Enciclopédia Mulheres na Filosofia
Enciclopédia Mulheres na Filosofia

Anna Maria Van Schurman

Anna Maria Van Schurman

(1607–1678)

 

Lia Levy,

Professora Titular do Departamento de Filosofia da UFRGS

Lattes

PDF – Anna Maria Van Schurman

 

Anna Maria Van Schurman, autorretrato a lápis e pastel, c. 1640.
Rijksmuseum, Amsterdã (domínio público).

 

Anna Maria Van Schurman (1607–1678), também conhecida como Anna Maria Schurmannia (forma latinizada), Anne Marie Van Schurman (grafia francesa) e Anna Maria van Schuurmann (grafia holandesa), é uma das figuras mais notáveis do cenário filosófico europeu do século XVII. Reunia uma combinação rara de inteligência, erudição filosófica, talentos linguísticos e aptidão artística. Filósofa humanista profundamente ligada aos valores calvinistas, foi uma das grandes defensoras da igualdade de capacidade racional entre os sexos e do direito das mulheres a uma educação plena, que contemplasse tanto as artes quanto as ciências em sua totalidade. Sua defesa, contudo, não se estendia a todas as mulheres, mas àquelas que dispusessem de meios e tempo para o estudo, condição que aplicava igualmente aos homens, operando uma delimitação de classe e de circunstância, não de sexo.

A questão sobre que espécie de conhecimento cabe à criatura racional em sua busca pela glória de Deus percorre toda a sua produção, manifestando-se em gêneros diversos: a dissertação escolástica, o ensaio filosófico-médico, a poesia latina, a autobiografia e a extensa correspondência doutrinária. As duas respostas que deu a essa questão, separadas por três décadas e pela adesão ao labadismo, dividem seus comentadores até hoje.

O prestígio alcançado entre seus pares, homens e mulheres, foi, no entanto, progressivamente apagado, até que seu nome deixou de despertar a admiração filosófica que outrora lhe fora concedida.

 

Vida

1. Biografia

Anna Maria Van Schurman nasceu em 5 de novembro de 1607 em Colônia, cidade para onde seus pais, Frederik Van Schurman e Eva von Harff, haviam migrado de Antuérpia fugindo da perseguição aos calvinistas. A família era patrícia e bem situada nos círculos letrados da aristocracia reformada. A filósofa viveu a maior parte da vida adulta em Utrecht e morreu aos 70 anos em 4 ou 14 de maio de 1678, em Wieuwerd, nas Províncias Unidas (atuais Países Baixos) (Irwin, 1989).

Criada ao lado dos irmãos, recebeu formação precoce em latim e humanidades e logo foi tida como prodígio, reputação que sua autobiografia alimenta ao relatar sua infância segundo o topos hagiográfico da criança sábia (Van Schurman, 1673, cap. 2; Bulckaert, 2001). Quando tinha onze anos, o pai lhe autorizou os estudos clássicos e lhe ensinou latim e filosofia diretamente pelos textos de Sêneca, à margem das formalidades escolares; seguiram-se os clássicos e os Padres da Igreja e, depois, Tomás de Aquino, Duns Escoto e Durando, leituras que respondem pela familiaridade com o instrumental escolástico de que se valeria em sua obra.

Estimulada pelos pais, para quem a virtude se forja na integração entre fé e saber, recebeu em casa uma educação humanística completa (das línguas à metafísica, da história à astronomia, da música à pintura), à altura do que se ensinava nas academias italianas e francesas, e em contraste com a formação doméstica voltada ao casamento que então se destinava à maioria das mulheres (Bullart, 1682).

Ao contrário da maioria das mulheres de sua classe, optou pelo celibato e não teve filhos. A escolha ecoava a tese estoica de Sêneca sobre a virtude como domínio da razão sobre as paixões e traduzia sua convicção de que o casamento, por ela tido como vínculo mundano, desviaria dos estudos: o celibato era, a seus olhos, condição da liberdade intelectual que lhe permitiu destacar-se em filosofia, teologia e línguas orientais (Irwin, 1989). Nunca ocupou cargo institucional, pois nenhum lhe era acessível, e sua atuação intelectual deu-se inteiramente pela via da publicação, da correspondência e da participação em disputas eruditas.

Embora Gisbertus Voetius, seu mentor em filosofia e teologia, a tenha incentivado ao estudo das línguas, foi por mérito próprio que superou o mestre, tornando-se poliglota de alcance excepcional: dominava ao menos quatorze línguas, entre elas latim, grego, hebraico, árabe, aramaico, siríaco, samaritano, persa e etíope clássico (ge’ez). Esse interesse não era um fim em si mesmo, pois se inseria em um projeto de filologia bíblica que recorria às línguas orientais e a manuscritos antigos para testar traduções e interpretações da Escritura (Bulckaert, 2001). Com o apoio de Voetius, obteve permissão excepcional para assistir às lições e disputas da Universidade de Utrecht, tornando-se a primeira estudante universitária das Províncias Unidas; frequentou as faculdades de Letras, Medicina e Teologia, mas era obrigada a sentar-se em uma cabine de madeira ou atrás de uma cortina para permanecer invisível aos estudantes do sexo masculino (Van Beek, 2010a).

Seus principais interlocutores filosóficos foram Voetius; o teólogo André Rivet, com quem trocou as cartas de que nasceu a Dissertatio [Dissertação]; e o médico Johan van Beverwijck, organizador da controvérsia em que interveio com o De vitae humanae termino [Sobre o término da vida humana]. A eles se soma, a partir de 1662, Jean de Labadie, ex-jesuíta que liderava um movimento protestante radical e separatista com o propósito de restaurar a pureza da igreja primitiva pela vida comunitária, pela renúncia aos bens materiais e pela inspiração direta do Espírito Santo.

A adesão de Van Schurman ao labadismo foi precedida por um processo de sete anos: conheceu Labadie em 1662 e com ele manteve correspondência regular. Em março de 1669, publicou um panfleto que denunciava a corrupção da Igreja Reformada, tornando públicas suas novas posições teológicas; em novembro, vendeu a casa em Utrecht e parte da biblioteca para juntar-se à comunidade labadista de Amsterdã, acompanhando-a nas migrações seguintes até Wieuwerd, onde viveu até a morte (Irwin, 1989).

 

2. Outras atuações

A atuação de Van Schurman dava-se também fora da filosofia. Nas décadas de 1630 e 1640, destacou-se nas artes visuais. Segundo Van Beek (2010a), introduziu o pastel como prática autônoma nas Províncias Unidas. Seus autorretratos gravados, enviados a correspondentes, moldavam sua identidade pública de intelectual, e a caligrafia que desenvolveu em hebraico, árabe, siríaco e etíope punha a criação visual a serviço da erudição filológica. Foi também a primeira mulher holandesa a supervisionar pessoalmente a publicação de suas obras (Van Beek, 2010a) reivindicava para as mulheres o acesso ao círculo completo do conhecimento, incluindo direito e política, através de poemas latinos de virtude cívica e na ode de 1636. Sua reflexão política, de inspiração estoica próxima a Sêneca e a Justus Lipsius, defendia o acesso feminino ao círculo completo do conhecimento, incluindo direito e política, e o fazia em poemas latinos de virtude cívica e na ode de 1636 para a inauguração da Universidade de Utrecht, cuja tessitura mitológica afirma a igualdade racional entre os sexos no acesso aos estudos (Spang, 2020). Quanto à ocupação de cargos públicos por mulheres, contudo, manteve-se conservadora, ainda que acompanhasse de perto a sorte de Elizabeth Stuart e, sobretudo, de sua filha Elisabeth da Boêmia, interlocutora privilegiada de Descartes, com quem manteve uma amizade de toda a vida (De Baar, 2021).

 

Obra

Os temas de que se ocupou organizam-se em torno de quatro núcleos, que ordenam também a exposição que se segue: a aptidão intelectual das mulheres e a legitimidade de seu acesso ao estudo, de que trata a Dissertatio, nascida da troca epistolar com Rivet e redigida a partir de 1637; a natureza e a finalidade do conhecimento humano, tema da Eukleria seu melioris partis electio [Eucleria, ou a escolha da melhor parte] (1673 e 1685), que circulou em cópias manuscritas antes de ser impressa, e do debate interpretativo que suscitou; os limites do saber criado diante da providência divina, objeto do De vitae humanae termino (1639), intervenção na controvérsia epistolar organizada por Van Beverwijck; e a exegese das Escrituras fundada no domínio das línguas originais, que atravessa os Opuscula [Obras menores] (1648) e os manuscritos do período labadista. Esses quatro núcleos convergem, na fase final, para a questão epistemológica de saber que espécie de conhecimento conduz efetivamente a Deus.

A produção de Van Schurman deve ser lida à luz de uma trajetória que transitou entre a filosofia, a cultura acadêmica e a devoção mística, e que se consolidou menos nas obras impressas do que na circulação intensa de cartas e manuscritos: nenhum de seus escritos maiores começou como livro. Aos títulos principais somam-se produções de menor extensão ou de circulação restrita: a ode inaugural de 1636 para a Universidade de Utrecht, tratados teológicos e um conjunto expressivo de contribuições hoje perdidas ou destruídas, entre elas escritos metafísicos e uma gramática do etíope (Van Beek, 2010a).

A obra assim distribuída, de contornos amplos e desiguais, reparte-se em dois períodos, e a virada labadista é o que os separa. Em 1669, ao aderir formalmente ao movimento e ao reavaliar sua erudição em favor da fé, Van Schurman decidiu publicar a primeira parte da Eukleria (1673) e queimar grande parte de sua correspondência, gesto que a literatura atribui ora ao propósito de evitar a adulação póstuma, ora à condenação da vaidade intelectual que passou a reconhecer nos escritos da primeira fase (Roothaan, 1996). A maior parte do que escreveu depois disso circulou apenas em manuscrito, prolongando a prática epistolar da primeira fase, e só veio a público após sua morte.

 

1. A Dissertatio: estrutura e alcance

A Dissertatio de ingenii muliebris ad doctrinam et meliores litteras aptitudine [Dissertação sobre a aptidão do engenho feminino para o conhecimento e para as belas letras] é uma das duas principais obras da filósofa. Nasceu do intercâmbio epistolar entre Van Schurman e André Rivet sobre a legitimidade da educação feminina, do qual apresenta uma versão sistematizada, em estilo retórico clássico e na forma silogística, reunindo argumentos filosóficos em favor do direito feminino ao estudo das letras, das artes e das ciências. Depois de uma versão em francês, não autorizada e distribuída na França (1638), foi publicada oficialmente em latim, em 1641, pela oficina dos Elzevier.

A filósofa segue o modelo escolástico da quaestio, em versão simplificada com cinco partes: (a) formulação da questão Num Foeminae Christianae conveniat studium litterarum? [Convém à mulher cristã o estudo das belas letras?], à qual responde positivamente; (b) definição dos termos; (c) argumentos favoráveis; (d) objeções e refutações; e (e) conclusão.

Define quatro termos centrais: o sujeito (a mulher cristã de confissão e prática), o objeto (as letras, que abrangem línguas, história e todas as disciplinas, superiores e inferiores), o estudo (aplicação atenta da mente) e o convir (o que é próprio e decente à condição do sujeito). Impõe, todavia, três condições: a mulher deve ter inteligência mediana e inclinação ao saber; dispor de meios e tempo, isenta de obrigações domésticas pesadas (de preferência com servos); e o estudo deve ter como fim a glória de Deus e a salvação da alma, não a vanglória (Van Schurman, 1641, pp. 9–14; Manson, 2023). Assim conclui que as mulheres cristãs aristocráticas não apenas podem, mas devem se dedicar ao estudo das letras, e que os pais têm o dever de iniciar essa educação desde a infância (Van Schurman, 1641, p. 36).

O argumento central da Dissertatio fundamenta-se na premissa teológica de que as mulheres, por serem seres humanos, foram criadas à imagem de Deus e, consequentemente, possuem a mesma natureza e capacidade racional que os homens (idem, p. 15). Van Schurman sustenta que a forma do ser humano é a alma racional, que não possui sexo. Portanto, o conhecimento é uma categoria neutra e universal: se o intelecto é o que distingue o humano dos animais, restringir o saber a um gênero é negar a plena humanidade desse grupo (idem, pp. 35–36). Ela define a lógica como a “chave de todas as ciências”, instrumento indispensável para alcançar a verdade e a retidão moral (idem, p. 13).

A obra utiliza o rigoroso método escolástico, recorrendo a silogismos, apelos à razão, à autoridade (Aristóteles, Sêneca, entre outros) e ao senso comum: apresenta catorze argumentos favoráveis formalmente estruturados (idem, pp. 14–28), em sua maioria na forma Barbara, o modo silogístico universal afirmativo da primeira figura, e cinco objeções, todas refutadas (idem, pp. 29–36). A opção pela quaestio e pelo silogismo não é meramente estilística: ao dominar essa ferramenta, a filósofa demonstra, no ato mesmo de argumentar, que uma mulher pode operar nos mesmos termos rigorosos dos doutores universitários (Zirbel, 2021).

O argumento da virtude percorre vários dos demais: o estudo não é privilégio nem conquista mundana, mas obrigação moral, pois a alma racional cultiva a virtude ao cultivar o conhecimento. A tese de Sêneca de que a virtude não conhece classe nem sexo é invocada no argumento VII para demonstrar que as mulheres são aptas a ela (Van Schurman, 1641, p. 21). Negar-lhes o acesso ao saber é, portanto, negar-lhes o pleno exercício da vida virtuosa e, na perspectiva teológica da autora, um caminho para Deus (Larsen, 2016).

A segunda condição, porém, restringe o escopo da defesa: aplica-se não às mulheres em geral, mas àquelas da aristocracia cristã que dispusessem de meios e tempo (Irwin, 1989). Como observa Clarke (2013), essa restrição não é periférica ao argumento, mas estrutural e simétrica: o mesmo princípio excluía os homens sem recursos ou absorvidos por ocupações, de modo que o critério de exclusão não é de sexo, mas de condição socioeconômica. Isso distingue Van Schurman tanto das feministas posteriores, que reivindicavam educação universal, quanto de contemporâneos como Poulain de la Barre (1673). Não desmente, contudo, o caráter inovador que a literatura atribui à sua obra no quadro da Querelle des Femmes [Querela das Mulheres] do século XVII. Ao romper com a tradição de focar na superioridade de um sexo ou em listas de mulheres ilustres, Van Schurman integra, ao lado de Marie de Gournay, Poulain de la Barre e Mary Astell (cujas posições não convergem inteiramente), o conjunto de autoras e autores que introduzem no debate uma espécie de feminismo lógico-filosófico até então inédito (Dorlin, 2000 apud Zirbel, 2021).

 

2. A Eukleria: quadro conceitual e argumento filosófico

As duas partes da Eukleria, a primeira publicada em 1673 e a segunda postumamente em 1685, constituem a segunda obra principal da filósofa e a mais complexa. É o único escrito explicitamente autobiográfico de Van Schurman e a primeira autobiografia em latim de uma mulher nas Províncias Unidas (Van Beek, 2010a).

A primeira parte reúne o esboço biográfico e a justificação da conversão; a segunda acompanha seus últimos dias na comunidade labadista e aprofunda a defesa do abandono da erudição mundana em favor da fé mística. A primeira parte circulou em cópias manuscritas antes e depois de sua publicação, e foi lida e aprovada por Leibniz e por importantes líderes pietistas (Larsen, 2016).

A obra surgiu da necessidade de responder às acusações de fanatismo e desregramento moral, algumas especialmente ofensivas e misóginas, que se seguiram à sua adesão ao labadismo e à renúncia à filosofia acadêmica que antes defendera. Mas o texto ultrapassou rapidamente o teor da defesa pessoal para constituir uma obra filosófico-teológica de pleno direito (De Baar et al., 1996).

O título remete ao episódio evangélico de Marta e Maria (Lucas 10, 38–42), em que Maria, por ter escolhido sentar-se aos pés de Jesus em vez de servir à mesa, recebeu o elogio de haver “escolhido a melhor parte” (melioris partis electio). Van Schurman faz dessa cena o núcleo estruturante de seu argumento: toda a obra demonstra que sua escolha foi análoga à de Maria (Van Beek, 2010a).

Diferentemente da Dissertatio, a Eukleria funde narrativa autobiográfica, tratado espiritual e argumento filosófico em um único movimento discursivo. Seu quadro conceitual desloca o eixo da filosofia humanista clássica para a espiritualidade afetiva, nutrida pela mística renana (Johannes Tauler), pela devotio moderna [devoção moderna] (Tomás de Kempis) e pelas correntes do pietismo protestante entrelaçadas ao labadismo. Conceitos como amor Dei [amor de Deus], cognitio experimentalis [conhecimento por experiência], unio cum Deo [união com Deus] e vanitas studiorum [vaidade dos estudos] atravessam todas essas tradições, não podendo ser atribuídos a uma linhagem exclusiva (Roothaan, 1996).

O argumento filosófico central, embora inserido em um quadro teológico mais amplo, é epistemológico: para Van Schurman, o conhecimento verdadeiro de Deus não se alcança pela razão discursiva, mas apenas pela cognitio experimentalis, ou seja, pelo conhecimento íntimo e afetivo dado na experiência direta do amor divino (Van Schurman, 1673, pp. 30, 33, 39). Mesmo a menor dessas experiências, sustenta, proporciona uma compreensão das Escrituras mais verdadeira e profunda do que todo o domínio erudito da língua sagrada em que foram escritas (idem, pp. 30–32).

A razão da diferença está no modo de acesso, e a filósofa a explica por uma imagem: as ciências que versam sobre a vida humana (metafísica, física, ética) são como mapas, que representam a verdade sem lhe dar acesso; o conhecimento pela fé equivale a respirar o ar puro ou a caminhar por prados férteis, percepção imediata que dispensa fundamentos externos (idem, pp. 39 ss.). Não se trata, pois, de um saber mais bem fundamentado, mas de um fundamento de outra natureza (Larsen, 2022). A inversão em relação à Dissertatio é deliberada: o que ali era instrumento privilegiado torna-se, aqui, obstáculo à forma mais alta do saber, e a ciência puramente teórica e acadêmica passa a ser considerada “idololatria eruditionis” [idolatria da erudição] (Van Schurman, 1673, p. 78), que Roothaan (1996) aproxima da vanitas studiorum.

O segundo eixo da obra é a doutrina do “único necessário” (Van Schurman, 1673, pp. 30–32): a dedicação excessiva aos estudos não é apenas desvio moral, mas equívoco filosófico, a saber, tratar o saber como fim em si mesmo (idem, p. 70). A escala de valores é severa: a união da alma com Deus é o único fim último, e o termo do percurso é o abandono do eu na plena fruição de sua bondade infinita; todo conhecimento que não serve a esse fim é vaidade, incluindo, explicitamente, a Dissertatio (idem, p. 78).

A obra deixa em suspenso uma tensão que a literatura tem tomado como sua marca: para denunciar a vaidade da erudição, a Eukleria recorre precisamente às ferramentas que denuncia. A conversão não é apresentada como arrebatamento, mas como decisão fundada em razões explícitas; a exposição vale-se da técnica escolástica da polêmica e de centenas de citações de autoridades; e o resultado converte as intuições de Jean de Labadie em um sistema teológico coerente e defensável (De Baar et al., 1996). Esse procedimento reproduz, de modo invertido, o da Dissertatio: se lá o silogismo, ao ser exercido, comprovava aquilo que afirmava, aqui é a competência acadêmica que se põe a serviço da tese de sua própria insuficiência.

 

3. Outros escritos

3.1. De vitae humanae termino 

O ensaio De vitae humanae termino foi publicado em 1639 na terceira e última parte da controvérsia epistolar sobre a duração da vida, organizada pelo médico Johan van Beverwijck no gênero da quaestio epistolaris [questão epistolar]. Discutia-se se a duração da vida é fixada por decreto divino ou passível de prolongamento por fatores naturais. Van Schurman foi a única mulher entre os participantes, inclusão que atesta o reconhecimento de sua autoridade intelectual (Van Beek, 2018).

Sua intervenção desloca a questão da causalidade médica para a relação entre conhecimento humano, providência divina e prudência moral: o término da vida só é conhecido por Deus, e toda pretensão da razão humana de calculá-lo excede os limites do saber criado. Essa ignorância, todavia, não conduz ao fatalismo, pois o cuidado com a saúde retém valor como exigência de prudência. Van Schurman formula, assim, uma posição que concilia providência e responsabilidade humana, recusando tanto a passividade fatalista quanto a confiança excessiva na arte médica (Larsen, 2016).

 

3.2. Os Opuscula e os manuscritos do período labadista

Os Opuscula (1648) reuniram em volume único as principais publicações da filósofa até então (a Dissertatio, o De vitae humanae termino, poemas e cartas), apresentadas pela autora por meio do topos da modéstia, como correspondência privada divulgada por terceiros. A obra constitui a primeira coletânea sistemática dos escritos de Van Schurman e atesta seu prestígio institucional e internacional. Contém textos em hebraico, grego, latim e francês, em prosa e verso, e foi prefaciada por Friedrich Spanheim, catedrático de Teologia da Universidade de Leiden. Recebeu diversas reedições e traduções e, em 1658, foi incluída no Index Librorum Prohibitorum [Índice de Livros Proibidos] da Igreja Católica. Van Beek (2010a) afirma que a inclusão, devida ao protestantismo da autora, não prejudicou a circulação da obra nas Províncias Unidas, antes ampliou seu alcance internacional.

A singularidade dos Opuscula reside em fazer da pluralidade linguística um instrumento intelectual. O uso do hebraico e do grego inscreve a filósofa tanto na tradição exegética reformada quanto no ideal humanista do ad fontes [às fontes], segundo o qual o acesso às línguas originais é condição de rigor hermenêutico. Daí sua busca pelo domínio do árabe, do siríaco, do samaritano e do etíope clássico, ou seja, o ge’ez, língua litúrgica da Abissínia cristã, e não, como o termo então sugeria, uma designação genérica para os povos africanos de pele escura (Teles, 1660; Lowe, 2007).

Os manuscritos labadistas incluem as Tabulae theologiae [Tábuas Teológicas], poemas didáticos e cartas doutrinárias que circulavam como tratados teológicos informais (Van Beek, 2010a).

 

4. Obras póstumas

As edições póstumas da obra de Van Schurman refletem tanto o esforço dos seguidores em preservar seu legado teológico quanto o interesse contínuo de novas gerações de eruditos. A segunda parte da Eukleria (1685) completa o relato de sua vida até os últimos dias na comunidade labadista, ao passo que o Mysterium magnum [Magno mistério] (1699) inscreve suas preocupações escatológicas sobre o Reino de Cristo no pensamento pietista europeu (Irwin, 1989).

A difusão prosseguiu ao longo do século XVIII. Em 1728, publicaram-se as Geleerde Brieven [Cartas eruditas], que reúnem sua correspondência intelectual; em 1730, a tradução francesa dessas cartas por Madame de Zoutelandt; e, em 1732, o Uitbreiding over de drie eerste capittels van Genesis [Comentário sobre os três primeiros capítulos do Gênesis], que reúne poemas didáticos até então manuscritos, entre eles o cântico sobre o “casamento espiritual”, imagem central da devoção labadista que descreve a união mística entre a alma e Cristo. Por fim, em 1749, os Opuscula foram reeditados em Leipzig (Larsen, 2016).

 

5. As duas fases: continuidade e ruptura no debate interpretativo

Os escritos de Van Schurman gravitam em torno de uma mesma questão: a natureza do conhecimento e seu propósito. Em ambas as fases, a filósofa sustenta que a finalidade do conhecimento é a glória de Deus, mas dá respostas distintas quanto à natureza do conhecimento que permite alcançar esse fim. A controvérsia entre os comentadores tem um ponto de apoio textual preciso, e convém enunciá-lo antes das posições.

Ao refutar a objeção de que seria inútil instruir mulheres impedidas de ocupar cargos públicos, a Dissertatio (1641) sustenta que o conhecimento teórico aperfeiçoa o ser humano mesmo sem aplicação prática: o saber, nesse sentido, é fim em si mesmo. Na Eukleria (1673), porém, Van Schurman denomina equívoco filosófico exatamente essa fórmula: tratar o saber como fim em si mesmo. A mesma proposição é, portanto, defendida e condenada pela mesma autora em momentos distintos.

A inflexão, contudo, é menos radical do que a coincidência das palavras sugere. Em 1641, “fim em si mesmo” qualifica o saber em relação à utilidade civil: o estudo não precisa justificar-se por um cargo. Mas permanece ordenado ao mesmo fim último, pois o terceiro critério da Dissertatio exige que se estude para a glória de Deus e a salvação da alma. Rigorosamente, a fórmula de 1673 não contradiz a de 1641: condena tratar o saber como fim último, coisa que a Dissertatio nunca afirmara. É nesse intervalo estreito que as duas correntes interpretativas se separam.

Para uma das correntes, a coincidência confirma a unidade do projeto: o fim último nunca mudou, e a fase labadista apenas radicaliza uma subordinação já presente em 1641. Não houve abandono da razão, mas redirecionamento das habilidades linguísticas e lógicas de Van Schurman para a teologia e a piedade cristã. A fase final seria o amadurecimento de uma busca vitalícia por integrar rigor intelectual e fé, uma unidade indissociável entre os discursos religioso e filosófico (Irwin, 1977, 1980, 1991; Roothaan, 1996; Larsen, 2016, 2022; Lee, 2007, 2014).

Para a outra, a permanência do fim último é compatível com uma mudança de projeto, e é essa mudança que importa. O que se altera não é o propósito do conhecimento, mas o tipo de conhecimento. Em 1641, o acesso a Deus dá-se pelas obras da criação e pelas letras que as decifram; em 1673, a via discursiva é declarada incapaz e substituída por uma percepção imediata, com o correspondente deslocamento do vocabulário, das autoridades e dos interlocutores. Essa mudança manifestou-se também em atos concretos de renúncia: a venda da casa e de parte da biblioteca, a destruição de correspondência e o afastamento público da defesa anterior da educação feminina (Van Beek, 2010a; Clarke, 2013; Usakiewicz, 2019). Trata-se de uma tese sobre a mudança de projeto, e não de um juízo sobre o declínio intelectual da autora, leitura própria dos catálogos setecentistas e da historiografia oitocentista.

Ambas as leituras, contudo, têm apoio textual e convergem em dois pontos. O primeiro é que o fim último, a glória de Deus, permanece o mesmo, ainda que se redefina o tipo de conhecimento requerido para alcançá-lo: o domínio das ciências humanas dá lugar à experiência direta da divindade (Roothaan, 1996). O segundo é que a Dissertatio forneceu as ferramentas literárias e lógicas que, décadas depois, tornaram possível a Eukleria, o que se verifica no próprio recurso à técnica escolástica para denunciar a erudição (Irwin, 1989).

A virada labadista permanece, assim, o ponto nevrálgico da discussão sobre a unidade da obra, e a tensão entre fé e razão que ela evidencia é lida ora como abandono da razão em favor da fé, ora como culminância de um projeto em que o saber é finalmente integrado à piedade prática. Essa mesma alternativa, abandono ou culminância, reaparecerá, não como problema exegético, mas como argumento de exclusão na história da recepção de sua obra.

 

Posteridade

A reputação de Van Schurman como filósofa apoiou-se em sua participação na República das Letras, espaço autodeclarado de igualdade de mérito, mas de composição quase inteiramente masculina, no qual a entrada das mulheres dependia de mentores, e na sub-rede que as eruditas então desenvolveram, a República das Letras das Mulheres (Respublica Litteraria Mulierum) (Larsen, 2008; Pal, 2012).

Celebrada como “Décima Musa” e “Estrela de Utrecht”, Van Schurman figurou em catálogos de mulheres sábias. Marie de Gournay (1634) a incluiu como única contemporânea, ainda antes da publicação de suas primeiras obras impressas. Na Inglaterra, Samuel Torshell publicou em The womans glorie [A glória da mulher] (1645) a primeira tradução parcial ao inglês de seus argumentos sobre a educação feminina, consolidando seu papel de autoridade educacional fora dos Países Baixos; Pierre Gassendi, por sua vez, tomou-a como exemplo supremo em sua defesa da igualdade intelectual entre os sexos (Bullart, 1682).

O prestígio de Van Schurman, todavia, não resistiu às transformações intelectuais dos séculos XVIII a XX, e o zelo editorial de seus seguidores contribuiu para esse processo. As Geleerde Brieven (1728), editadas cinquenta anos após sua morte, deslocaram sua imagem pública de filósofa sistemática para a de modelo de virtude feminina erudita. É nesse mesmo registro que os catálogos alemães setecentistas a reposicionaram de “filósofa” a “santa” (Larsen, 2016).

A virada do século XIX consumou o apagamento ao refundar a filosofia como disciplina universitária masculina, seguindo as teleologias de Tiedemann e Tennemann, historiografias que tornaram a escolástica calvinista seiscentista alheia ao cânone (Waithe, 1991; Wandall, 2025). Esse reposicionamento consolidou-se na biografia de Pope-Hennessy (1909), cujo título, Anna Van Schurman: artist, scholar, saint [Anna Van Schurman: artista, erudita, santa], serviria para desqualificar sua produção filosófica como misticismo irracional, despojando-a do estatuto de erudita (Larsen, 2016).

Essa exclusão deu-se por três vias convergentes: a metodológica, que rejeitou o método escolástico como arcaico; a biográfica, que leu o labadismo como abandono da razão (versão depreciativa, desmentida pela vocação ascética despertada aos onze anos com a leitura dos mártires, na edição de Haemstede e Foxe de 1612); e a política, que, ao masculinizar a filosofia, também se opôs à emancipação feminina (O’Neill, 1998). Como resultado, entre a morte de Van Schurman e o século XX, sua presença no cânone filosófico tornou-se praticamente nula (Dykeman, 1999).

A recuperação foi gradual. Os estudos ganharam fôlego apenas na década de 1980 nos Países Baixos e nos anos 1990 nos Estados Unidos, impulsionados por uma geração de pesquisadoras que integraram Van Schurman ao debate sobre a história das mulheres e a filosofia moderna. Entre elas, destacam-se Irwin (1977, 1980), a quem se deve a primeira defesa da continuidade entre as duas fases; O’Neill (1998), pelo diagnóstico que converteu o apagamento das filósofas modernas em problema historiográfico que representa uma grande perda para a filosofia; Van Beek (2010a), pelas pesquisas em fontes primárias; Roothaan (1996), pela análise da reforma da filosofia proposta pela autora; Waithe (1991), pela consolidação de seu lugar no cânone das mulheres filósofas; e De Baar et al. (1996), pelo mapeamento de suas redes de interlocução.

A recuperação, todavia, permanece incompleta: faltam edições críticas, traduções e bases de dados (Zorrilla, 2022). Em língua portuguesa, a lacuna é ainda maior: não há tradução integral de nenhuma das obras, e os estudos se resumem aos trabalhos de Spang (2020) e Zirbel (2021), cuja importância merece ser sublinhada.

A compreensão do pensamento de Van Schurman exige interpretar suas respostas dificilmente conciliáveis sobre que tipo de conhecimento cabe à criatura racional e qual conduz efetivamente a Deus. É essa tensão, mais do que qualquer das duas respostas isoladamente, que a literatura recente tem tomado como o problema central de sua obra. Nela se deixam ver, em um mesmo percurso, o alcance e os limites do argumento escolástico em favor da educação feminina, o deslocamento de um critério discursivo para um critério experiencial de conhecimento de Deus, e o mecanismo pelo qual uma filósofa reconhecida por seus pares veio a ser convertida pela historiografia em figura devocional. Ler as duas fases como um único problema, e não escolher entre elas, é a condição para restituí-la ao lugar que ocupou em seu tempo.

 

Referências

 

1. Obras e Traduções

1.1. Obras publicadas em vida

Van Schurman, A. M. (1636). Inclytae et antiquae urbi Trajectinae nova academia nuperrime donatae gratulatur Anna Maria a Schurman [Ana Maria Van Schurman parabeniza a ilustre e antiga cidade de Trajectum pela recente inauguração de uma nova academia]. Utrecht: Aegidius & Petrus Roman. (Poema escrito em homenagem à Universidade de Utrecht e lido pela filósofa na inauguração da Universidade.)

Van Schurman, A. M. (1639a). De vitae humanae termino. Epistola totius disputationis terminus [Sobre o término da vida humana. Carta que é o encerramento de toda esta disputa]. In Beverwijck, J. van (org.), Epistolica quaestio de vitae termino, fatali an mobili? Cum doctorum responsis. Pars tertia, et ultima, nunc primum edita. Seorsim accedit [nobilissimae et doctissimae virginis] Annae Mariae a Schurman de eodem argumento epistola, totius disputationis terminus [Questão epistolar sobre o termo da vida: fatal ou móvel? Com as respostas dos doutos. Parte terceira e última, agora publicada pela primeira vez. Junta-se à parte uma epístola da nobilíssima e doutíssima donzela Anna Maria van Schurman sobre o mesmo assunto, termo de toda a disputa]. Lugduni Batavorum [Leiden]: Ex officina Ioannis Maire.

Van Schurman, A. M. (1641). Dissertatio de ingenii muliebris ad doctrinam et meliores litteras aptitudine [Dissertação sobre a aptidão do engenho feminino para o conhecimento e para as belas letras]. Lugduni Batavorum [Leiden]: Ex officina Elseviriorum. (Edição publicada sob a supervisão e autorização de Van Schurman.)

Van Schurman, A. M. (1642). Vraeghbrief, waerom de Heere Christus, daer hy ongeneselijcke sieckten, soo met een woordt, so met aenraken genas, des blindens oogen met slick, en speecksel gestreken heeft? [Carta em que se pergunta por que razão o Senhor Cristo, que curava moléstias incuráveis tanto por uma palavra quanto pelo toque, untou os olhos do cego com lodo e saliva?]. In Beverwijck, J. van, Schat der ongesontheit: aenhangsel van brieven [Tesouro das enfermidades: apêndice de cartas] (pp. 121-124). Amsterdam: J. Schipper.

Van Schurman, A. M. (1648). Opuscula Hebræa, Græca, Latina, Gallica. Prosaica & Metrica [Obras menores em hebraico, grego, latim e francês: em prosa e verso]. Lugduni Batavorum [Leiden]: Ex officina Elseviriorum.

Van Schurman, A. M. (1669). Pensées d’A. M. de Schurman sur la reformation necessaire à present à l’Eglise de Christ [Pensamentos de A. M. de Schurman sobre a reforma necessária no presente à Igreja de Cristo]. Amsterdam: Jacob van Velsen.

Van Schurman, A. M. (1672). Verklaringe van de suyverheit des geloofs [Declaração sobre a pureza da fé]. Herford: s.n.

Van Schurman, A. M. (1673). Eukleria seu melioris partis electio: pars prima [Eucleria, ou a escolha da melhor parte: primeira parte]. Altona: Cornelis van der Meulen.

 

1.2. Traduções e edições publicadas em vida

Van Schurman, A. M. (1636). Op het sermoen ghedaen voor d’inleydinghe vande academie van Utrecht [Sobre o discurso proferido na cerimônia de inauguração da Academia de Utrecht]. In Voetius, G., Sermoen van de nutticheydt der academien ende scholen [Sermão sobre a utilidade das academias e escolas]. Utrecht: Aegidius & Petrus Roman. (Tradução em holandês do poema lido pela filósofa na inauguração da Universidade.)

Van Schurman, A. M. (1638). Amica dissertatio inter Annam Mariam Schurmanniam et Andr. Rivetum de capacitate ingenii muliebris ad scientias [Amigável dissertação entre Anna Maria Van Schurman e André Rivet sobre a capacidade do engenho feminino para as ciências]. Paris: s.n. (Edição incompleta e publicada sem autorização e conhecimento de Van Schurman; não considerada aqui como a primeira edição da Dissertatio.)

Van Schurman, A. M. (1639b). Paelsteen van den tijd onses levens [O limite do tempo de nossas vidas]. Dordrecht: Jasper Gorissz.

Van Schurman, A. M. (1644). De vitae humanae termino [Sobre o término da vida humana]. Rotterdam: s.n.

Van Schurman, A. M. (1645). The letters touching this argument between Andreas Rivet, and Anna Maria à Schurman [As cartas que tratam deste tema entre Andreas Rivet e Anna Maria à Schurman]. In Torshell, S., The womans glorie: a treatise asserting the due honour of that sexe [A glória da mulher: um tratado que reivindica a devida honra para esse sexo] (cap. III, pp. 34–94). Londres: G. M. for John Bellamie.

Van Schurman, A. M. (1646). Question celèbre s’il est nécessaire ou non que les filles soient sçavantes [Célebre questão sobre se é ou não necessário que as moças sejam instruídas]. Tradução de Guillaume Colletet. Paris: Rolet le Duc.

Van Schurman, A. M. (1659). The learned maid; or, whether a maid may be a scholar?: a logick exercise written in Latine by that incomparable virgin Anna Maria à Schurman of Utrecht. With some epistles to the famous Gassendus and others [A jovem erudita; ou, pode uma mulher ser sábia?: exercício lógico em latim da incomparável virgem Anna Maria van Schurman, de Utrecht, acrescido de algumas epístolas ao célebre Gassendi e a outros]. Tradução de Clement Barksdale. Londres: John Redmayne.

Van Schurman, A. M. (1665). De vitae humanae termino [Sobre o término da vida humana]. In Beverwijck, J. van (org.), Epistolica quaestiones cum doctorum responsis [Questão epistolar com as respostas dos doutos] (pp. 1–14). Dordrecht: Rudolph a Nuyssel.

Van Schurman, A. M. (1675). Heylige lof-sangen ter eeren Gods, tot heerlijkheid van Jesus Christus, en tot vertroostinge en vreugde van sijn Kerk [Santos cânticos de louvor a Deus, para a glória de Jesus Cristo, e para o consolo e alegria de sua Igreja]. Amsterdam: Jacob van Velzen. (Inclui as Bedenckingen van A. M. Van Schurman [Reflexões de A. M. Van Schurman], pp. 326–331, base do futuro Mysterium magnum, 1699.)

 

1.3. Edições póstumas e traduções modernas

Van Schurman, A. M. (1684). Eukleria, of uitkiezing van het beste deel. Eerste deel [Eucleria, ou a escolha da melhor parte. Primeira parte]. Amsterdam: Jacob van Velde. (Versão em holandês da primeira parte da Eukleria de 1673.)

Van Schurman, A. M. (1685). Eukleria seu melioris partis electio: pars secunda, historiam vitae ejus usque ad mortem persequens [Eucleria, ou a escolha da melhor parte: segunda parte, que dá continuidade à história de sua vida até a morte]. Amstelodami [Amsterdã]: Jacob van de Velde.

Van Schurman, A. M. (1699). Mysterium magnum, oder grosses Geheimnüs: das ist:ein sehr herrliches und im heiligen Wort Gottes wohlgegründetes Bedencken uber die Zukunft des Reichs Christi [Magno mistério, ou grande segredo: trata-se de uma reflexão magnífica e bem fundamentada na sagrada Palavra de Deus sobre o futuro do Reino de Cristo]. Wesel-Duisburg; Franckfurt: Andreas Luppius.

Van Schurman, A. M. (1728). Geleerde brieven van de edele, deugt- en konstryke juffrouw, Anna Maria van Schuurman: gewisselt met de geleerde en beroemde heeren Samuel Rachelius […] en Johan van Beverwijck [Cartas eruditas da nobre, virtuosa e artística senhorita Anna Maria van Schuurman: trocadas com os eruditos e ilustres senhores Samuel Rachelius (…) e Johan van Beverwijck]. Amsterdam: Johannes van Septeren.

Van Schurman, A. M. (1730). Lettres de la très fameuse demoiselle Anne-Marie Schurmans, academicienne de la fameuse Universite d’Vtrecht: traduites du holandois par Madame De Zoutelandt [Cartas da mui célebre senhorita Anne-Marie Schurmans, acadêmica da célebre Universidade de Utrecht: traduzidas do holandês pela Senhora De Zoutelandt]. Paris: Rebuffé.

Van Schurman, A. M. (1732). Uitbreiding over de drie eerste capittels van Genesis: beneffens een vertoog van het geestelyk huwelyk van Christus met de gelovigen [Comentário sobre os três primeiros capítulos do Gênesis: acompanhado de uma exposição sobre o casamento espiritual de Cristo com os fiéis]. Groningen: Jacob Sipkes.

Van Schurman, A. M. (1749). Opuscula Hebraea Latina Graeca et Gallica prosaica et metrica [Obras menores em hebraico, latim, grego e francês, em prosa e verso]. Ed. de Dorothea Loeberia. Lipsiae [Leipzig]: Mich. Carol. Frid. Mvlleri.

Van Schurman, A. M. (1998). Whether a Christian woman should be educated and other writings from her intellectual circle [Se uma mulher cristã deveria ser educada e outros escritos de seu círculo intelectual]. Ed. e trad. Joyce L. Irwin. Chicago: University of Chicago Press.

Van Schurman, A. M. (2013). “Over God”: een onbekend florilegium van Anna Maria van Schurman (ca. 1625) [“Sobre Deus”: um florilégio desconhecido de Anna Maria van Schurman (ca. 1625)]. Van Beek, P. (org.). Ridderkerk: Provily Pers. (Schurmanniana, 1). (Manuscrito redigido por volta de 1625, não publicado em vida.)

Van Schurman, A. M. (2018). The correspondence of Anna Maria Van Schurman [A correspondência de Anna Maria Van Schurman]. Recuperado de: http://emlo-portal.bodleian.ox.ac.uk/collections/?catalogue=anna-maria-van-schurman (IISH). Acesso em: 30 maio 2025.

Van Schurman, A. M. (2022). Correspondance: 16071678 [Correspondência: 1607–1678]. Ed. de Constant Venesoen. Paris: Classiques Garnier.

 

2. Literatura Secundária

2.1. Fontes de época

Bullart, I. (1682). Anna Maria Schurmans. In Académie des Sciences et des Arts: contenant les vies, et les eloges historiques des hommes illustres, qui ont excellé en ces professions depuis environ quatre siècles parmy diverses nations de l’Europe [Academia de Ciências e das Artes: contendo as vidas e os elogios históricos de homens ilustres que se destacaram nessas profissões há cerca de quatro séculos entre diversas nações da Europa] (v. 2, pp. 228–232). Amsterdam: Elzevier.

Gournay, M. de. (1634). Les advis, ou, les presens de la demoiselle de Gournay [Os conselhos, ou os presentes da senhorita de Gournay]. Paris: Jean Du-Bray.

Haemstede, A. van, & Foxe, J. (1612). De historie der marteren: die om het ghetuygenisse der evangelischer waerheyt haar bloed gestort hebben [A história dos mártires: que, pelo testemunho da verdade evangélica, derramaram o seu sangue]. Dordrecht: Jasper Troyen; Erfgenamen van Jan Canin.

Poulain de la Barre, F. (1673). De l’égalité des deux sexes [Da igualdade dos dois sexos]. Paris: Jean Du Puis.

Teles, B. (1660). Historia geral de Ethiopia a Alta, ou Preste Joam, e do que nella obraram os padres da Companhia de Jesus: composta na mesma Ethiopia, pelo Padre Manoel d’Almeyda. Coimbra: Na Officina de Manoel Dias.

Torshell, S. (1645). The womans glorie: a treatise asserting the due honour of that sexe, and directing wherein that honour consists: dedicated to the young princesse, Elizabeth her highnesse [A glória da mulher: um tratado que reivindica a devida honra para esse sexo e indica em que consiste tal honra; dedicado à jovem princesa Elizabeth, Sua Alteza]. Londres: G. M. for John Bellamie. Recuperado de: https://name.umdl.umich.edu/A62975.0001.001 (Early English Books Online). Acesso em: 30 maio 2025.

 

2.2. Estudos

Bulckaert, B. (2001). Une lettre de l’humaniste Anna Maria Van Schurman (1607–1678) sur l’accès des femmes au savoir [Uma carta da humanista Anna Maria Van Schurman (1607–1678) sobre o acesso das mulheres ao saber]. Clio, 13, pp. 167–183. DOI: 10.4000/clio.141. Recuperado de: http://journals.openedition.org/clio/141. Acesso em: 30 maio 2025.

Clarke, D. M. (2013). Anna Maria Van Schurman and women’s education [Anna Maria Van Schurman e a educação das mulheres]. Revue Philosophique de la France et de l’Étranger, 138 (3), pp. 347–360. DOI: 10.3917/rphi.133.0347.

De Baar, M. P. A., Löwensteyn, M., Monteiro, M., & Sneller, A. A. (orgs.). (1996). Choosing the better part: Anna Maria Van Schurman (1607–1678) [Escolhendo a parte melhor: Anna Maria Van Schurman (1607–1678)]. Dordrecht: Kluwer.

De Baar, M. (2021). Elisabeth of Bohemia’s lifelong friendship with Anna Maria Van Schurman (1607–1678) [A amizade de toda uma vida entre Elisabeth da Boêmia e Anna Maria Van Schurman]. In Ebbersmeyer, S., & Hutton, S. (orgs.), Elisabeth of Bohemia (1618–1680): a philosopher in her historical context [Elisabeth da Boêmia (1618–1680): uma filósofa em seu contexto histórico] (pp. 33–49). Cham: Springer.

Dorlin, E. (2000). L’évidence de l’égalité des sexes. Une philosophie oubliée du XVIIe siècle [A evidência da igualdade dos sexos: uma filosofia esquecida do século XVII]. Paris: L’Harmattan.

Dykeman, T. B. (1999). Anna Van Schurman (1607–1678). In Wilson, K. M., & Warnke, F. J. (orgs.), The neglected canon: nine women philosophers [O cânone negligenciado: nove filósofas] (pp. 115–141). Cambridge: Cambridge University Press.

Irwin, J. (1977). Anna Maria Van Schurman: from feminism to pietism [Anna Maria Van Schurman: do feminismo ao pietismo]. Church History, 46 (1), pp. 48–62.

Irwin, J. (1980). Anna Maria van Schurman: the star of Utrecht (1607–1678) [Anna Maria van Schurman: a estrela de Utrecht (1607–1678)]. In Brink, J. R. (org.), Female scholars: a tradition of learned women before 1800 [Mulheres eruditas: uma tradição de mulheres doutas antes de 1800] (pp. 68–85). Montreal: Eden Press.

Irwin, J. (1989). Anna Maria Van Schurman: learned woman of Utrecht [Anna Maria Van Schurman: a mulher erudita de Utrecht]. In Wilson, K. M. & Warnke, F. J. (orgs.), Women writers of the seventeenth century [Escritoras do século XVII] (pp. 164–185). Atenas/Londres: The University of Georgia Press.

Irwin, J. (1991). Anna Maria Van Schurman and Antoinette Bourignon: contrasting examples of seventeenth-century pietism [Anna Maria Van Schurman e Antoinette Bourignon: exemplos contrastantes do pietismo seiscentista]. Church History, 60 (3), pp. 301–315.

Larsen, A. R. (2008). A women’s republic of letters: Anna Maria Van Schurman, Marie de Gournay, and female self-representation in relation to the public sphere [Uma república feminina das letras: Anna Maria Van Schurman, Marie de Gournay e a autorrepresentação feminina em relação à esfera pública]. Early Modern Women: An Interdisciplinary Journal, 3, pp. 105–126.

Larsen, A. R. (2016). Anna Maria Van Schurman, ‘The Star of Utrecht’: the educational vision and reception of a savante [Anna Maria Van Schurman, ‘A Estrela de Utrecht’: a visão educacional e a recepção de uma sábia]. Londres: Routledge.

Larsen, A. R. (2022). “Kill off this Hydra’s Head”: the emergence of theologian Anna Maria Van Schurman as religious polemicist [“Corte a cabeça desta Hidra”: o surgimento da teóloga Anna Maria Van Schurman como polemista religiosa]. Cahiers de Recherches Médiévales et Humanistes, 43, pp. 333–355. DOI: 10.48611/isbn.978-2-406-13326-1.p.0333.

Lee, B. K. (2007). “I wish to be nothing”: the role of self-denial in the mystical theology of Anna Maria van Schurman [“Desejo ser nada”: o lugar da renúncia de si na teologia mística de Anna Maria van Schurman]. In Brown, S. (org.), Women, gender and radical religion in early modern Europe [Mulheres, gênero e religião radical na Europa da modernidade inicial] (pp. 189-216). Leiden: Brill.

Lee, B. K. (2014). Sacrifice and delight in the mystical theologies of Anna Maria Van Schurman and Madame Jeanne Guyon [Sacrifício e deleite nas teologias místicas de Anna Maria Van Schurman e Madame Jeanne Guyon]. Notre Dame: University of Notre Dame Press.

Lowe, K. (2007). ‘Representing’ Africa: ambassadors and princes from Christian Africa to Renaissance Italy and Portugal, 1402–1608 [A representação da África: embaixadores e príncipes da África cristã na Itália e Portugal renascentistas, 1402–1608]. Transactions of the Royal Historical Society, 17, pp. 101–128.

Manson, M. (2023). Early modern European women and the philosophy of education: Van Schurman, Pascal, Maintenon and Astell [Mulheres europeias da modernidade inicial e a filosofia da educação: Van Schurman, Pascal, Maintenon e Astell]. In Detlefsen, K., & Shapiro, L. (orgs.), The Routledge handbook of women and early modern European philosophy [Manual Routledge de mulheres e filosofia europeia da modernidade inicial] (pp. 324–336). Londres: Routledge.

O’Neill, E. (1998). Disappearing ink: early modern women philosophers and their fate in history [Tinta apagada: as filósofas da modernidade inicial e seu destino na história]. In Kourany, J. A. (org.), Philosophy in a feminist voice: critiques and reconstructions [Filosofia em voz feminista: críticas e reconstruções] (pp. 17–62). Princeton: Princeton University Press.

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Pope-Hennessy, U. (1909). Anna Van Schurman: artist, scholar, saint [Anna Van Schurman: artista, erudita, santa]. Londres: Longmans, Green and Company.

Roothaan, A. (1996). Anna Maria van Schurman’s ‘reformation’ of philosophy [A ‘reforma’ da filosofia de Anna Maria van Schurman]. In De Baar, M. P. A., Löwensteyn, M., Monteiro, M., & Sneller, A. A. (orgs.), Choosing the better part: Anna Maria Van Schurman (1607–1678) [Escolhendo a parte melhor: Anna Maria Van Schurman (1607–1678)] (pp. 103–116). Dordrecht; Boston; Londres: Kluwer Academic Publishers.

Spang, M. (2020). Antropologia de gênero e mitologia em Anna Maria Van Schurman (1607–1678): uma análise do poema latino de inauguração da universidade de Utrecht. In Fávero, A. A., Paviani, J., & Rajobac, R. (orgs.), Vínculos filosóficos: homenagem a Luiz Carlos Bombassaro (pp. 399–410). Caxias do Sul: EDUCS.

Usakiewicz, J. (2019). Anna Maria van Schurman (1607–1678) – Ocellus Niderlandów [Anna Maria van Schurman (1607–1678) – a joia dos Países Baixos]. Studia z Historii Filozofii, 1 (10), pp. 171–192. DOI: 10.12775/szhf.2019.010.

Van Beek, P. (2010a). The first female university student: Anna Maria Van Schurman (1636) [A primeira estudante universitária: Anna Maria Van Schurman (1636)]. Utrecht: Igitur.

Van Beek, P. (2018). Ὡς ῥόδον ἐν ἀκάνθαις – As a rose among the thorns: Anna Maria van Schurman and her correspondences in Greek [Como uma rosa entre os espinhos: Anna Maria van Schurman e sua correspondência em grego]. In Päll, J., & Volt, I. (orgs.), Hellenostephanos. Humanist Greek in early modern Europe: learned communities between Antiquity and contemporary culture [Hellenostephanos. O grego humanista na Europa da modernidade inicial: comunidades eruditas entre a Antiguidade e a cultura contemporânea] (pp. 414–437). Tartu: University of Tartu Press.

Waithe, M. E. (1991). Anna Maria van Schurman 1607–1678. In Waithe, M. E. (org.), A history of women philosophers: volume III: modern women philosophers, 1600–1900 [Uma história das filósofas: volume III: filósofas modernas, 1600–1900] (pp. 210–211). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.

Wandall, A.-S. S. (2025). How female intellectuals stopped being philosophers: on Anna Maria Van Schurman in the catalogues of learned women [Como as intelectuais deixaram de ser filósofas: sobre Anna Maria Van Schurman nos catálogos de mulheres eruditas]. Hypatia, 40 (1). DOI: 10.1017/hyp.2024.5.

Zirbel, I. (2021). Provar algo não significa convencer o público: lições de pensadoras “feministas” do século XVII. Cadernos de Ética e Filosofia Política, 39 (2), pp. 190–202. DOI: 10.11606/issn.1517-0128.v39i2p190-202.

Zorrilla, N. (2022). The exclusion of early modern women philosophers from the canon: causes and counteractive strategies from the digital humanities [A exclusão das filósofas modernas do cânone: causas e estratégias de contraposição a partir das humanidades digitais]. Hypatia, 37 (1), pp. 177–186.

 

3. Outros Materiais

Brandão, L. (2024). Os mil e um talentos de Anna Maria Van Schurman. Comunidade Cultura e Arte, 12 fev. 2024. Recuperado de: https://comunidadeculturaearte.com/os-mil-e-um-talentos-de-anna-maria-van-schurman/. Acesso em: 27 jul. 2025.

Camargo, P. (s.d.). Magdalena van Passe & Anna Maria Van Schurman [Vídeo]. Canal Top100Elas, YouTube, 6 min. Recuperado de: https://youtu.be/w3Oj75E5m3I?feature=shared. Acesso em: 27 jul. 2025.

Center for the History of Women Philosophers and Scientists. (s.d.). Anna Maria Van Schurman. History of women philosophers and scientists [História de filósofas e cientistas]. Universidade de Paderborn. Recuperado de: https://historyofwomenphilosophers.org/project/directory-of-women-philosophers/schurman-anna-maria-van-1607-1678/. Acesso em: 27 jul. 2025.

Châtelet, D. (s.d.). Van Schurman (1607–1678). Project Vox. Duke University. Recuperado de: https://projectvox.org/van-schurman-1607-1678/. Acesso em: 27 jul. 2025.

De Baar, M. (2014). Schurman, Anna Maria van. In Online dictionary of Dutch women [Dicionário on-line de mulheres holandesas]. Huygens Institute. Recuperado de: https://resources.huygens.knaw.nl/vrouwenlexicon/lemmata/en. Acesso em: 27 jul. 2025.

Encyclopedia.com. (s.d.). Van Schurmann, Anna Maria (1607–1678). Women in world history: a biographical encyclopedia [Mulheres na história mundial: uma enciclopédia biográfica]. Recuperado de: https://www.encyclopedia.com/women/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/van-schurmann-anna-maria-1607-1678. Acesso em: 27 jul. 2025.

Klenz, M. (2017). The delicate hand: female engravers [A mão delicada: gravuristas femininas]. Early Modern Women: Lives, Texts, Objects. Recuperado de: https://martinevanelk.wordpress.com/2017/02/22/the-delicate-hand-female-engravers/. Acesso em: 30 maio 2025.

Larsen, A. R., & Lee, B. K. (2018). Anna Maria Van Schurman. Oxford bibliographies in Renaissance and Reformation [Bibliografias Oxford em Renascimento e Reforma]. DOI: 10.1093/obo/9780195399301-0399.

The Editors of Encyclopaedia Britannica. (s.d.). Anna Maria Van Schurman. In Encyclopaedia Britannica. Recuperado de: https://www.britannica.com/biography/Anna-Maria-van-Schurman. Acesso em: 27 jul. 2025.

Van Beek, P. (2010b). Schurman, Anna Maria van (1607–1678). Digital Web Centre for the History of Science in the Low Countries [Centro Web Digital para a História da Ciência nos Países Baixos]. Recuperado de: https://dwc.knaw.nl/schurman-anna-maria-van-1607-1678/. Acesso em: 27 jul. 2025.

Van Beek, P. (s.d.). Anna Maria Van Schurman [Site dedicado à vida e à obra da filósofa]. Recuperado de: https://annamariavanschurman.org. Acesso em: 27 jul. 2025.

Witt, C., & Shapiro, L. (2020). Feminist history of philosophy [História feminista da filosofia]. In Zalta, E. N. (org.), The Stanford Encyclopedia of Philosophy [Enciclopédia Stanford de Filosofia] (edição de outono de 2020). Recuperado de: https://plato.stanford.edu/archives/fall2020/entries/feminism-femhist/. Acesso em: 30 maio 2025.

Women’s Early Modern Letters Online [WEMLO] [Cartas de mulheres da modernidade inicial on-line]. In Early Modern Letters Online (EMLO). Oxford: Cultures of Knowledge Project, Universidade de Oxford, 2016–. Recuperado de: http://emlo-portal.bodleian.ox.ac.uk/wemlo/. Acesso em: 30 jun. 2024.

A pesquisa e a redação deste verbete recorreu à assistência de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) em estrito acordo com as boas práticas de pesquisa acadêmica e normas de uso ético responsável dessas ferramentas estabelecidas pelo CNPq ( Portaria CNPq nº 2.664/2026, Cap. III, Art. 9º, inciso I, alínea ‘c’). Nesse sentido, declaro o uso de duas ferramentas de IAG como apoio: o NotebookLM do Google, como assistente para análise da bibliografia pessoalmente levantada e selecionada, visando obter uma visão panorâmica do conhecimento sobre Anna Maria van Schurman disponível nas fontes selecionadas ; e o Claude (Anthropic), como assistente de redação para diagnóstico de tensões de conteúdo e equilíbrio formal entre as seções, além de revisão ortográfica, gramatical, de estilo e formatação de referências bibliográficas. Este uso não envolveu a incorporação automática de textos gerados; cada resultado foi analisado e autorizado por mim, de modo que me declaro inteiramente responsável pelo conteúdo final e pelo uso ético das ferramentas.