{"id":630,"date":"2022-02-17T14:46:50","date_gmt":"2022-02-17T17:46:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/?p=630"},"modified":"2022-02-18T19:22:31","modified_gmt":"2022-02-18T22:22:31","slug":"sete-livros-infantis-que-falam-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/2022\/02\/17\/sete-livros-infantis-que-falam-da-morte\/","title":{"rendered":"Sete livros infantis que falam da morte"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p>No notici\u00e1rio da TV, nos desenhos animados, nos jogos eletr\u00f4nicos\u2026 O tema da morte est\u00e1 muito pr\u00f3ximo das crian\u00e7as. Apesar disso, muitas vezes, os adultos criam um sil\u00eancio quando se trata de conversar sobre esse tema com os pequenos. Sem d\u00favidas, esse n\u00e3o \u00e9 um assunto f\u00e1cil, pois envolve um sentimento de vulnerabilidade e tamb\u00e9m a nossa ignor\u00e2ncia diante do desconhecido. No entanto, a morte \u00e9 parte inevit\u00e1vel da vida e refletir sobre a morte pode at\u00e9 nos oferecer um sentido para a nossa exist\u00eancia [1]. Essa reflex\u00e3o n\u00e3o precisa ocorrer apenas quando uma crian\u00e7a passa por uma perda: <b>uma conversa sobre o assunto pode partir da leitura de um livro<\/b>.\u00a0<\/p>\n<p>Neste texto, apresento <b>sete livros infantis que abordam o tema da morte<\/b>, cada um de um jeito diferente. H\u00e1 livros que tratam do assunto de um modo mais filos\u00f3fico e outros que recorrem at\u00e9 ao humor.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quiser saber mais sobre <b>como e por que falar sobre a morte com crian\u00e7as,<\/b> recomendo que ou\u00e7a o epis\u00f3dio <a href=\"https:\/\/www.oxigenio.comciencia.br\/139-precisamos-falar-sobre-a-morte-com-as-criancas\/\"><strong>&#8220;Precisamos falar sobre a morte (com as crian\u00e7as)&#8221;<\/strong><\/a>, do podcast Oxig\u00eanio. Nesse epis\u00f3dio, as psic\u00f3logas Luc\u00e9lia Elizabeth Paiva e Maria J\u00falia Kov\u00e1cs d\u00e3o orienta\u00e7\u00f5es sobre como essa conversa pode acontecer. A <b>biblioterapia<\/b> \u2013 o uso de textos liter\u00e1rios com a finalidade de ajudar uma pessoa a enfrentar uma dificuldade \u2013 foi apontada como um dos caminhos para estabelecer essa conversa. Tamb\u00e9m nesse epis\u00f3dio, a M\u00e1rcia Abreu, que \u00e9 pesquisadora e professora de literatura, falou sobre um livro para crian\u00e7as que ela acabou de lan\u00e7ar e que aborda o tema da morte. Inclusive, esse livro est\u00e1 indicado na lista abaixo.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o epis\u00f3dio e inspire-se na lista para iniciar uma conversa sobre esse tema com uma crian\u00e7a. Tamb\u00e9m compartilhe esse conte\u00fado com quem tem contato com crian\u00e7as: familiares, professores, profissionais da sa\u00fade\u2026 Ou, simplesmente, aproveite para conhecer sete livros que proporcionam reflex\u00f5es fundamentais para crian\u00e7as e adultos.<\/p>\n<h5><b>1. A \u00e1rvore das lembran\u00e7as<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_632\" aria-describedby=\"caption-attachment-632\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-632\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2-300x287.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2-300x287.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2-1024x981.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2-768x736.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-632\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;A \u00e1rvore das lembran\u00e7as&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A alem\u00e3 Britta Teckentrup \u00e9 a escritora e a ilustradora desse livro delicado tanto nas palavras quanto nos tra\u00e7os. Um dia, uma raposa, que teve uma vida longa e feliz, foi at\u00e9 o seu cantinho preferido da floresta, deitou-se e dormiu para sempre. Os amigos dela se reuniram em volta de seu corpo e come\u00e7aram a contar hist\u00f3rias vividas com ela no passado.\u00a0 A coruja, o rato, o urso, o coelho e o esquilo\u2026 Cada um tinha uma lembran\u00e7a da ternura e da generosidade da raposa; eram lembran\u00e7as que faziam todos sorrirem. E cada hist\u00f3ria contada dava for\u00e7as para uma plantinha laranja, que brotou bem no lugar onde a raposa tinha se deitado. Essa plantinha ia crescendo e ficando mais bonita, at\u00e9 se transformar em uma \u00e1rvore. Quem essa \u00e1rvore das lembran\u00e7as pode abrigar e o que ela pode representar? Essas s\u00e3o quest\u00f5es que aparecem no livro.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rvore das lembran\u00e7as\u201d nos mostra o valor das mem\u00f3rias: mesmo que n\u00e3o convivamos mais, no nosso cotidiano, com um ser que morreu, podemos manter um v\u00ednculo afetivo com ele, por meio das lembran\u00e7as e do compartilhamento delas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_631\" aria-describedby=\"caption-attachment-631\" style=\"width: 283px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-631\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1-283x300.jpg\" alt=\"\" width=\"283\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1-283x300.jpg 283w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1-966x1024.jpg 966w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1-768x815.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Arvore-1.jpg 1172w\" sizes=\"(max-width: 283px) 100vw, 283px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-631\" class=\"wp-caption-text\">A cada lembran\u00e7a compartilhada, a plantinha laranjada ia crescendo&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cEra uma vez uma raposa que vivia na floresta com os outros animais.<br \/><\/i><i>Ela levara uma vida longa e feliz, mas estava ficando cansada.\u00a0<br \/><\/i><i>Bem devagar, ela foi at\u00e9 seu cantinho favorito na clareira.<br \/><\/i><i>Olhou para sua adorada floresta pela \u00faltima vez e se deitou.\u00a0<br \/><\/i><i>Fechou os olhos,<br \/><\/i><i>respirou fundo<br \/><\/i><i>e caiu no sono<br \/><\/i><i>para sempre.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo:<\/b> A \u00e1rvore das lembran\u00e7as<br \/><b>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Britta Teckentrup<br \/><b>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/b> Mar\u00edlia Garcia<br \/><b>Editora:<\/b> Editora Rovelle<br \/><b>Ano:<\/b> 2014 (edi\u00e7\u00e3o original de 2013)<\/p>\n<h5><b>2. O jabuti e a siriruia: o ciclo da vida<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_636\" aria-describedby=\"caption-attachment-636\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-636\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-2-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-2.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-636\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;O jabuti e a siriruia: o ciclo da vida&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Escrito pela M\u00e1rcia Abreu e ilustrado pelo Bira Dantas, esse livro conta a hist\u00f3ria da amizade entre um jabuti \u2013 um animal que pode viver cerca de cem anos \u2013 e uma siriruia (tamb\u00e9m conhecida como aleluia), um inseto que vive apenas um dia. Esses dois se encontram e, apesar das v\u00e1rias diferen\u00e7as entre eles, acabam se tornando grandes amigos e vivendo uma aventura que dura o breve tempo de vida da siriruia, mas que consegue mudar a forma como o jabuti se enxerga e enxerga o mundo. O livro aborda temas sens\u00edveis \u2013 como velhice, solid\u00e3o, abandono, defici\u00eancia e morte \u2013 de uma forma honesta, sem dar uma resposta pronta sobre esses assuntos, mas tamb\u00e9m sem deixar a crian\u00e7a desamparada ao final da hist\u00f3ria. Publicado pelo Estralabad\u00e3o, o selo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para crian\u00e7as da Editora UFMG, o livro ainda traz informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre os animais protagonistas da hist\u00f3ria.<\/p>\n<figure id=\"attachment_635\" aria-describedby=\"caption-attachment-635\" style=\"width: 231px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-635\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-1-231x300.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-1-231x300.jpg 231w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-1-789x1024.jpg 789w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-1-768x997.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Jabuti-1.jpg 986w\" sizes=\"(max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-635\" class=\"wp-caption-text\">A siriruia toda animada e o jabuti recuperando o f\u00f4lego para acompanhar a nova amiga<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c \u2013 Melhor eu ir at\u00e9 a mangueira \u2013 disse o jabuti, piscando muito para segurar uma l\u00e1grima e andando num passo mais r\u00e1pido do que o normal.\u00a0<br \/>Em geral, ele n\u00e3o tinha pressa para nada. Nem para falar, nem para pensar. Muito menos para tomar uma decis\u00e3o. Mas agora estava resolvido: iria at\u00e9 a mangueira e n\u00e3o sairia mais de l\u00e1.<br \/>Ele vivia naquele s\u00edtio h\u00e1 pouco mais de cem anos e seu lugar preferido era debaixo da mangueira, na curva do riacho. Em passo de gente, o caminho at\u00e9 l\u00e1 levaria uns trinta minutos, em passo de crian\u00e7a contente, uns vinte. Mas para o jabuti aquela caminhada poderia levar o dia todo. Ele andava len \u2013 ta \u2013 men \u2013 te e tinha tempo de observar tudo ao seu redor\u2026\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b>O jabuti e a siriruia: o ciclo da vida<br \/><b>Texto:<\/b> M\u00e1rcia Abreu<br \/><b>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Bira Dantas<br \/><b>Editora:<\/b> Editora UFMG (Estraladab\u00e3o, selo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para crian\u00e7as)<br \/><b>Ano:<\/b> 2021<\/p>\n<h5><b>3. O pato, a morte e a tulipa<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_640\" aria-describedby=\"caption-attachment-640\" style=\"width: 247px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-640\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-2-247x300.jpg\" alt=\"\" width=\"247\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-2-247x300.jpg 247w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-2-843x1024.jpg 843w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-2-768x933.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-2.jpg 1054w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-640\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;O pato, a morte e a tulipa&#8221; (edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O livro foi escrito e ilustrado pelo prestigiado artista alem\u00e3o Wolf Erlbruch, ganhador de diversos pr\u00eamios, como o <i>Hans Christian Andersen<\/i> e o <i>Bologna Ragazzi<\/i>. \u201cO pato, a morte e a tulipa\u201d conta a hist\u00f3ria de um pato que se d\u00e1 conta de que est\u00e1 sendo acompanhado pela morte \u2013 um ser gracioso, ainda que com uma cabe\u00e7a de caveira, que usa uma bata xadrez e que carrega (em vez de uma foice) uma tulipa. Os dois personagens acabam desenvolvendo uma rela\u00e7\u00e3o de companheirismo e conversam, inclusive, sobre o que aconteceria ap\u00f3s a morte, sem, contudo, chegar a uma conclus\u00e3o definitiva.<\/p>\n<figure id=\"attachment_639\" aria-describedby=\"caption-attachment-639\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-639\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-1-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pato-1.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-639\" class=\"wp-caption-text\">O pato e a morte se tornam amigos<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cFazia um tempo que o Pato tinha um pressentimento.<br \/><\/i><i>\u2018Quem \u00e9 voc\u00ea? O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo, rastejando atr\u00e1s de mim?\u2019<br \/><\/i><i>\u2018Bom, voc\u00ea finalmente me notou. Eu me chamo Morte\u2019<br \/><\/i><i>O Pato congelou de medo, e quem poderia culp\u00e1-lo?<br \/><\/i><i>\u2018Voc\u00ea veio me buscar?\u2019<br \/><\/i><i>\u2018Oh, estive por perto toda a sua vida \u2013 para o caso de acontecer alguma coisa.\u2019<br \/><\/i><i>\u2018Que coisa?\u2019 perguntou o Pato.<br \/><\/i><i>\u2018Um resfriado forte, um acidente \u2013 nunca se sabe.\u2019\u201d<\/i> [2]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b>O pato, a morte e a tulipa<br \/><b>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Wolf Erlbruch<br \/><b>Ano: <\/b>2007 (edi\u00e7\u00e3o original)<br \/>H\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o brasileira, da Cosac Naify, publicada em 2009. Por\u00e9m, ela est\u00e1 esgotada.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma adapta\u00e7\u00e3o desse livro em um curta-metragem de anima\u00e7\u00e3o, dirigido por Matthias Bruhn, com cerca de dez minutos. Os desenhos do filme s\u00e3o bem parecidos com as ilustra\u00e7\u00f5es do livro. Uma vers\u00e3o desse curta, legendada em portugu\u00eas, pode ser assistida no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uD7Ld1Gifn8https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uD7Ld1Gifn8\">YouTube<\/a>.<\/p>\n<h5><b>4. Sete hist\u00f3rias para sacudir o esqueleto<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_644\" aria-describedby=\"caption-attachment-644\" style=\"width: 237px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-644\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-historias-2-237x300.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-historias-2-237x300.jpg 237w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-historias-2.jpg 641w\" sizes=\"(max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-644\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;Sete hist\u00f3rias para sacudir o esqueleto&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A mineira Angela-Lago, escritora e ilustradora consagrada no Brasil e fora daqui, recontou nesse livro sete hist\u00f3rias \u2013 ou causos \u2013 que seu pai havia lhe contado, mas que tamb\u00e9m poderiam ter sido contatadas por muitos de nossos av\u00f3s, bisav\u00f3s ou tatarav\u00f3s. As hist\u00f3rias falam sobre assombra\u00e7\u00f5es, cemit\u00e9rios, mortos (verdadeiros ou fingidos), mas tudo com uma dose de gra\u00e7a. Os tra\u00e7os das ilustra\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u201ctremidos\u201d: como se desenhados com medo? E os n\u00fameros das p\u00e1ginas est\u00e3o escondidos no meio das ilustra\u00e7\u00f5es\u2026 Repare no rabinho de um dos bodes desenhados no livro. No fim, a autora presenteia os leitores com essas hist\u00f3rias: \u201cAgora elas s\u00e3o suas. Aumente um ponto. Ou dois. Ou tr\u00eas. Espere uma noite de trovoada ou, pelo menos, apague a luz\u2026 E conte!\u201d. Apagar a luz \u00e9 realmente uma boa sugest\u00e3o, al\u00e9m de ajudar a criar um clima para as hist\u00f3rias, torna as ilustra\u00e7\u00f5es, desenhadas em tons met\u00e1licos, mais brilhantes e v\u00edvidas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_643\" aria-describedby=\"caption-attachment-643\" style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-643\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-Historias-1-244x300.jpg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-Historias-1-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-Historias-1-834x1024.jpg 834w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-Historias-1-768x943.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Sete-Historias-1.jpg 1042w\" sizes=\"(max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-643\" class=\"wp-caption-text\">Enquanto dan\u00e7ava, o esqueleto se despeda\u00e7ava<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>E<\/strong><b>spiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cA vi\u00fava estava na cozinha com o filho, contando feliz o dinheiro que tinha encontrado debaixo do colch\u00e3o, quando o marido, falecido fazia meses, apareceu e veio sentar-se \u00e0 mesa com eles. A mulher n\u00e3o se intimidou:\u00a0<br \/><\/i><i>\u2013 O que \u00e9 que voc\u00ea est\u00e1 fazendo aqui, seu miser\u00e1vel?! Me d\u00e1 paz! Voc\u00ea est\u00e1 morto! Trate de voltar para debaixo da terra.<br \/><\/i><i>\u2013 Nem pensar \u2013 disse o morto. \u2013 Estou me sentindo vivinho.\u201d<\/i> (Come\u00e7o da hist\u00f3ria 7: \u201cDan\u00e7ando com o morto\u201d)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo:<\/b> Sete hist\u00f3rias para sacudir o esqueleto<br \/><b>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Angela-Lago<br \/><b>Editora:<\/b> Companhia das Letrinhas<br \/><b>Ano: <\/b>2002<\/p>\n<h5><b> 5. Menina Nina: duas raz\u00f5es para n\u00e3o chorar<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_637\" aria-describedby=\"caption-attachment-637\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-637\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-228x300.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-228x300.jpg 228w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-779x1024.jpg 779w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-768x1010.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-1168x1536.jpg 1168w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1-1558x2048.jpg 1558w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-1.jpg 1947w\" sizes=\"(max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-637\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;Menina Nina: duas raz\u00f5es para n\u00e3o chorar&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O consagrado ilustrador e escritor Ziraldo come\u00e7a essa hist\u00f3ria no dia do nascimento de Nina, \u201ca menina que fez Vivi virar av\u00f3\u201d. A primeira parte do livro \u00e9 recheada de alitera\u00e7\u00f5es, com a presen\u00e7a marcante do som da letra \u201cV\u201d (como j\u00e1 d\u00e1 para perceber no trechinho acima). Nessa parte, conhecemos um pouco da hist\u00f3ria de vov\u00f3 Vivi e de sua rela\u00e7\u00e3o com a neta. Essa parte dura at\u00e9 quando, um dia, a vov\u00f3 Vivi dorme e n\u00e3o acorda mais. Depois disso, ficamos conhecendo algumas d\u00favidas e ang\u00fastias da garotinha: \u201cVov\u00f3, voc\u00ea nunca disse que ia embora assim, sem dizer adeus. [&#8230;] Vov\u00f3, e os meus segredos? Pra onde voc\u00ea levou? [&#8230;] Vov\u00f3, eu n\u00e3o posso mais abra\u00e7ar as suas pernas, n\u00e3o posso beijar o seu rosto, n\u00e3o posso pegar sua m\u00e3o\u2026\u201d. A segunda parte do livro \u00e9 como uma conversa com Nina, momento em que s\u00e3o apresentadas as \u201cduas raz\u00f5es para n\u00e3o chorar\u201d, presentes no subt\u00edtulo do livro: <strong>SE<\/strong>, depois da morte, n\u00e3o existir mais nada, se tudo \u201cacabar de vez\u201d, a vov\u00f3 estar\u00e1 em paz; ela n\u00e3o sabe nem vai saber que est\u00e1 dormindo para sempre. Ela n\u00e3o estar\u00e1 sofrendo. <strong>SE<\/strong> ela despertar em outro mundo, \u201cfeito de luz e estrelas, veja, Nina, que barato!! Que lindo virar um anjo. Que lindo voar no espa\u00e7o\u201d. Apresentando essas possibilidades, sem escolher alguma delas, o narrador conclui que \u201cdos dois jeitos desse adeus \u00e9 que a gente inventa a vida\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A vov\u00f3 Vivi do livro foi baseada em Vilma Gontijo, que foi esposa de Ziraldo. Dois anos depois da morte de Vilma, Ziraldo escreveu esse livro, como forma de confortar seus netos, seus filhos e a si pr\u00f3prio, al\u00e9m de fazer uma homenagem \u00e0 companheira [3]. Al\u00e9m disso, no livro, Ziraldo incorpora desenhos que sua neta Nina fez aos nove anos, como \u00e9 o caso da galinha de biqu\u00edni que aparece na imagem abaixo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_638\" aria-describedby=\"caption-attachment-638\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-638\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-2-300x174.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"174\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-2-300x174.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-2-768x447.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Menina-Nina-2.jpg 1023w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-638\" class=\"wp-caption-text\">A galinha de biqu\u00edni desenhada por Nina incorporada \u00e0s ilustra\u00e7\u00f5es de Ziraldo<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cMenina Nina amava V\u00f3 Vivi, que amava sua menina. A vov\u00f3, ao ver a Nina pelo vidro do ber\u00e7\u00e1rio, pulava feito menina em festa de anivers\u00e1rio (vov\u00f3 era mais menina do que a neta que nascia).<br \/><\/i><i>Se Nina visse a vov\u00f3 l\u00e1 do fundo do seu ber\u00e7o e j\u00e1 pudesse entender a vida que aqui se vive (do lado de c\u00e1 do vidro), a Nina iria aprender o que \u00e9 felicidade.<br \/><\/i><i>Vov\u00f3 estava feliz com a chegada da Nina \u2013 a menina que fez Vivi virar vov\u00f3.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b>Menina Nina: duas raz\u00f5es para n\u00e3o chorar<br \/><b>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Ziraldo Alvez Pinto<br \/><b>Editora:<\/b> Melhoramentos Ltda.<br \/><b>Ano:<\/b> 2002<br \/><br \/><\/p>\n<h5><b>6. O guarda-chuva do vov\u00f4<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_634\" aria-describedby=\"caption-attachment-634\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-634\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-2-260x300.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-2-260x300.jpg 260w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-2-887x1024.jpg 887w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-2-768x886.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-2.jpg 1109w\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-634\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;O guarda-chuva do vov\u00f4&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O livro foi escrito por Carolina Moreyra e ilustrado por seu marido, Odilon Moraes,\u00a0 vencedor do pr\u00eamio Jabuti de Ilustra\u00e7\u00e3o. Narrado por uma garotinha, o livro conta a hist\u00f3ria de um av\u00f4 que \u201cmorava na casa da vov\u00f3\u201d. Ele vivia no seu quarto, n\u00e3o gostava de bolo de chocolate nem de barulho. Em um dia, a menina achou que ele, deitado em sua cama, estava encolhendo. Em outro dia, ele j\u00e1 n\u00e3o estava mais na \u201ccasa da vov\u00f3\u201d&#8230; O guarda-chuva do vov\u00f4, por acaso \u201cherdado\u201d pela garotinha, ganha um significado nessa rela\u00e7\u00e3o antes distante e tamb\u00e9m muda o significado que menina d\u00e1 para os dias chuvosos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_633\" aria-describedby=\"caption-attachment-633\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-633\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-1-1024x657.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-1-768x493.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Guarda-chuva-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-633\" class=\"wp-caption-text\">O vov\u00f4 estava encolhendo?<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cO vov\u00f4 morava na casa da vov\u00f3. A casa da vov\u00f3 ficava longe. \u00c0s vezes eu ia at\u00e9 l\u00e1 fazer uma visita e matar a saudade. A vov\u00f3 fazia bolo de chocolate para o lanche e ent\u00e3o cham\u00e1vamos o vov\u00f4. Mas ele nunca vinha. O vov\u00f4 n\u00e3o gostava de bolo de chocolate e nunca abria a janela do quarto.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo:<\/b> O guarda-chuva do vov\u00f4<br \/><b>Texto:<\/b> Carolina Moreyra<br \/><b>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Odilon Moraes\u00a0<br \/><b>Editora:<\/b> DCL<br \/><b>Ano:<\/b> 2008<\/p>\n<h5><b>7. Pode chorar, cora\u00e7\u00e3o, mas fique inteiro<\/b><\/h5>\n<figure id=\"attachment_642\" aria-describedby=\"caption-attachment-642\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-642\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-2-265x300.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-2-265x300.jpg 265w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-2-905x1024.jpg 905w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-2-768x869.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-2.jpg 1131w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-642\" class=\"wp-caption-text\">Capa do livro &#8220;Pode chorar, cora\u00e7\u00e3o, mas fique inteiro&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dois dinamarqueses, Glenn Ringtved e Charlote Pardi s\u00e3o o escritor e a ilustradora desse livro. Quatro crian\u00e7as servem cafezinho atr\u00e1s de cafezinho para a Morte: elas querem ganhar tempo, para que essa figura n\u00e3o leve embora sua av\u00f3, j\u00e1 bem doente. Mas n\u00e3o teve jeito, chegou a hora de a morte cumprir sua miss\u00e3o. Antes que pudesse se levantar, por\u00e9m, ela foi interrogada por uma das crian\u00e7as \u201cDona Morte, por que a nossa vov\u00f3 tem que morrer, se ela \u00e9 a pessoa que a gente mais ama no mundo?\u201d. Tamb\u00e9m triste com a situa\u00e7\u00e3o, a morte \u2013 que n\u00e3o tem um cora\u00e7\u00e3o seco como um peda\u00e7o de carv\u00e3o, mas sim um bem vermelho que bate por ter \u201cum amor imenso pela vida\u201d \u2013 resolveu contar uma hist\u00f3ria para as crian\u00e7as\u2026 A hist\u00f3ria do encontro dos irm\u00e3os Sofrimento e Desconsolo com as irm\u00e3s Alegria e Risada. O Sofrimento e a Alegria se apaixonaram, assim como o Desconsolo e a Risada; os casais descobriram que n\u00e3o podiam mais viver um sem o outro. A Morte contou essa hist\u00f3ria para as crian\u00e7as e disse que assim tamb\u00e9m acontecia com a\u00a0 vida e com a morte: \u201cQue valor a gente daria \u00e0 vida se n\u00e3o existisse a morte? Quem ficaria feliz com o sol, se nunca chovesse?\u201d. Depois disso, as crian\u00e7as viram que n\u00e3o deviam tentar impedir a morte. Elas ficaram, sim, muito tristes com a morte da av\u00f3, mas n\u00e3o se esqueceram da hist\u00f3ria que ouviram, muito menos dos momentos com a av\u00f3.<\/p>\n<figure id=\"attachment_641\" aria-describedby=\"caption-attachment-641\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-641\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-1-300x222.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-1-300x222.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-1-1024x758.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-1-768x568.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/Pode-chorar-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-641\" class=\"wp-caption-text\">Os dois casais: Sofrimento e Alegria; Desconsolo e Risada<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Espiada nas primeiras p\u00e1ginas:<\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cQuatro crian\u00e7as estavam sentadas em volta de uma mesa, em uma cozinha pequena. Dois meninos e suas irm\u00e3s mais novas. Na ponta da mesa estava uma figura assustadora, com uma capa preta. O rosto dela estava escondido pelo capuz, s\u00f3 aparecia um nariz pontudo.\u00a0<br \/><\/i><i>L\u00e1 fora, ao lado da porta, estava a foice.<br \/><\/i><i>Era a morte.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>T\u00edtulo: <\/b>Pode chorar, cora\u00e7\u00e3o, mas fique inteiro<br \/><b>Texto:<\/b> Glenn Ringtved<br \/><b>Ilustra\u00e7\u00e3o:<\/b> Charlotte Pardi<br \/><b>Tradu\u00e7\u00e3o: <\/b>Caetano W. Galindo<br \/><b>Editora:<\/b> Companhia das Letrinhas<br \/><b>Ano:<\/b> 2020 (edi\u00e7\u00e3o original de 2001)<\/p>\n<h5><b>Notas<\/b><\/h5>\n<p>[1] Informa\u00e7\u00f5es baseadas no livro <a href=\"https:\/\/www.editoraideiaseletras.com.br\/catalogo\/a-arte-de-falar-da-morte-para-criancas\"><b>A arte de falar da morte para crian\u00e7as: a literatura infantil como recurso para abordar a morte com crian\u00e7as e educadores<\/b><\/a> (2011), da psic\u00f3loa<a href=\"https:\/\/www.luceliapaiva.com\/home\"> Luc\u00e9lia Elizabeth Paiva<\/a>, e no artigo <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/pcp\/a\/SkwBgq7Xm8GLKJpQxmMMpDh\/?lang=pt\"><b>Educa\u00e7\u00e3o para a morte<\/b><\/a> (2005), da tamb\u00e9m psic\u00f3loga <a href=\"https:\/\/www.ip.usp.br\/site\/maria-julia-kovacs\/\">Maria J\u00falia Kov\u00e1cs<\/a>, que \u00e9 uma das pessoas respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.lemipusp.com.br\/\">Laborat\u00f3rio de Estudos sobre a Morte<\/a>, do Instituto de Psicologia da USP. No site desse instituto, h\u00e1 v\u00e1rios materiais, inclusive dicas de livros e de filmes relacionados ao tema da morte. As duas autoras participaram do epis\u00f3dio <a href=\"https:\/\/www.oxigenio.comciencia.br\/139-precisamos-falar-sobre-a-morte-com-as-criancas\/\"><strong>&#8220;Precisamos falar sobre a morte (com as crian\u00e7as)&#8221;<\/strong><\/a>, recomendado nesta publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[2] Tradu\u00e7\u00e3o minha, realizada a partir da tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas de Catherine Chidgey, publicada pela editora Gecko Press, da Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>[3] Informa\u00e7\u00f5es baseadas na reportagem <a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Revista\/Crescer\/0,,EMI213981-10496-1,00-COMO+FALAR+DE+MORTE+COM+AS+CRIANCAS.html\">\u201cComo falar de morte com as crian\u00e7as\u201d<\/a>, da <b>Revista Crescer<\/b>, que contou com entrevistas de Ziraldo e de sua neta Nina.<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":397,"featured_media":648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[27,7,53,252,4],"tags":[244,243,76,242,74,239,240,249,241,250,245,247,251,248],"class_list":["post-630","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artes","category-em-sala-de-aula","category-literatura","category-literatura-infantil","category-sugestao-de-leitura","tag-a-arvore-das-lembrancas","tag-conversar-sobre-morte","tag-criancas","tag-educacao-para-a-morte","tag-literatura-infantil","tag-livros-para-criancas","tag-livros-sobre-morte","tag-menina-nina-duas-razoes-para-nao-chorar","tag-morte","tag-o-guarda-chuva-do-vovo","tag-o-jabuti-e-a-siriruia-o-ciclo-da-vida","tag-o-pato-a-morte-e-a-tulipa","tag-pode-chorar-coracao-mas-fique-inteiro","tag-sete-historias-para-sacudir-o-esqueleto"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-content\/uploads\/sites\/96\/2022\/01\/annie-spratt-Mmi_sUHNazo-unsplash-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=630"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":661,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/630\/revisions\/661"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/marcapaginas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}