{"id":501,"date":"2021-04-15T14:29:41","date_gmt":"2021-04-15T17:29:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=501"},"modified":"2021-04-15T14:29:43","modified_gmt":"2021-04-15T17:29:43","slug":"ensaio-em-cena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2021\/04\/15\/ensaio-em-cena\/","title":{"rendered":"Ensaio em cena"},"content":{"rendered":"\n<p>No epis\u00f3dio <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/115-leitura-de-folego-o-ensaio-em-cena-ou-o-espetaculo-da-duvida\/\">\u201cO ensaio em cena ou o espet\u00e1culo da d\u00favida\u201d<\/a>, do Podcast <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/sobre\/\">Oxig\u00eanio<\/a>, o Alexandre Soares Carneiro falou sobre o ensaio, um tipo de texto muito livre, que pode ter v\u00e1rias formas e tratar de diferentes assuntos. O ensaio tamb\u00e9m d\u00e1 espa\u00e7o para quem o escreve mostrar suas d\u00favidas e seus pensamentos, mostrar a si mesmo sem enfeite nem edi\u00e7\u00e3o. O Alexandre pesquisa assuntos como Literatura Medieval, Renascimento e, h\u00e1 mais de dez anos, ele estuda o nascimento e as transforma\u00e7\u00f5es do g\u00eanero ensa\u00edstico. Ele \u00e9 professor e pesquisador do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, da Unicamp.<\/p>\n<h5><strong>Ensaiando uma defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_506\" aria-describedby=\"caption-attachment-506\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-506\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Capas_ensaios_Alexandre-300x254.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Capas_ensaios_Alexandre-300x254.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Capas_ensaios_Alexandre.png 553w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-506\" class=\"wp-caption-text\">Algumas capas de livros de ensaios&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<p>Michel de Montaigne, George Orwell, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Luis Borges, Antonio Candido, Robert Louis Stevenson, Pier Paolo Pasolini, Emil Cioran&#8230; Escritores muito diferentes, como os dessa pequena lista, escreveram ensaios igualmente muito diferentes. E toda essa diferen\u00e7a j\u00e1 mostra que definir \u201censaios\u201d, de forma geral, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. O Alexandre Carneiro, por\u00e9m, ensaiou uma defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, apesar de poder assumir variados aspectos, o ensaio tende a incorporar as d\u00favidas do processo de reflex\u00e3o, o que se relaciona \u00e0 caracter\u00edstica dial\u00f3gica do ensaio, ou seja, \u00e0 sua aproxima\u00e7\u00e3o a um tom de conversa. Normalmente, as conversas n\u00e3o s\u00e3o sistem\u00e1ticas e elas d\u00e3o a liberdade para a gente ir testando ideias, at\u00e9 mesmo aquelas ins\u00f3litas, estranhas&#8230; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cPodemos identificar a tal liberdade do ensaio no fato de o ensa\u00edsta expressar n\u00e3o apenas o resultado final, mas um pouco do processo irregular do pensamento, desde a formula\u00e7\u00e3o de um problema, uma d\u00favida, um paradoxo que ele observou, passando pelas hip\u00f3teses iniciais, as hesita\u00e7\u00f5es, desvios, corre\u00e7\u00f5es.\u201d (Alexandre Soares Carneiro)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, apesar de n\u00e3o ser f\u00e1cil definir um ensaio, muitas vezes encontramos nesses textos algumas caracter\u00edsticas em comum: pessoalidade, liberdade e um esfor\u00e7o de descrever um problema, de uma forma necessariamente n\u00e3o sistem\u00e1tica e em um tom parecido com o de uma conversa.<\/p>\n<h5><strong>Um livro de boa-f\u00e9<\/strong><\/h5>\n<p>Mais f\u00e1cil do que definir um ensaio \u00e9 dizer quando essa palavra passou a ser usada para se referir a esse tipo de texto. O franc\u00eas Michel de Montaigne (1533-1592) teria inaugurado o uso dessa palavra para tal fim ao dar o t\u00edtulo <em>Ensaios<\/em> para uma s\u00e9rie de 3 livros que ele foi escrevendo e reescrevendo desde 1571 at\u00e9 a sua morte. A palavra \u201censaios\u201d \u2013 que nos remete a tentativas, esbo\u00e7os \u2013 revelava a mod\u00e9stia do escritor, que come\u00e7ou com reflex\u00f5es breves a partir de leituras que fazia e depois foi se sentindo mais \u00e0 vontade para falar sobre si mesmo, sobre a pr\u00f3pria escrita, sobre acontecimentos de sua \u00e9poca&#8230; Apenas para dar uma ideia da diversidade de temas abordados por Montaigne, estes s\u00e3o alguns dos t\u00edtulos de seus ensaios:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Somente depois da morte podemos julgar se fomos felizes ou infelizes; De como filosofar \u00e9 aprender a morrer; Da amizade; Dos canibais; Como uma mesma coisa nos faz rir e chorar; Da solid\u00e3o; Dos odores; Da incoer\u00eancia de nossas a\u00e7\u00f5es; Da embriaguez; Dos polegares; A covardia \u00e9 m\u00e3e da crueldade; Dos correios; Da inconveni\u00eancia de se fingir de doente.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_505\" aria-describedby=\"caption-attachment-505\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-505\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Montaigne-Dumonstier-233x300.jpg\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Montaigne-Dumonstier-233x300.jpg 233w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Montaigne-Dumonstier.jpg 698w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-505\" class=\"wp-caption-text\">Retrato de Michel de Montaigne (pintor desconhecido). Esse escritor franc\u00eas, autor dos livros <strong>Ensaios<\/strong>, \u00e9 a grande refer\u00eancia para o g\u00eanero ensa\u00edstico.<\/figcaption><\/figure>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A nota \u201cAo leitor\u201d, que Montaigne escreveu como abertura de seus ensaios, mesmo que com um qu\u00ea de dissimula\u00e7\u00e3o (para conquistar a generosidade dos leitores), mostra as motiva\u00e7\u00f5es despretensiosas do escritor, que aproximam os seus textos a uma conversa entre amigos.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Eis aqui, leitor, um livro de boa-f\u00e9.<\/em><\/p>\n<p><em>Adverte-o ele de in\u00edcio que s\u00f3 o escrevi para mim mesmo, e alguns \u00edntimos, sem me preocupar com o interesse que poderia ter para ti, nem pensar na posteridade. T\u00e3o ambiciosos objetivos est\u00e3o acima de minhas for\u00e7as. Voltei-o em particular a meus parentes e amigos, e isso a fim de que, quando eu n\u00e3o for mais deste mundo (o que em breve acontecer\u00e1), possam nele encontrar alguns tra\u00e7os de meu car\u00e1ter e de minhas ideias e assim conservem mais inteiro e vivo o conhecimento que de mim tiveram. Se houvesse almejado os favores do mundo, ter-me-ia enfeitado e me apresentaria sob uma forma mais cuidada, de modo a produzir melhor efeito. Prefiro, por\u00e9m, que me vejam na minha simplicidade natural, sem artif\u00edcio de nenhuma esp\u00e9cie, porquanto \u00e9 a mim mesmo que pinto. Vivos se exibir\u00e3o meus defeitos e todos me ver\u00e3o na minha ingenuidade f\u00edsica e moral, pelo menos enquanto o permitir a conveni\u00eancia. Se tivesse nascido entre essa gente de quem se diz viver ainda na doce liberdade das primitivas leis da natureza, assegure-te que de bom grado me pintaria por inteiro e nu. <strong>[<\/strong><strong>1]<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_504\" aria-describedby=\"caption-attachment-504\" style=\"width: 231px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-504\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Essais_Titelblatt_1588-231x300.png\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Essais_Titelblatt_1588-231x300.png 231w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Essais_Titelblatt_1588-787x1024.png 787w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Essais_Titelblatt_1588-768x999.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Essais_Titelblatt_1588.png 953w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-504\" class=\"wp-caption-text\">Folha de rosto do terceiro livro dos <strong>Ensaios<\/strong> (1588).<\/figcaption><\/figure>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Essa aproxima\u00e7\u00e3o entre os ensaios e uma conversa mais \u00edntima, entre amigos, pode ser relacionada a um acontecimento da vida do ensa\u00edsta franc\u00eas&#8230;<\/p>\n<h5><strong>Porque era ele, porque era eu<\/strong><\/h5>\n<p>Montaigne foi muito amigo do \u00c9tienne de La Bo\u00e9tie, que ficou conhecido por ter escrito, ainda na adolesc\u00eancia, o <em>Discurso da servid\u00e3o volunt\u00e1ria<\/em>. S\u00f3 que, com 33 anos, o La Bo\u00e9tie ficou doente e morreu. Isso abalou muito o Montaigne. E o cr\u00edtico liter\u00e1rio su\u00ed\u00e7o Jean Starobinski fala que, na falta de La Bo\u00e9tie, os <em>Ensaios<\/em> seriam uma tentativa do Montaigne de estender esse di\u00e1logo que ele tinha com o amigo.<\/p>\n<p>Inclusive, em um trecho do document\u00e1rio <em>Chico Buarque \u2013 Cinema<\/em>, de 2006, dirigido por Roberto de Oliveira, o m\u00fasico e escritor brasileiro, ao comentar sua m\u00fasica \u201cPorque era ela, porque era eu\u201d, fala dessa hist\u00f3ria famosa da amizade entre os dois franceses:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Desde crian\u00e7a, todo mundo l\u00e1 [na Fran\u00e7a] sabe quem \u00e9 o Montaigne, e essa frase dele [\u201cporque era ele, porque era eu\u201d] se refere \u00e0 amizade dele com o La Bo\u00e9tie, que era um outro escritor, foi um grande amigo dele de juventude. E o Montaigne [&#8230;] escrevia ensaios e, ao longo da vida, ele foi reescrevendo alguns ensaios; eles eram publicados e republicados e tal. E uma vez ele falou isso. Perguntavam a raz\u00e3o dessa grande amizade que ele tinha tido com esse outro escritor, o La Bo\u00e9tie, que morreu jovem. E ele falava que n\u00e3o sabia explicar. [&#8230;] Eu gostava dele e n\u00e3o sabia justificar porque gostava dele e ponto. Depois, mais adiante, quinze anos depois, ele, revendo esse ensaio dele, escreveu ao lado da p\u00e1gina assim \u201ceu gostava dele, porque era ele\u201d, ponto. A\u00ed foi impresso na nova edi\u00e7\u00e3o dos ensaios, \u201ceu gostava dele, porque era ele\u201d e ponto. Quinze anos depois, ele olhou essa frase e anotou de novo, num canto da p\u00e1gina, \u201ceu gostava dele, porque era ele e porque era eu\u201d e ponto.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O document\u00e1rio est\u00e1 dispon\u00edvel no canal da produtora do filme, RWR. O trecho citado acima pode ser assistido por meio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6y6zFdQ6yEA&amp;t=93s\">deste link<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_503\" aria-describedby=\"caption-attachment-503\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-503\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Chico-cinema-234x300.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Chico-cinema-234x300.jpg 234w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Chico-cinema.jpg 389w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-503\" class=\"wp-caption-text\">Document\u00e1rio <strong>Chico Buarque \u2013 Cinema<\/strong>, 2006.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No epis\u00f3dio de podcast <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/115-leitura-de-folego-o-ensaio-em-cena-ou-o-espetaculo-da-duvida\/\">\u201cO ensaio em cena ou o espet\u00e1culo da d\u00favida\u201d<\/a>, n\u00e3o falamos sobre esse trechinho da fala do Chico. Por\u00e9m, a conversa com o professor Alexandre n\u00e3o parou nesse ponto da amizade entre Montaigne e La Bo\u00e9tie.<\/p>\n<h5><strong>A conversa continua&#8230;<\/strong><\/h5>\n<p>Mas n\u00e3o aqui no blog. Se voc\u00ea est\u00e1 gostando desse assunto, <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/115-leitura-de-folego-o-ensaio-em-cena-ou-o-espetaculo-da-duvida\/\">ou\u00e7a<\/a> o que mais rolou nessa conversa. S\u00f3 para dar um gostinho: l\u00e1, o Alexandre falou sobre o ensaio \u201cDo pedantismo\u201d, no qual o Montaigne discute a ideia de que a educa\u00e7\u00e3o pode ajudar, mas pode tamb\u00e9m atrapalhar o nosso julgamento. Al\u00e9m disso, para o ensa\u00edsta, \u00e0s vezes \u00e9 mais importante <strong>como <\/strong>a gente sabe do que <strong>quanto <\/strong>a gente sabe&#8230;<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>[Alguns] Sabem dizer \u201ccomo observa C\u00edcero\u201d, \u201ceis o que fazia Plat\u00e3o\u201d, \u201cs\u00e3o palavras de Arist\u00f3teles\u201d, mas que dizemos n\u00f3s pr\u00f3prios? Que pensamos? Que fazemos? Um papagaio poderia substituir-nos. [&#8230;] E conhe\u00e7o um [sujeito] que ao ser indagado acerca do que lhe cumpre saber, vai logo buscar um livro para mostrar e jamais ousaria dizer que tem o traseiro sarnento sem previamente procurar em dicion\u00e1rio a significa\u00e7\u00e3o de sarna e de traseiro. (Do pedantismo, Michel de Montaigne) <\/em><strong>[2]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A gente ainda conversou sobre o ensa\u00edsmo brasileiro (que \u00e9 mais importante do que parece) e sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o ensa\u00edsmo e a cr\u00edtica liter\u00e1ria brasileira. Por fim, o Alexandre deu algumas dicas de ensa\u00edstas de v\u00e1rias \u00e9pocas e lugares para quem se animou para ler esse tipo de texto.<\/p>\n<h5><strong>A s\u00e9rie<\/strong><\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-483 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-300x300.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-150x150.png 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-768x768.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-100x100.png 100w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo-96x96.png 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/02\/Leitura-de-folego-logo.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>\u201cLeitura de F\u00f4lego\u201d \u00e9 uma s\u00e9rie do podcast de jornalismo e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Oxig\u00eanio, produzido por alunos do <a href=\"http:\/\/www.labjor.unicamp.br\/\">Labjor<\/a>-Unicamp e coordenado por Simone Pallone. Essa s\u00e9rie sobre literatura aborda temas de pesquisa de quatro professores do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, da Unicamp. Al\u00e9m desse epis\u00f3dio sobre os ensaios, foram abordados os seguintes temas: livros licenciosos, silenciamento de personagens femininas na literatura brasileira e utopias. Aqui no \u201cMarca P\u00e1ginas\u201d j\u00e1 temos <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2021\/02\/24\/leitura-proibida\/\">um post sobre os livros licenciosos<\/a>, que, por conterem cenas de sexo (entre outros motivos), eram proibidos no Brasil dos s\u00e9culos XVIII e XIX, mas que circularam bastante nessa \u00e9poca. Em breve, tamb\u00e9m vamos ter mais textos, apresentando os temas dos outros dois epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>Todos os programas da s\u00e9rie est\u00e3o integralmente transcritos na descri\u00e7\u00e3o dos epis\u00f3dios no site do Oxig\u00eanio, para que pessoas surdas ou com alguma defici\u00eancia auditiva possam ter acesso ao conte\u00fado. Os epis\u00f3dios podem ser acessados pelo <a href=\"http:\/\/oxigenio.comciencia.br\/\">site do Oxig\u00eanio<\/a>, pelo <a href=\"http:\/\/www.rtv.unicamp.br\/?audio_cat=oxigenio\">site da R\u00e1dio e TV Unicamp<\/a>, pelo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCIbv86TkZal7E9QWkatWBLA\">canal no Youtube da TV Unicamp<\/a> ou por agregadores, como <a href=\"https:\/\/podcasts.google.com\/feed\/aHR0cDovL294aWdlbmlvLmNvbWNpZW5jaWEuYnIvP2ZlZWQ9cG9kY2FzdA\">Google Podcasts<\/a> e <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/4yvnvAE2hvC5wMuNhWPa0I\">Spotify<\/a>.<\/p>\n<h5>Refer\u00eancias<\/h5>\n<p>[1] Tanto os t\u00edtulos dos ensaios quanto essa nota &#8220;Ao leitor&#8221; foram retirados da edi\u00e7\u00e3o dos <strong><em>Ensaios<\/em><\/strong> publicada no Brasil pela Editora 34, em 2016. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do escritor S\u00e9rgio Milliet.<\/p>\n<p>[2] Esse trecho est\u00e1 nas p\u00e1ginas 174 e 175 da edi\u00e7\u00e3o citada na nota anterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":397,"featured_media":502,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[22,53,17],"tags":[197,198,194,195,184,196],"class_list":["post-501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-critica-literaria","category-literatura","category-literaturas-classicas","tag-alexandre-soares-carneiro","tag-chico-buarque","tag-ensaio","tag-michel-de-montaigne","tag-podcast","tag-serie-leitura-de-folego"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2021\/03\/Ensaio-em-cena.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=501"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":520,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions\/520"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}