{"id":477,"date":"2021-02-24T17:50:52","date_gmt":"2021-02-24T20:50:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=477"},"modified":"2021-02-24T17:50:54","modified_gmt":"2021-02-24T20:50:54","slug":"leitura-proibida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2021\/02\/24\/leitura-proibida\/","title":{"rendered":"Leitura proibida"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p>No epis\u00f3dio <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/109-leitura-de-folego-1-livro-licencioso-leitura-proibida\/\">\u201cLivros licenciosos = leitura proibida\u201d<\/a>, do podcast <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/sobre\/\">Oxig\u00eanio<\/a>, a M\u00e1rcia de Azevedo Abreu apresentou o universo dos livros licenciosos, contando tamb\u00e9m sobre a censura (e a circula\u00e7\u00e3o clandestina) deles aqui no Brasil, nos s\u00e9culos XVIII e XIX. Esse \u00e9 um dos temas de pesquisa da M\u00e1rcia, que \u00e9 professora do Instituto de Estudos da Linguagem, o <a href=\"https:\/\/www.iel.unicamp.br\/\">IEL<\/a>, da Unicamp. Ela desenvolve pesquisas nas \u00e1reas de Hist\u00f3ria do Livro e da Leitura e Hist\u00f3ria da Literatura.<\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cTer um livro licencioso em casa, ou vender um livro licencioso, naquela \u00e9poca, era t\u00e3o perigoso como hoje seria vender droga pesada.\u201d (M\u00e1rcia Abreu)<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_482\" aria-describedby=\"caption-attachment-482\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-482 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Marcia-Abreu-277x300.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Marcia-Abreu-277x300.jpg 277w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Marcia-Abreu.jpg 542w\" sizes=\"(max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-482\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcia Abreu. Foto do curr\u00edculo Lattes.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h5><b>Livro licencioqu\u00ea?<\/b><\/h5>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Alguns sin\u00f4nimos da palavra \u201clicencioso\u201d s\u00e3o \u201cdevasso, libertino, desregrado, impudico, libidinoso, lascivo e indecente\u201d. Isso j\u00e1 d\u00e1 uma ideia do teor desses livros, mas, para ficar mais preciso: o romance licencioso \u00e9 um tipo de narrativa que mistura um enredo com cenas de sexo e discuss\u00f5es filos\u00f3ficas sobre a religi\u00e3o ou sobre a natureza humana, como quest\u00f5es do funcionamento dos corpos, das diferen\u00e7as entre as culturas ou das rela\u00e7\u00f5es de poder. Um exemplo cl\u00e1ssico de livro licencioso \u00e9 o <i>Teresa fil\u00f3sofa<\/i>, um romance, provavelmente escrito pelo franc\u00eas Jean-Baptiste de Boyer, o Marqu\u00eas d\u2019Argens, em 1748, mas que est\u00e1 dispon\u00edvel no Brasil em v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es atuais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_481\" aria-describedby=\"caption-attachment-481\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-481\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/TheresePhilosophe-198x300.jpg\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/TheresePhilosophe-198x300.jpg 198w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/TheresePhilosophe.jpg 588w\" sizes=\"(max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-481\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7ois-Rolland Elluin (1745-1810) para o livro <strong><em>Teresa fil\u00f3sofa<\/em><\/strong>. Dom\u00ednio p\u00fablico.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h5><b>A censura de livros (licenciosos)<\/b><\/h5>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se at\u00e9 hoje em dia a censura de livros gera discuss\u00f5es, imagina o que os letrados do s\u00e9culo XVIII n\u00e3o pensavam sobre livros com cenas de sexo&#8230; S\u00f3 que o problema dos romances licenciosos \u00e9 at\u00e9 anterior a isso, ele j\u00e1 come\u00e7a pelo fato de eles serem simplesmente romances. Hoje, a gente acha legal ler romance, mas, naquela \u00e9poca, ele era visto como um g\u00eanero liter\u00e1rio (um tipo de texto) menor. E existiam tr\u00eas problemas principais relacionados aos romances:<\/p>\n<ol>\n<li><i>perder tempo<\/i>: naquela \u00e9poca se acreditava que o nosso tempo na Terra tinha que ser usado para fazer coisas que nos levassem \u00e0 salva\u00e7\u00e3o eterna. A M\u00e1rcia Abreu at\u00e9 contou de um caso engra\u00e7ado, em que uma pessoa dizia: \u201cSe Jesus Cristo voltasse \u00e0 Terra e batesse na porta de uma pessoa hoje em dia, ela n\u00e3o ia atender, porque ela estaria entretida lendo um romance\u201d.<\/li>\n<li><i>corromper ou estragar o gosto<\/i>: uma boa leitura, naquele tempo, era verificar qu\u00e3o bem um escritor colocou em pr\u00e1tica os preceitos da ret\u00f3rica e da po\u00e9tica. O romance n\u00e3o est\u00e1 previsto em nenhuma ret\u00f3rica ou po\u00e9tica; ent\u00e3o, ele era uma complica\u00e7\u00e3o. E, por isso, os letrados achavam que ele estragava o gosto das pessoas. \u00a0<\/li>\n<li>\n<p><i>prejudicar a moral<\/i>: muita gente \u2013 n\u00e3o s\u00f3 os letrados, como tamb\u00e9m os pais de fam\u00edlia e os religiosos, por exemplo \u2013 achava que o romance mostrava a vida de pessoas que faziam coisas erradas. Mostrar essas coisas erradas j\u00e1 seria um problema, mas, pra eles, o romance, ainda por cima, mostrava isso de um jeito envolvente, fazendo com que os leitores se identificassem com essas personagens \u201cerradas\u201d, gostassem delas e at\u00e9 entendessem e desculpassem os erros que elas cometeram.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_479\" aria-describedby=\"caption-attachment-479\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-479\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-238x300.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-238x300.jpg 238w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-811x1024.jpg 811w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-768x970.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-1217x1536.jpg 1217w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-1622x2048.jpg 1622w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Auguste_Renoir_La_Liseuse-scaled.jpg 2028w\" sizes=\"(max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-479\" class=\"wp-caption-text\"><strong>A Leitora<\/strong>, Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Dom\u00ednio p\u00fablico.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>E se o romance tivesse cenas de sexo e falasse mal da religi\u00e3o e da monarquia, ent\u00e3o, era uma combina\u00e7\u00e3o incendi\u00e1ria! Os letrados ficavam ainda mais alvoro\u00e7ados. No caso dos romances licenciosos, uma quarta preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que as pessoas passassem da leitura para a\u00e7\u00e3o. Os letrados achavam que os comportamentos e os corpos podiam se modificar com a leitura. D\u00e1 para imaginar o que acontecia com o corpo durante a leitura de um livro licencioso&#8230; O fil\u00f3sofo franc\u00eas Jean-Jacques Rousseau, inclusive, brincava que um romance licencioso era um livro que se lia com uma m\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>Nesse contexto, ent\u00e3o, a censura tinha um papel muito importante na imprensa. Todos os livros, sem exce\u00e7\u00e3o, tinham que receber uma autoriza\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o. E os censores faziam a leitura dos livros, verificando se n\u00e3o tinha algum problema com a igreja, com a monarquia ou com a moral vigente. Na verdade, eles acabavam fazendo muito mais que isso. A atua\u00e7\u00e3o desses censores, que eram pessoas muito cultas, influenciava a qualidade liter\u00e1ria das obras; eles corrigiam, por exemplo, problemas de verossimilhan\u00e7a ou de m\u00e9trica. Al\u00e9m disso, os longos pareceres que eles faziam sobre os livros nos ajudam a entender a recep\u00e7\u00e3o dos textos em uma \u00e9poca em que n\u00e3o existia a cr\u00edtica liter\u00e1ria da forma como conhecemos hoje. S\u00f3 que esses pareceres eram dados para todos os livros enviados para a censura analisar. E, no caso dos romances licenciosos, os autores nem ousavam pedir autoriza\u00e7\u00e3o para publicar. Ent\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o desses livros era clandestina. E os documentos da censura que a gente tem hoje sobre esse tipo de livro s\u00e3o de quando alguma coisa dava errado, quando acontecia alguma apreens\u00e3o ou algo do tipo.<\/p>\n<p>Era superperigoso ter ou vender um livro licencioso naquela \u00e9poca. Se uma pessoa fosse pega com um livro desses, ela podia ser presa. Se fosse um livreiro, a loja dele podia ser fechada, e os bens dele confiscados. Apesar dessas complica\u00e7\u00f5es todas, pelos registros de apreens\u00e3o, d\u00e1 pra saber que os romances licenciosos circulavam bastante aqui no Brasil nos s\u00e9culos XVIII e XIX.\u00a0<\/p>\n<p>No podcast <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/109-leitura-de-folego-1-livro-licencioso-leitura-proibida\/\">\u201cLivros licenciosos = leitura proibida\u201d<\/a>, a M\u00e1rcia falou sobre algumas formas clandestinas que o pessoal encontrava para fazer esses livros circularem. Ela tamb\u00e9m falou sobre um caso curioso e at\u00e9 meio misterioso. Um dos primeiros romances publicados no Brasil &#8211; pela tipografia oficial do rei &#8211; foi justamente um romance licencioso: <i>Hist\u00f3ria de dois amantes ou o templo de Jatab<\/i>. A M\u00e1rcia contou a hist\u00f3ria desse livro, e \u00e9 dif\u00edcil de entender como que ele passou na censura e foi publicado oficialmente. Se voc\u00ea quiser ouvir essa hist\u00f3ria, entra l\u00e1 no podcast.<\/p>\n<h5><b>A s\u00e9rie<\/b><\/h5>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-483 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-300x300.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-150x150.png 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-768x768.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-100x100.png 100w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-96x96.png 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cLeitura de F\u00f4lego\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie do podcast Oxig\u00eanio que aborda temas de pesquisa de quatro professores do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, da Unicamp. Al\u00e9m desse epis\u00f3dio sobre os livros licenciosos, foram abordados os seguintes temas: ensaios, silenciamento de personagens femininas da literatura brasileira e utopias. Aqui no \u201cMarca P\u00e1ginas\u201d, vamos ter mais textos, apresentando tamb\u00e9m os temas desses outros epis\u00f3dios.\u00a0<\/p>\n<p>Ah, todos os epis\u00f3dios da s\u00e9rie s\u00e3o transcritos integralmente, para que pessoas surdas ou com alguma defici\u00eancia auditiva possam ter acesso ao conte\u00fado dos programas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":397,"featured_media":480,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[186,181,185,180,183,184,182],"class_list":["post-477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-brasil-seculos-xviii-e-xix","tag-censura","tag-historia-do-livro","tag-livro-licencioso","tag-marcia-abreu","tag-podcast","tag-romance"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-proibida-retangulo.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=477"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":485,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/477\/revisions\/485"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}