{"id":276,"date":"2018-10-01T15:07:36","date_gmt":"2018-10-01T18:07:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=276"},"modified":"2018-10-01T16:05:52","modified_gmt":"2018-10-01T19:05:52","slug":"a-traducao-de-textos-literarios-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/10\/01\/a-traducao-de-textos-literarios-parte-2\/","title":{"rendered":"A tradu\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios \u2013 parte 2"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo, lancei um desafio liter\u00e1rio para algumas pessoas pr\u00f3ximas a mim e que tamb\u00e9m est\u00e3o ligadas \u00e0 \u00e1rea de estudos liter\u00e1rios. Tendo como inspira\u00e7\u00e3o o texto \u201c23 tradu\u00e7\u00f5es para um poema de Emily Dickinson (1830-1886)\u201d, escrito por Matheus Mavericco e publicado pelo blog Escamandro<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, propus que cada uma de n\u00f3s traduzisse individualmente um mesmo poema e depois reun\u00edssemos e public\u00e1ssemos as diferentes vers\u00f5es aqui no blog Marca P\u00e1ginas. Os resultados, \u00e9 claro, ficaram muito divertidos e finalmente apresento tudo aqui nessa publica\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. E vale tamb\u00e9m como comemora\u00e7\u00e3o pelo dia 30 de setembro, dia internacional da tradu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Por afinidades acad\u00eamicas e pessoais (e porque acho que, exceto pelo fen\u00f4meno Elena Ferrante, ainda se l\u00ea pouca literatura italiana no Brasil), acabei escolhendo esse pequeno poema do poeta italiano Giorgio Caproni<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. S\u00e3o s\u00f3 4 linhas, mas \u00e9 incr\u00edvel como as palavras, e o uso po\u00e9tico que podemos fazer delas, se multiplicam em uma vastid\u00e3o de possibilidades quando estamos diante do desafio de reescrever, em formato de tradu\u00e7\u00e3o, um poema.<\/p>\n<figure id=\"attachment_278\" aria-describedby=\"caption-attachment-278\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-278 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/blur-book-stack-books-810050-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/blur-book-stack-books-810050-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/blur-book-stack-books-810050-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/blur-book-stack-books-810050-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-278\" class=\"wp-caption-text\">Foto por Ylanite Koppens.<\/figcaption><\/figure>\n<p>E foi justamente essa a raz\u00e3o pela qual me senti motivada a propor (e tamb\u00e9m a encarar) o desafio da tradu\u00e7\u00e3o desse poema. De quantas maneiras diferentes \u00e9 poss\u00edvel ler um mesmo poema? De quantas formas diferentes \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, traduzir um mesmo poema? Aparentemente, infinitas. Uma obra como a <em>Odisseia<\/em>, por exemplo, reconhecida por ser talvez a obra liter\u00e1ria mais antiga de que temos not\u00edcias, \u00e9 at\u00e9 hoje traduzida e publicada em diversas vers\u00f5es muito diversas entre si. Isso porque, em sua riqueza de sentidos, ela desperta em cada um de seus leitores-tradutores um aspecto que merece ser priorizado por sua tradu\u00e7\u00e3o. Por isso h\u00e1 tradu\u00e7\u00f5es que foram feitas em forma de poema, com estrofes, versos e rimas, e h\u00e1 outras que foram feitas em prosa: e todas elas partindo exatamente do mesmo texto-fonte.<\/p>\n<p>Como as l\u00ednguas n\u00e3o s\u00e3o exatamente equivalentes ou transparentes, mesmo que por vezes sejam parecidas, como \u00e9 o caso do portugu\u00eas e do espanhol, escolhas precisam ser feitas e \u00e9 a\u00ed que entra a interpreta\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 traduzindo, de forma que um texto na verdade pode se tornar v\u00e1rios \u00e0 medida que novas pessoas o leem e o reescrevem em suas pr\u00f3prias l\u00ednguas. Com a poesia \u00e9 preciso ainda balancear a quest\u00e3o da forma po\u00e9tica, escolhendo ou n\u00e3o manter as rimas, as sonoridades, os paralelismos, a melodia etc. do poema original. E se a escolha for mesmo priorizar a forma, mantendo ou criando uma rima, por exemplo, \u00e9 preciso ainda manter a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao significado das palavras e se elas, no geral, conseguem criar no leitor alguma experi\u00eancia de leitura semelhante \u00e0 criada pelo original.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nem um pouco f\u00e1cil traduzir literatura. Na minha humilde opini\u00e3o, \u00e9 o campo em que as palavras est\u00e3o mais livres e mais sens\u00edveis aos seus infind\u00e1veis usos poss\u00edveis. No uso liter\u00e1rio da linguagem, nessa pot\u00eancia de beleza \u00e0 que a linguagem pode chegar, n\u00e3o existem limites para o que \u00e9 humano se manifestar. A tradu\u00e7\u00e3o busca, por sua vez, recriar as liberdades e as sensa\u00e7\u00f5es de uma l\u00edngua na outra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_277\" aria-describedby=\"caption-attachment-277\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-277 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/Giorgio-Caproni-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/Giorgio-Caproni-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2018\/10\/Giorgio-Caproni.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-277\" class=\"wp-caption-text\">Foto por Dino Ignani.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A seguir, o poema original escrito por Caproni<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, publicado em 1982, na colet\u00e2nea <em>Il franco cacciatore<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Na sequ\u00eancia, seguem as tradu\u00e7\u00f5es feitas por amigas e amigos literatos. Cada vers\u00e3o traz em si suas pr\u00f3prias escolhas, suas prioridades liter\u00e1rias e particularidades interpretativas. Deixo aqui publicamente, mais uma vez, meu agradecimento a voc\u00eas que toparam participar do desafio. Mesmo que minha opini\u00e3o seja suspeita, digo novamente que adorei os resultados. As tradu\u00e7\u00f5es ficaram excelentes e os efeitos de leitura alcan\u00e7ados pelas diferentes vers\u00f5es com certeza valeram todo nosso esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ERRATA<\/p>\n<p>Non sai mai dove sei.<\/p>\n<p>CORRIGE<\/p>\n<p>Non sei mai dove sai.<\/p>\n<p>(Giorgio Caproni)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ERRATA<\/p>\n<p>N\u00e3o sabes nunca onde est\u00e1s.<\/p>\n<p>CORRE\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1s nunca onde sabes.<\/p>\n<p>(Fabiana Assini)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Errata<\/p>\n<p>N\u00e3o sai mais donde sabe.<\/p>\n<p>Corrige<\/p>\n<p>N\u00e3o sabe mais donde sai.<\/p>\n<p>(Lucas Michelani)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Errata<\/p>\n<p>Voc\u00ea nunca sabe onde est\u00e1.<\/p>\n<p>Corrige<\/p>\n<p>Quem \u00e9 que est\u00e1 onde sabe?<\/p>\n<p>(J\u00falia Mendes)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Errata<\/p>\n<p>Nunca sabe onde est\u00e1.<\/p>\n<p>Corrige<\/p>\n<p>Nunca est\u00e1 onde pensa.<\/p>\n<p>(Carlos Silva)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Desvios<\/p>\n<p>n\u00e3o v\u00f4 nunca onde t\u00f4.<\/p>\n<p>Endireitar:<\/p>\n<p>n\u00e3o t\u00f4 nunca onde v\u00f4.<\/p>\n<p>(Danielle Lima)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Errata<\/em><\/p>\n<p>n\u00e3o sai nunca; sabe que n\u00e3o vai.<\/p>\n<p><em>Corrige<\/em><\/p>\n<p>n\u00e3o vai nunca; sabe que n\u00e3o sai.<\/p>\n<p>(Danielle Lima)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ERRATA<\/p>\n<p>Nunca sabes onde est\u00e1s.<\/p>\n<p>CORRIGE<\/p>\n<p>Nunca est\u00e1s onde sabes.<\/p>\n<p>(Cl\u00e1udia Alves)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Errado<\/p>\n<p>N\u00e3o acho nunca onde estou.<\/p>\n<p>Correto<\/p>\n<p>N\u00e3o estou nunca onde acho.<\/p>\n<p>(Cl\u00e1udia Alves)<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/escamandro.wordpress.com\/2018\/02\/22\/23-traducoes-para-um-poema-de-emily-dickinson-1830-1886-por-matheus-mavericco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/escamandro.wordpress.com\/2018\/02\/22\/23-traducoes-para-um-poema-de-emily-dickinson-1830-1886-por-matheus-mavericco\/<\/a>. A dica preciosa \u00e9 que o blog Escamandro como um todo \u00e9 muito interessante e vale a visita de quem gosta de literatura, poesia, tradu\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Recomendo a leitura de outros textos j\u00e1 publicados aqui no blog que tamb\u00e9m discutem tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria: \u201cA tradu\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios \u2013 parte 1\u201d, dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/<\/a>, e \u201cO camelo pelo buraco da agulha e outras hist\u00f3rias estranhas de tradu\u00e7\u00e3o\u201d, publicado recentemente em parceria com Jacqueline Pla\u00e7a (tradutora) e Stant Litore (autor), no qual se pensa a quest\u00e3o das escolhas lexicais operadas em uma tradu\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Mais uma dica preciosa: acompanhem o blog Literatura Italiana traduzida no Brasil, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/literatura-italiana.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/literatura-italiana.blogspot.com\/<\/a>. Aqui encontramos mais informa\u00e7\u00f5es sobre o escritor Giorgio Caproni e outros importantes autores e autoras italianos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Para mais um poema de Caproni, traduzido para o portugu\u00eas pelo professor e tradutor Maur\u00edcio Santana Dias, vejam <a href=\"http:\/\/revistamododeusar.blogspot.com\/2010\/02\/giorgio-caproni-1912-1990.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/revistamododeusar.blogspot.com\/2010\/02\/giorgio-caproni-1912-1990.html<\/a>. E fica a \u00faltima dica do post: a Revista Modo de Usar e Co. foi uma iniciativa incr\u00edvel que criou um acervo online muito bom de poesia e de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Agrade\u00e7o Fabiana Assini, cuja pesquisa de mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina \u00e9 sobre Caproni, pela indica\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo, lancei um desafio liter\u00e1rio para algumas pessoas pr\u00f3ximas a mim e que tamb\u00e9m est\u00e3o ligadas \u00e0 \u00e1rea de estudos liter\u00e1rios. Tendo como inspira\u00e7\u00e3o o texto \u201c23 tradu\u00e7\u00f5es para um poema de Emily Dickinson (1830-1886)\u201d, escrito por Matheus Mavericco e publicado pelo blog Escamandro[1], propus que cada uma de n\u00f3s traduzisse individualmente um &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/10\/01\/a-traducao-de-textos-literarios-parte-2\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;A tradu\u00e7\u00e3o de textos liter\u00e1rios \u2013 parte 2&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[25,26,20,4,18],"tags":[29,12,47,5,33,28,48],"class_list":["post-276","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-humanidades","category-linguagem","category-mulheres-na-literatura","category-sugestao-de-leitura","category-traducao","tag-humanidades","tag-linguagem","tag-linguas","tag-literatura","tag-poesia","tag-traducao","tag-traducao-literaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=276"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":282,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/276\/revisions\/282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}