Enciclopédia Mulheres na Filosofia
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Juana Paula Manso

O lançamento desta semana nos apresenta Juana Paula Manso (1819–1875), uma influente intelectual, escritora e educadora argentina, pioneira no feminismo e na defesa da Ilustração na América do Sul. O verbete, escrito por Natalia Sirlin e traduzido pela nossa editora Carolina Araújo, apresenta a carreira multifacetada de Manso, que se dedicou a um projeto educativo e social baseado em três pilares: educação mista, laica e popular (comum). Manso fundou escolas para meninas em Montevidéu e no Rio de Janeiro e, posteriormente, aliou-se a Domingo Faustino Sarmiento para promover a educação na Argentina, tornando-se diretora da primeira Escola Mista e editora da revista Anales de la Educación Común. Como feminista, ela defendia a autonomia intelectual da mulher, argumentando que “a alma (a mente) não tem sexo”. Além disso, como escritora e jornalista, fundou periódicos como O Jornal das Senhoras (Rio de Janeiro, 1852) para promover a emancipação feminina e utilizou obras literárias, como Os mistérios do Prata e A família do comendador, para denunciar o autoritarismo e a escravidão. Sua luta pela secularização e contra o fanatismo a levou a ser a primeira mulher a integrar o Conselho de Instrução Pública em 1871.

 

Que figura, não é mesmo? Leia o verbete aqui e acesse a entrevista com a autora aqui!

 

Sobre a autora do verbete: Natalia Zorrilla Sirlin é uma pesquisadora argentina do CONICET e doutora em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires, especializada no Iluminismo radical e no materialismo do século XVIII. Sua produção acadêmica foca na literatura filosófica clandestina e na recuperação histórica de mulheres filósofas, como Émilie Du Châtelet, utilizando abordagens que cruzam a história das ideias com as Humanidades Digitais para combater o apagamento feminino no cânone moderno.

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