Susan Buck-Morss
O lançamento desta semana nos apresenta Susan Buck-Morss (1942–), proeminente teórica crítica e filósofa norte-americana, que se destacou por sua investigação inovadora na interseção entre a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, a filosofia da história, a estética e os estudos pós-coloniais. O verbete, escrito por Juliana de Moraes Monteiro, apresenta a trajetória dessa pensadora cuja obra desafia as fronteiras disciplinares tradicionais, articulando temas que vão desde o marxismo até a visualidade, a política e a cultura. Buck-Morss consolidou sua projeção internacional com estudos fundamentais sobre Walter Benjamin — como A dialética do olhar — e com investigações revolucionárias que conectam a filosofia hegeliana à Revolução Haitiana em Hegel e o Haiti. Adotando uma metodologia indisciplinada e constelar, inspirada no método benjaminiano do “caminho indireto”, a autora tensiona espacialidade e temporalidade para recuperar fragmentos marginalizados e histórias esquecidas pela historiografia convencional, propondo conceitos cruciais como o de “anestética” para pensar a alienação sensorial na modernidade capitalista. A trajetória e os escritos de Susan Buck-Morss permanecem como um marco incontornável de agência intelectual e pensamento crítico contemporâneo, desafiando as narrativas eurocêntricas e reconfigurando os rumos da filosofia e da teoria social.
Quer saber mais? Leia o verbete aqui e assista à entrevista com a autora do verbete aqui!
Sobre a autora do verbete: Juliana de Moraes Monteiro é Professora efetiva-DE do Departamento de Teoria do Teatro da UNIRIO. É Doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2019), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense (2014) e graduada em Comunicação Social-Cinema também pela Universidade Federal Fluminense (2011). Entre 2019 e 2023, realizou estágio de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com projeto contemplado com Bolsa Nota 10 (PDR-10) da FAPERJ. Sua pesquisa envolve os campos da Filosofia, com ênfase em Estética, Teoria da arte, Filosofia da Arte, Arte Contemporânea,Psicanálise e temática feminista/decolonial. É vinculada ao laboratório Filosofias do Tempo do Agora (UFRJ/CNPq), ao Núcleo de Estudos em Arte e Feminismos (UNIRIO/CNPq), membra do GT de Estética da ANPOF, filiada à ABRE (Associação Brasileira de Estética), membra da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, onde coordenou o projeto “Mulheres que leem mulheres”, e da New Voices on Women in the History of Philosophy, organização ligada ao projeto History of Women Philosophers and Scientists, da Universität Paderborn (Hamburgo/Alemanha). Na sua produção bibliográfica, destaca-se a publicação artigos científicos em revistas especializadas de arte, filosofia e, também, de estudos feministas e de gênero. É autora de O que a Esfinge ensina a Édipo: sobre os limites de interpretação na arte contemporânea (Editora Ape’ku, 2021), originalmente sua tese de doutorado, co-autora de Trauma/arte contemporânea brasileira (Editora Circuito, 2020) e co-organizadora do livro Agambiarra: escritos sobre a filosofia de Giorgio Agamben (Editora Ape’ku, 2020).

