{"id":2015,"date":"2022-05-02T11:07:52","date_gmt":"2022-05-02T14:07:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/?p=2015"},"modified":"2022-05-22T13:22:48","modified_gmt":"2022-05-22T16:22:48","slug":"a-politica-e-as-historias-em-quadrinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/a-politica-e-as-historias-em-quadrinhos\/","title":{"rendered":"A pol\u00edtica e as hist\u00f3rias em quadrinhos"},"content":{"rendered":"\n<p>Sabemos que nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o humana \u00e9 dissociada do contexto em que foi produzida. Das artes pl\u00e1sticas, passando pelo cinema, pela literatura e outras express\u00f5es como as hist\u00f3rias em quadrinhos, essas express\u00f5es representam n\u00e3o s\u00f3 a vis\u00e3o de um artista sobre algo, mas indicam tamb\u00e9m quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas, culturais que possibilitaram a exist\u00eancia de suas obras.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas-1024x615.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2017\" width=\"529\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas-1024x615.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas-768x461.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas-710x426.jpg 710w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/painel-da-HQ-Vingadores-A-cruzada-das-criancas.jpg 1086w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><figcaption>Painel da HQ &#8220;Vingadores: A cruzada das crian\u00e7as&#8221; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/crivella-manda-recolher-hq-dos-vingadores-com-beijo-gay-bienal-se-recusa-23930534\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Crivella manda recolher HQ dos Vingadores com beijo gay; Bienal se recusa &#8211; Prefeito disse estar &#8216;protegendo os menores da nossa cidade&#8217;; advogada diz que decis\u00e3o \u00e9 &#8216;censura&#8217;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ao mesmo tempo, o apagamento sist\u00eamico da produ\u00e7\u00e3o de determinados grupos, hoje entendidos como minorizados (a saber: mulheres, negros, LGBTs&#8230;), causa aus\u00eancias que tamb\u00e9m s\u00e3o melhor compreendidas quando conhecemos o contexto pol\u00edtico e social de cada \u00e9poca e de cada cultura.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Nos quadrinhos, a pol\u00edtica sempre esteve presente.<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c0s vezes de maneira mais expl\u00edcita, refor\u00e7ando certos discursos e \u00e0s vezes de maneira menos expl\u00edcita, contrariando os discursos hegem\u00f4nicos vigentes. Esses discursos podem ser examinados a partir de diversos vieses e \u00e9 nas \u00e1reas como Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais que estas an\u00e1lises encontram terreno muito f\u00e9rtil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por exemplo, um dos marcos do desenvolvimento dos quadrinhos \u00e9 o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. O garoto careca e de orelhas grandes j\u00e1 havia aparecido em outras publica\u00e7\u00f5es antes de se tornar o primeiro personagem colorido dos jornais estadunidenses. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Suas tiras exerciam grande apelo ao p\u00fabico por reproduzir um tipo de humor carregado de estere\u00f3tipos e era facilmente compreendida por imigrantes que n\u00e3o compreendiam bem a l\u00edngua inglesa. Ou seja, por mais inocente que possa parecer, h\u00e1 uma s\u00e9rie de elementos que podem ser observados a respeito do momento que os Estados Unidos atravessavam (MOREAU; MACHADO, 2020).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"780\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2018\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar.png 780w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-300x207.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-768x530.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-100x70.png 100w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-710x490.png 710w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Os c\u00f3digos de \u00e9tica e censura nos quadrinhos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Com o surgimento dos quadrinhos de super-her\u00f3is no final dos anos 1930, o sentimento de nacionalismo inflamado pelas hist\u00f3rias de personagens como Capit\u00e3o-Am\u00e9rica, Mulher-Maravilha e tantos outros tomou conta do dos EUA e contribuiu ainda mais com o sucesso das hist\u00f3rias em quadrinhos que enfrentariam um duro golpe nos anos 1950, quando o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Comics_Code_Authority\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Comics Code Authority<\/a> (<a href=\"https:\/\/pt.frwiki.wiki\/wiki\/Comics_Code_Authority\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">c\u00f3digo de \u00e9tica dos quadrinhos<\/a>) foi implementado pelas editoras (MOREAU; MACHADO, 2020). <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em sua forma original, o c\u00f3digo imp\u00f5e, entre outras, as seguintes regras:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\"><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">Qualquer representa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia excessiva e sexualidade \u00e9 proibida.<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">As figuras de autoridade n\u00e3o devem ser ridicularizadas ou apresentadas com desrespeito.<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">O bem deve sempre triunfar sobre o mal.<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">Personagens tradicionais da literatura de terror (vampiros, lobisomens, ghouls e zumbis) s\u00e3o proibidos.<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">An\u00fancios de tabaco, \u00e1lcool, armas, p\u00f4steres e cart\u00f5es \u2014 postais nus s\u00e3o proibidos nas hist\u00f3rias em quadrinhos.<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">Zombarias ou ataques contra qualquer grupo racial, ou religioso s\u00e3o proibidos.<\/mark><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">J\u00e1 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%B3digo_Hays\">o C\u00f3digo Hays que se trata do C\u00f3digo de Produ\u00e7\u00e3o de Cinema<\/a> aplicava entre outras regras as abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">N\u00e3o era permitido:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\"><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Profanidade \u2014 uso de palavras como &#8220;Deus&#8221;, &#8220;Senhor&#8221;, &#8220;Jesus&#8221; ou &#8220;Cristo&#8221; (a n\u00e3o ser no contexto de cerim\u00f4nias religiosas), &#8220;inferno&#8221;, &#8220;droga&#8221; e outras palavras profanas e express\u00f5es vulgares de qualquer forma;<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Nudez \u2014 de facto ou insinuada<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Tr\u00e1fico de drogas<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Insinua\u00e7\u00e3o de pervers\u00f5es sexuais<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Escravid\u00e3o de brancos<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Miscigena\u00e7\u00e3o \u2014 rela\u00e7\u00f5es sexuais entre brancos e negros<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Higiene sexual e doen\u00e7as ven\u00e9reas<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Cenas de parto \u2014 de facto ou insinuada<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">\u00d3rg\u00e3os sexuais de crian\u00e7as<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Ridiculariza\u00e7\u00e3o do clero<\/mark><\/li><li><mark style=\"background-color:#7bdcb5\" class=\"has-inline-color\">Ofensa deliberada a qualquer na\u00e7\u00e3o, ra\u00e7a ou credo<\/mark><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Esse c\u00f3digo impunha autocensura aos autores de quadrinhos a partir de crit\u00e9rios que foram acordados por editores ap\u00f3s uma s\u00e9rie de audi\u00eancias no senado, ap\u00f3s os estudos fraudados do psiquiatra Fredric Wertham em seu livro Sedu\u00e7\u00e3o do Inocente (1954) terem ganhado popularidade. Com isso, v\u00e1rios temas e representa\u00e7\u00f5es passaram a ser proibidos de serem retratados nos quadrinhos. Esse per\u00edodo coincidiu com o backlash (retrocesso) que as mulheres sofreram ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, quando toda ind\u00fastria cultural reproduzia valores e discursos que pregavam a submiss\u00e3o da mulher ao marido, entre outras coisas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Paralelamente, em outros pa\u00edses do mundo tamb\u00e9m se observava esse movimento de constante entrela\u00e7amento dos quadrinhos e da pol\u00edtica. Fosse na censura da antologia de quadrinhos produzidos por mulheres na Fran\u00e7a, como o que ocorreu com a revista Ah! Nana! (NOGUEIRA, 2015), fosse na representa\u00e7\u00e3o c\u00f4mica dos gauleses e romanos nos quadrinhos de Asterix, que sempre representou uma cr\u00edtica ao imperialismo brit\u00e2nico ou mesmo em nas caricaturas que Nair de Teff\u00e9 fazia de personalidades brasileiras na primeira metade do s\u00e9culo XX. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ainda sobre os quadrinhos mainstream, podemos citar os X-Men, que surgiram nos anos 1960 como uma alegoria para a situa\u00e7\u00e3o de negros, mulheres e LGBTs nos EUA e que cujas causas ganharam visibilidade com os movimentos sociais que clamavam por direitos iguais na \u00e9poca. Com a equipe mais diversa de super-her\u00f3is j\u00e1 criados at\u00e9m ent\u00e3o, suas hist\u00f3rias inspiraram filmes, jogos e anima\u00e7\u00f5es que traziam em seus discursos questionamentos sobre o \u00f3dio a quem era diferente. Por\u00e9m, foi no final dos anos 1960 e durante os anos 1970 que os quadrinhos independentes, muitos deles com narrativas autobiogr\u00e1ficas, definiram o tom de um estilo de quadrinhos que \u00e9 publicado at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2028\" width=\"555\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-2.png 829w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-2-300x145.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-2-768x372.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-2-710x344.png 710w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nomes como Robert Crumb, Art Spielgeman, Justin Green, Trina Robbins, Aline Kominsky-Crumb e tantos outros, encontraram no meio underground a chance de abordar temas tabu como sexualidade, aborto, direitos civis\u2026 e, em 1992, com o reconhecimento da HQ Maus, de Art Spielgeman (1986), contemplada com o pr\u00eamio Pulitzer, pessoas do mundo todo conheceram a hist\u00f3ria biogr\u00e1fica que narrava os horrores do Holcausto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sem d\u00favida alguma, \u00e9 por meio das publica\u00e7\u00f5es independentes que os autores alcan\u00e7am maior autonomia para abordar temas como guerras, conflitos pol\u00edticos, sexualidade, luta por direitos, como \u00e9 o caso tamb\u00e9m da premiada HQ Pers\u00e9polis (2000), da iraniana Marjani Satrapi, que aborda a revolu\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, ou de Fun Home (2006), de Alison Bechdel e que fala sobre sua homossexualidade e seu relacionamento com sua fam\u00edlia enquanto tenta lidar com seus conflitos internos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"805\" height=\"580\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2029\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-3.png 805w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-3-300x216.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-3-768x553.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-3-710x512.png 710w\" sizes=\"(max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">E no Brasil?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Com o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Golpe_de_Estado_no_Brasil_em_1964\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">golpe militar no Brasil<\/a> nos anos 1960, a imprensa alternativa atingiu seu auge e entre os ve\u00edculos de maior express\u00e3o na \u00e9poca, estava o peri\u00f3dico Ovelha Negra, editado pelo cartunista Geandr\u00e9. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sua relev\u00e2ncia \u00e9 tamanha que o pesquisador e professor Osvaldo da Silva Costa decidiu registr\u00e1-la em sua disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, onde entendemos porque o humor gr\u00e1fico teve um papel t\u00e3o importante na propaga\u00e7\u00e3o de ideais de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Ditadura, fazendo com que muitos artistas que contribu\u00edram com o jornal fossem perseguidos pelos militares.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"374\" height=\"485\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/20191011_ovelha_negra.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2026\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/20191011_ovelha_negra.jpg 374w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/20191011_ovelha_negra-231x300.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><figcaption><em>Capa do jornal Ovelha Negra fundado pelo cartunista Geandr\u00e9 (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em>&nbsp;&nbsp;<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nos anos 1970, desenhistas e jornalistas que colaboravam com edi\u00e7\u00f5es como O Pasquim, entre eles Ziraldo e Henfil, foram presos e v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es passaram a sofrer censura. Esta censura resultou na proibi\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o de caricaturas durante o per\u00edodo de dez anos: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA censura proibia a publica\u00e7\u00e3o de caricaturas de autoridades nacionais e estrangeiras. Havia a censura pr\u00e9via, que consistia na presen\u00e7a de um censor junto \u00e0s reda\u00e7\u00f5es at\u00e9 1977\u201d. (DA COSTA, 2012, p.73).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Laerte_Coutinho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laerte Coutinho<\/a>, uma das mais influentes cartunistas brasileiras, colaborou com muitos dos peri\u00f3dicos alternativos que circularam no Brasil e ainda hoje, seja em suas tiras como Piratas do Tiet\u00ea ou em cartuns e charges encomendadas especialmente para ilustrar colunas de pol\u00edtica em jornais, seu trabalho continua irreverente e provocativo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O cartum abaixo \u00e9 um exemplo do di\u00e1logo entre o humor gr\u00e1fico e a cr\u00edtica pol\u00edtico-social. Reflexo de temas recentes como os 50 anos do Golpe Militar no Brasil e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/paywall\/login.shtml?https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2014\/03\/1431871-para-65-mulher-que-mostra-o-corpo-merece-ser-atacada-diz-pesquisa.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa econ\u00f4mica aplicada<\/a> havia apontado que 65% das pessoas entrevistadas acreditavam que mulheres que usam roupas curtas devam ser atacadas\/estupradas, o cartum chama a aten\u00e7\u00e3o para os dois fatos diferentes e promove uma reflex\u00e3o sobre ambos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"643\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2027\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-1.png 643w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/Capturar-1-300x152.png 300w\" sizes=\"(max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Apesar da voca\u00e7\u00e3o dos quadrinhos para o entretenimento, n\u00e3o podemos negar sua import\u00e2ncia no que se refere \u00e0 cr\u00edtica social e pol\u00edtica atrav\u00e9s da Hist\u00f3ria de diversos pa\u00edses. Muitas delas desempenharam um papel significativo na articula\u00e7\u00e3o de ideias durante regimes ditatoriais em pa\u00edses como Brasil e Argentina. Hoje, embora o Brasil viva um regime democr\u00e1tico, problemas como corrup\u00e7\u00e3o, esc\u00e2ndalos pol\u00edticos, desigualdade social, falta de investimento em programas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o temas recorrentes em tiras e charges de todo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Nem s\u00f3 de humor vive a cr\u00edtica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sabemos que nem todos os cartuns e tiras utilizam humor em sua linguagem, por\u00e9m, \u00e9 atrav\u00e9s do riso que grande parte dos artistas cria uma conex\u00e3o com seu p\u00fablico. Tendo isso em mente, vale lembrar que n\u00e3o faltam estudos filos\u00f3ficos, psicol\u00f3gicos e antropol\u00f3gicos acerca do poder do riso e suas fun\u00e7\u00f5es, entre as quais podemos ressaltar a de atuar como arma de contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como afirma Da Costa em sua pesquisa:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A linguagem do humor \u2013 arma pol\u00edtica contra regimes repressivos \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m considerada subversiva e de contracultura \u2013 pode ser narrada por meio do teatro, da m\u00fasica, da literatura, da imprensa, do cinema e do desenho de humor. Tem como finalidade provocar o riso ou o sorriso. O ris\u00edvel nas piadas e par\u00f3dias, como imita\u00e7\u00e3o burlesca, era um dos recursos mais populares entres os buf\u00f5es na Antiguidade. Rir de si mesmo e do seu semelhante, seja em tom jocoso ou de esc\u00e1rnio, \u00e9 um tra\u00e7o marcante da natureza humana desde os tempos mais remotos. (DA COSTA, 2012, p.18).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O escritor e semi\u00f3logo Umberto Eco, conhecendo o poder inquietador do riso, dedicou uma das de suas maiores obras a ele. Em O nome da Rosa, thriller ambientando na Fran\u00e7a medieval, a luta dos monges beneditinos do mosteiro de Melk para proteger um manuscrito nunca publicado de Arist\u00f3teles acaba causando in\u00fameras mortes e deixando um rastro de sangue. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">De acordo com as convic\u00e7\u00f5es dos monges mais conservadores do romance, o riso seria algo muito pr\u00f3ximo da morte e da corrup\u00e7\u00e3o do corpo, mas o fil\u00f3sofo grego, em seu livro que s\u00f3 existiu na fic\u00e7\u00e3o, alertava para o poder libertador do riso como um ve\u00edculo da verdade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>O riso desvia, por alguns instantes, o vil\u00e3o do medo. Mas a lei imp\u00f5e-se atrav\u00e9s do medo, cujo nome verdadeiro \u00e9 temor de Deus. E deste livro poderia partir a centelha luciferina que transmitiria ao mundo inteiro um novo inc\u00eandio: e o riso designar-se-ia como a arte nova, ignorada at\u00e9 de Prometeu, para anular o medo. Ao vil\u00e3o que ri naquele momento, n\u00e3o importa morrer: mas depois, cessada a sua licen\u00e7a, a liturgia imp\u00f5e-lhe de novo, segundo o des\u00edgnio divino, o medo da morte. E deste livro poderia nascer a nova e destruidora aspira\u00e7\u00e3o a destruir a morte atrav\u00e9s da liberta\u00e7\u00e3o do medo. E que ser\u00edamos n\u00f3s, criaturas pecadoras, sem o medo, talvez o mais provido e afetuoso dos dons divinos? (ECO,1980, p. 359)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sendo ent\u00e3o o riso capaz de nos guiar no caminho de descobertas sobre verdades que talvez nossos governantes prefiram que n\u00e3o tomemos conhecimento, n\u00e3o \u00e9 de se espantar que tantos cartunistas tenham sido amea\u00e7ados, torturados ou mortos durante regimes ditatoriais ocorridos na Am\u00e9rica Latina, como foi o caso do autor de El Eternauta. H\u00e9ctor Germ\u00e1n Oesterheld foi sequestrado, assim como quatro de suas filhas, duas delas gr\u00e1vidas, durante o regime militar da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por\u00e9m, engana-se quem acredita que essa tend\u00eancia \u00e0 cr\u00edtica pol\u00edtica mais expl\u00edcita possa ser encontrada exclusivamente em charges e cartuns. Quadrinhos mainstream como V de Vingan\u00e7a ou Watchmen, por exemplo, s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m viraram filmes e que fazem cr\u00edticas expl\u00edcitas ao autoritarismo e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o por exemplo. E at\u00e9 mesmo nos quadrinhos de Batman, cujos quadrinhos nos anos 1930 traziam forte propaganda dos esfor\u00e7os de guerra, \u00e9 poss\u00edvel pensar sobre como <a href=\"https:\/\/facadax.com\/2020\/01\/31\/a-sociologia-na-gotham-city-de-christopher-nolan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruce Wayne se beneficia do capitalismo e contribui para a degrada\u00e7\u00e3o de Gotham<\/a>, como alerta a pesquisadora e especialista no personagem, Lalu\u00f1a Machado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"660\" height=\"350\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/234d90aa-2687-4c32-93a7-45f98573e5b4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2032\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/234d90aa-2687-4c32-93a7-45f98573e5b4.jpg 660w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mindflow\/wp-content\/uploads\/sites\/186\/2022\/05\/234d90aa-2687-4c32-93a7-45f98573e5b4-300x159.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption>V de Vingan\u00e7a &#8211; Filme<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No entanto, \u00e9 por meio das charges que um tipo de humor costuma chamar os leitores \u00e0 reflex\u00e3o de maneira mais contundente, o que tem gerado consequ\u00eancias envolvendo censura e persegui\u00e7\u00e3o de artistas desde a elei\u00e7\u00e3o do atual presidente do Brasil ou at\u00e9 mesmo morte, como o que ocorreu com os cartunistas do jornal franc\u00eas Charlie Hebdo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Tamb\u00e9m n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s, que o projeto de quadrinhos Pol\u00edticas, produzido por mulheres e dedicado a compartilhar charges e cartuns produzidos exclusivamente por mulheres (cis ou n\u00e3o) fez uma convocat\u00f3ria para homenagear a vereadora carioca<a href=\"https:\/\/buzzfeed.com.br\/post\/mulheres-homenageiam-marielle-franco-por-meio-de-quadrinhos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Marielle Franco<\/a> , brutalmente assassinada em 2018. Mais recentemente, a HQ da soci\u00f3loga sueca Liv Stromq\u00fcist explorou a hist\u00f3ria da vulva a partir de in\u00fameras refer\u00eancias hist\u00f3ricas, filos\u00f3ficas e sociais em A Origem do Mundo (2018), enquanto artistas brasileiras como <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/carolito.hq\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carol Ito<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/helodangeloarte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hel\u00f4 D\u2019\u00c2ngelo<\/a> exploram temas pol\u00edticos em suas tiras online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Assim, n\u00e3o s\u00f3 artigos, como teses e disserta\u00e7\u00f5es sobre quadrinhos costumam explorar os aspectos pol\u00edticos apresentados nas HQ e independentemente de os discursos pol\u00edticos estarem expl\u00edcitos, eles atravessam as obras em maior ou menor grau.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Para saber mais:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Podcast Confins do Universo com o professor Silvio Almeida: <a href=\"https:\/\/universohq.com\/podcast\/confins-do-universo-152-tem-politica-nos-quadrinhos-sim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tem pol\u00edtica nos quadrinhos sim!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/iluminerds.com.br\/o-pessimismo-mundial-e-os-quadrinhos-narrativas-distopicas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Narrativas dist\u00f3picas em quadrinhos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/facadax.com\/2020\/02\/14\/politicas-mulheres-que-fazem-cartuns-charges-e-muito-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Elas fazem pol\u00edtica, cartuns e charges<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Referencias:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">DA COSTA, Osvaldo. Uma Ovelha Negra na Cultura Midi\u00e1tica: Inova\u00e7\u00f5es do Humor Gr\u00e1fico na imprensa alternativa brasileira. Santos, Ateli\u00ea de Palavras. 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">ECO, Umberto. O nome da Rosa. S\u00e3o Paulo. Record. 2009<br>MARINO, Daniela; MACHADO, Lalu\u00f1a. Mulheres e Quadrinhos. Skript, 2019.<br>MOREAU, Diego; MACHADO, Lalu\u00f1a. Hist\u00f3ria em Quadrinhos EUA. Skript, Florian\u00f3polis, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">NOGUEIRA, Natania. Ah! Nanah! As mulheres e os quadrinhos na Fran\u00e7a. XXVIII Simp\u00f3sio Nacional de Hist\u00f3ria. Florian\u00f3polis, 2015. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.snh2015.anpuh.org\/resources\/anais\/39\/1435888872_ARQUIVO_AhNana_artigo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/www.snh2015.anpuh.org\/resources\/anais\/39\/1435888872_ARQUIVO_AhNana_artigo.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crivella manda recolher HQ dos Vingadores com beijo gay; Bienal se recusa &#8211; Prefeito disse estar &#8216;protegendo os menores da nossa cidade&#8217;; advogada diz que decis\u00e3o \u00e9 &#8216;censura&#8217; Ao mesmo&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":681,"featured_media":2023,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[249,251],"tags":[244,245,247,246,25,216,133,206],"class_list":["post-2015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-quadrinhos","category-temas-sociais","tag-censura","tag-codigo-de-etica","tag-codigo-de-etica-do-cinema","tag-codigo-de-etica-dos-quadrinhos","tag-comunicacao","tag-hqs","tag-politica","tag-quadrinhos","col-sm-6 col-md-4"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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