{"id":263,"date":"2018-09-18T15:55:07","date_gmt":"2018-09-18T18:55:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=263"},"modified":"2018-09-27T10:37:50","modified_gmt":"2018-09-27T13:37:50","slug":"o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/","title":{"rendered":"O camelo pelo buraco da agulha e outras hist\u00f3rias estranhas de tradu\u00e7\u00e3o, por Stant Litore (tradu\u00e7\u00e3o Jacqueline Pla\u00e7a)"},"content":{"rendered":"<p>A tradu\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios j\u00e1 foi assunto aqui no blog algumas vezes<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. \u00c9 um tema que merece nossa aten\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m de ser um trabalho bastante atencioso e exaustivo por parte de quem se prop\u00f5e a faz\u00ea-lo (e que merece nosso reconhecimento por isso), \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de escolhas \u2013 e toda escolha \u00e9 tamb\u00e9m uma sutil demonstra\u00e7\u00e3o de poder.<\/p>\n<p>O texto que publicamos hoje aqui no blog, escrito pelo escritor de fic\u00e7\u00e3o Stant Litore e traduzido pela roteirista e tradutora Jacqueline Pla\u00e7a, discute justamente os pequenos poderes que surgem quando algu\u00e9m se prop\u00f5e a traduzir um texto, sobretudo quando se trata de algum texto sagrado ou can\u00f4nico, como a B\u00edblia, que carrega consigo milhares de anos de hist\u00f3ria e que \u00e9 um grande influenciador da nossa sociedade at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p><em>Camelo<\/em> e <em>corda<\/em> s\u00e3o palavras semelhantes na sua origem e foram confundidas no meio do caminho, mas ser\u00e1 que <em>obedecer<\/em> e <em>ouvir<\/em> tamb\u00e9m foram meros erros de leitura e interpreta\u00e7\u00e3o? S\u00e3o s\u00f3 nuances, pequenos detalhes, mas que demonstram escolhas pol\u00edticas que afetam em sua ess\u00eancia a forma como tais textos ser\u00e3o lidos. N\u00e3o podemos ser ing\u00eanuos quanto a isso.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O camelo pelo buraco da agulha e outras hist\u00f3rias estranhas de tradu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Stant Litore<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Jacqueline Pla\u00e7a<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Revis\u00e3o: Samira Spolidorio e Cl\u00e1udia Alves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algu\u00e9m mencionou o vers\u00edculo do homem rico passando pelo buraco de uma agulha ontem, e claro que eu comecei a meditar sobre tradu\u00e7\u00f5es incorretas e o poder sublime da linguagem. O camelo e a agulha \u00e9 um dos meus exemplos preferidos de tradu\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas, e fica ainda mais engra\u00e7ado porque, n\u00e3o importa como voc\u00ea traduza, a mensagem da met\u00e1fora permanece basicamente a mesma. Para quem n\u00e3o sabe, explico o que aconteceu. Muito provavelmente, o rabino Yeshua [mestre Jesus] disse aos seus disc\u00edpulos, h\u00e1 2 mil anos, que era mais f\u00e1cil passar uma corda (como aquelas usadas em redes de pesca no Mar da Galileia) pelo buraco de uma agulha de costura do que um homem rico entrar no reino dos c\u00e9us. Mas em aramaico \u2013 o idioma em que ele estava falando e o idioma no qual o texto fonte dos evangelhos sin\u00f3ticos provavelmente foi escrito \u2013 \u201ccamelo\u201d e \u201ccorda\u201d t\u00eam a mesma grafia: \u201cgml\u201d. Elas t\u00eam sonoridades diferentes, mas a escrita aramaica nem sempre apresenta vogais. Ent\u00e3o algu\u00e9m respeitosamente escreveu \u201cgml\u201d. O caso fica mais engra\u00e7ado quando os evangelhos sin\u00f3ticos aparecem e as pessoas come\u00e7am a traduzir as palavras de Cristo para o grego comum. Porque em grego comum, \u201ccamelo\u201d e \u201ccorda\u201d TAMB\u00c9M s\u00e3o a mesma palavra, distingu\u00edveis na escrita por apenas uma vogal, mas com a pron\u00fancia quase id\u00eantica. Camelo \u00e9 \u201ckamelon\u201d e corda \u00e9 \u201ckamilon\u201d. Em latim e ingl\u00eas [e em portugu\u00eas], claro, \u201ccamelo\u201d e \u201ccorda\u201d s\u00e3o facilmente distingu\u00edveis. Mas tanto em aramaico, quanto em grego comum, n\u00e3o. Ent\u00e3o, por mais que j\u00e1 seja bem frustrante tentar passar uma corda cheia de n\u00f3s pelo buraco de uma agulha de costura, c\u00e1 estamos n\u00f3s com a imagem de um imenso dromed\u00e1rio sendo comprimido pelo buraco de uma agulha, com corcova e tudo, deixando o homem rico n\u00e3o s\u00f3 numa bagun\u00e7a, mas numa cena c\u00f4mica. Tudo por causa de uma vogal!<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-264 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/09\/biblia-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/09\/biblia-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/09\/biblia-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/09\/biblia-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/09\/biblia.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u00c9 um caso divertido porque o significado \u00e9 similar em ambas as tradu\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, \u201ccamelo\u201d se encaixa no estilo dos ensinamentos de Jesus, quem geralmente fazia um uso c\u00f4mico das hip\u00e9rboles.<\/p>\n<p>Outras tradu\u00e7\u00f5es equivocadas s\u00e3o mais sinistras, como a popular vers\u00e3o de \u201carsenokoites\u201d para \u201chomossexuais\u201d, o que \u00e9 um pouco absurdo, j\u00e1 que existe uma palavra grega diferente para isso. \u201cArsenokoite\u201d \u00e9 cognato de \u201chomem\u201d e \u201ccama\u201d, e n\u00e3o se sabe o que ela significa porque seu uso \u00e9 bem raro. Sugere-se que seja uma refer\u00eancia a gigol\u00f4s, mas \u00e9 um palpite igualmente sem fundamento. A palavra aparece ao lado de \u201cmalakos\u201d (luxuoso), por isso \u00e9 mais prov\u00e1vel que se refira aos cidad\u00e3os ricos e amantes da vida f\u00e1cil (que s\u00e3o mais criticados no Novo Testamento do que os camelos). Malakos (suave) tamb\u00e9m se traduz erroneamente por \u201cafeminado\u201d, principalmente para manipular a leitura de \u201carsenokoites\u201d como \u201chomossexuais\u201d. Mas \u201cmalakos\u201d n\u00e3o significa afeminado; tamb\u00e9m existe outra palavra para isso. Malakos significa amante do luxo, para quem a vida \u00e9 f\u00e1cil, cercada de almofadas macias. Na Gr\u00e9cia, esse conceito n\u00e3o carregava conota\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. Os romanos associaram esse termo a \u201cser como uma mulher\u201d e, como os romanos tinham quest\u00f5es com feminilidade\/masculinidade, n\u00f3s herdamos tanto sua interpreta\u00e7\u00e3o, quanto seu equ\u00edvoco.\u00a0 Por\u00e9m, os gregos n\u00e3o tinham essa quest\u00e3o. (Eles tinham outras) N\u00e3o existem evid\u00eancias de que os \u201cmalakoi arsenokoites\u201d tivessem qualquer coisa a ver com orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade de g\u00eanero ou virilidade, nem com a aus\u00eancia dessa \u00faltima. Gr\u00e9cia n\u00e3o \u00e9 Roma. Malakoi arsenokoites s\u00e3o muito provavelmente homens ricos amantes da boa vida, que passam o dia na cama comendo uvas e ignorando o sofrimento do seu pr\u00f3ximo vivendo em pobreza. \u00c9 esse tipo de atitude que era frequentemente criticada no Novo Testamento e \u00e9 nela que as cartas onde foram escritas essas palavras se focavam. Uma vida de luxo, de riqueza e de ostenta\u00e7\u00e3o era um defeito que os gregos costumavam desprezar e tratar com deboche. Eles teriam dado gargalhadas da Trump Tower.<\/p>\n<p>Outros casos problem\u00e1ticos incluem \u201cezer kenegdo\u201d (que no Ocidente foi traduzido como \u201cajudante\u201d, o que no s\u00e9culo XVII sugeria simplesmente \u201ccooperador\u201d, mas que para n\u00f3s hoje soa como \u201csubordinado\u201d), para descrever a posi\u00e7\u00e3o das mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos homens, mas que em hebraico significa simplesmente parceria, sem pressupor hierarquia (e \u00e9 tamb\u00e9m a mesma palavra usada para descrever a posi\u00e7\u00e3o de Deus em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade); ou a tradu\u00e7\u00e3o equivocada de \u201ckephale\u201d (cabe\u00e7a) significando autoridade (autoridade \u00e9 uma palavra diferente) devido a uma express\u00e3o idiom\u00e1tica latina que herdamos e que n\u00e3o existe em grego (a palavra latina para cabe\u00e7a tamb\u00e9m significa l\u00edder, mas em grego \u201ckephale\u201d indica simplesmente origem, como a origem de uma fam\u00edlia ou de um rio, mas n\u00e3o autoridade).<\/p>\n<p>Ou ainda a tradu\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de \u201chupotassomenoi\u201d para \u201csubmisso\u201d, como no vers\u00edculo \u201cmulheres, sede submissas aos seus maridos\u201d, sendo que \u201chupotassomenoi\u201d n\u00e3o significa submiss\u00e3o em grego (h\u00e1 outra palavra para isso). Hupotossomenoi \u00e9 bem dif\u00edcil de traduzir para o ingl\u00eas. Significa \u201corganizarem-se sob\u201d, o que pode ou n\u00e3o sugerir o que os romanos pensavam. \u00c9 um termo militar para mobiliza\u00e7\u00e3o de tropas, ent\u00e3o os romanos aproveitaram a interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de hierarquia. Romanos amam hierarquia. Mas no contexto, em diversas passagens, o termo \u00e9 usado quando Paulo est\u00e1 falando tanto das dificuldades de mulheres crist\u00e3s com maridos n\u00e3o crist\u00e3os e de como enfrentar o mundo juntos e falar da sua f\u00e9 para um marido grego ou romano que acredita que voc\u00ea \u00e9 propriedade dele (esse \u00e9 o caso da carta aos Cor\u00edntios), quanto das passagens que nos exortam a vestir a armadura de Deus e resistir \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es (na carta aos Ef\u00e9sios). \u00c9 importante lembrar que naquele tempo as cartas estavam sendo escritas para confrontar a hierarquia, n\u00e3o apoi\u00e1-la, e para propor um igualitarismo radical nas rela\u00e7\u00f5es humanas, e que a maioria da popula\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na Europa do s\u00e9culo I era formada por mulheres. O ensinamento de que somos todos um s\u00f3 corpo em Cristo era mais dif\u00edcil de assimilar para os homens durante o Imp\u00e9rio Romano do que para as mulheres. As cartas aos Cor\u00edntios descrevem maridos n\u00e3o crist\u00e3os como vulner\u00e1veis, ainda apegados a velhas formas de pensamento, meio adormecidos, vivendo como soldados \u00e0 beira do territ\u00f3rio inimigo. No contexto, hupotossomai provavelmente significa mobilizar-se para dar suporte ao seu esposo contra o inimigo.<\/p>\n<p>\u201cHupakoe\u201d, que continua sendo traduzido como obedecer, e usado para crian\u00e7as, nunca para esposas, no Novo Testamento, tampouco significa \u201cobedecer\u201d. Significa \u201couvir\u201d. Trata-se de um conselho para crian\u00e7as, que escutem e aprendam, n\u00e3o que obede\u00e7am cegamente. Novamente, contexto. S\u00e3o cartas exortando as pessoas a n\u00e3o voltarem a viver como seus pais, a abandonarem sistemas opressivos e viverem de forma radicalmente diferente de seus antepassados. Isso criar\u00e1 um mundo de embates entre diversas gera\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias gregas. Por isso a carta encoraja os filhos a escutarem com cuidado e os pais a n\u00e3o provocarem a ira de seus filhos durante seus conflitos.<\/p>\n<p>E assim por diante.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 belo e tem mais nuances do que aparenta na tradu\u00e7\u00e3o, e n\u00f3s constantemente o pervertemos porque o tratamos como um texto latino\/romano ao inv\u00e9s de uma cole\u00e7\u00e3o de textos gregos e hebraicos. (Quando voc\u00ea traduz textos radicais ou subversivos para o idioma do Imp\u00e9rio, voc\u00ea eventualmente criar\u00e1 textos imperiais.)<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m porque insistimos em l\u00ea-los como se os autores estivessem escrevendo nos dias de hoje, com nossas conota\u00e7\u00f5es, figuras de linguagem e temores culturais, quando, na verdade, seus temores culturais e suas figuras de linguagem eram completamente diferentes, e os detalhes aos quais nos apegamos nem teriam passado pela cabe\u00e7a deles.<\/p>\n<p>E isso me leva a pensar no poder da palavra. Como escritor, sou um pouco tendencioso ao considerar a import\u00e2ncia da linguagem escrita. Entretanto, quando analisamos um livro sagrado que foi traduzido correta e incorretamente e constru\u00eddos e desconstru\u00eddo ao longo de 2 mil e 2 mil e 500 anos (ou, se voc\u00ea quiser um exemplo mais recente, com menos de 250 anos de exist\u00eancia, no nosso pr\u00f3prio idioma e sem as inconveni\u00eancias de tradu\u00e7\u00e3o, pense na Constitui\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos), \u00e9 dif\u00edcil evitar a conclus\u00e3o de que \u00e0s vezes o uso de uma \u00fanica palavra pode dar forma a sistemas pol\u00edticos e culturas inteiras. \u00c9 um pensamento que nos faz mais humildes.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Por exemplo, aqui: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Publicado originalmente em: &lt;<a href=\"https:\/\/stantlitore.com\/2018\/06\/01\/a-camel-through-the-eye-of-a-needle-and-other-wild-tales-of-translation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/stantlitore.com\/2018\/06\/01\/a-camel-through-the-eye-of-a-needle-and-other-wild-tales-of-translation\/<\/a>&gt;.\u00a0Aconselhamos sua leitura, sobretudo das notas e dos coment\u00e1rios, pois h\u00e1 uma discuss\u00e3o muito interessante ocorrendo por causa dessa publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Jacqueline Pla\u00e7a \u00e9 roteirista e tradutora. Ativista pelos direitos das mulheres e pelo estado verdadeiramente laico. Formada em cinema, trabalhou na produ\u00e7\u00e3o de festivais e curtas-metragens em S\u00e3o Paulo e Buenos Aires.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tradu\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios j\u00e1 foi assunto aqui no blog algumas vezes[1]. \u00c9 um tema que merece nossa aten\u00e7\u00e3o porque, al\u00e9m de ser um trabalho bastante atencioso e exaustivo por parte de quem se prop\u00f5e a faz\u00ea-lo (e que merece nosso reconhecimento por isso), \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de escolhas \u2013 e toda escolha &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;O camelo pelo buraco da agulha e outras hist\u00f3rias estranhas de tradu\u00e7\u00e3o, por Stant Litore (tradu\u00e7\u00e3o Jacqueline Pla\u00e7a)&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[6,25,26,17,20,18],"tags":[39,40,12,5,38,28],"class_list":["post-263","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-figuras-de-linguagem","category-humanidades","category-linguagem","category-literaturas-classicas","category-mulheres-na-literatura","category-traducao","tag-humanidade","tag-humanismo","tag-linguagem","tag-literatura","tag-literatura-classica","tag-traducao"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=263"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":275,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263\/revisions\/275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}