{"id":196,"date":"2010-05-09T22:52:38","date_gmt":"2010-05-10T01:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/meiodecultura.wordpress.com\/?p=196"},"modified":"2020-07-29T23:40:15","modified_gmt":"2020-07-30T02:40:15","slug":"o-que-nao-me-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2010\/05\/09\/o-que-nao-me-mata\/","title":{"rendered":"O que n\u00e3o me mata me faz mais forte? &#8211; Resist\u00eancia, sele\u00e7\u00e3o e muta\u00e7\u00e3o em bact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Estava eu lendo o \u00faltimo livro de Richard Dawkins \u00a0&#8211; \u201c<a href=\"http:\/\/companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=12675\">O maior espet\u00e1culo da Terra<\/a>\u201d (leia a resenha feita pelo Luis Bento, do &#8220;Discutindo Ecologia&#8221;, <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/discutindoecologia\/2010\/01\/resenha_richard_dawkins_-_o_ma.php\">aqui<\/a>) \u2013 quando me deparei com o seguinte trecho na p\u00e1gina 130:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Causou-me certa irrita\u00e7\u00e3o ler um folheto, no consult\u00f3rio do meu m\u00e9dico, alertando sobre o perigo de parar de tomar comprimidos de antibi\u00f3tico antes do tempo prescrito. N\u00e3o h\u00e1 nada de errado no aviso em si, mas a justificativa apresentada preocupou-me. O folheto explica que as bact\u00e9rias s\u00e3o \u2018espertas\u2019 e \u2018aprendem\u2019 a lidar com antibi\u00f3ticos. Presumivelmente os autores acharam que o fen\u00f4meno da resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos seria mais f\u00e1cil de entender se eles o chamassem de aprendizado em vez de sele\u00e7\u00e3o natural. Mas falar em esperteza e aprendizado para bact\u00e9rias \u00e9 confundir o p\u00fablico, e sobretudo n\u00e3o ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instru\u00e7\u00e3o de continuar tomando comprimidos at\u00e9 o fim. [&#8230;] Se entre as bact\u00e9rias houver varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que torne algumas mais suscet\u00edveis ao antibi\u00f3tico do que outras, uma dose intermedi\u00e1ria ser\u00e1 sob medida para uma sele\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica aos genes que favorecem a resist\u00eancia.&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>.<br \/>\nEsse trecho me fez lembrar de uma quest\u00e3o do Vestibular-2008 da UFMG, que trata justamente da quest\u00e3o da resist\u00eancia das bact\u00e9rias aos antibi\u00f3ticos. Resolvi, ent\u00e3o, fazer uma s\u00e9rie sobre resist\u00eancia a antibacterianos; mas a falta de tempo que cai sobre mim este semestre tem me impedido de faz\u00ea-la. Por\u00e9m, consegui fazer este post comentando alguns aspectos da quest\u00e3o a que me referi.<br \/>\n.<br \/>\nUma propriedade muito legal nas bact\u00e9rias \u00e9 sua capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o [<span style=\"color: #99cc00\">assexuada<\/span>&#8211; por <span style=\"color: #99cc00\">fiss\u00e3o bin\u00e1ria<\/span>] extremamente r\u00e1pida, atingindo popula\u00e7\u00f5es extremamente numerosas em um tempo relativamente curto. Isso ocorre pois, al\u00e9m do <span style=\"color: #99cc00\">curto tempo de gera\u00e7\u00e3o<\/span> (alguns minutos ou horas, geralmente), o <span style=\"color: #99cc00\">crescimento \u00e9 exponencia<\/span><span style=\"color: #99cc00\">l<\/span>, onde uma bact\u00e9ria origina sempre duas, e assim por diante. Dessa forma, em 8 gera\u00e7\u00f5es, a partir de uma \u00fanica bact\u00e9ria obter\u00edamos 256 c\u00e9lulas (1 -&gt; 2 -&gt; 4 -&gt; 8 -&gt; 16 -&gt; 32 -&gt; 64 -&gt;128 -&gt;256&#8230;). Se o tempo necess\u00e1rio para a bact\u00e9ria se dividir for de 30 minutos, essa quantidade seria obtida ap\u00f3s 4 horas apenas&#8230;<br \/>\n.<br \/>\nSaiba, por\u00e9m, que quando vamos fazer uma cultura de bact\u00e9rias, n\u00e3o colocamos apenas 1 c\u00e9lula, mas v\u00e1rias. E com essa multiplica\u00e7\u00e3o exponencial, ap\u00f3s 24 horas, em um tubo de ensaio com 5 mL de meio de cultura l\u00edquido, conseguimos quantidades enormes como 5 bilh\u00f5es de bact\u00e9rias (cerca de\u00a0<span style=\"color: #99cc00\">1 bilh\u00e3o [<\/span><span style=\"color: #99cc00\">10<\/span><sup><span style=\"color: #99cc00\">9<\/span><\/sup><span style=\"color: #99cc00\">]<\/span><span style=\"color: #99cc00\"> de bact\u00e9rias por mL<\/span>). Impressionante, n\u00e3o?!<\/p>\n<p>.<br \/>\n<em> \u00c9 essa multiplica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e constante permite n\u00e3o s\u00f3 a obten\u00e7\u00e3o de muitos indiv\u00edduos em pouco tempo, mas tamb\u00e9m nos permite visualizar o processo de sele\u00e7\u00e3o natural mais facilmente do que em organismos que possuam uma reprodu\u00e7\u00e3o mais lenta. <\/em>E uma das formas mais comentadas de sele\u00e7\u00e3o em bact\u00e9rias diz respeito \u00e0 resistencia \u00e0 antibacterianos\/antibi\u00f3ticos.<br \/>\n.<br \/>\nAbaixo, figura (do vestibular UFMG\/2008), mostra bem a vis\u00e3o que normalmente se cria na popula\u00e7\u00e3o quando o assunto \u00e9 resist\u00eancia \u00e0 antibi\u00f3ticos. Ela retoma bem o exemplo de Dawkins reproduzido acima. Segundo aquele exemplo, poder\u00edamos interpretar a figura (INCORRETAMENTE \u2013 vale ressaltar) como uma popula\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias que era sens\u00edvel ao antibi\u00f3tico ampicilina, at\u00e9 que, ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico, as bact\u00e9rias usaram da sua esperteza para aprenderem a se tornarem resistentes ao antibi\u00f3tico. Essa ideia retoma a ideia Lamarckista de evolu\u00e7\u00e3o, no qual a evolu\u00e7\u00e3o depende da vontade do organismo, levando-o \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o.<br \/>\n.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-383\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2.jpg 966w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2-300x72.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2-768x184.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2-620x148.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2-200x48.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p>.<br \/>\nA pr\u00f3xima figura (tamb\u00e9m do vestibular UFMG\/2008), nos mostra uma vis\u00e3o mais realista do que acontece. A partir de uma popula\u00e7\u00e3o inicial, surgiu ali uma muta\u00e7\u00e3o que tornou parte das bact\u00e9rias resistente ao antibi\u00f3tico. Isso n\u00e3o conferiu, necessariamente, vantagem evolutiva para essas mutantes no per\u00edodo anterior \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o da ampicilina \u2013 ou seja, elas se multiplicavam e\u00a0 conviviam com as n\u00e3o-resistentes&#8230; Foi ent\u00e3o que o uso do antibi\u00f3tico eliminou as bact\u00e9rias sens\u00edveis da popula\u00e7\u00e3o, garantindo vantagem reprodutiva para as bact\u00e9rias resistentes. Essas, ent\u00e3o, foram selecionadas, e passaram a reproduzir. A partir de ent\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias \u00e9 constitu\u00edda apenas de bact\u00e9rias resistentes ao antibi\u00f3tico.<br \/>\n.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-384\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111.jpg 918w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111-300x133.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111-768x341.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111-620x276.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg111-200x89.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p>.<br \/>\nFalei ali no par\u00e1grafo acima que a bact\u00e9ria tornou-se resistente porque sofreu uma muta\u00e7\u00e3o. Quando falamos em <span style=\"color: #99cc00\">muta\u00e7\u00e3o <\/span>temos que lembrar que este \u00e9 um <span style=\"color: #99cc00\">evento raro<\/span>. A probabilidade &#8220;normal&#8221; de uma muta\u00e7\u00e3o ocorrer espontaneamente em um determinado gene de <em>E. coli<\/em> \u00e9 de cerca 1 em 10 milh\u00f5es (<span style=\"color: #99cc00\">1&#215;10<\/span><sup><span style=\"color: #99cc00\">-7<\/span><\/sup>)\u00a0por divis\u00e3o celular. Se considerarmos as cerca de <span style=\"color: #99cc00\">2&#215;10<\/span><sup><span style=\"color: #99cc00\">10<\/span><\/sup> novas c\u00e9lulas de <em>E. coli <\/em>que surgem a cada dia no intestino de uma pessoa, existir\u00e3o cerca de (1&#215;10<sup>-7<\/sup>)\u00a0X (2&#215;10<sup>10<\/sup>) = <span style=\"color: #99cc00\">2.000 bact\u00e9rias com uma muta\u00e7\u00e3o neste gene<\/span>. O n\u00famero total de muta\u00e7\u00f5es quando todos os 4.300 genes de <em>E.coli<\/em> s\u00e3o considerados \u00e9 de cerca de 2.000 X 4.300 = <span style=\"color: #99cc00\">9 milh\u00f5es por dia em cada hospedeiro humano<\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\n<p>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/65bi.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-385\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/65bi.jpg\" alt=\"\" width=\"156\" height=\"291\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/65bi.jpg 156w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/65bi-107x200.jpg 107w\" sizes=\"(max-width: 156px) 100vw, 156px\" \/><\/a><br \/>\n<span style=\"color: #ff9900\"> Neste tubo de ensaio temos uma cultura de 6,5 mL de bact\u00e9rias, logo temos cerca de 6.500.000.000 bact\u00e9rias (6,5 bilh\u00f5es \u00e9 um n\u00famero razoavelmente pr\u00f3ximo do n\u00famero de humanos no nosso planeta que deve estar pr\u00f3ximo dos 7 bilh\u00f5es). \u00c9 como se neste tubo inteiro, apenas 650 bact\u00e9rias tivessem a muta\u00e7\u00e3o em um determinado gene (considerando a taxa de 1\/10 milh\u00f5es).<\/span><br \/>\n.<\/p>\n<p>\u00c9 obvio que no tubo existem diversas outras muta\u00e7\u00f5es, algumas com taxas um pouco maiores e outras, menores. Mas o que \u00e9 importante notar \u00e9 que esse evento \u00e9 RARO, inclusive nas bact\u00e9rias. O que acontece \u00e9 que em pouco tempo conseguimos um grande n\u00famero de gera\u00e7\u00f5es. Assim, o que na popula\u00e7\u00e3o humana (que tem gera\u00e7\u00f5es de ~25 anos) demoraria muitos e muitos anos para acontecer, acontece nos procariotos em um tempo muito curto.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #99cc00\">Veja este v\u00eddeo produzido na UFMG sobre resist\u00eancia bacteriana a antibi\u00f3ticos.<\/span><\/p>\n<p>.<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"color: #99cc00\"> SAIBA MAIS<\/span><\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/student.ccbcmd.edu\/courses\/bio141\/lecguide\/unit2\/control\/mutate.html\">http:\/\/student.ccbcmd.edu\/courses\/bio141\/lecguide\/unit2\/control\/mutate.html<\/a><\/p>\n<p>Madigan MT, Martinko JM, Dunlap PV, Clark DP (2010) <span style=\"text-decoration: underline\"><a href=\"http:\/\/www.artmed.com.br\/WEB-PRODUTOS\/produto_detalhe.aspx?id_produto=3108\">Microbiologia de Brock<\/a><\/span>. 12 ed. Porto Alegre: Artmed<\/p>\n<p>Brooks GF, Carroll KC, Butel JS, Morse AS (2009) <span style=\"text-decoration: underline\"><a href=\"http:\/\/www.artmed.com.br\/WEB-PRODUTOS\/produto_detalhe.aspx?id_produto=2982\">Jawetz, Melnick e Adelberg: Microbiologia M\u00e9dica<\/a><\/span>. 24 ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill\/Artmed<\/p>\n<p>Campbell NA, Reece JB <em>et al. <\/em>(2010) <span style=\"text-decoration: underline\"><a href=\"http:\/\/www.artmed.com.br\/WEB-PRODUTOS\/produto_detalhe.aspx?id_produto=3157\">Biologia<\/a><\/span>. 8 ed. Porto Alegre: Artmed<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estava eu lendo o \u00faltimo livro de Richard Dawkins \u00a0&#8211; \u201cO maior espet\u00e1culo da Terra\u201d (leia a resenha feita pelo<\/p>\n","protected":false},"author":491,"featured_media":383,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11,16],"tags":[23,27,75,121,132,147],"class_list":["post-196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-microbiologia","category-saude","tag-antibioticos","tag-bacterias","tag-evolucao","tag-mutacao","tag-patogenicidade","tag-resistencia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2010\/05\/ufmg2.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/491"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3164,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196\/revisions\/3164"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}