{"id":1353,"date":"2011-12-13T10:00:54","date_gmt":"2011-12-13T13:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/meiodecultura.wordpress.com\/?p=1353"},"modified":"2011-12-13T10:00:54","modified_gmt":"2011-12-13T13:00:54","slug":"apectos-privados-da-microbiologi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2011\/12\/13\/apectos-privados-da-microbiologi\/","title":{"rendered":"Aspectos privados da microbiologia"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s <del>intima\u00e7\u00e3o<\/del>\u00a0sugest\u00e3o feita pelo <a href=\"http:\/\/twitter.com\/#!\/luizbento\/status\/139472856428978176\">Luiz Bento<\/a>,\u00a0finalmente sai o post sobre o artigo publicado pela PLoS One no dia 23\/11 sobre aquele lugarzinho que a gente s\u00f3 gosta de ir na casa da gente&#8230; O Breno, do &#8220;Discutindo Ecologia&#8221;, passou na frente, e fez um <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/discutindoecologia\/2011\/11\/biogeografia-de-bacterias-de-banheiro-ciencia-em-torno-do-troninho\/\">post sobre esse artigo<\/a>, mas eu tenho algumas coisinhas para acrescentar.<\/p>\n<figure style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.originalgratis.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Pisos-Banheiro-Decorado.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"318\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ao contr\u00e1rio do banheiro do Breno, o meu \u00e9 limpinho!<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span> Estamos, atualmente, numa corrida para conhecer o nosso pr\u00f3prio microbioma (o conjunto das bact\u00e9rias que habitam o nosso corpo)&#8230; Imagine ent\u00e3o, se mal conhecemos as bact\u00e9rias que moram no nosso pr\u00f3prio corpo, o que pensar sobre as bact\u00e9rias que habitam os lugares por vivemos e (por que n\u00e3o?) fazemos nossas necessidades?<\/p>\n<p>O que esses pesquisadores fizeram, ent\u00e3o, foi utilizar de m\u00e9todos de biologia molecular para conseguirem descobrir a diversidade das bact\u00e9rias que habitam as diferentes superf\u00edcies de um banheiro &#8211; na verdade, de doze (Fig 1)! O uso de t\u00e9cnicas modernas no estudo da microbiota vem para suprir uma grande lacuna deixada pelos &#8220;m\u00e9todos dependentes de cultura&#8221; &#8211; isso porque muitas bact\u00e9rias dependem de condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas que n\u00e3o permitem que sejam cultivadas artificialmente em meio de cultura. Assim, as t\u00e9cnicas de biologia molecular utilizam o material gen\u00e9tico dessas bact\u00e9rias e, consequentemente, podemos identificar mesmo as bact\u00e9rias que n\u00e3o conseguimos cultivar!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1356\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2.png\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2.png 812w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2-300x184.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2-768x472.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2-620x381.png 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide2-200x123.png 200w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\">Fig 1. Superf\u00edcies examinadas pelos pesquisadores para a an\u00e1lise biogeogr\u00e1fica das bact\u00e9rias dos banheiros. Foram analisadas 10 diferentes superf\u00edcies de 12 banheiros p\u00fablicos &#8211; 6 femininos e 6 masculinos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Pois bem, curiosamente &#8211; ou n\u00e3o &#8211; o resultado apresentado n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o surpreendente, por\u00e9m isso n\u00e3o diminui o m\u00e9rito do trabalho. Vamos entender o porqu\u00ea disso agora.<\/p>\n<p>Das sequ\u00eancias obtidas,\u00a092% pertencem a 4 filos bacterianos: Actinobacteria, Bacteroidetes, Firmicutes e Proteobacteria. Se voc\u00eas derem uma olhadinha <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/meiodecultura\/2011\/09\/guerra\/\">aqui<\/a>\u00a0e <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/meiodecultura\/2011\/11\/superorganismo-acredite-voce-e-1de-3\/\">aqui<\/a>\u00a0voc\u00eas ver\u00e3o que esses s\u00e3o os grupos bacterianos que habitam nosso corpo. Esses dados suportam outros estudos que mostram que ambientes fechados s\u00e3o comumente habitados por bact\u00e9rias componentes da microbiota humana.<\/p>\n<p>Por compara\u00e7\u00e3o, as diferentes comunidades bacterianas de cada superf\u00edcie podem ser agrupadas em 3 grandes categorias de similaridade (Fig 2).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1354\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1.png\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1.png 856w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1-300x188.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1-768x482.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1-620x389.png 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/slide1-200x125.png 200w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\">Fig 2. Rela\u00e7\u00e3o entre as diferentes comunidades bacterianas associadas a diferentes superf\u00edcies de banheiros p\u00fablicos. Cada ponto representa uma amostra.<\/span><\/p>\n<p>Vamos observar, agora, com um pouco mais de detalhes a composi\u00e7\u00e3o das diferentes comunidades bacterianas analisadas (Fig 3):<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/fonte-por-superficie.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1355\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/fonte-por-superficie.png\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/fonte-por-superficie.png 600w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/fonte-por-superficie-300x213.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/fonte-por-superficie-200x142.png 200w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff\">Fig 3. Rela\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de diferentes fontes de microrganismos para as diferentes comunidades bacterianas. Veja que em todas as superf\u00edcies foram encontrados micro-organismos provenientes de diferentes as fontes. Ressalto aqui as seguintes fontes: intestino (Gut &#8211; em marrom) e Urina (Urine &#8211; em amarelo)<\/span><\/p>\n<p>&#8212; As <span style=\"color: #ff6600\">c<\/span><span style=\"color: #ff6600\">omunidades do ch\u00e3o<\/span> compreendem a <span style=\"color: #ff6600\">maior diversidade<\/span> (mas n\u00e3o necessariamente o maior n\u00famero) de bact\u00e9rias. Isso ocorre, pois parte dessas bact\u00e9rias s\u00e3o provenientes dos sapatos dos usu\u00e1rios da &#8220;casinha&#8221; que, por sua vez, caminham por diversos outros locais e acabam carreando e distribuindo essas bact\u00e9rias por onde andam.<\/p>\n<p>&#8212;\u00a0<span style=\"color: #ff6600\">Bact\u00e9rias que habitam a pele humana<\/span> (Propionibacteriaceae, Corynebacteriaceae, Staphylococcaceae e Streptococcaceae) foram encontradas em maior propor\u00e7\u00e3o naquelas <span style=\"color: #ff6600\">superf\u00edcies que s\u00e3o rotineiramente e exclusivamente tocadas pelas m\u00e3os<\/span> [e dificilmente tocadas por outras partes do corpo ou fluidos &#8211; pelo menos \u00e9 o que a gente prefere imaginar]*<\/p>\n<p>&#8212; As <span style=\"color: #ff6600\">superf\u00edcies da cabine (descarga e assento da privada)<\/span> por sua vez foram caracterizadas por <span style=\"color: #ff6600\">bact\u00e9rias tipicamente do intestino humano<\/span>. Prestou aten\u00e7\u00e3o &#8211; se n\u00e3o, leia de novo! Acho que esse \u00e9 um resultado que merece um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o pois mostra que h\u00e1 <span style=\"color: #ff6600\">contamina\u00e7\u00e3o fecal<\/span> nessas superf\u00edcies. E a preocupa\u00e7\u00e3o reside no fato de que entre essas bact\u00e9rias intestinais pode haver bact\u00e9rias enteropatog\u00eanicas &#8211; ou seja: h\u00e1 risco de transmiss\u00e3o de doen\u00e7a (n\u00e3o que pelas outras superf\u00edcies n\u00e3o haja esse risco, mas aqui essa quest\u00e3o se torna bem mais evidente). A presen\u00e7a dessas bact\u00e9rias pode ser explicada tanto por contado direto das m\u00e3os contaminadas, quanto pelo aerosol formado quando a descarga \u00e9 acionada.<\/p>\n<p>Um dado muito curioso \u00e9 que em algumas das descargas foram encontradas bact\u00e9rias tipicamente encontradas no ch\u00e3o, ou seja, parece que tem gente que est\u00e1 dando descarga com o p\u00e9! [voc\u00ea pode observar isso na figura 2: na \u00e1rea delimitada em amarelo, ou seja, as comunidades de ch\u00e3o (tri\u00e2ngulo), existem tr\u00eas pontos de comunidades isoladas em superf\u00edcies de cabine (asteriscos)].<\/p>\n<p>Uma diferen\u00e7a, tamb\u00e9m bastante l\u00f3gica, que foi identificada \u00e9 que a presen\u00e7a de <span style=\"color: #ff6600\">lactobacilos<\/span> foi notavelmente maior nos <span style=\"color: #ff6600\">banheiros femininos<\/span> &#8211; afinal esse grupo de micro-organismos compreende a <span style=\"color: #ff6600\">microbiota vaginal<\/span>. Esses micr\u00f3bios foram encontrados inclusive em ma\u00e7anetas o que sugere dispers\u00e3o manual pelas mulheres ap\u00f3s o uso do toalete.<\/p>\n<p>Fiquei um bom tempo analisando o gr\u00e1fico (Fig 3) tentando achar uma explica\u00e7\u00e3o para a diferen\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias da urina nos diferentes ambientes do banheiro, principalmente nas superf\u00edcies da cabine: assento do vaso (toilet seat), descarga (toilet flush handle) e ch\u00e3o da cabine (toilet floor). Pensem em como os homens fazem seu xixi que voc\u00eas entender\u00e3o porqu\u00ea \u00e9 estranho n\u00e3o haver grande contribui\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias de urina no ch\u00e3o. Pensou? Ent\u00e3o, poder\u00edamos pensar que talvez o ch\u00e3o seja um lugar que seja limpo com maior frequ\u00eancia, e isso fosse respons\u00e1vel por essa diferen\u00e7a &#8211; tem l\u00f3gica, mas n\u00e3o temos dados para afirmar isso. Mas parte da explica\u00e7\u00e3o pode estar relacionado ao que foi falado no par\u00e1grafo anterior (sobre microbiota vaginal). A grande quest\u00e3o aqui \u00e9 que n\u00e3o falamos que um homem tenha uma\u00a0<span style=\"color: #ff6600\">microbiota peniana<\/span> &#8211; como o p\u00eanis \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o externo, sua microbiota \u00e9 semelhante a microbiota da pele, e consideramos a ureta como um \u00f3rg\u00e3o praticamente est\u00e9ril. Assim, a identifica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias de urina em praticamente todas as superf\u00edcie do banheiro deve estar relacionada \u00e0 forma de <span style=\"color: #ff6600\">higieniza\u00e7\u00e3o das mulheres<\/span> ap\u00f3s o uso do banheiro!<\/p>\n<p>Como disse anteriormente, tirando os pontos que ressaltei acima, os resultados de fato n\u00e3o surpreendem. E antes de finalizar o post, tenho que ressalter\u00a0que o que o artigo e, por consequ\u00eancia, esse post, pretendem n\u00e3o \u00e9 levar um quadro de p\u00e2nico para a popula\u00e7\u00e3o, mas mostrar existem padr\u00f5es reais de transmiss\u00e3o bacteriana nesses ambiente e, principalmente, como eles ocorrem. Dessa forma,\u00a0n\u00e3o tem como n\u00e3o citar a<span style=\"color: #ff6600\"> import\u00e2ncia da higiene<\/span> para reduzir os poss\u00edveis riscos do quadro apresentado &#8211; uma medida extremamente simples e que pode ajudar muito, esteja voc\u00ea usando o seu banheiro, um banheiro p\u00fablico<del>, ou mesmo o da casa do Pedrinho<\/del>: lavar as m\u00e3os!<\/p>\n<p>Para finalizar, quero sugerir a leitura de dois outros, ambos aqui no SbBr. O primeiro, no Rainha Vermelha, onde o Atila comenta sobre a utilidade dos sabonetes bactericidas (clique <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/rainha\/2011\/10\/por-que-sabonete-bactericida-e-inutil\/\">AQUI<\/a>). O segundo, no Ecce Medicus, em que o Karl comenta sobre como as pr\u00e1ticas decorrentes da epidemia da gripe-A H1N1 alteraram o quadro de infec\u00e7\u00f5es de corrente sangu\u00ednea em uma UTI (veja <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2011\/05\/infeccoes_e_seres_humanos\/\">AQUI<\/a>).<\/p>\n<p>*O cr\u00e9dito dessa piadinha vai para os pr\u00f3prios autores do artigo &#8211; eu tive que reproduz\u00ed-la aqui! No paper vemos outras parecidas &#8211; \u00e9 a primeira vez que leio um paper cujos autores explicitam seu senso de humor no texto!<\/p>\n<p><span style=\"color: #800080\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><br \/>\n<span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=PloS+one&amp;rft_id=info%3Apmid%2F22132229&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Microbial+biogeography+of+public+restroom+surfaces.&amp;rft.issn=&amp;rft.date=2011&amp;rft.volume=6&amp;rft.issue=11&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Flores+GE&amp;rft.au=Bates+ST&amp;rft.au=Knights+D&amp;rft.au=Lauber+CL&amp;rft.au=Stombaugh+J&amp;rft.au=Knight+R&amp;rft.au=Fierer+N&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CMicrobiology\">Flores GE, Bates ST, Knights D, Lauber CL, Stombaugh J, Knight R, &amp; Fierer N (2011). Microbial biogeography of public restroom surfaces. <span style=\"font-style: italic\">PloS one, 6<\/span> (11) PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22132229\" rev=\"review\">22132229<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s intima\u00e7\u00e3o\u00a0sugest\u00e3o feita pelo Luiz Bento,\u00a0finalmente sai o post sobre o artigo publicado pela PLoS One no dia 23\/11 sobre<\/p>\n","protected":false},"author":491,"featured_media":1428,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11,16],"tags":[27,54,66,80,116,158],"class_list":["post-1353","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-microbiologia","category-saude","tag-bacterias","tag-comensais","tag-ecologia-microbiana","tag-flora-intestinal","tag-microbiota","tag-ubiquidade"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2011\/12\/0000_banheiros_20.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/491"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1353\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}