{"id":154,"date":"2010-03-03T22:57:08","date_gmt":"2010-03-04T01:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/meiodecultura.wordpress.com\/?p=154"},"modified":"2010-03-03T22:57:08","modified_gmt":"2010-03-04T01:57:08","slug":"cafezinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2010\/03\/03\/cafezinho\/","title":{"rendered":"Vai um cafezinho a\u00ed?"},"content":{"rendered":"<p>Ah, o caf\u00e9&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-158\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe.jpg\" alt=\"\" width=\"243\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe-200x200.jpg 200w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/cafe-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 243px) 100vw, 243px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quem n\u00e3o gosta de um cafezinho quentinho e fumegante?<\/p>\n<p>Quem resiste \u00e0quele cheirinho caracter\u00edstico que exala do caf\u00e9 rec\u00e9m coado?<\/p>\n<p>E \u00e0s mais diversas varia\u00e7\u00f5es que a cada dia encontramos nas cafeterias, com chantili, chocolate, manteiga de amendoin&#8230;?<\/p>\n<p>Seja quente ou gelado, o caf\u00e9 est\u00e1 dominando geral! \u00a0&#8211; \u00a0Mas eu tenho que confessar: n\u00e3o sou f\u00e3 do cafezinho&#8230;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>O consumo de caf\u00e9 n\u00e3o \u00e9 devido apenas ao seu sabor caracter\u00edstico, mas tamb\u00e9m a seus efeitos fisiol\u00f3gicos e propriedades estimulantes\/psicoativas. Os estudos m\u00e9dico-cient\u00edficos sobre o caf\u00e9 ainda s\u00e3o muito recentes e, com isso, h\u00e1 muita discuss\u00e3o sobre os efeitos do caf\u00e9 na sa\u00fade humana. Mesmo com seus ferrenhos oponentes dotados de muitos resultados contradit\u00f3rios, seus advogados apaixonados apresentam\u00a0evid\u00eancias que sugerem que o consumo de caf\u00e9 pode prevenir diversas doen\u00e7as cr\u00f4nicas como o diabetes tipo 2, arteriosclerose e alguns tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<blockquote><p>Veja mais posts sobre cafe\u00edna , clicando nos links indicados pelo &#8220;<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/quimicaviva\/2010\/02\/somente_para_viciados.php\">Qu\u00edmica viva<\/a>&#8221; (do Science Blogs Brasil).<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align:center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-157 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster.jpg\" alt=\"\" width=\"245\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster.jpg 306w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster-204x300.jpg 204w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster-300x441.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee-poster-136x200.jpg 136w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O caf\u00e9 possui mais de 1000 constituintes descritos, sendo que a maioria parece afetar a sa\u00fade humana. A cafe\u00edna \u00e9 a subst\u00e2ncia do caf\u00e9 mais estudada e respons\u00e1vel por grande parte dos efeitos estimulantes do sistema nervoso. \u00c9 prov\u00e1vel, por\u00e9m, alguns dos efeitos ben\u00e9ficos do consumo di\u00e1rio de caf\u00e9 estejam relacionado a outros constituintes como alcaloides, \u00e1cidos clorog\u00eanicos, compostos fen\u00f3licos, fibras e minerais.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Como eu j\u00e1 falei nos posts anteriores, a microbiota \u00e9 capaz de metabolizar diversos itens da nossa dieta \u2013 especialmente aqueles que n\u00e3o s\u00e3o digeridos por n\u00f3s. Por sua vez, alguns dos produtos da digest\u00e3o microbiana podem promover benef\u00edcios para o hospedeiro [outros podem levar a efeitos adversos]. Fibras n\u00e3o-diger\u00edveis, por exemplo, estimulam o crescimento de bifidobact\u00e9rias.<\/p>\n<figure style=\"width: 216px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-159  \" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido-200x200.jpg 200w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/bifido-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Bifidobact\u00e9rias - bastonetes com extremidade bifurcada (em Y)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um grupo de cientistas <span style=\"font-style:italic\">[detalhe: do \u201cNestl\u00e9 Research Center\u201d]<\/span> resolveu analisar como\u00a0 o consumo de caf\u00e9 afeta a microbiota humana. Para isso 16 pessoas (7 homes e 9 mulheres) com idade entre 21 e 57 anos se voluntariaram. A eles algumas condi\u00e7\u00f5es foram impostas.<\/p>\n<blockquote><p>As restri\u00e7\u00f5es foram: proibido o uso de antibi\u00f3ticos, laxantes ou outra medica\u00e7\u00e3o gastrointestinal nos 3 meses anteriores ao estudo, proibido a ingest\u00e3o de iogurtes ou produtos que contivessem bifidobact\u00e9rias, lactobacilos ou pr\u00e9bi\u00f3ticos nas 3 semanas anteriores ao estudo, consumo de 3 x\u00edcaras de caf\u00e9\/dia, IMC (\u00edndice de massa corporal = peso\/alturaXaltura) entre 20 e 30 e n\u00e3o estar participando de outro estudo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Preenchendo os requisitos, os volunt\u00e1rios deveriam fazer um pr\u00e9-tratamento com uma dieta restrita (j\u00e1 citada as restri\u00e7\u00f5es) por 3 semanas, seguido por 3 semanas de tratamento consumindo 3 x\u00edcaras de caf\u00e9 por dia. Amostras de fezes dos volunt\u00e1rios foram coletadas antes e ap\u00f3s o tratamento de 3 semanas e, depois, analisadas. <span style=\"font-style:italic\">[detalhe: o caf\u00e9 foi preparado a partir de sach\u00eas de caf\u00e9 sol\u00favel\/instant\u00e2neo]<\/span><\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa na quantidade e tipo das bact\u00e9rias identificadas, com exce\u00e7\u00e3o das bifidobact\u00e9rias (lembra delas?). O impacto n\u00e3o foi o mesmo para todos os indiv\u00edduos do estudo. O aumento no n\u00famero de bifidobact\u00e9rias s\u00f3 ocorreu naqueles que possu\u00edam os menores n\u00edveis dessa bact\u00e9ria no in\u00edcio. Outros apresentaram aumento na atividade da bact\u00e9ria.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>O estudo n\u00e3o identificou qual o componente respons\u00e1vel pelo efeito, mas sabe-se que os caf\u00e9s instant\u00e2neos s\u00e3o reconhecidamente fontes importantes dos chamados pr\u00e9bi\u00f3ticos (subst\u00e2ncias que n\u00e3o s\u00e3o digeridas\/absorvidas pelo hospedeiro, mas que s\u00e3o metabolizadas pela microbiota intestinal favorecendo, assim, a prolifera\u00e7\u00e3o ou a atividade de microrganismos ben\u00e9ficos). Assim, \u00e9 importante ressaltar que esse aumento pode n\u00e3o ser diretamente ao consumo do produto, mas os resultados sugerem que o caf\u00e9 pode ter efeitos ben\u00e9ficos sobre a microbiota (aumento na quantidade e\/ou atividade de Bifidobact\u00e9rias).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o&#8230; voc\u00ea j\u00e1 tomou um cafezinho hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee_02_bg_040306.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-160\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee_02_bg_040306.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee_02_bg_040306.jpg 337w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee_02_bg_040306-300x262.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/02\/coffee_02_bg_040306-200x174.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:center\">.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:normal\">[atualiza\u00e7\u00e3o] Logo depois da postagem, o Roberto Takata me perguntou se havia FIBRAS no caf\u00e9. Ele mesmo achou a resposta: SIM. (detalhe: fibras s\u00e3o polissacar\u00eddeos n\u00e3o-diger\u00edveis). <\/span><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/17295507?itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum&amp;ordinalpos=18\"><span style=\"color:#000000\"><span style=\"font-weight:normal\"><span style=\"color:#ff9900\">Aqui<\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-weight:normal\"> v\u00ea-se um experimento que comparou diferentes prepara\u00e7\u00f5es de caf\u00e9: expresso, filtrado e sol\u00favel &#8211; e mostrou que o caf\u00e9 possui mais fibras que outras bebidas. Outro ponto que vale a pena ser ressaltado, diz respeito a esse artigo <\/span><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/17658822?itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum&amp;ordinalpos=2\"><span style=\"color:#000000\"><span style=\"font-weight:normal\"><span style=\"color:#ff9900\">aqui<\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-weight:normal\"><span style=\"color:#ff9900\">. <\/span>Neste segundo artigo, os pesquisadores usaram uma t\u00e9cnica semelhante \u00e0 utilizada no artigo que usei para escrever o texto principal, mas foi utilizado o caf\u00e9 filtrado &#8211; e n\u00e3o o sol\u00favel. Os resultados foram bem diferentes: &#8220;The growth of bifidobacteria and lactobacilli was not stimulated.&#8221; &#8211; S\u00f3 para finalizar, acho importante ressaltar que eu n\u00e3o consegui baixar esses artigos da atualiza\u00e7\u00e3o &#8211; a atualiza\u00e7\u00e3o foi escrita baseada apenas no resumo dispon\u00edvel no link. Agrade\u00e7o se algu\u00e9m conseguir me enviar ^^&#8221;  [\/atualiza\u00e7\u00e3o]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:center\">.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold\"><span style=\"color:#ffcc00\"><span style=\"text-decoration:underline\">**Saiba Mais<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"float:left;padding:5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span> Jaquet M, Rochat I, Moulin J, Cavin C, &amp; Bibiloni R (2009). Impact of coffee consumption on the gut microbiota: A human volunteer study.\u00a0<span style=\"font-style:italic\">International Journal of Food Microbiology, 130<\/span> (2), 117-121 DOI: <a rev=\"review\" href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1016\/j.ijfoodmicro.2009.01.011\">10.1016\/j.ijfoodmicro.2009.01.011<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ah, o caf\u00e9&#8230; Quem n\u00e3o gosta de um cafezinho quentinho e fumegante? 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