{"id":1762,"date":"2012-02-06T09:55:08","date_gmt":"2012-02-06T12:55:08","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/meiodecultura\/?p=1762"},"modified":"2012-02-06T09:55:08","modified_gmt":"2012-02-06T12:55:08","slug":"sobre-o-fungo-do-mar-alem-da-bacteria-do-navio-e-do-fungo-que-brilha-e-claro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2012\/02\/06\/sobre-o-fungo-do-mar-alem-da-bacteria-do-navio-e-do-fungo-que-brilha-e-claro\/","title":{"rendered":"Sobre o fungo do mar&#8230; al\u00e9m da bact\u00e9ria do navio e do fungo que brilha, \u00e9 claro"},"content":{"rendered":"<p>Acabei de ler <a href=\"http:\/\/aopedavida.blogspot.com\/2012\/01\/infinitamente-diversificada.html\"><em>este<\/em> post do Vin\u00edcius Penteado<\/a> sobre as novas esp\u00e9cies de seres vivos descritas em 2010. O site do IIES (International Institute for Species Exploration), da Universidade do Estado do Arizona, nos E.U.A. faz uma sele\u00e7\u00e3o dentre as sugest\u00f5es enviadas e faz uma lista, um TOP-10 de novas esp\u00e9cies. A lista de 2011 tem 3 micro-organismos muito curiosos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/species.asu.edu\/2011_species03\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/species.asu.edu\/files\/Halomonas_0.jpg\" alt=\"\" width=\"1267\" height=\"360\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essa bact\u00e9ria bonitinha a\u00ed em cima \u00e9 a\u00a0<span style=\"color: #993366\"><em>Halomonas titanicae<\/em><\/span>. Leia de novo o nome&#8230; qualquer semelhan\u00e7a com o n\u00e1vio naufragado em 14 de abril de 1912, n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Essa esp\u00e9cie de bact\u00e9ria, capaz de obter energia a partir da oxida\u00e7\u00e3o do ferro foi descoberta num &#8220;rusticle&#8221; do RMS Titanic. Estudos mostraram que a H. titanicae adere a superf\u00edcies ao a\u00e7o, criando pontos de corros\u00e3o que, juntamente com outros microrganismos, contribuitiam para a deteriora\u00e7\u00e3o do metal do navio. O resultado disso \u00e9 que esse processo acabar\u00e1 levando ao desaparecimento do Titanic. <span style=\"color: #3366ff\">Na foto:<\/span>\u00a0A)\u00a0Micrografia eletr\u00f4nica da bact\u00e9ria. B) Apar\u00eancia das &#8220;ruticles&#8221;- estruturas semelhantes \u00e0 estalactites, mas que s\u00e3o formadas debaixo da \u00e1gua, devido \u00e0 oxida\u00e7\u00e3o do ferro. C) E por fim, mais uma micrografia eletr\u00f4nica, mas desta vez in loco, mostrando a bacteria em uma &#8220;rusticle&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/species.asu.edu\/2011_species08\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/species.asu.edu\/files\/Psathyrella_0.jpg\" alt=\"\" width=\"1619\" height=\"582\" \/><\/a><\/p>\n<p>A segunda esp\u00e9cie \u00e9 esse cogumelo a\u00ed em cima. A\u00ed voc\u00ea vai me perguntar, mas o que esse cogumelo tem de mais para aparecer numa lista TOP-10? Tirando o fato de que essa \u00e9 a primeira esp\u00e9cie descrita de um cogumelo aqu\u00e1tico? Acho que n\u00e3o preciso dizer mais nada, n\u00e3o \u00e9!? Ah, tenho sim, o nome dele \u00e9 <span style=\"color: #993366\"><em>Sathyrella aquatica<\/em><\/span>. Voc\u00ea ver um videozinho do cogumelo clicando\u00a0<a href=\"http:\/\/species.asu.edu\/files\/Psathyrella%20aquatica%20Standing%20up%20to%20the%20current.mov\">AQUI<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/species.asu.edu\/2011_species02\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/species.asu.edu\/files\/Mycena2.jpg\" alt=\"\" width=\"1483\" height=\"492\" \/><\/a><\/p>\n<p>Deixei essa esp\u00e9cie por \u00faltimo por tr\u00eas motivos. O primeiro, \u00e9 que eu achei simplesmente fant\u00e1stico a descoberta de um cogumelo bioluminescente (eu quero um!!!). O segundo motivo \u00e9 que essa esp\u00e9cie foi coletada em trechos remanescentes de mata atl\u00e2ntica, numa regi\u00e3o perto de S\u00e3o Paulo <del>(sim, \u00e9 do Brasil-sil-sil)<\/del>. Suas hastes cobertas por uma esp\u00e9cie de gel emite uma luz verde-amarelada 24 horas por dia.\u00a0S\u00e3o estimadas cerca de 1,5 milh\u00e3o de esp\u00e9cies de fungos, sendo cerca de 100.000 j\u00e1 descritas. Dessas, apenas 71 delas s\u00e3o bioluminescentes e esse cogumelo \u00e9 uma das esp\u00e9cies mais visualmente impressionantes. O terceiro motivo \u00e9 o pr\u00f3prio nome do fungo: <span style=\"color: #993366\"><em>Mycena luxaeterna<\/em><\/span>\u00a0&#8212; olha que coisa linda, luz eterna&#8230; <del>quase divino, hehe<\/del><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Clicando nas imagens, voc\u00eas ser\u00e3o direcionados para a p\u00e1gina espec\u00edfica de cada uma dessas esp\u00e9cies, no site do IIES, l\u00e1 tem a refer\u00eancia dos artigos que descrevem cada uma. Se voc\u00ea quiser ver as outras esp\u00e9cies que comp\u00f5es a lista, \u00e9 s\u00f3 clicar <a href=\"http:\/\/species.asu.edu\/Top10_2011\">AQUI<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #888888\">Atualiza\u00e7\u00e3o 1 &#8211; 08\/02\/2011: Corre\u00e7\u00e3o do n\u00famero de esp\u00e9cies fung\u00edcas descritas &#8211; ver nos coment\u00e1rios!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #888888\">Atualiza\u00e7\u00e3o 2 &#8211; 08\/02\/2011: Corre\u00e7\u00e3o: o fungo foi descoberto na mata atl\u00e2ntica, e n\u00e3o na floresta amaz\u00f4nica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acabei de ler este post do Vin\u00edcius Penteado sobre as novas esp\u00e9cies de seres vivos descritas em 2010. O site<\/p>\n","protected":false},"author":491,"featured_media":1768,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[27,66,82,112,158],"class_list":["post-1762","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-microbiologia","tag-bacterias","tag-ecologia-microbiana","tag-fungos","tag-metabolismo","tag-ubiquidade"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2012\/02\/Halomonas_0.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/491"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1762\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}