{"id":390,"date":"2019-04-22T11:37:51","date_gmt":"2019-04-22T14:37:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=390"},"modified":"2019-04-22T12:01:02","modified_gmt":"2019-04-22T15:01:02","slug":"cartoneras-a-publicacao-de-livros-como-instrumentos-de-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2019\/04\/22\/cartoneras-a-publicacao-de-livros-como-instrumentos-de-resistencia\/","title":{"rendered":"Cartoneras: a publica\u00e7\u00e3o de livros como instrumentos de resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao longo dos \u00faltimos meses, temos visto uma s\u00e9rie de not\u00edcias sobre a crise do mercado editorial no Brasil. Sem entrar na discuss\u00e3o sobre o que \u00e9 real e o que \u00e9 especula\u00e7\u00e3o nesse cen\u00e1rio, o fato \u00e9 que grandes redes e conglomerados editoriais brasileiros (e \u00e9 preciso deixar claro: sustentados muitas vezes por empresas e capitais estrangeiros) est\u00e3o lidando com d\u00edvidas exorbitantes, fechamento de lojas, demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios e muitas outras perdas pelo caminho. Com isso, n\u00f3s, leitoras e leitores, tamb\u00e9m perdemos alguma coisa. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por\u00e9m, paralelamente a essa situa\u00e7\u00e3o, existe um respiro no mercado editorial com o qual ganhamos muito mais e que, por isso, merece nossa aten\u00e7\u00e3o. Pequenas editoras independentes t\u00eam ocupado os espa\u00e7os liter\u00e1rios em nosso pa\u00eds com livros de qualidade, produzidos segundo uma l\u00f3gica totalmente diversa daquela praticada por editoras de grande porte. E \u00e9 atrav\u00e9s da exist\u00eancia desse outro cen\u00e1rio editorial que as Cartoneras t\u00eam ganhado cada vez mais destaque, com uma proposta de publica\u00e7\u00e3o baseada em crit\u00e9rios bastante originais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No in\u00edcio dos anos 2000, em Buenos Aires, na Argentina, surgiu a cooperativa Elo\u00edsa Cartonera com o objetivo de encontrar alternativas \u00e0 crise econ\u00f4mica que ocorria no pa\u00eds e, ao mesmo tempo, tornar a literatura mais acess\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o. Foi assim que se concretizou a ideia de utilizar papel\u00e3o, recolhido nas ruas da cidade por catadoras e catadores de papel, para criar livros costurados e pintados \u00e0 m\u00e3o individualmente. O papel\u00e3o, que a princ\u00edpio seria descartado como lixo, ganha novo significado e se transforma em capas coloridas e \u00fanicas para livros impressos a um custo reduzido. Dessa forma, tal processo de confec\u00e7\u00e3o possibilita, al\u00e9m da reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais recicl\u00e1veis, a comercializa\u00e7\u00e3o de livros por pre\u00e7os mais baixos. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, em pouco tempo, o projeto adquiriu import\u00e2ncia e reconhecimento e publicou, al\u00e9m de escritoras e escritores estreantes, nomes renomados da literatura argentina, como Ricardo Piglia e C\u00e9sar Aira.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_391\" aria-describedby=\"caption-attachment-391\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-391 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/capa-haroldo-223x300.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/capa-haroldo-223x300.jpg 223w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/capa-haroldo.jpg 536w\" sizes=\"(max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-391\" class=\"wp-caption-text\">Antologia do poeta brasileiro Haroldo de Campos, publicada em edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue pela Sarita Cartonera (Lima, Peru), em 2005<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Foi em 2006, por ocasi\u00e3o da 27a Bienal de S\u00e3o Paulo, cujo tema era \u201cComo viver junto\u201d, que a experi\u00eancia de Elo\u00edsa Cartonera finalmente chegou ao Brasil e come\u00e7ou a se estabelecer aqui gra\u00e7as ao trabalho de L\u00facia Rosa. Em 2007, a partir da parceria entre L\u00facia, Peterson Emboava e outros integrantes da cooperativa argentina, surge enfim a Dulcin\u00e9ia Catadora, editora pioneira na editora\u00e7\u00e3o cartonera em nosso pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dulcin\u00e9ia Catadora est\u00e1 localizada em uma cooperativa de reciclagem, na cidade de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 publicou cerca de 130 t\u00edtulos e vendeu mais de 12 mil exemplares, conforme n\u00fameros informados no site da editora. A equipe tamb\u00e9m tem realizado oficinas em outros ambientes, divulgando e reunindo cada vez mais apoiadores. No cat\u00e1logo de publica\u00e7\u00f5es, entre livros de poesia, contos e teatro, vemos nomes de autores estreantes, que gra\u00e7as \u00e0 editora puderam ter seus trabalhos publicados pela primeira vez, assim como est\u00e3o presentes grandes figuras da literatura brasileira contempor\u00e2nea, como Alice Ruiz, Pl\u00ednio Marcos e Manoel de Barros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tive a oportunidade de conversar, por e-mail, com L\u00facia Rosa no final do ano passado, quando ela me contou um pouco mais sobre o coletivo. L\u00facia explicou que a editora norteia suas atividades seguindo valores como \u201ctroca, sustentabilidade, luta contra a invisibilidade, compartilhamento do sens\u00edvel, acesso \u00e0 literatura e constru\u00e7\u00e3o de vias alternativas para a divulga\u00e7\u00e3o de autores n\u00e3o inseridos no mercado editorial tradicional\u201d. Por se sustentar em ideais como esses, ela afirma que a Dulcineia Catadora \u00e9 \u201cum coletivo com uma a\u00e7\u00e3o ativista\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo essa perspectiva, o livro \u00e9 ent\u00e3o tratado como um \u201cinstrumento de resist\u00eancia\u201d, que foge da \u201cprodu\u00e7\u00e3o em larga escala, cada vez mais sem sentido, \u00a0resultado de uma produ\u00e7\u00e3o fria, massificante\u201d. De acordo com L\u00facia, essa atitude de resist\u00eancia tamb\u00e9m molda o processo de sele\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos que ser\u00e3o publicados, afinal prioriza-se o experimentalismo de quem escreve, mais do que a preocupa\u00e7\u00e3o por vender livros: \u201ccomo o lucro n\u00e3o \u00e9 nosso objetivo, ficamos livres para divulgar autores que n\u00e3o desenvolvem uma literatura de f\u00e1cil apelo\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_392\" aria-describedby=\"caption-attachment-392\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-392 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Instalacao_A_Arte_de_Cpntar_Historias2_960.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Instalacao_A_Arte_de_Cpntar_Historias2_960.jpg 960w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Instalacao_A_Arte_de_Cpntar_Historias2_960-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Instalacao_A_Arte_de_Cpntar_Historias2_960-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-392\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: dulcineiacatadora.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Movida por essa possibilidade de ressignifica\u00e7\u00e3o do objeto livro, a escritora \u00edtalo-brasileira Francesca Cricelli publicou pela Dulcin\u00e9ia Catadora, no in\u00edcio deste ano, \u00a0sua primeira prosa, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Err\u00e2ncia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. No livro s\u00e3o narradas suas experi\u00eancias de deslocamento e viagem, tema que pauta suas experi\u00eancias pessoais e liter\u00e1rias desde que se mudou para a It\u00e1lia quando ainda era crian\u00e7a. Na entrevista que realizamos em dezembro do ano passado, Francesca contou como aceitou o convite para publicar esse livro por uma editora cartonera antes de public\u00e1-lo por uma editora n\u00e3o artesanal. Ela acredita que <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u201cusar materiais recicl\u00e1veis nos ajuda a ter uma consci\u00eancia maior\u201d, o que altera a experi\u00eancia de publica\u00e7\u00e3o: \u201cconhecer pessoalmente quem fabricou e editou o seu livro \u00e9 algo que transforma a rela\u00e7\u00e3o com o objeto\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Francesca declarou ainda que acredita na import\u00e2ncia de sermos \u201ccupidos da leitura\u201d, facilitando o \u201cenamoramento entre leitor e livro\u201d. Para a escritora, \u00e9 essencial estarmos atentos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de leitores e, nesse sentido, L\u00facia aposta na aproxima\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do trabalho artesanal que envolve cada publica\u00e7\u00e3o cartonera: \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400\">para chegar \u00e0s m\u00e3os do leitor os livros precisam ir al\u00e9m, somando linguagens; precisam ter como diferencial aquela fatura artesanal, cuidadosa, criativa e pessoal que marca as produ\u00e7\u00f5es independentes\u201d.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_393\" aria-describedby=\"caption-attachment-393\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-393 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Errancia_capa_2_852-214x300.png\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Errancia_capa_2_852-214x300.png 214w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Errancia_capa_2_852-768x1077.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Errancia_capa_2_852-730x1024.png 730w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/04\/Errancia_capa_2_852.png 852w\" sizes=\"(max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-393\" class=\"wp-caption-text\">Err\u00e2ncia, de Francesca Cricelli, publicado por Dulcin\u00e9ia Catadora em 2018<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O processo de fazer esses livros chegarem \u00e0s m\u00e3os dos leitores se torna assim um movimento que tamb\u00e9m passa a ser ressignificado, mostrando que o encontro entre leitores e livros n\u00e3o se d\u00e1 apenas em ambientes virtuais ou livrarias tradicionais. Para que isso possa acontecer, Francesca considera importante a \u201citiner\u00e2ncia editorial\u201d possibilitada pela exist\u00eancia de feiras e eventos liter\u00e1rios que modificam a cena atual da literatura no Brasil. \u201cH\u00e1 uma prolifera\u00e7\u00e3o de eventos liter\u00e1rios em que a venda dos livros acontece em paralelo; acho que estamos h\u00e1 um tempo inventando novas formas de existirmos no campo editorial\u201d, declara a escritora. Nesses ambientes, ela destaca ainda como \u00e9 poss\u00edvel encontrar momentos \u201cde alegria e efusividade, pois compram-se os livros, conhecem-se autores e editores\u201d, resultando em trocas diretas entre as v\u00e1rias etapas que fazem parte da publica\u00e7\u00e3o de um livro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A experi\u00eancia das cartoneras tem ainda conquistado novos territ\u00f3rios, por exemplo, viajando por outros continentes e motivando pesquisas em universidades. A pesquisadora Liz Gray, doutora em Literatura Comparada pela Brown University, defendeu recentemente sua tese sobre as po\u00e9ticas de interven\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, pensando como as crises econ\u00f4micas causadas pelo modelo neoliberal de produ\u00e7\u00e3o e consumo acabaram por motivar nos pa\u00edses latino-americanos justamente o surgimento de pr\u00e1ticas alternativas de ativismo, as quais est\u00e3o relacionadas \u00e0 arte e \u00e0 literatura. Parte de sua pesquisa se volta \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cartonera, inclusive \u00e0s iniciativas brasileiras, como a de Dulcin\u00e9ia Catadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, pude assistir, em 2018, a uma apresenta\u00e7\u00e3o da professora e pesquisadora Paula de Paiva Lim\u00e3o, da Universit\u00e0 degli Studi di Perugia, na qual foi abordado o tema das editoras cartoneras. Paula mencionou encontros e eventos realizados recentemente na Europa e nos Estados Unidos, nos quais a produ\u00e7\u00e3o cartonera foi o tema central, o que demonstra a dissemina\u00e7\u00e3o desses projetos ao redor do mundo. Outro ponto analisado por Paula foi como existe uma caracter\u00edstica que unifica essa pr\u00e1tica em todas as experi\u00eancias analisadas por ela: as Cartoneras criaram espa\u00e7os onde circulam a voz e o trabalho de mulheres. Desde as catadoras de papel\u00e3o, relegadas \u00e0s margens da sociedade n\u00e3o apenas por seu g\u00eanero mas tamb\u00e9m por sua classe social, at\u00e9 a escritoras e editoras, que participam da publica\u00e7\u00e3o desses livros, observamos o envolvimento de mulheres que assumem uma posi\u00e7\u00e3o essencial na editora\u00e7\u00e3o cartonera. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Projetos como esses, entre tantas outras iniciativas menores e independentes que t\u00eam surgido nos \u00faltimos anos, mostram que uma outra forma de exist\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel, em alternativa ao sistema dominante que v\u00ea na publica\u00e7\u00e3o de livros uma oportunidade de lucrar com o consumo de literatura. \u00c9 uma luta desproporcional tentar medir for\u00e7as com o capital e com o consumismo, mas n\u00e3o podemos deixar de participar de uma batalha s\u00f3 porque ela vai ser dif\u00edcil de vencer. Seguimos! <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para saber mais sobre as Cartoneras:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Elo\u00edsa Cartonera (em espanhol): &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/www.eloisacartonera.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400\">http:\/\/www.eloisacartonera.com.ar\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Dulcin\u00e9ia Catadora: &lt;<\/span><a href=\"http:\/\/www.dulcineiacatadora.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400\">http:\/\/www.dulcineiacatadora.com.br\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Base de dados da Universidade de Wiscosin, na qual \u00e9 poss\u00edvel consultar livros publicados por editoras cartoneras (em ingl\u00eas): &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/uwdc.library.wisc.edu\/collections\/arts\/eloisacart\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/uwdc.library.wisc.edu\/collections\/arts\/eloisacart\/<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\">Artigo \u201cDulcin\u00e9ia Catadora: Cardboard Corporeality and Collective Art in Brazil\u201d (em ingl\u00eas), de Liz Gray: &lt;<a style=\"font-size: 1rem\" href=\"https:\/\/acontracorriente.chass.ncsu.edu\/index.php\/acontracorriente\/article\/view\/1496\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/acontracorriente.chass.ncsu.edu\/index.php\/acontracorriente\/article\/view\/1496<\/a><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos meses, temos visto uma s\u00e9rie de not\u00edcias sobre a crise do mercado editorial no Brasil. Sem entrar na discuss\u00e3o sobre o que \u00e9 real e o que \u00e9 especula\u00e7\u00e3o nesse cen\u00e1rio, o fato \u00e9 que grandes redes e conglomerados editoriais brasileiros (e \u00e9 preciso deixar claro: sustentados muitas vezes por empresas &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2019\/04\/22\/cartoneras-a-publicacao-de-livros-como-instrumentos-de-resistencia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Cartoneras: a publica\u00e7\u00e3o de livros como instrumentos de resist\u00eancia&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[27,22,7,24,25,26,53,20,21,54,4],"tags":[117,73,113,121,122,114,115,5,118,116,55,70,33,119,123,56,120],"class_list":["post-390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artes","category-critica-literaria","category-em-sala-de-aula","category-eventos-literarios","category-humanidades","category-linguagem","category-literatura","category-mulheres-na-literatura","category-pesquisas-de-pos-graduacao","category-politica-e-resistencia","category-sugestao-de-leitura","tag-america-latina","tag-brasil","tag-cartoneras","tag-coletivo","tag-cooperativa","tag-editoras-independentes","tag-eventos-literarios","tag-literatura","tag-livro","tag-mercado-editorial","tag-mulheres-na-literatura","tag-mulherio-das-letras","tag-poesia","tag-prosa","tag-reciclagem","tag-resistencia","tag-teatro"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=390"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":396,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390\/revisions\/396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}