{"id":324,"date":"2009-12-24T14:45:04","date_gmt":"2009-12-24T17:45:04","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/massacritica\/2009\/12\/quantas_pessoas_podem_viver_na\/"},"modified":"2009-12-24T14:45:04","modified_gmt":"2009-12-24T17:45:04","slug":"quantas_pessoas_podem_viver_na","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/2009\/12\/24\/quantas_pessoas_podem_viver_na\/","title":{"rendered":"Quantas pessoas podem viver na Terra?"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img decoding=\"async\" alt=\"horizon bbc logotipo\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/211\/2011\/08\/horizon-bbc1.jpg\" width=\"200\" height=\"116\" class=\"mt-image-none\" \/><\/span><br \/>\nQuando o documentarista David Attenborough nasceu \u00e9ramos pouco menos de 2 bilh\u00f5es de pessoas em todo o planeta. Atualmente a popula\u00e7\u00e3o mundial aproxima-se rapidamente de 7 bilh\u00f5es de pessoas, e isso com um aumento de pouco mais de <strong>2 pessoas por segundo<\/strong> (j\u00e1 descontadas as mortes).<br \/>\nA vida de Attenborough foi em boa parte dedicada ao acompanhamento da vida selvagem, e lamentavelmente esta situa\u00e7\u00e3o de vida intoc\u00e1vel est\u00e1 cada dia mais dif\u00edcil de ser encontrada. Esta preocupa\u00e7\u00e3o com o impacto populacional o fez ingressar na organiza\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Optimum_Population_Trust\">Optimum Population Trust<\/a>, que tem como meta avaliar este cen\u00e1rio.<br \/>\nEnt\u00e3o, quantas pessoas podem viver na Terra?<br \/>\nA ONU mant\u00e9m um setor de acompanhamento do crescimento e existem fortes ind\u00edcios de uma popula\u00e7\u00e3o que atingir\u00e1 a marca de 9 bilh\u00f5es j\u00e1 em 2050. E ser\u00e1 atingida pelo simples fluxo natural do comportamento social, sem nenhum incremento for\u00e7ado. As tend\u00eancias indicam tamb\u00e9m que alguns pa\u00edses ter\u00e3o decr\u00e9scimo populacional, como o Jap\u00e3o, por exemplo, mas isto n\u00e3o ser\u00e1 capaz de frear a tend\u00eancia.<br \/>\nPor volta de 1800 \u00e9ramos n\u00e3o mais que 1 bilh\u00e3o de pessoas. O acesso ao controle de doen\u00e7as, diminui\u00e7\u00e3o de mortalidade e melhor qualidade de vida causaram uma violenta explos\u00e3o populacional.<br \/>\nA cita\u00e7\u00e3o de Thomas Malthus \u00e9 comum quando este assunto \u00e9 abordado.<br \/>\n<em>&#8220;The power of population is indefinitely greater than the power in the earth to produce subsistence for man&#8221; &#8211; Thomas Malthus<\/em><br \/>\nNormalmente citam como um erro, como uma vis\u00e3o pessimista e demasiado catastr\u00f3fica. Mas at\u00e9 quando Malthus estar\u00e1 errado? A Terra certamente possui um limite f\u00edsico de produ\u00e7\u00e3o de recursos.<br \/>\nInd\u00edcios mostram que a popula\u00e7\u00e3o mundial poderia atingir a marca de 15 bilh\u00f5es de pessoas se todos vivessem como a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o da \u00cdndia vive. Mas que o mundo s\u00f3 poderia comportar 2,5 bilh\u00f5es se todos optassem por um estilo de vida comum na Inglaterra.<br \/>\nO primeiro alarme que soa vem da escassez de \u00e1gua em diversos pa\u00edses. N\u00e3o s\u00f3 este alarme toca, mas outro come\u00e7a a ser ouvido, o da falta de \u00e1reas prop\u00edcias para a agricultura economicamente vi\u00e1vel. E o sinal vem de um fluxo investidores de pa\u00edses desenvolvidos que compram terras em pa\u00edses mais pobres para uma produ\u00e7\u00e3o exclusivamente voltada para a exporta\u00e7\u00e3o, sem benef\u00edcios desejados para a popula\u00e7\u00e3o local.<br \/>\nAlgumas iniciativas de controle populacional infelizmente foram feitas de maneira truculenta e autorit\u00e1ria, criando um fantasma ainda mais assustador de um assunto que incomoda muitos. Poucos gostam de ter algu\u00e9m palpitando em sua vida pessoal e em quantos filhos devem ter. Iniciativas mais inteligentes e planejadas demonstraram, de maneira quase \u00f3bvia, que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fator que mais influencia na decis\u00e3o de uma fam\u00edlia em optar por ter menos filhos. As mulheres saem na dianteira neste poder de decis\u00e3o, com uma vis\u00edvel tend\u00eancia em planejar melhor a vida antes de ter o primeiro filho.<br \/>\nDavid Attenborough encerra o document\u00e1rio &#8220;<a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/iplayer\/episode\/b00pdjmk\/Horizon_20092010_How_Many_People_Can_Live_on_Planet_Earth\/\">How Many People Can Live on Planet Earth?<\/a>&#8221; comentando que os dados fornecidos podem ser desanimadores e neste caso a melhor maneira de encarar a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o m\u00e1ximo de planejamento feito de maneira racional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o documentarista David Attenborough nasceu \u00e9ramos pouco menos de 2 bilh\u00f5es de pessoas em todo o planeta. Atualmente a popula\u00e7\u00e3o mundial aproxima-se rapidamente de 7 bilh\u00f5es de pessoas, e isso com um aumento de pouco mais de 2 pessoas por segundo (j\u00e1 descontadas as mortes). A vida de Attenborough foi em boa parte dedicada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":465,"featured_media":325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentarios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/465"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/massacritica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}