{"id":457,"date":"2020-07-07T20:16:28","date_gmt":"2020-07-07T23:16:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=457"},"modified":"2020-07-07T20:16:29","modified_gmt":"2020-07-07T23:16:29","slug":"descobrindo-o-encoberto-conversas-sobre-traducao-com-flora-thomson-deveaux","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2020\/07\/07\/descobrindo-o-encoberto-conversas-sobre-traducao-com-flora-thomson-deveaux\/","title":{"rendered":"Descobrindo o encoberto: conversas sobre tradu\u00e7\u00e3o com Flora Thomson-DeVeaux"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas \u00faltimas semanas, a pesquisadora e tradutora Flora Thomson-DeVeaux tem estado presente em diversas p\u00e1ginas da imprensa nacional e internacional. A sua tradu\u00e7\u00e3o do romance <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>, de Machado de Assis, publicada recentemente pela editora Penguin, entrou na quarta tiragem logo no primeiro m\u00eas de publica\u00e7\u00e3o. Assim, desde seu lan\u00e7amento, <em>The Posthumous Memoirs of Br\u00e1s Cubas<\/em> (Penguin Classics, 2020) tem chamado a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e rendido boas reflex\u00f5es sobre a recep\u00e7\u00e3o da obra de Machado de Assis no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Flora estudou L\u00ednguas e Culturas Espanholas e Portuguesas na Universidade de Princeton. Em 2019, concluiu o doutorado em Estudos Brasileiros e Portugueses na Universidade Brown. Atualmente, vive no Rio de Janeiro e, entre outras atividades, \u00e9 diretora de pesquisa da R\u00e1dio Novelo, produtora de podcasts como Maria vai com as outras, Foro de Teresina e 451 MHz. O blog Marca P\u00e1ginas convidou Flora para uma conversa sobre tradu\u00e7\u00e3o, literatura, pesquisa acad\u00eamica, projetos futuros, e o resultado da nossa entrevista voc\u00eas conferem aqui. Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Marca P\u00e1ginas<\/strong>:<\/em> Flora, voc\u00ea come\u00e7ou a traduzir o romance <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em> como parte de seu projeto de doutorado, defendido na Universidade Brown em 2019. Voc\u00ea poderia nos contar mais sobre a sua tese? De que maneira essa pesquisa acad\u00eamica foi importante para a tradu\u00e7\u00e3o de uma obra liter\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Flora Thomson-DeVeaux:<\/em> <\/strong>A tradu\u00e7\u00e3o de <em>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas <\/em>foi s\u00f3 um dos cap\u00edtulos da minha tese, na verdade. Nos outros cap\u00edtulos, tentei acompanhar a trajet\u00f3ria do romance em ingl\u00eas \u2013\u00a0a primeira publica\u00e7\u00e3o foi no come\u00e7o dos anos 1950 nos Estados Unidos e teve mais duas tradu\u00e7\u00f5es posteriores. Fui atr\u00e1s de descobrir quais circunst\u00e2ncias levaram cada tradutor a embarcar no projeto, como foi o processo de edi\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o, e como cada tradu\u00e7\u00e3o foi lida no seu tempo. Tamb\u00e9m dediquei alguns cap\u00edtulos a aspectos mais te\u00f3ricos de cr\u00edtica machadiana e tradut\u00f3ria, e falo sobre minha metodologia. Por fim, proponho que ler a obra machadiana atrav\u00e9s das suas tradu\u00e7\u00f5es pode ser uma experi\u00eancia reveladora.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma obra como <em>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em> \u00e9 em grande parte uma colabora\u00e7\u00e3o entre o texto e o leitor. Em <em>Dom Casmurro<\/em>, o narrador nos diz que este \u00e9 um livro \u201cfalho\u201d, com lacunas, que cabe ao leitor preencher. Essa \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o silenciosa que acontece na cabe\u00e7a de quem l\u00ea Machado de Assis; mas o tradutor acaba imortalizando um pouco do processo na p\u00e1gina. Por isso, ler v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es da mesma obra machadiana pode jogar uma luz sobre as complexidades do texto original.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de come\u00e7ar a traduzir o livro, mergulhei nos estudos machadianos e da tradu\u00e7\u00e3o para me situar melhor nos campos respectivos. Queria estar a par n\u00e3o s\u00f3 da grande gama de interpreta\u00e7\u00f5es que se tem feito do romance, mas tamb\u00e9m dos debates e estrat\u00e9gias propostos por tradutores nos projetos mais diversos. Na verdade, alguns dos textos que mais me ajudaram tinham pouco ou nada a ver com Machado e Br\u00e1s Cubas \u2013\u00a0entre eles, um estudo sobre as tradu\u00e7\u00f5es de poesias de John Donne para o franc\u00eas e espanhol e outro que examina v\u00e1rios escritores de l\u00edngua inglesa em tradu\u00e7\u00e3o para o italiano. Acredito que essa contextualiza\u00e7\u00e3o tenha sido importante para minha abordagem ao texto \u2013\u00a0me deixou antenada para perceber alus\u00f5es e din\u00e2micas comentadas por outros leitores, e tamb\u00e9m entrei no processo com algumas ideias de estrat\u00e9gias poss\u00edveis debaixo do bra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"288\" height=\"442\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/CapaBra\u0301s.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-460\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/CapaBra\u0301s.jpg 288w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/CapaBra\u0301s-195x300.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><figcaption>Capa da edi\u00e7\u00e3o The Posthumous Memoirs of Br\u00e1s Cubas (Penguin Classics, 2020) <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong><em>Marca P\u00e1ginas:<\/em> <\/strong>Apesar de Machado de Assis ser bastante conhecido no Brasil, sabemos que sua circula\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda restrita em outros pa\u00edses. Voc\u00ea j\u00e1 tinha ouvido falar sobre Machado de Assis antes de decidir estudar literatura brasileira? Como voc\u00ea conheceu a obra de Machado e o que te motivou a traduzi-la?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Flora Thomson-DeVeaux:<\/strong><\/em> N\u00e3o tinha ouvido falar em Machado de Assis antes de entrar na faculdade. Conheci justamente como aluna de literatura brasileira \u2013\u00a0na verdade, como aluna de l\u00edngua portuguesa. Foi naquela \u00e9poca que me apaixonei pela pr\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o pensei imediatamente em trabalhar com Machado \u2013\u00a0at\u00e9 porque quase todos os romances dele j\u00e1 tinham sido traduzidos para o ingl\u00eas (o \u00faltimo foi <em>Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/em>, que foi traduzido em 2013). S\u00f3 comecei a pensar nessa possibilidade quando fui traduzir um livro de Jo\u00e3o Cezar de Castro Rocha, chamado <em>Machado de Assis: por uma po\u00e9tica da emula\u00e7\u00e3o. <\/em>Sempre que Jo\u00e3o Cezar citava obras de Machado que j\u00e1 tinham sido traduzidas, procurei citar as tradu\u00e7\u00f5es existentes \u2013\u00a0mas em muitos casos, as tradu\u00e7\u00f5es n\u00e3o encaixavam com a an\u00e1lise minuciosa que estava sendo feita no livro de cr\u00edtica. Com isso, me vi obrigada a retraduzir alguns trechos daqueles romances. Foi uma experi\u00eancia instigante, bem na v\u00e9spera de eu entrar no programa de doutorado, e que me ajudou a definir meu projeto em torno de uma nova tradu\u00e7\u00e3o de <em>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marca P\u00e1ginas:<\/em> <\/strong>Em ocasi\u00f5es anteriores, quando foram publicadas outras tradu\u00e7\u00f5es de Machado no exterior, havia uma grande expectativa de que o escritor seria reconhecido fora do Brasil. Sua tradu\u00e7\u00e3o parece finalmente estar despertando essa aten\u00e7\u00e3o. A quais fatores voc\u00ea atribui esse reconhecimento? Por que agora e n\u00e3o antes?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Flora Thomson-DeVeaux:<\/strong><\/em> Infelizmente, suas perguntas provavelmente poderiam ter sido feitas no centen\u00e1rio da morte de Machado em 2008, ou na \u00e9poca das primeiras retradu\u00e7\u00f5es nos anos 1990, e elas ecoam questionamentos e esperan\u00e7as da d\u00e9cada de 1950. Quando estudei a recep\u00e7\u00e3o das tradu\u00e7\u00f5es anteriores, vi sempre muita esperan\u00e7a em torno de cada lan\u00e7amento, mas a repercuss\u00e3o acabava esvaindo sem que Machado de Assis se estabelecesse definitivamente nas prateleiras angl\u00f3fonas. Tor\u00e7o muito para que desta vez seja diferente. Mas o primeiro tradutor de <em>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas, <\/em>William Grossman, chegou a dizer que Machado, com sua ironia delicada e fina, jamais seria um autor para as massas, e s\u00f3 seria descoberto e desfrutado por um p\u00fablico seleto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marca P\u00e1ginas:<\/em> <\/strong><em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas <\/em>foi publicado no s\u00e9culo XIX, em 1881, o que implica desafios tradut\u00f3rios diferentes se compararmos a experi\u00eancia \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o de um texto contempor\u00e2neo. Quais foram os seus maiores desafios diante desse trabalho? E quais foram as\u00a0estrat\u00e9gias e os instrumentos que voc\u00ea utilizou para lidar com esses desafios?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Flora Thomson-DeVeaux:<\/strong><\/em> A maior dificuldade n\u00e3o era s\u00f3 de tentar habitar o ingl\u00eas do final do s\u00e9culo XIX, mas sobretudo de medir o quanto que as escolhas lingu\u00edsticas do autor se diferenciavam daquelas dos seus pares. Ou seja: quando Machado escrevia algo de um jeito que me parecia esquisito, tinha que descobrir se a esquisitice era temporal, cultural, ou machadiana mesmo \u2013\u00a0se era uma express\u00e3o muito usada naquela \u00e9poca que caiu em desuso, se era uma express\u00e3o brasileira de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o no contexto angl\u00f3fono, ou se era uma inven\u00e7\u00e3o dele, ou uma op\u00e7\u00e3o dele por uma palavra deliberadamente obscura. Nesses \u00faltimos casos, tentava chegar em alguma solu\u00e7\u00e3o que fosse ao mesmo tempo compreens\u00edvel e que tamb\u00e9m ficasse suficientemente esquisito aos olhos do leitor angl\u00f3fono. Para identificar se Machado estava se diferenciando muito de seus pares, eu usei tanto bases de dados chamados corpus lingu\u00edsticos, que medem a frequ\u00eancia de uso das palavras ao longo dos anos, quanto a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, onde usu\u00e1rios podem acessar milhares de publica\u00e7\u00f5es digitalizadas do s\u00e9culo XIX e XX. Ah, e acabei acumulando uma cole\u00e7\u00e3o respeit\u00e1vel de dicion\u00e1rios antigos portugu\u00eas-ingl\u00eas (melhor: portuguez-inglez), que \u00e0s vezes preservam defini\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es de frases e termos que teriam sido correntes no s\u00e9culo XIX, mas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o compreens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-747x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-461\" width=\"269\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-747x1024.jpg 747w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-219x300.jpg 219w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-768x1053.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-1120x1536.jpg 1120w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-1494x2048.jpg 1494w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2020\/07\/IMG_6174-adj-scaled.jpg 1867w\" sizes=\"(max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><figcaption><em>Flora Thomson-DeVeaux<\/em> (acervo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>Marca P\u00e1ginas:<\/strong><\/em> Estudos sobre tradu\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram tema aqui no blog Marca P\u00e1ginas<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, inclusive para falar sobre tradu\u00e7\u00f5es de Machado de Assis para o espanhol<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>. Considerando as nuances que perpassam a experi\u00eancia de tradu\u00e7\u00e3o, seja como trai\u00e7\u00e3o, seja como coautoria, de que maneira voc\u00ea definiria seu trabalho como tradutora?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Flora Thomson-DeVeaux<\/strong>:<\/em> Jamais me definiria como traidora, mas tamb\u00e9m n\u00e3o me vejo muito como co-autora. Me identifico muito com uma descri\u00e7\u00e3o da \u00faltima cr\u00f4nica do Machado: \u201ceu gosto de catar o m\u00ednimo e o escondido. Onde ningu\u00e9m mete o nariz, a\u00ed entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.\u201d Vejo o trabalho de tradu\u00e7\u00e3o como essa miss\u00e3o de uma leitura minuciosa, obsessiva, que pode muitas vezes \u201cdescobrir o encoberto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marca P\u00e1ginas:<\/em> <\/strong>Para terminar, voc\u00ea poderia nos contar quais s\u00e3o seus pr\u00f3ximos projetos? Voc\u00ea pretende continuar traduzindo a obra de Machado de Assis?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Flora Thomson-DeVeaux:<\/strong><\/em> N\u00e3o descarto voltar a Machado, mas n\u00e3o penso em emendar em outra obra dele. Ainda estou pesando algumas op\u00e7\u00f5es de projeto \u2013\u00a0gostaria de fazer uma tradu\u00e7\u00e3o de uma obra que ainda n\u00e3o tenha vers\u00e3o em ingl\u00eas. Meu pr\u00f3ximo projeto n\u00e3o tem nada a ver com tradu\u00e7\u00e3o: \u00e9 um podcast narrativo sobre o caso da \u00c2ngela Diniz, que deve ser lan\u00e7ado nos pr\u00f3ximos meses pela R\u00e1dio Novelo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sugest\u00f5es de leitura:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u00a0Para saber mais sobre o processo de tradu\u00e7\u00e3o de <em>Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>, confiram &#8220;Gesta\u00e7\u00e3o do menino diabo&#8221;, texto que Flora Thomson-DeVeaux escreveu para a revista Piau\u00ed: &lt;<a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/gestacao-do-menino-diabo\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/materia\/gestacao-do-menino-diabo\/<\/a>&gt;<\/li><li>A introdu\u00e7\u00e3o de <em>The Posthumous Memoirs of Br\u00e1s Cubas<\/em> (Penguin Classic, 2020), assinada por Flora Thomson-DeVeaux, est\u00e1 dispon\u00edvel aqui (texto em ingl\u00eas): &lt;<a href=\"https:\/\/electricliterature.com\/introducing-joaquim-maria-machado-de-assis-brazils-best-writer-youve-never-heard-of\/\">https:\/\/electricliterature.com\/introducing-joaquim-maria-machado-de-assis-brazils-best-writer-youve-never-heard-of\/<\/a>&gt;<\/li><li>Parte do pref\u00e1cio a <em>The Posthumous Memoirs of Br\u00e1s Cubas<\/em>, assinado por Dave Eggers, foi publicado na The New Yorker e pode ser lido aqui (texto em ingl\u00eas): &lt;<a href=\"https:\/\/www.newyorker.com\/books\/second-read\/rediscovering-one-of-the-wittiest-books-ever-written\">https:\/\/www.newyorker.com\/books\/second-read\/rediscovering-one-of-the-wittiest-books-ever-written<\/a>&gt;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Para acessar os posts anteriores: &lt;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/04\/20\/traducao-de-textos-literarios-parte-1\/<\/a>&gt;, &lt;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/10\/01\/a-traducao-de-textos-literarios-parte-2\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/10\/01\/a-traducao-de-textos-literarios-parte-2\/<\/a>&gt; e &lt;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2018\/09\/18\/o-camelo-pelo-buraco-da-agulha-e-outras-historias-estranhas-de-traducao-por-stant-litore-traducao-jacqueline-placa\/<\/a>&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Para conferir o texto &#8220;Machado de Assis em espanhol&#8221;, por Juliana Gimenes:&nbsp; &lt;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/06\/24\/machado-de-assis-em-espanhol-por-juliana-gimenes\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2017\/06\/24\/machado-de-assis-em-espanhol-por-juliana-gimenes\/<\/a>&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas semanas, a pesquisadora e tradutora Flora Thomson-DeVeaux tem estado presente em diversas p\u00e1ginas da imprensa nacional e internacional. 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Assim, desde seu lan\u00e7amento, The Posthumous &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2020\/07\/07\/descobrindo-o-encoberto-conversas-sobre-traducao-com-flora-thomson-deveaux\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Descobrindo o encoberto: conversas sobre tradu\u00e7\u00e3o com Flora Thomson-DeVeaux&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[27,22,7,25,26,53,20,21,4,19,18],"tags":[173,13,175,169,162,168,170,174,172,28,48],"class_list":["post-457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artes","category-critica-literaria","category-em-sala-de-aula","category-humanidades","category-linguagem","category-literatura","category-mulheres-na-literatura","category-pesquisas-de-pos-graduacao","category-sugestao-de-leitura","category-teoria-literaria","category-traducao","tag-doutorado","tag-estudos-literarios","tag-estudos-sobre-traducao","tag-flora-thomson-deveaux","tag-machado-de-assis","tag-memorias-postumas-de-bras-cubas","tag-penguin","tag-pesquisa-de-pos-graduacao","tag-the-posthumous-memoirs-of-bras-cubas","tag-traducao","tag-traducao-literaria"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=457"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":465,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457\/revisions\/465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}