes (cf. Ravizza, 1956, pp. 289-290):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>studere est utile<\/em> (nom.);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>tempus studendi<\/em> (gen.);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>aptus studendo<\/em> (dat.);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>cupio studere \/ eo ad studendum<\/em> (ac.);<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><em>discitur studendo<\/em> (abl.).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">De significa\u00e7\u00e3o ativa, o ger\u00fandio rege sempre o caso do seu verbo: <em>ars erudiendi pueros nobilis est<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O recurso ao ger\u00fandio (bem como a outra forma nominal, o supino) para suprir o infinitivo nos casos de que esta forma carece, entretanto, como lembra Monteil (1974, pp. 337-338), n\u00e3o deve ser interpretado de modo a considerar-se tal recurso uma \u201cflex\u00e3o do infinitivo\u201d. Ocorre apenas que, dada a pequena extens\u00e3o do emprego daquele \u00faltimo, o ger\u00fandio (e o supino), de valores espec\u00edficos e at\u00e9 mesmo estranhos aos do infinitivo, serve-lhe, ocasionalmente, de substituto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O terceiro e \u00faltimo substantivo verbal a que podemos nos referir \u00e9 o supino, do qual se distinguem duas formas: supino em &#8211;<em>um<\/em> e em &#8211;<em>u<\/em>. A primeira, acusativo de um substantivo verbal, marca o fim ou escopo da a\u00e7\u00e3o expressa pelo verbo principal da ora\u00e7\u00e3o, que pode indicar movimento, e segue a constru\u00e7\u00e3o do verbo de que \u00e9 derivada (e.g. <em>uenerunt quaestum iniurias<\/em>). O supino em &#8211;<em>u<\/em>, ablativo\/dativo do mesmo substantivo da quarta declina\u00e7\u00e3o, incorporado (como as demais formas nominais) ao sistema verbal, indica rela\u00e7\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o, completando, na \u00e9poca cl\u00e1ssica, o sentido de alguns adjetivos, especialmente em &#8211;<em>bilis<\/em> (e.g. <em>mirabile uisu<\/em>). Encontra-se tamb\u00e9m uma forma de supino em &#8211;<em>ui<\/em> (dativo), e.g. Pl. <em>Bacch<\/em>. 62: <em>istaec lepida sunt memoratui<\/em>. Tendeu o supino a ser substitu\u00eddo, pouco a pouco, por outras constru\u00e7\u00f5es (com gerundivo, partic\u00edpio ou <em>ut<\/em> seguido de subjuntivo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Entre os adjetivos verbais, por sua vez, encontram-se os partic\u00edpios e o gerundivo. Este \u00faltimo, um adjetivo verbal empregado atributiva ou predicativamente, n\u00e3o \u00e9, segundo alguns, sen\u00e3o um ger\u00fandio transformado em adjetivo (cf. Blatt, 1952, p. 218), comportando na l\u00edngua cl\u00e1ssica a ideia de obriga\u00e7\u00e3o. Concordando com o substantivo em g\u00eanero, n\u00famero e caso (gen., dat., acus. ou abl.), substitui em grande medida o ger\u00fandio com acusativo, exceto se este o for de um adjetivo ou pronome neutro substantivado. Compare-se, a t\u00edtulo de exemplo, o j\u00e1 citado&nbsp; <em>ars erudiendi pueros nobilis est<\/em> (constru\u00eddo com o ger\u00fandio de <em>erudio, erudire<\/em> no genitivo) com <em>ars erudiendorum puerorum nobilis est<\/em> (onde aparece empregado o gerundivo do mesmo verbo, no mesmo caso, concordando com o termo que completa). O gerundivo pode, tamb\u00e9m, ser usado com verbos intransitivos, e.g. <em>eundum est nobis<\/em>, com a referida ideia de obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O partic\u00edpio, por sua vez, assim chamado (impropriamente) por \u201cparticipar\u201d da natureza do verbo e do adjetivo (tra\u00e7o compartilhado, como vimos, pelo gerundivo), ocorre em latim nas formas de presente ativo (<em>amans<\/em>) e depoente (<em>sequens<\/em>), perfeito passivo (<em>amatus<\/em>) e depoente (<em>secutus<\/em>), futuro ativo (<em>amaturus<\/em>) e depoente (<em>secuturus<\/em>) dos verbos transitivos e, com algumas exce\u00e7\u00f5es, dos intransitivos. Observa-se, pois, que o latim carece de partic\u00edpios passivos de presente, ativos de perfeito e, ao menos no per\u00edodo cl\u00e1ssico, tamb\u00e9m de passivos de futuro, car\u00eancia essa suprida, por exemplo, por constru\u00e7\u00f5es envolvendo a conjun\u00e7\u00e3o <em>cum<\/em> e o subjuntivo imperfeito passivo (com valor de part.pres.pass.) ou mais-que-perfeito ativo (com valor de part.perf.at.) do verbo em quest\u00e3o. Note-se, ainda, que o partic\u00edpio perfeito dos verbos depoentes tem significa\u00e7\u00e3o ativa, o mesmo ocorre com alguns partic\u00edpios perfeitos passivos. Na prosa imperial e na poesia, o gerundivo fazia as vezes de partic\u00edpio futuro passivo, formando, com o verbo <em>esse<\/em>, a conjuga\u00e7\u00e3o perifr\u00e1stica passiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Do mesmo modo que as express\u00f5es \u201cpresente\u201d, \u201cperfeito\u201d e \u201cfuturo\u201d, quando empregadas para se falar do infinitivo, t\u00eam valor sempre relativo ao tempo do verbo finito da ora\u00e7\u00e3o principal, com respeito \u00e0 quest\u00e3o dos \u201ctempos\u201d do partic\u00edpio, cabe dizer que se trata de no\u00e7\u00f5es melhor compreendidas em termos de contemporaneidade (pres.), anterioridade (perf.) e posterioridade (fut.) em rela\u00e7\u00e3o ao tempo do verbo principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Tendo as propriedades do adjetivo e do verbo, o partic\u00edpio concorda, por um lado, em g\u00eanero, n\u00famero e caso com o substantivo; por outro, rege o caso do verbo de que \u00e9 formado. Al\u00e9m disso, pode, como os adjetivos, ter graus de compara\u00e7\u00e3o e ser substantivado (e.g. <em>acute responsa<\/em>, onde o segundo termo \u00e9 a forma neutra, no nominativo plural, do part.perf.pass. de <em>respondeo, respondere<\/em>, e a primeira um adv\u00e9rbio, como o exige o partic\u00edpio substantivado). Equivale, ademais, colocado ao lado de um nome que qualifica, a um substantivo abstrato portugu\u00eas (e.g. <em>post Vrbem conditam<\/em> = depois da funda\u00e7\u00e3o de Roma), al\u00e9m de servir \u00e0 express\u00e3o de diversas circunst\u00e2ncias de tempo, causa etc. Como adjetivo, ainda, a exemplo do que se passa com o gerundivo, pode ter as fun\u00e7\u00f5es atributiva (de adjunto adnominal) ou predicativa (i.e. de predicativo do sujeito, quando unido a <em>esse<\/em>, ou do objeto, com verbos de predica\u00e7\u00e3o incompleta).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS E OUTRAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">BLATT, F. <em>Pr\u00e9cis de syntaxe latine.<\/em> Lyon: IAC, 1952.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">DE MELO,&nbsp;W.D.C. <em>Latin linguistics<\/em>: an introduction. Berlin\/London: De Gruyter, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">ERNOUT, A. &amp; THOMAS, F. <em>Syntaxe latine.<\/em> 2. ed. Paris: Klincksieck, 1972.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">MONTEIL, P. <em>\u00c9l\u00e9ments de phon\u00e9tique et de morphologie du latin.<\/em> Paris: Nathan, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">PINKSTER, H. <em>The Oxford Latin syntax.<\/em>&nbsp;Vol. I: The simple clause. Oxford: University Press, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">_____. <em>The Oxford Latin syntax<\/em>. Vol. II: The complex sentence and discourse. Oxford: University Press, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">RAVIZZA, J. <em>Gram\u00e1tica latina.<\/em> 13. ed. Niter\u00f3i: Escola Industrial Dom Bosco, 1956.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">TOVAR, A. <em>Gram\u00e1tica hist\u00f3rica latina: sintaxis.<\/em> Madrid: S. Aguirre, 1946.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto de apoio para estudantes e interessados na l\u00edngua latina Texto de:Marcos Aurelio PereiraDocente da \u00e1rea de Letras e Estudos Cl\u00e1ssicos no Departamento de Lingu\u00edstica <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2024\/09\/16\/breve-introducao-ao-estudo-das-formas-nominais-do-verbo-latino\/\" title=\"Breve introdu\u00e7\u00e3o ao estudo das formas nominais do verbo latino\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":152,"featured_media":2728,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[126,48],"tags":[61,441,16],"class_list":["post-2724","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos-classicos","category-latim","tag-latim","tag-linguas-classicas","tag-linguistica"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2024\/09\/Latin_language_kapheder.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/152"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2724"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2739,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2724\/revisions\/2739"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}