Sir James Arthur Ratcliffe, Engenheiro Químico e bilionário

Jim Ratcliffe, presidente da INEOS

A maioria das pessoas nunca tinha ouvido falar de Jim Ratcliffe até que ele foi anunciado em 2018 como a pessoa mais rica do Reino Unido (segundo o Sunday Times Rich List). Este bilionário, foi considerado o industrial mais bem-sucedido do pós-guerra, mas só se tornou empresário aos 40 anos e é notoriamente tímido em relação à publicidade.

Sir James Arthur Ratcliffe nasceu em 18 de outubro de 1952 e passou os primeiros 10 anos de sua vida em Failsworth, na Grande Manchester, onde morou com seus pais. O pai de Ratcliffe era um marceneiro que viria mais tarde a gerir uma fábrica de mobiliário de laboratório, enquanto sua mãe era funcionária de um escritório de contabilidade. O amor de Ratcliffe pela indústria deriva de seus tempos de criança, quando contava as chaminés da fábrica da janela de sua casa.

Faculdade de Engenharia Química, Universidade de Birmingham

A família mudou-se para Yorkshire quando Ratcliffe tinha 10 anos, onde frequentou a Beverley Grammar School. Ele continuou seus estudos na Universidade de Birmingham, onde se graduou em Engenharia Química em 1973. Depois disso, trabalhou na BP, depois na gigante do petróleo Esso, antes de retornar para a universidade, obtendo um MBA na London Business School.

Ratcliffe trabalhou na Courtaulds, produtora de tecidos e produtos químicos com sede em Coventry, antes de ingressar no grupo de private equity Advent International [empresa global focada em aquisições de empresas] em 1989. Com o apoio da Advent International, ele co-liderou a aquisição de uma unidade industrial química da BP para formar sua primeira empresa, a INSPEC.

O nascimento da INEOS e o que ela faz?

Em 1998, Ratcliffe fundou a INEOS para adquirir a unidade industrial da INSPEC em Antuérpia, Bélgica. Para conseguir a verba necessária para comprar a fábrica, Arthur Ratcliffe fez uma aposta de risco envolvendo tudo o que possuía, além de empréstimos e capital de risco.

A empresa é especializada na produção de produtos químicos e derivados que são usados ​​na fabricação de produtos. Embora a marca não seja muito conhecida para a maioria das pessoas, os seus produtos estão presentes no quotidiano das pessoas. Eles variam de produtos domésticos, a fármacos e móveis. Inclui, por exemplo, a tampa de plástico na sua pasta de dentes, ou solventes utilizados na produção de antibióticos. 

A INEOS prosperou comprando operações de grandes empresas, como a alemã BASF. O negócio revolucionário, no entanto, foi a aquisição da empresa petroquímica BP, da Innovene, em 2005, por 6,38 bilhões de dólares. Daí em diante, A INEOS quadruplicou as vendas para mais de 22,96  bilhões de dólares e dobrou o número de funcionários para 15 mil. 

A INEOS hoje

Atualmente, a INEOS possui cerca de 19 mil colaboradores e possui 171 unidades em 23 países. O Sunday Times avaliou a empresa em 2018 em 45 bilhões de dólares. Falando sobre a estratégia e o sucesso da INEOS, Ratcliffe refere que “Nós olhamos para as empresas que estão fora de moda ou caídas em desinteresse, instalações detidas por grandes corporações e marcadas por um desleixo nos custos fixos. Ao administrá-las um pouco melhor, reduzimos os custos e, após ao algum tempo, tornamos elas muito mais lucrativas.”

E você aí pensando que a Engenharia Química não dava dinheiro! kkkk.

Fonte: Love Money e  Blogue Engenharia Química

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Sobre Harrson S. Santana

Harrson S. Santana obteve seu doutorado em Engenharia Química pela Universidade de Campinas em 2016. Sua tese de doutorado foi a investigação da síntese de biodiesel em microcanais, utilizando simulações numéricas e ensaios experimentais. Em 2015, ele passou vários meses na Universidade de Glasgow (Reino Unido) desenvolvendo pesquisas na área de impressão 3D. Atualmente, ele é pesquisador associado e professor colaborador da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, trabalhando no desenvolvimento de microplantas químicas e uso de impressoras 3D em processos químicos. Ele publicou vários artigos explorando desde simulações numéricas no desenvolvimento de microdispositivos até o uso de microfluídica em reações químicas e operações unitárias. Seu interesse científico se concentra em fenômenos de transporte em sistemas microfluídicos, impressoras 3D e sistemas robóticos aplicados a processos químicos em microescala.

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