{"id":402,"date":"2019-05-29T11:38:03","date_gmt":"2019-05-29T14:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=402"},"modified":"2020-08-13T13:11:21","modified_gmt":"2020-08-13T16:11:21","slug":"beyonce-uma-aproximacao-ao-feminismo-e-a-literatura-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2019\/05\/29\/beyonce-uma-aproximacao-ao-feminismo-e-a-literatura-negra\/","title":{"rendered":"Beyonc\u00e9: uma aproxima\u00e7\u00e3o ao feminismo e \u00e0 literatura negra, por Cl\u00e1udia Alves e Danielle Lima"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 dispon\u00edvel desde o m\u00eas passado, na Netflix, o document\u00e1rio <em>Homecoming<\/em> (2019), dirigido e estrelado por Beyonc\u00e9 Knowles-Carter. O filme, que intercala cenas de dois momentos diversos do mesmo evento, \u00e9 registro de como foi a concep\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o do show que a cantora realizou no festival norte-americano Coachella, em 2018. Beyonc\u00e9 foi a primeira mulher negra a se apresentar como atra\u00e7\u00e3o principal do festival, um dos mais prestigiados do mundo.<\/p>\n<p>Diante da oportunidade, ela soube aproveitar muito bem a ocasi\u00e3o para conjugar sua m\u00fasica e as pautas identit\u00e1rias com as quais ela est\u00e1 envolvida. Durante todo o show, ela \u00e9 acompanhada por uma banda de estudantes universit\u00e1rios, isto \u00e9, um tipo de banda bastante tradicional nas universidades dos Estados Unidos em que os estudantes tocam e dan\u00e7am em festivais e competi\u00e7\u00f5es. Mas a banda universit\u00e1ria concebida por Beyonc\u00e9 para lhe acompanhar possu\u00eda uma particularidade: todos os integrantes eram estudantes negros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_403\" aria-describedby=\"caption-attachment-403\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-403 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Homecoming-1024x575.jpeg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Homecoming-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Homecoming-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Homecoming-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Homecoming.jpeg 1050w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-403\" class=\"wp-caption-text\">Cena de Homecoming (2019)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos trechos do document\u00e1rio em que a cantora conta como chegou a tal ideia e como foram as sele\u00e7\u00f5es para a montagem do espet\u00e1culo, Beyonc\u00e9 explica que sua inten\u00e7\u00e3o era dar destaque ao fato de que jovens negros tamb\u00e9m podem ocupar esses lugares, tanto o palco de um show monumental em um grande festival de m\u00fasica, quanto universidades &#8211; e, obviamente, quaisquer outros espa\u00e7os que eles quiserem. Ela declara, em determinado momento do filme: \u201cEu queria que todas as pessoas que j\u00e1 foram rejeitadas por causa da sua apar\u00eancia se sentissem naquele palco\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de essas quest\u00f5es serem centrais em <em>Homecoming<\/em>, n\u00e3o \u00e9 novidade o envolvimento da cantora com pautas identit\u00e1rias. Em 2016, por exemplo, seu \u00e1lbum <em>Lemonade <\/em>tornou-se um hino da m\u00fasica pop. Partindo de experi\u00eancias pessoais recentemente vividas por ela, Beyonc\u00e9 comp\u00f4s e cantou can\u00e7\u00f5es que exaltavam a liberdade e a for\u00e7a das mulheres. Sua mensagem chegou de fato a esse p\u00fablico, gerando uma onda de admira\u00e7\u00e3o por seu trabalho e refor\u00e7ando a ideia de que Beyonc\u00e9 \u00e9 um fen\u00f4meno. Em 2017, ao participar de outro grande evento americano, o Super Bowl, a cantora levantou pol\u00eamicas por causa da performance do <em>single Formation<\/em>. Durante o show, denunciou a trucul\u00eancia policial contra as vidas negras, fazendo refer\u00eancia inclusive ao famoso partido militante americano <em>The Black Panthers<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Outro momento marcante de sua recente carreira foi o lan\u00e7amento da can\u00e7\u00e3o \u201cApes**t\u201d, cujo clipe, divulgado nas redes digitais em 2018, mostra a cantora com o seu marido, o cantor e compositor Jay-Z, e bailarinas e bailarinos negros, no Museu do Louvre, na Fran\u00e7a. A cr\u00edtica que perpassa todo o v\u00eddeo \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a esse local, expoente m\u00e1ximo das artes pl\u00e1sticas no mundo, onde se v\u00ea muito pouco da arte que representa ou \u00e9 feita por negras e negros, escancarando assim para o mundo inteiro (o v\u00eddeo teve milhares de visualiza\u00e7\u00f5es em pouqu\u00edssimo tempo) mais uma das desigualdades que existe entre pessoas brancas e negras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_404\" aria-describedby=\"caption-attachment-404\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-404 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Apeshit-1024x538.png\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Apeshit-1024x538.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Apeshit-300x158.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Apeshit-768x403.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Apeshit.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-404\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8220;Apes**t&#8221; (2018), gravado no Museu do Louvre<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ou seja, com o passar dos anos fica cada vez mais expl\u00edcito como existe um aspecto pol\u00edtico e empoderador de pessoas negras que norteia os trabalhos que Beyonc\u00e9 vem desenvolvendo. Al\u00e9m de compor v\u00eddeos e m\u00fasicas que criticam diretamente a desigualdade de g\u00eanero e ra\u00e7a, ela est\u00e1 empenhada em mostrar ainda como \u00e9 poss\u00edvel que pessoas negras cheguem a posi\u00e7\u00f5es nas quais estamos acostumadas a ver somente pessoas brancas. O pr\u00f3prio fato de Beyonc\u00e9 ser uma mulher negra e ter chegado aonde chegou j\u00e1 \u00e9 algo que estimula e mostra, de alguma forma, que \u00e9 poss\u00edvel que outras mulheres negras tamb\u00e9m cheguem aonde elas quiserem chegar; afinal, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, elas nunca tinham sequer visto uma mulher negra ocupando esses lugares.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, entretanto, fazer a ressalva de que Beyonc\u00e9 \u00e9 parte de uma engrenagem cultural em que bilh\u00f5es de d\u00f3lares circulam diariamente. Isto \u00e9, a cantora \u00e9 tamb\u00e9m uma grande marca que gera lucros, o que estimula o consumo de mercadorias, a explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e o aumento das desigualdades sociais. Nesse sentido, critica-se a capitaliza\u00e7\u00e3o que ela acaba operando em cima das pautas identit\u00e1rias que ela abra\u00e7a. A te\u00f3rica feminista bell hooks, em seu texto \u201cMoving beyond the pain\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, de 2016, j\u00e1 alertava para esse aspecto da obra de Beyonc\u00e9 quando da explos\u00e3o do \u00e1lbum <em>Lemonade<\/em>. Para ela, \u201cganhar dinheiro n\u00e3o tem cor\u201d e o que a cantora estaria fazendo seria tratar corpos negros como mercadorias, o que, historicamente, n\u00e3o \u00e9 nem um pouco revolucion\u00e1rio. Al\u00e9m disso, a intelectual critica o feminismo de Beyonc\u00e9 quando ela apenas defende direitos iguais para homens e mulheres ao inv\u00e9s de lutar pelo fim da domina\u00e7\u00e3o patriarcal e capitalista. Em outras palavras, a autora defende que \u00e9 preciso problematizar a luta de g\u00eanero e ra\u00e7a que Beyonc\u00e9 pratica se essa luta n\u00e3o quiser alterar o verdadeiro poder do patriarcado, o qual sustenta e perpetua as desigualdades.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o proposta por bell hooks parte de quest\u00f5es que est\u00e3o sendo debatidas pelo feminismo h\u00e1 algum tempo, sobretudo pelo feminismo negro. Seguindo tal vi\u00e9s te\u00f3rico, o trabalho de Beyonc\u00e9 acabaria por representar, em geral, um empoderamento da mulher negra que \u00e9 vazio diante da domina\u00e7\u00e3o patriarcal e capitalista. Nesse sentido, hooks chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que g\u00eanero, cor, classe social e sexualidade s\u00e3o particularidades que precisam ser interseccionadas quando falarmos em feminismo. Essa quest\u00e3o extremamente importante tem sido pensada por diversas autoras negras e feministas, como Angela Davis e Audre Lorde. Elas tamb\u00e9m defendem, em linhas gerais, que s\u00f3 a partir do reconhecimento dessas particularidades \u00e9 que ser\u00e1 poss\u00edvel dizer que o feminismo \u00e9 uma luta pela igualdade de todas as mulheres.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o desse post \u00e9, por sua vez, al\u00e9m de contextualizar minimamente todas essas quest\u00f5es, iniciar uma s\u00e9rie de posts sobre feminismo negro e sugerir leituras para quem quiser se aprofundar no tema. E \u00e9 a pr\u00f3pria Beyonc\u00e9 que nos d\u00e1 inspira\u00e7\u00e3o para come\u00e7ar essa lista de sugest\u00f5es, a partir de algumas cita\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> de escritoras negras e feministas que aparecem ao longo de seu document\u00e1rio. Apesar das in\u00fameras cr\u00edticas que podem ser feitas \u00e0 cantora, \u00e9 preciso reconhecer que seu trabalho de representatividade e de divulga\u00e7\u00e3o da cultura negra tem uma potencialidade imensa. Que tal aproveitar esse incentivo para lermos mais escritoras negras?<\/p>\n<figure id=\"attachment_405\" aria-describedby=\"caption-attachment-405\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-405 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-300x298.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-300x298.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Toni-Morrison.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-405\" class=\"wp-caption-text\">Toni Morrison, pr\u00eamio Nobel de literatura<\/figcaption><\/figure>\n<p>1) A cita\u00e7\u00e3o que abre o document\u00e1rio, \u201cIf you surrender to the air, you can ride it\u201d \/ \u201cSe voc\u00ea se render ao ar, voc\u00ea pode voar\u201d, \u00e9 da escritora estadunidense <strong>Toni Morrison<\/strong>, ganhadora do pr\u00eamio Nobel de Literatura, em 1993. No Brasil, v\u00e1rios de seus livros j\u00e1 est\u00e3o traduzidos, inclusive o mais conhecido, o romance<em> Amada<\/em>.<\/p>\n<p>2)<strong> Alice Walker<\/strong> \u00e9 uma escritora de prosa, poesia e ensaios, tamb\u00e9m nascida nos Estados Unidos. Com sua obra mais famosa, <em>A cor p\u00farpura<\/em>, de 1982, ela ganhou pr\u00eamios importantes, como o National Book Award e o Pulitzer. Esse livro est\u00e1 traduzido para o portugu\u00eas.<\/p>\n<p>3) Apesar de<strong> Danai Gurira <\/strong>ser mais conhecida por sua personagem Michonne, da s\u00e9rie The Walking Dead, a atriz estadunidense tamb\u00e9m escreve pe\u00e7as de teatro; entre elas, <em>Eclipsed<\/em>, que foi encenada na Broadway.<\/p>\n<p>4) \u201cWithout \u00a0community there is no liberation\u201d \/ \u201cSem comunidade, n\u00e3o h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o\u201d. A frase da poeta e ensa\u00edsta <strong>Audre Lorde<\/strong> \u00e9 um importante lembrete de que precisamos pensar e agir sempre coletivamente, pois individualmente n\u00e3o seremos jamais livres. Em breve, faremos um post especial sobre ela, mas j\u00e1 deixamos a dica de que seu livro de ensaios, <em>Irm\u00e3 outsider<\/em>, est\u00e1 prestes a ser lan\u00e7ado no Brasil.<\/p>\n<p>5) Outra gigante liter\u00e1ria que aparece em <em>Homecoming <\/em>\u00e9 <strong>Maya Angelou<\/strong>. Apesar de sua poesia ainda n\u00e3o estar traduzida no Brasil, sua obra-prima, <em>Eu sei por que o p\u00e1ssaro canta na gaiola<\/em>, assim como <em>Mam\u00e3e &amp; Eu &amp; Mam\u00e3e<\/em>, s\u00e3o alguns de seus livros em prosa publicados em portugu\u00eas. Al\u00e9m disso, se voc\u00ea quiser conhecer um pouco mais sobre sua vida e produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel na Netflix o document\u00e1rio <em>Maya Angelou: And Still, I Rise<\/em>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_406\" aria-describedby=\"caption-attachment-406\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-406 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Chimamanda-228x300.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Chimamanda-228x300.jpg 228w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2019\/05\/Chimamanda.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-406\" class=\"wp-caption-text\">A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie<\/figcaption><\/figure>\n<p>6) Fechamos essa lista com uma indica\u00e7\u00e3o de ouro: <strong>Chimamanda Ngozi Adichie<\/strong>. A escritora nigeriana est\u00e1 presente tanto no \u00e1lbum <em>Lemonade<\/em>, quanto em <em>Homecoming<\/em>. Em ambos, h\u00e1 trechos da palestra \u201cSejamos todos feministas\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, de 2012, que se tornou um texto-guia para a introdu\u00e7\u00e3o ao feminismo no mundo todo. No Brasil, a escritora \u00e9 um fen\u00f4meno e seus livros podem ser encontrados facilmente. <em>Americanah<\/em>, <em>Hibisco roxo<\/em>, <em>Meio sol amarelo <\/em>e <em>No seu pesco\u00e7o<\/em>, al\u00e9m do livro introdut\u00f3rio <em>Para educar crian\u00e7as feministas<\/em>, s\u00e3o alguns dos t\u00edtulos j\u00e1 publicados em portugu\u00eas.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u00a0Beyonc\u00e9, dan\u00e7arinas e dan\u00e7arinos vestiram figurino semelhante ao que os militantes usavam nos anos 1960. Al\u00e9m disso, a cantora mencionou o movimento Black Lives Matter.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> O texto completo pode ser lido em: <a href=\"http:\/\/www.bellhooksinstitute.com\/blog\/2016\/5\/9\/moving-beyond-pain\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.bellhooksinstitute.com\/blog\/2016\/5\/9\/moving-beyond-pain<\/a>. Uma tradu\u00e7\u00e3o para portugu\u00eas est\u00e1 dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/mover-se-alem-da-dor-bell-hooks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.geledes.org.br\/mover-se-alem-da-dor-bell-hooks\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Todas as cita\u00e7\u00f5es que aparecem no filme, n\u00e3o apenas as liter\u00e1rias, est\u00e3o elencadas nessa publica\u00e7\u00e3o, em ingl\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.bustle.com\/p\/all-the-quotes-in-homecoming-show-beyonces-commitment-to-recognizing-great-black-thinkers-17044727\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.bustle.com\/p\/all-the-quotes-in-homecoming-show-beyonces-commitment-to-recognizing-great-black-thinkers-17044727<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> \u00a0A palestra est\u00e1 dispon\u00edvel online e \u00e9 poss\u00edvel assisti-la com legendas em portugu\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/chimamanda_ngozi_adichie_we_should_all_be_feminists\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ted.com\/talks\/chimamanda_ngozi_adichie_we_should_all_be_feminists<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 dispon\u00edvel desde o m\u00eas passado, na Netflix, o document\u00e1rio Homecoming (2019), dirigido e estrelado por Beyonc\u00e9 Knowles-Carter. O filme, que intercala cenas de dois momentos diversos do mesmo evento, \u00e9 registro de como foi a concep\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o do show que a cantora realizou no festival norte-americano Coachella, em 2018. Beyonc\u00e9 foi a &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2019\/05\/29\/beyonce-uma-aproximacao-ao-feminismo-e-a-literatura-negra\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Beyonc\u00e9: uma aproxima\u00e7\u00e3o ao feminismo e \u00e0 literatura negra, por Cl\u00e1udia Alves e Danielle Lima&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[27,7,25,26,53,20,4],"tags":[130,132,124,134,128,127,131,82,125,126,133,129],"class_list":["post-402","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artes","category-em-sala-de-aula","category-humanidades","category-linguagem","category-literatura","category-mulheres-na-literatura","category-sugestao-de-leitura","tag-alice-walker","tag-audre-lorde","tag-beyonce","tag-chimamanda-ngozi-adichie","tag-cultura-negra","tag-cultura-pop","tag-danai-gurira","tag-feminismo","tag-feminismo-negro","tag-literatura-feminista","tag-maya-angelou","tag-toni-morrison"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":468,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions\/468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}