{"id":3218,"date":"2020-12-18T18:04:05","date_gmt":"2020-12-18T21:04:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/?p=3218"},"modified":"2020-12-24T11:34:14","modified_gmt":"2020-12-24T14:34:14","slug":"candida-auris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2020\/12\/18\/candida-auris\/","title":{"rendered":"Anvisa emite alerta de risco e relata primeiro caso de \u201cCandida auris\u201d no Brasil &#8211; o que isso significa? e por que esse fungo nos preocupa tanto?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Num momento em que estamos cansados de tanto ouvir falar em coronav\u00edrus e em pandemia, a \u00faltima coisa que queremos \u00e9 ouvir falar que outra pandemia est\u00e1 chegando! Entretanto, no dia 07 de dezembro de 2020, a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/servicosdesaude\/comunicados-de-risco-1\/alerta-01-2020-candida-auris-07-12-2020.pdf\/@@download\/file\/ALERTA%2001%202020%20-%20CANDIDA%20AURIS%2007.12.2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) soltou um documento denominado \u201cAlerta de Risco\u201d<\/a> que fazia refer\u00eancia a um caso de infec\u00e7\u00e3o f\u00fangica por Candida auris no Brasil. O que esse fungo tem de especial para merecer tanta aten\u00e7\u00e3o? No post de hoje falamos sobre esse<strong> superfungo<\/strong>, uma express\u00e3o que n\u00e3o ouvimos com tanta frequ\u00eancia como \u201c<strong>superbact\u00e9ria<\/strong>\u201d. Vem com a gente entender um pouquinho mais sobre o que est\u00e1 acontecendo!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><strong>Antes&#8230; Voc\u00ea conhece alguma doen\u00e7a f\u00fangica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos em microrganismos geralmente pensamos em alguma bact\u00e9ria (como as que causam salmonelose, c\u00f3lera, tuberculose, t\u00e9tano, difteria, meningite, \u00falcera estomacal&#8230;) ou algum v\u00edrus (como o da gripe, do resfriado, raiva, HIV\/Aids, hepatite, da covid-19)&#8230; eles t\u00eam grande import\u00e2ncia cl\u00ednica pela diversidade consider\u00e1vel de doen\u00e7as que causam. Talvez seja por isso esquecemos dos fungos&#8230;  Voc\u00ea saberia me dizer alguma doen\u00e7a associada a fungos al\u00e9m da frieira e do sapinho? Provavelmente n\u00e3o&#8230; Muitas <strong>doen\u00e7as f\u00fangicas<\/strong> (ou <strong>micoses<\/strong>) acontecem em pacientes imunocomprometidos e s\u00e3o negligenciadas &#8211; por isso dificilmente as estudamos no col\u00e9gio: esporotricose, aspergilose, histoplasmose, ptir\u00edase versicolor, paracoccidioidomicose&#8230; j\u00e1 ouviu falar em alguma delas? Provavelmente n\u00e3o, n\u00e9!? <\/p>\n\n\n\n<p>Os fungos leveduriformes do g\u00eanero <em>Candida<\/em> est\u00e3o entre os principais pat\u00f3genos f\u00fangicos oportunistas, um dos mais conhecidos \u00e9 a <em>Candica albicans<\/em> &#8211; respons\u00e1vel pelo sapinho (candid\u00edase oral). Acontece que ela n\u00e3o \u00e9 o foco do post de hoje, mas uma outra levedura do mesmo g\u00eanero: a <em>Candica auris<\/em> que causou um burburinho aqui no Brasil nos \u00faltimos dias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/wp-content\/uploads\/sites\/234\/2020\/12\/download.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3227\" width=\"363\" height=\"241\" \/><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o digital da <em>Candida auris<\/em>. Como os demais fungos do g\u00eanero <em>Candida<\/em>, apresenta-se na forma leveduriforme &#8211; c\u00e9lulas individuais e globosas -, mas em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas pode sofrer altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e formar hifas (as estruturas alongadas, t\u00edpicas dos fungos filamentosos). Acredita-se que essa transforma\u00e7\u00e3o tenha import\u00e2ncia na patogenicidade desses microrganismos, provavelmente associada \u00e0 capacidade de invas\u00e3o das superf\u00edcies epiteliais. A regula\u00e7\u00e3o dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 influenciada tanto pelo pH quanto pela temperatura.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><strong>O que foi que aconteceu e de onde veio esse relato de caso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um paciente internado com covid-19 em uma UTI no estado da Bahia teve complica\u00e7\u00f5es que resultaram na necessidade de realiza\u00e7\u00e3o de exame microbiol\u00f3gico. Uma amostra de ponta de cateter, coletada em 04\/12\/20, foi identificada como suspeita de <em>C. auris<\/em> e, por isso, encaminhada para outros dois laborat\u00f3rios: o Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica Prof. Gon\u00e7alo Moriz (LACEN\/BA) e o Laborat\u00f3rio do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HCFMUSP). Nesses dois laborat\u00f3rios, a identifica\u00e7\u00e3o do fungo foi confirmada. A amostra ainda ser\u00e1 submetida a testes que verificar\u00e3o o perfil de resist\u00eancia desse microrganismo (ou seja: a quais antif\u00fangicos a levedura \u00e9 sens\u00edvel ou resistente) e ter\u00e1 seu material gen\u00e9tico sequenciado. \u00c9 importante ressaltar que, at\u00e9 o momento, trata-se de um caso isolado &#8211; \u00fanico e in\u00e9dito no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><strong>Mas saiba que esse n\u00e3o foi o primeiro caso de <em>C. auris <\/em>no mundo&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi <strong>descrito pela primeira<\/strong> em <strong>2009<\/strong> ap\u00f3s ser isolado do canal auditivo de um paciente hospitalizado&#8230; Inclusive o nome <em>C. auris<\/em> \u00e9 devido ao local da identifica\u00e7\u00e3o do microrganismo (do latim <em>auris<\/em> = orelha). Hoje j\u00e1 temos relatos em diferentes pa\u00edses pelo mundo: Jap\u00e3o, Coreia, \u00cdndia, \u00c1frica do Sul, Venezuela, Col\u00f4mbia, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de <strong>2016<\/strong>, a <strong>OPAS\/OMS<\/strong> (Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade\/Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) emitiu um alerta epidemiol\u00f3gico acerca de surtos de <em>C. auris <\/em>na Am\u00e9rica Latina e recomendando a ado\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns meses depois, em mar\u00e7o de <strong>2017<\/strong>, a <strong>Anvisa<\/strong>, emitiu um comunicado de risco no Brasil, com orienta\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, ou seja, como identificar, prevenir e controlar o fungo caso fosse identificado no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, no final de 2020, tivemos o primeiro relato Brasileiro.  Temos, entretanto, que ter em mente que os profissionais de laborat\u00f3rios cl\u00ednicos t\u00eam maior experiencia na identifica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias do que de fungos, al\u00e9m de que esse fungo \u00e9 muito dif\u00edcil de ser identificado pelos m\u00e9todos de rotina (s\u00e3o necess\u00e1rios t\u00e9cnicas e equipamentos especiais e caros, quem nem todos os laborat\u00f3rios t\u00eam acesso). Isso pode significar, inclusive, que outros casos tenham ocorrido no pa\u00eds, mas que n\u00e3o foram adequadamente identificados. Da\u00ed a import\u00e2ncia deste alerta da Anvisa!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><strong>Por que motivo a infec\u00e7\u00e3o por <em>Candida auris<\/em> \u00e9 um problema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>C. auris<\/em> \u00e9 um fungo emergente, ou seja, trata-se de um problema de sa\u00fade novo e sua incid\u00eancia vem crescendo nos \u00faltimos anos, o que o faz ser uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 capaz de se multiplicar rapidamente e colonizar a pele dos pacientes; mas torna-se mais preocupante por causar infec\u00e7\u00f5es de corrente sangu\u00ednea e outras infec\u00e7\u00f5es invasivas, podendo ser fatal principalmente em pacientes que apresentem outras comorbidades (outras doen\u00e7as simultaneamente). A taxa de mortalidade \u00e9 estimada em at\u00e9 60%. <\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, \u00e9 importante ressaltar que essa levedura possui m\u00e9todos laboratoriais espec\u00edficos para sua identifica\u00e7\u00e3o. Quando s\u00e3o realizados testes de rotina sua identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 confusa \u00e9 pode ser erroneamente classificada como <em>Candida haemulonii <\/em>ou a famosa <em>Saccharomyces cerevisiae<\/em> (muito utilizada na ind\u00fastria alimentar como fermento de p\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a e cerveja, por exemplo). A identifica\u00e7\u00e3o incorreta leva a um tratamento de combate ao microrganismo inadequado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa levedura pode possuir, ainda, resist\u00eancia a diferentes classes de antif\u00fangicos comumente utilizados para o tratamento de candid\u00edase (infec\u00e7\u00f5es por leveduras do g\u00eanero <em>Candida<\/em>), dentre elas: 1) polienos (como a anfotericina B); 2) az\u00f3is\/az\u00f3licos (como o fluconazol) e; 3) equinocandinas (caspofungina). Apresentam, ainda, resist\u00eancia a desinfetantes, incluindo os compostos por am\u00f4nio quatern\u00e1rio. Essas carater\u00edsticas permitem a sobreviv\u00eancia do microrganismo no ambiente por meses e isso aumenta o risco de que ocorram infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Al\u00e9m disso, no caso de n\u00e3o haver antif\u00fangicos capazes de matar o microrganismo infeccioso, o paciente deve contar apenas com o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico para se curar da infec\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o esses motivos que motivam a declara\u00e7\u00e3o de que &#8220;a&nbsp;<em>Candida auris<\/em>&nbsp;\u00e9 um fungo emergente que representa uma s\u00e9ria&nbsp;<em>amea\u00e7a<\/em>&nbsp;\u00e0&nbsp;<em>sa\u00fade p\u00fablica<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color\"><strong>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o desesperadora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como falamos ali em cima, trata-se de um caso isolado no pa\u00eds e o alerta n\u00e3o \u00e9 de uma nova epidemia, nem \u00e9 dirigido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral. Esse alerta \u00e9 direcionado aos profissionais de sa\u00fade, mais especificamente aos laborat\u00f3rios de microbiologia e \u00e0s comiss\u00f5es de controle de infec\u00e7\u00f5es hospitalares (CCIH). O objetivo \u00e9 informar esses profissionais da situa\u00e7\u00e3o e alert\u00e1-los para: refor\u00e7arem medidas para identifica\u00e7\u00e3o do microrganismo; realizarem&nbsp;a notifica\u00e7\u00e3o em caso de suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es pelo fungo; al\u00e9m de orientar sobre formas de isolamento, preven\u00e7\u00e3o, controle das infec\u00e7\u00f5es relacionadas a esse microrganismo. Cria-se assim: um sistema de comunica\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia para tentar evitar o alastramento das infec\u00e7\u00f5es por esse superfungo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\"><em>ATUALIZA\u00c7\u00c3O 24\/12\/20: O Rafael Bastos, que j\u00e1 publicou dois posts no blog (<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2012\/09\/11\/parede-celular-bacteriana-voce-realmente-sabe-sobre-ela\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2018\/07\/12\/agrotoxicos-podem-deixar-patogenos-humanos-mais-resistentes-a-drogas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>) fez o seguinte coment\u00e1rio que achei pertinente para complementar nossa postagem: \u201cRealmente a\u00a0C. auris\u00a0\u00e9 assustadora. Eu trabalhei (e ainda trabalho) com ela nos EUA e ela adquire resist\u00eancia muito rapidamente. Do ponto de vista da virul\u00eancia, ela n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sensacional assim, apesar que pesquisas ainda n\u00e3o publicadas mostram que ela escapa muito f\u00e1cil do ataque por neutr\u00f3filos. O que eu queria frisar aqui que existem 5 clados de\u00a0C.auris. E apesar das linhagens serem bem resistentes de maneira geral, principalmente ao fluconazol, existe uma certa variabilidade em cada clado, sendo as da \u00cdndia e \u00c1frica do Sul bem multirresistente e as da Col\u00f4mbia e Venezuela menos resistentes. Os dados que est\u00e3o no CDC sobre 90% resistente a fluconazol, 20% resistentes a duas classes, etc&#8230; veio de um artigo com linhagens da \u00cdndia. Lembro tamb\u00e9m que as equinocandinas s\u00e3o bem eficazes contra\u00a0C. auris, sendo que menos de 7% s\u00e3o resistentes a elas. O problema das equinocandinas que elas n\u00e3o chegam em toda a parte do corpo, por ex. c\u00e9rebro, olhos, etc. A\u00ed est\u00e1 o problema central. Muitos lugares falam que s\u00e3o 4 clados, mas eles acharam um 5\u00ba. Nos EUA as infec\u00e7\u00f5es j\u00e1 aumentaram 400% comparado ao ano interior. Isso \u00e9 assustador, considerando a taxa de mortalidade alt\u00edssima.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-pale-pink-color has-text-color\"><strong>Para ampliar um pouquinho os seus conhecimentos sobre esse superfungo e outros microrganismos resistentes voc\u00ea pode consultar:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns meses, escrevi uma s\u00e9rie com tr\u00eas posts falando de poss\u00edveis riscos do uso de antimicrobianos como tratamento para a COVID&#8230; L\u00e1 falei um pouco sobre como os Microrganismos resistentes s\u00e3o uma pandemia preocupante (mata cerca de 700.000 pessoas por ano), e como o n\u00famero de mortes causadas por microrganismos resistentes vai aumentar assustadoramente at\u00e9 2050 (estima da OMS \u00e9 de 10 milh\u00f5es de mortes por ano). <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Post 1: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2020\/07\/09\/antibiotico-contra-virus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Antibi\u00f3tico contra v\u00edrus? O curioso caso da azitromicina contra a COVID-19<\/a><\/li><li>Post 2: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2020\/07\/27\/covid-ram-parte1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma pandemia impulsionando outra \u2013 Parte 1: O uso de antimicrobianos durante a pandemia da covid-19<\/a><\/li><li>Post 3: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/meiodecultura\/2020\/07\/27\/covid-ram-parte2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma pandemia impulsionando outra \u2013 Parte 2: Resist\u00eancia bacteriana a antimicrobianos: por que se preocupar?<\/a><\/li><li>Al\u00e9m disso, apresentei um semin\u00e1rio na UNEMAT sobre esse tema, o v\u00eddeo voc\u00eas podem conferir neste <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PxGtVGESQgk&amp;feature=youtu.be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">link<\/a>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Dentre os materiais consultados para escrever este post est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O documento <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/servicosdesaude\/comunicados-de-risco-1\/alerta-01-2020-candida-auris-07-12-2020.pdf\/@@download\/file\/ALERTA%2001%202020%20-%20CANDIDA%20AURIS%2007.12.2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Alerta de Risco&#8221; emitido pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) em 07\/12\/2020<\/a><\/li><li>Reportagem BBC &#8211; \u201c<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-47899482\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 Candida auris, o perigoso fungo resistente a medicamentos que se espalha pelo mundo<\/a>\u201d<\/li><li>Reportagem BBC &#8211; \u201d<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-55231505\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Candida auris: Brasil emite alerta sobre 1\u00ba caso de &#8216;superfungo&#8217; fatal resistente a medicamentos<\/a>\u201c<\/li><li>Video do canal \u201cOl\u00e1, Ci\u00eancia\u201d &#8211; \u201d<a href=\"https:\/\/youtu.be\/aUrpJK9Cm-c\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como superfungo Candida auris pode causar nova pandemia?<\/a>\u201d<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas fontes foram consultados os livros:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Microbiologia m\u00e9dica &#8211; Murray; Rosenthal; Pfaller &#8211; Elsevier &#8211; 6a edi\u00e7\u00e3o<\/li><li>Microbiologia de Brock &#8211; Madigan; Martinko; Dunlap; Clark &#8211; Artmed &#8211; 12a edi\u00e7\u00e3o<\/li><li>Microbiologia &#8211; Tortora; Funke; Case &#8211; Artmed &#8211; 10a edi\u00e7\u00e3o<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Aproveite e nos siga em nossas redes sociais:&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/MeioDeCultura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/meiodecultura.sbbr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a>&nbsp;e <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/meiodecultura.sbbr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>! 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