{"id":1131,"date":"2011-11-01T11:00:44","date_gmt":"2011-11-01T14:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/meiodecultura.wordpress.com\/?p=1131"},"modified":"2011-11-01T11:00:44","modified_gmt":"2011-11-01T14:00:44","slug":"superorganismo-acredite-voce-e-1de-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2011\/11\/01\/superorganismo-acredite-voce-e-1de-3\/","title":{"rendered":"SUPERORGANISMO: acredite, voc\u00ea \u00e9! \u2013 1 de 3"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #993366\">PARTE 1<\/span><\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #993366\"><strong> Microrganismos&#8230; esses seres incompreendidos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, dois famosos cientistas &#8211; Robert <span style=\"color: #ff6600\">Koch<\/span> e Louis <span style=\"color: #ff6600\">Pasteur<\/span> &#8211; demonstraram formalmente que microrganismos eram causadores de muitas doen\u00e7as. Essa proposi\u00e7\u00e3o ficou conhecida como \u201c<span style=\"color: #ff6600\">Teoria do Germe da Doen\u00e7a<\/span>\u201d. N\u00e3o que essa no\u00e7\u00e3o nunca houvesse aflorado anteriormente &#8211; muito pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 relatos t\u00e3o antigos quanto 36 a.C., quando Marcus Terentius Varro escreveu: \u201ccertas criaturas diminutas, que n\u00e3o podem ser vistas por nossos olhos e que flutuam no ar e entram no corpo pela boca e nariz, e ent\u00e3o causam s\u00e9rias doen\u00e7as\u201d. Essa concep\u00e7\u00e3o sofreu um grande abalo no s\u00e9culo XX, quando <span style=\"color: #ff6600\">Metchnikoff<\/span> demonstrou que microrganismos tamb\u00e9m poderiam atuar como agentes ben\u00e9ficos e promotores de sa\u00fade. Estava, ali, lan\u00e7ada a base para o que hoje chamamos de <span style=\"color: #ff6600\">probi\u00f3ticos<\/span>.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1990 a descoberta dos Receptores de Reconhecimento de Padr\u00e3o (PRRs) foi um grande marco para a imunologia inata. Os PRRs reconhecem os chamados Padr\u00f5es Moleculares Associados a Microrganismos (MAMPs), que s\u00e3o mol\u00e9culas n\u00e3o muito espec\u00edficas de estruturas comuns a diversos tipos de microrganimos (como a flagelina do flagelo ou os lipopolissacar\u00eddeos &#8211; LPS &#8211; da parede celular). Como a ativa\u00e7\u00e3o dos PRRs leva a um desencadeamento de uma resposta que busca detectar e destruir esses micr\u00f3bios, costumamos chamar os MAMPs de PAMPs &#8211; Padr\u00f5es Moleculares Associados a Pat\u00f3genos.<\/p>\n<p>Hoje sabemos que somos colonizados por microrganismos &#8211; que denominamos <span style=\"color: #ff6600\">microbiota ind\u00edgena<\/span>. \u00c9 muito claro que esses microrganismos est\u00e3o presentes formando comunidades heterog\u00eaneas e em superf\u00edcies corporais bastantes espec\u00edficas. Essa coloniza\u00e7\u00e3o ocorre basicamente na pele, superf\u00edcies mucosas (boca, vagina, olhos) e no trato gastrintestinal. Muito curioso e muito l\u00f3gico \u00e9 o fato de que existem <span style=\"text-decoration: underline\">grupos principais (filos) que habitam nosso corpo<\/span>, e eles s\u00e3o 4: os bacteroidetes, os firmicutes, as actinobacterias e as proteobacterias. Quando analisamos a composi\u00e7\u00e3o dessa microbiota em <span style=\"text-decoration: underline\">rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esp\u00e9cies presentes<\/span> e comparamos entre diferentes indiv\u00edduos, vemos que h\u00e1 uma grande varia\u00e7\u00e3o &#8211; e isso depende de v\u00e1rios fatores e nos permite observar que, por exemplo, membros de uma mesma fam\u00edlia possuem uma microbiota mais homog\u00eanea do que indiv\u00edduos n\u00e3o relacionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #3366ff\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1134\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11.jpg 781w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11-300x277.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11-768x708.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11-620x572.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota11-200x184.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a>Fig. 1 &#8211; Esquema da distribui\u00e7\u00e3o s\u00edtio-espec\u00edfica dos filos bacterianos em um ser humano saud\u00e1vel. A \u00e1rea de cada setor do gr\u00e1fico est\u00e1 relacionada ao n\u00famero de diferentes esp\u00e9cies bact\u00e9rias do filo no determinado s\u00edtio do hospedeiro.<\/span><\/p>\n<p>Quando comparamos, por\u00e9m, a nossa microbiota e a microbiota de ambientes naturais, como solo ou ambientes aqu\u00e1ticos, observamos um padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de filotipos completamente diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #3366ff\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-21.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1132\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-21.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-21.jpg 552w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-21-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-21-200x127.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a>Fig. 2 &#8211; A \u00e1rvore da foto da esquerda mostra um padr\u00e3o que seria observado em um dendograma da microbiota ambiental; observe como se mostra com v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es principais (filos) que se ramificam novamente em diferentes pontos (esp\u00e9cies), criando uma \u00e1rvore com ramifica\u00e7\u00e3o bastante complexa. Por outro lado, a diversidade da microbiota associada aos vertebrados (foto da \u00e1rvore da direita) exibe um padr\u00e3o mais restrito de ramifica\u00e7\u00f5es principais (filos), exibindo, por\u00e9m, grande n\u00famero de ramifica\u00e7\u00f5es secund\u00e1ria (esp\u00e9cies).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #3366ff\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1133\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31.jpg\" alt=\"\" width=\"322\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31.jpg 536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31-289x300.jpg 289w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31-300x312.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31-192x200.jpg 192w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/10\/microbiota-31-24x24.jpg 24w\" sizes=\"(max-width: 322px) 100vw, 322px\" \/><\/a>Fig. 3 &#8211; Rela\u00e7\u00e3o filogen\u00e9tica entre as esp\u00e9cies de bacterias da microbiota de humanos. Compare o padr\u00e3o dessa imagem, com o apresentado na figura anterior.<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar a similaridade do padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o dos <span style=\"text-decoration: underline\">filos<\/span> bacterianos em humanos (fig. 3) com o de outros mam\u00edferos como roedores, gado e su\u00ednos &#8211; considerando, ainda que s\u00e3o distintos a n\u00edvel de fam\u00edlia e g\u00eaneros. Considerado o exposto, n\u00e3o \u00e9 de se espantar o contrate existente entre a <span style=\"color: #ff6600\">diversidade reduzida considerando-se os filos<\/span> e a <span style=\"color: #ff6600\">grande diversidade quando falamos de fam\u00edlia ou g\u00eanero da microbiota<\/span> dos diferentes mam\u00edferos, quando levamos em conta a longa<span style=\"color: #ff6600\"> trajet\u00f3ria co-evolutiva<\/span> estabelecida entre cada grupo animal e suas bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Considerando tudo o que foi exposto at\u00e9 agora podemos tra\u00e7ar um linha clara entre duas classes de microrganismos: os <span style=\"color: #ff6600\">pat\u00f3genos<\/span> que s\u00e3o capazes de induzir uma resposta imune que tende a levar a sua elimina\u00e7\u00e3o pelo hospedeiro; e os <span style=\"color: #ff6600\">microrganismos in\u00f3cuos\u00a0<\/span>(microbiota) que tendem a colonizar o corpo, com efeitos ben\u00e9ficos, dentre eles as respostas anti-inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Ocorre, por\u00e9m, que est\u00e1 surgindo uma nova tend\u00eancia que quer<span style=\"color: #ff6600\"> jogar por terra essa vis\u00e3o dual\u00edstica de BEM x MAL<\/span> e <span style=\"color: #ff6600\">considerar uma rela\u00e7\u00e3o flex\u00edvel<\/span> estabelecida entre o microrganismo e seu hospedeiro. Assim, o sistema imune n\u00e3o reagiria para combater o mal, mas com a finalidade de moldar o ambiente microbiano de forma a permitir que o organismo viva com seus micro-organismos. Uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o intensa que determinaria um equil\u00edbrio din\u00e2mico, t\u00edpico de um <span style=\"color: #ff6600\"><strong>SUPERORGANISMO<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/meiodecultura\/2011\/11\/superorganismo-acredite-voce-e-%E2%80%93-2-de-3\/\">Leia a parte 2<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/meiodecultura\/2011\/11\/superorganismo-acredite-voce-e-3-de-3\/\">Leia a parte 3<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #99cc00\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Mucosal+Immunology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fmi.2010.20&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=A+new+vision+of+immunity%3A+homeostasis+of+the+superorganism&amp;rft.issn=1933-0219&amp;rft.date=2010&amp;rft.volume=3&amp;rft.issue=5&amp;rft.spage=450&amp;rft.epage=460&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fmi.2010.20&amp;rft.au=Eberl%2C+G.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CMicrobiology%2C+Immunology%2C+Ecology\">Eberl, G. (2010). A new vision of immunity: homeostasis of the superorganism <span style=\"font-style: italic\">Mucosal Immunology, 3<\/span> (5), 450-460 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/mi.2010.20\" rev=\"review\">10.1038\/mi.2010.20<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Nature&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1038%2Fnature06245&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=An+ecological+and+evolutionary+perspective+on+human%E2%80%93microbe+mutualism+and+disease&amp;rft.issn=0028-0836&amp;rft.date=2007&amp;rft.volume=449&amp;rft.issue=7164&amp;rft.spage=811&amp;rft.epage=818&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fdoifinder%2F10.1038%2Fnature06245&amp;rft.au=Dethlefsen%2C+L.&amp;rft.au=McFall-Ngai%2C+M.&amp;rft.au=Relman%2C+D.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CMicrobiology%2C+Immunology%2C+Ecology%2C+Health%2C+Disease%2C+Microbiota\">Dethlefsen, L., McFall-Ngai, M., &amp; Relman, D. (2007). An ecological and evolutionary perspective on human\u2013microbe mutualism and disease <span style=\"font-style: italic\">Nature, 449<\/span> (7164), 811-818 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/nature06245\" rev=\"review\">10.1038\/nature06245<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PARTE 1 Microrganismos&#8230; esses seres incompreendidos No s\u00e9culo XIX, dois famosos cientistas &#8211; Robert Koch e Louis Pasteur &#8211; demonstraram<\/p>\n","protected":false},"author":491,"featured_media":1371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[27,66,80,116,122],"class_list":["post-1131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-microbiologia","tag-bacterias","tag-ecologia-microbiana","tag-flora-intestinal","tag-microbiota","tag-mutualismo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/rb2_large_gray4.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/491"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}