{"id":356,"date":"2020-02-28T15:47:11","date_gmt":"2020-02-28T18:47:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?page_id=356"},"modified":"2022-04-26T17:55:54","modified_gmt":"2022-04-26T20:55:54","slug":"feminismo-e-psicanalise","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/feminismo-e-psicanalise\/","title":{"rendered":"Feminismo e Psican\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Helvetica\"><b>Por L\u00e9a Silveira<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Professora do Departamento de Filosofia da\u00a0Universidade\u00a0Federal de Lavras (UFLA) &#8211;\u00a0<\/span><span style=\"font-family: Helvetica\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9780839944753060\">Lattes\u00a0<\/a><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/PDF-Feminismo-e-psicana\u0301lise.pdf\">PDF &#8211; Feminismo e psicana\u0301lise<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_478\" aria-describedby=\"caption-attachment-478\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-478 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-300x272.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-300x272.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-1024x929.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-768x697.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-1536x1394.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2020\/03\/Feminismo_Psican\u00e1lise-2048x1858.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-478\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-family: Helvetica\">Den\u00a0danska\u00a0konstn\u00e4rinnan\u00a0Bertha\u00a0Wegmann\u00a0m\u00e5lande\u00a0ett\u00a0portr\u00e4tt, de\u00a0\u00a0Jeanna\u00a0Bauck,\u00a0segunda metade do s\u00e9culo XIX.\u00a0A pintora sueca retrata\u00a0aqui\u00a0outra pintora, Bertha\u00a0Wegmann, em seu est\u00fadio. Wegmann, por sua vez, est\u00e1 executando o retrato de um homem.\u00a0\u00a0 As artistas viveram a \u00e9poca em que nasceu a psican\u00e1lise.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">A psican\u00e1lise interessa \u00e0 reflex\u00e3o feminista na medida em que reivindica para si duas tarefas: elaborar teoricamente o fen\u00f4meno da sexualidade humana e, em sendo assumida a tese\u00a0de que existem processos ps\u00edquicos inconscientes, diagnosticar o modo pelo qual eles\u00a0incidem\u00a0nas dimens\u00f5es social e pol\u00edtica da nossa experi\u00eancia \u2013 ou seja, nesse caso, trata-se de identificar a maneira como a realidade \u00e9 informada por fantasias que se estruturam \u00e0 revelia da consci\u00eancia, indicando a radicalidade da divis\u00e3o subjetiva. Ela promove, assim, aportes te\u00f3ricos \u2013 sen\u00e3o ao menos problemas \u2013 que parecem ser indispens\u00e1veis ao feminismo. Por outro lado, existe um amplo e resiliente v\u00ednculo da psican\u00e1lise com o patriarcado (se pudermos usar esse termo para nos referirmos a formas de vida alicer\u00e7adas de modo estruturante na autoridade do homem sobre a mulher, em n\u00fameros elevados de atos de viol\u00eancia exercidos contra esta e na exclus\u00e3o das mulheres da vida p\u00fablica e das inst\u00e2ncias de delibera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica) que o pensamento feminista permite enxergar. Isso significa que feminismo e psican\u00e1lise alimentam quest\u00f5es rec\u00edprocas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Tendo em vista esses dois aspectos \u2013 polemicamente entrela\u00e7ados \u2013, \u00e9 evidente que o debate entre feminismo e psican\u00e1lise \u00e9 t\u00e3o antigo quanto a pr\u00f3pria obra de Sigmund Freud. Em seu esp\u00edrito, em sua letra, como tamb\u00e9m na nova pr\u00e1tica inventada por ele. \u00c9 importante indicar essa dimens\u00e3o da pr\u00e1tica porque a cl\u00ednica psicanal\u00edtica n\u00e3o pode ser pensada sem que se coloque no horizonte uma certa perspectiva de emancipa\u00e7\u00e3o, embora isso n\u00e3o diga sempre respeito direta e especificamente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o feminina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">O gesto com o qual Freud fez a psican\u00e1lise nascer possui tamb\u00e9m um duplo aspecto: tratou-se, para ele, de simultaneamente reconhecer a histeria como resultado de um mecanismo ps\u00edquico e de designar, na cl\u00ednica, um papel de protagonista \u00e0 fala das pacientes. Freud pensa a histeria como uma psiconeurose de convers\u00e3o (um conflito ps\u00edquico \u00e9 convertido em manifesta\u00e7\u00e3o corporal) e\u00a0se \u00e9 verdade que, acompanhando Jean-Martin\u00a0Charcot, ele rejeitou a ideia de que ela seria uma afec\u00e7\u00e3o exclusiva de mulheres, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que foram pacientes mulheres aquelas que impuseram inicialmente,\u00a0no contexto da cl\u00ednica, a sua pr\u00f3pria fala. Todos os casos relatados por Freud (e por Joseph\u00a0Breuer) em \u201cEstudos sobre histeria\u201d (Breuer; Freud,\u00a01893-1895\/2016) s\u00e3o de pacientes mulheres. Assim como foi a uma mulher \u2013 aquela apelidada de Dora \u2013 que se referiu o c\u00e9lebre relato \u201cFragmentos da an\u00e1lise de um caso de histeria\u201d (Freud,\u00a01905[1901]\/2016). Com a escuta do que mulheres diziam, Freud come\u00e7ou a se colocar uma pergunta que n\u00e3o cessaria de se radicalizar ao longo de sua obra e que, evidentemente, ultrapassa a condi\u00e7\u00e3o feminina: por que motivos vem um ser humano a recusar o que deseja? Com rela\u00e7\u00e3o especificamente \u00e0 histeria, eis uma das formula\u00e7\u00f5es que ele oferece em torno de tal pergunta: \u201cToda pessoa que, numa ocasi\u00e3o para a excita\u00e7\u00e3o sexual, tem sobretudo ou exclusivamente sensa\u00e7\u00f5es\u00a0desprazerosas, eu n\u00e3o hesitaria em considerar hist\u00e9rica, seja ela capaz de produzir sintomas som\u00e1ticos ou n\u00e3o.\u201d (Freud, 1905[1901]\/2016, p. 201) Isso aponta para o fato de que Freud encontra entre a sexualidade e a neurose (todas as psiconeuroses, e n\u00e3o apenas a histeria de convers\u00e3o) uma rela\u00e7\u00e3o de defesa que, nesse mesmo texto \u2013 o caso Dora \u2013, ele exprime com a tese de que a neurose \u00e9 o negativo da pervers\u00e3o. \u201cPervers\u00e3o\u201d aparece aqui por ser o termo com o qual a psiquiatria do s\u00e9culo XIX se referia,\u00a0<i>grosso modo<\/i>, ao comportamento sexual dissociado da ideia de reprodu\u00e7\u00e3o e do intercurso sexual ent\u00e3o considerado normal.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Na obra \u201cTr\u00eas ensaios de teoria sexual\u201d (Freud,\u00a01905\/2016), Freud defende a necessidade de reconhecermos o car\u00e1ter sexual da estimula\u00e7\u00e3o de zonas er\u00f3genas parciais (como a oral e a anal), o que organiza, para ele, a possibilidade de pensar a sexualidade infantil e ainda de situar as formas de amar do adulto como resultado de uma conquista, de uma hist\u00f3ria de investimentos e perdas libidinais, em vez de algo\u00a0pr\u00e9-direcionado de um ponto de vista meramente biol\u00f3gico.\u00a0Ele\u00a0escreve, nesse sentido, que\u00a0\u201cna concep\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise (&#8230;) tamb\u00e9m o interesse exclusivo do homem pela mulher \u00e9 um problema que requer explica\u00e7\u00e3o\u201d, n\u00e3o sendo algo \u201cevidente em si\u201d. (Freud,\u00a01905\/2016, p. 35)\u00a0Quando Freud elabora a ideia de que a neurose \u00e9 o negativo da pervers\u00e3o, ele est\u00e1 querendo dizer tr\u00eas coisas: que os sintomas neur\u00f3ticos expressam fantasias, isto \u00e9, cenas voltadas para a obten\u00e7\u00e3o de prazer; que o prazer assim encenado n\u00e3o corresponde ao ato sexual em que um homem penetra uma mulher porque se refere \u00e0 sexualidade infantil; que o adoecimento ps\u00edquico constitui uma defesa contra o prazer assim chamado perverso.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Ao redor desse racioc\u00ednio, de uma maneira cuja complexidade n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel expressar aqui, Freud diagnosticou o car\u00e1ter paradoxal da moral sexual da \u00e9poca e do lugar em que viveu (Europa, passagem do s\u00e9culo XIX para o XX), destacando especialmente o modo como a opress\u00e3o incidia sobre a vida ps\u00edquica das mulheres e como seu adoecimento frequentemente se articulava com as exig\u00eancias implicadas no casamento\u00a0(Freud, 1908\/2015). Freud entendia que a neurose expressava nas mulheres uma esp\u00e9cie de revolta contra certas diretrizes estabelecidas socialmente e que demandavam especialmente delas o silenciamento da sexualidade, algo que mais tarde\u00a0Emilce\u00a0dio\u00a0Bleichmar\u00a0chamaria de \u201cfeminismo espont\u00e2neo da histeria\u201d\u00a0(Bleichmar, 1985\/1988).\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">J\u00e1 nas d\u00e9cadas de 20 e 30 do s\u00e9culo passado, quando Freud entende ser preciso repensar sua teoria do complexo de \u00c9dipo na dire\u00e7\u00e3o de suprimir a simetria at\u00e9 ent\u00e3o suposta entre o processo feminino e o masculino, ele apresenta a suas leitoras as seguintes ideias principais. Uma mulher precisa se tornar uma mulher porque todas as crian\u00e7as se situam inicialmente como homens. \u201cA garota pequena \u00e9 um pequeno homem\u201d, ele escreve (Freud,\u00a01933\/2010, p. 271), n\u00e3o havendo reconhecimento, por parte da crian\u00e7a, da exist\u00eancia da vagina, apenas a apreens\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o f\u00e1lico, restando \u00e0 menina imaginar que seu clit\u00f3ris \u00e9 um p\u00eanis que ainda n\u00e3o teve a oportunidade de crescer. A tarefa de se tornar mulher envolveria trocar de objeto (substituir a m\u00e3e pelo pai no endere\u00e7amento do amor) e de zona er\u00f3gena (substituir o clit\u00f3ris pela vagina, o que significaria\u00a0permitir a\u00a0erogeneiza\u00e7\u00e3o\u00a0da penetra\u00e7\u00e3o). Diante das dificuldades poss\u00edveis desse percurso, tr\u00eas destinos se tornariam dispon\u00edveis para uma mulher: a frigidez, o complexo de masculinidade ou o desenvolvimento da feminilidade normal, que corresponderia\u00a0a se tornar m\u00e3e, preferencialmente de um filho homem (Freud,\u00a01925\/2011, p. 291). Para Freud, todos esses elementos organizam-se em torno da quest\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o, tratando-se, para a garota, de reconhecer que algo de muito valor lhe falta; ou seja: a menina reconheceria a aus\u00eancia de p\u00eanis como um \u201cdefeito\u201d (Freud,\u00a01931\/2010, p.\u00a0383) que assinalaria sua inferioriza\u00e7\u00e3o relativamente ao homem, de modo que a diferen\u00e7a anat\u00f4mica seria determinante n\u00e3o apenas do ps\u00edquico, mas tamb\u00e9m, diz Freud, da mulher como \u201cser social\u201d (Freud,\u00a01931\/2010, p. 379). Para o autor, isso corresponde \u00e0 necessidade de reconhecer na mulher a constitui\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil do\u00a0Supereu\u00a0(Freud,\u00a01925\/2011, p. 298) e a menor aptid\u00e3o para desenvolvimentos \u00e9ticos e est\u00e9ticos (Freud,\u00a01930\/2010, p. 67), de modo que careceria de sentido a reivindica\u00e7\u00e3o feminista por igualdade de direitos\u00a0(Freud,\u00a01924\/2011, p. 211). Essa seria a origem do desprezo e do horror direcionados \u00e0s mulheres (Freud,\u00a01923\/2011, p. 173) e o autor levantar\u00e1 posteriormente a hip\u00f3tese de que o rep\u00fadio do feminino seria mesmo um \u201cfato biol\u00f3gico\u201d (Freud,\u00a01937\/2010, p. 254) incontorn\u00e1vel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Que seja poss\u00edvel argumentar que Freud estava referindo sua discuss\u00e3o ao contexto da fantasia, isso n\u00e3o elimina, evidentemente, a necessidade de p\u00f4r sob o vi\u00e9s da cr\u00edtica suas teses sobre a sexualidade feminina e de pensar o modo pelo qual tal cr\u00edtica poderia n\u00e3o ter por consequ\u00eancia, como costumamos dizer, jogar fora o beb\u00ea junto com a \u00e1gua do banho. Essa reflex\u00e3o foi, de fato, realizada a partir de diversas frentes.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Melanie Klein, em sua teoriza\u00e7\u00e3o sobre a polaridade objeto bom\/objeto mau, remete o falo \u00e0 originalidade do seio materno (Klein,\u00a01952\/1984) e a constru\u00e7\u00e3o da masculinidade a uma feminilidade anterior (Klein,\u00a01928\/1996), reconhecendo a identifica\u00e7\u00e3o da vagina pela crian\u00e7a. \u00c9 com a centralidade da refer\u00eancia ao seio materno e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o, por parte da crian\u00e7a, da pot\u00eancia da m\u00e3e, que Klein conceitualiza tanto a posi\u00e7\u00e3o\u00a0esquizoparanoide\u00a0quanto a posi\u00e7\u00e3o depressiva, o que lhe permite repensar o complexo de \u00c9dipo, situando seu in\u00edcio em uma idade bem anterior \u00e0quela estipulada por Freud (neste caso: entre os 3 e os 5 anos). Em dire\u00e7\u00e3o semelhante \u2013 a de reconhecer a mobiliza\u00e7\u00e3o precoce do complexo de \u00c9dipo \u2013, Ernest Jones (1935) vincula o desejo da menina por um p\u00eanis \u00e0s fantasias, pr\u00f3prias do per\u00edodo oral, de atribuir ao interior do corpo da m\u00e3e uma s\u00e9rie de objetos desejados (seio, fezes, p\u00eanis, beb\u00ea), questionando a exist\u00eancia de uma fase f\u00e1lica no sentido de, contrariamente a Freud, destitu\u00ed-la como fase do desenvolvimento libidinal e reivindic\u00e1-la como posi\u00e7\u00e3o ps\u00edquica mais geral.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Karen\u00a0Horney\u00a0(1939\/1966) e Alfred Adler (1923) sublinharam o papel dos privil\u00e9gios sociais na valoriza\u00e7\u00e3o do p\u00eanis, que supunham ent\u00e3o subjazer \u00e0 inveja atribu\u00edda \u00e0s mulheres, argumento que repercutir\u00e1 de modo decisivo n\u2019<i>O segundo sexo<\/i>, de Simone de Beauvoir, notadamente a caracteriza\u00e7\u00e3o\u00a0adleriana\u00a0da inferioridade da mulher como fal\u00e1cia e preconceito de nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Enquanto Adler afastou-se decisivamente do pensamento psicanal\u00edtico, construindo a chamada psicologia individual e substituindo o papel heur\u00edstico da sexualidade pela no\u00e7\u00e3o de sentimento de inferioridade,\u00a0Horney, que foi uma das primeiras psicanalistas a chamar a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a feminilidade vinha sendo majoritariamente descrita e estudada por homens, foi sobretudo vista como uma autora que teria sustentado um culturalismo demasiado. Com rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo ponto, s\u00e3o fundamentais as cr\u00edticas de Adorno (1952\/2015) e Marcuse (1955\/2015), que identificam n\u00e3o apenas em\u00a0Horney, mas, de uma forma mais geral,\u00a0no\u00a0conjunto dos autores que denominam\u00a0\u201crevisionistas\u201d1, eixos conformistas e moralistas que teriam destitu\u00eddo o pensamento freudiano de seu potencial cr\u00edtico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Joan\u00a0Rivi\u00e8re, uma autora inglesa, da escola\u00a0kleiniana, introduz a concep\u00e7\u00e3o de feminilidade como mascarada (<i>masquerade<\/i>) (Rivi\u00e8re,\u00a01929\/2005), uma ideia que ser\u00e1, na sua capacidade de propor um pensamento n\u00e3o\u00a0essencializante\u00a0para a sexualidade, amplamente retomada por Jacques Lacan e por Judith Butler. Com ela,\u00a0Rivi\u00e8re\u00a0constr\u00f3i a hip\u00f3tese de que mulheres que se identificam com caracter\u00edsticas consideradas masculinas podem adotar uma esp\u00e9cie de disfarce ou m\u00e1scara de feminilidade (o que Lacan chamou de \u201csemblante\u201d) para desviar tanto o que sup\u00f5em serem impulsos vingativos por parte dos homens quanto a ang\u00fastia atrelada a tal suposi\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">\u00c9 tamb\u00e9m em territ\u00f3rio brit\u00e2nico que surge um livro que imprime uma altera\u00e7\u00e3o na perspectiva do debate:\u00a0<i>Psican\u00e1lise e feminismo<\/i>, publicado por Juliet\u00a0Mitchell em 1974. Apesar dessa discuss\u00e3o\u00a0ter nascido, de uma maneira relevante e no sentido das quest\u00f5es que suscita, juntamente com a pr\u00f3pria psican\u00e1lise, a rea\u00e7\u00e3o das pensadoras feministas foi durante algum tempo exclusivamente negativa face ao saber inaugurado por Freud. \u00c9, ent\u00e3o, em um sentido contr\u00e1rio a este que se encaminha o livro de Mitchell, pois ele corresponde a uma primeira defesa direta do interesse da psican\u00e1lise para o pr\u00f3prio feminismo (Brennan, 1998). Mitchell denuncia aqui o historicismo da leitura de Freud realizada por autoras tais como Simone de Beauvoir, Betty\u00a0Friedan, Eva\u00a0Figes,\u00a0Germaine\u00a0Greer, Susan Firestone e Kate\u00a0Millet\u00a0e insiste:\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">1- na hip\u00f3tese de que aquilo que as autoras feministas costumam rejeitar em Freud n\u00e3o s\u00e3o suas ideias sobre a feminilidade, mas as pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es fundamentais de sexualidade e de inconsciente (p. 370);\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">2- na import\u00e2ncia de n\u00e3o confundirmos realidade social com realidade ps\u00edquica (p. 374).\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Em outro lugar \u2013 num artigo chamado\u00a0<i>Sobre Freud e a distin\u00e7\u00e3o entre os sexos<\/i>\u00a0\u2013 Mitchell\u00a0(1974\/1988)\u00a0traz ainda, e numa clara tens\u00e3o com os argumentos de seu livro, a defesa de que o valor das teses de Freud sobre a feminilidade residiria sobretudo na sua qualidade de diagn\u00f3stico de \u00e9poca, de constata\u00e7\u00e3o de um certo estado de coisas. Esse argumento ser\u00e1 retomado, de modo relevante para a discuss\u00e3o, por\u00a0Gayle\u00a0Rubin (1975\/1993), que desenvolve ent\u00e3o um paralelo entre ela e uma an\u00e1lise do pensamento de L\u00e9vi-Strauss.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">O pensamento de\u00a0Juliet\u00a0Mitchell j\u00e1 \u00e9 marcado por uma forte inspira\u00e7\u00e3o lacaniana na qual ela encontra as vias pelas quais se referir a uma opacidade pr\u00f3pria ao inconsciente. Esse \u00e9, com efeito, um dos elementos mais importantes da argumenta\u00e7\u00e3o de Lacan. Ele resulta, no final de seu ensino, no aforismo \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d (Lacan,\u00a01973\/2003, p. 454). Ao formular esse dizer, Lacan quer se referir \u00e0 incid\u00eancia da fantasia sobre o desejo, \u00e0 incomensurabilidade dos gozos feminino e masculino (Lacan,\u00a0[1972-73]1975\/2008) e ao modo pelo qual isso retira de cena qualquer perspectiva de complementaridade entre os sexos (Rose, 1982\/2020). Para o psicanalista franc\u00eas, essa n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o organiza-se em torno do falo como significante do desejo; o falo indica, diz o autor,\u00a0aquilo que \u201cme separa de meu desejo, e que faz com que meu desejo seja sempre marcado pela altera\u00e7\u00e3o que ele sofre em decorr\u00eancia da entrada no significante.\u201d\u00a0(Lacan,\u00a0[1957-58]1998, p. 284)\u202fVemos por a\u00ed a import\u00e2ncia que adquire, para Lacan, a necessidade de n\u00e3o tomar o falo como p\u00eanis, isto \u00e9, de n\u00e3o referir o modo de desejar ao dado anat\u00f4mico. O falo, nenhum ser humano o possui, seja ele de que sexo for. Embora alguns textos de Lacan tragam afirma\u00e7\u00f5es e argumentos no sentido contr\u00e1rio (Lacan,\u00a01960a\/1998, p. 738; 1960b\/1998, p. 836, 837 e 840; 1958\/1998, p. 699)\u00a0\u2013 como se se tratasse, em seu pr\u00f3prio pensamento,\u00a0de uma oscila\u00e7\u00e3o n\u00e3o plenamente resolvida \u2013, esse \u00e9 certamente o racioc\u00ednio que prevalece. Nele, uma dificuldade nuclear e resistente \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que pode ser elaborada da seguinte forma: \u201cO falo n\u00e3o \u00e9 o p\u00eanis. Mas, exatamente, quanto menos o falo \u00e9 o p\u00eanis mais dif\u00edcil se torna sustentar que se trate, a\u00ed, de falo.\u201d (Silveira, 2017, p. 8; ver tamb\u00e9m\u00a0Gallop, 1988\/2001) \u00c9, de qualquer modo, por refer\u00eancia ao falo que Lacan elabora tanto a\u00a0estruturaliza\u00e7\u00e3o\u00a0do complexo de \u00c9dipo (Lacan,\u00a01959\/1998, p. 563) \u2013 ent\u00e3o organizado a partir de fun\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o de indiv\u00edduos \u2013 quanto a biparti\u00e7\u00e3o das \u201cf\u00f3rmulas da\u00a0sexua\u00e7\u00e3o\u201d nas quais\u00a0o lado Homem corresponde ao gozo f\u00e1lico e o lado Mulher ao gozo Outro (Lacan,\u00a0[1972-73]1975\/2008). Em torno dessa ideia de que n\u00e3o haveria um significante equivalente ao falo no campo do feminino e que pudesse articular as mulheres em conjunto, Lacan construir\u00e1 um de seus mais conhecidos aforismos: \u201c\u023a\u00a0mulher n\u00e3o existe\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Em di\u00e1logo com a obra de Lacan, por\u00e9m reivindicando a possibilidade e necessidade dessa simboliza\u00e7\u00e3o por ele recusada,\u00a0Luce\u00a0Irigaray\u00a0(1977\/2017) discorre sobre a met\u00e1fora dos l\u00e1bios vaginais, a ser articulada pelo toque, e n\u00e3o mais pelo olhar. Para\u00a0Irigaray, a simboliza\u00e7\u00e3o feminina seria capaz de instituir uma l\u00f3gica n\u00e3o mais\u00a0faloc\u00eantrica, acenando assim para o papel da linguagem e da escrita na reflex\u00e3o feminista, algo elaborado tamb\u00e9m por\u00a0Julia Kristeva (1974\/1986)\u00a0e\u00a0H\u00e9l\u00e8ne\u00a0Cixous\u00a0(1975\/1976).\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Tamb\u00e9m sob um vi\u00e9s cr\u00edtico, por\u00e9m em outra dire\u00e7\u00e3o, Judith Butler (1990\/2003), ao propor o questionamento sobre a exist\u00eancia de um sujeito feminino que seria subjacente \u00e0 reflex\u00e3o sobre g\u00eanero, denuncia fundamentalmente a reprodu\u00e7\u00e3o, por parte da psican\u00e1lise, da heterossexualidade normativa tanto pela presen\u00e7a desse tra\u00e7o na pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de simb\u00f3lico \u2013 fundamental no pensamento lacaniano \u2013 quanto pela compreens\u00e3o de tipo melanc\u00f3lica, encontrada em Freud, dos processos de aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da masculinidade e da feminilidade (ver tamb\u00e9m Butler, 1997\/2017).\u00a0Em\u00a0<i>Problemas de g\u00eanero<\/i>, Butler, ao defender que o tabu da homossexualidade antecede, no pensamento freudiano, o tabu do incesto, pretende denunciar, em torno disso, o \u201cfalso\u00a0fundacionismo\u201d (Butler, 1990\/2003,\u00a0p. 117) depositado por ele na ideia de predisposi\u00e7\u00e3o, como se Freud transpusesse para o territ\u00f3rio do constitucional aquilo que \u00e9 constru\u00eddo e transmitido pela cultura; \u201c(&#8230;) as predisposi\u00e7\u00f5es\u201d, escreve Butler, \u201cn\u00e3o s\u00e3o fatos sexuais prim\u00e1rios do psiquismo, mas efeitos produzidos por uma lei imposta pela cultura e pelos atos c\u00famplices e\u00a0<i>transvalorizadores<\/i>\u00a0do ideal do eu.\u201d (Butler, 1990\/2003,\u00a0p. 117) A fil\u00f3sofa se pergunta, ent\u00e3o:\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">1- por que aquilo que \u00e9 remetido por Freud \u00e0 predisposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser entendido como resultado da s\u00e9rie de internaliza\u00e7\u00f5es e\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">2- o que seriam essas predisposi\u00e7\u00f5es masculina e feminina origin\u00e1rias (Butler, 1990\/2003,\u00a0p. 111) diante de cuja hip\u00f3tese Freud incorre em tantos impasses.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">L\u00e9lia Gonzalez (1984), por sua vez, vale-se do pensamento lacaniano para situar o desejo pelo negro \u2013 em especial pela mulher negra, nas figuras da mulata, da dom\u00e9stica e da m\u00e3e preta \u2013 como alvo de uma denega\u00e7\u00e3o por parte da cultura brasileira, diante da qual seria poss\u00edvel identificar, na dimens\u00e3o da l\u00edngua, uma resist\u00eancia sob a forma do \u201cpretugu\u00eas\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Mais recentemente,\u00a0Drucilla\u00a0Cornell (1995\/2018) apropria-se criticamente do pensamento de Lacan para propor o \u201cfeminismo \u00e9tico\u201d, um feminismo que, de acordo com a autora, privilegie a diversidade, colocando no horizonte \u201cuma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o\u00a0violenta com o Outro\u201d (Cornell, 2018,\u00a0p. 127). Cornell prop\u00f5e que esse feminismo\u00a0reflita sobre a \u201cintera\u00e7\u00e3o entre fantasias da Mulher e a opress\u00e3o material das mulheres\u201d (Idem,\u00a0p. 119),\u00a0levando\u00a0em conta a preserva\u00e7\u00e3o destas em lugar heterog\u00eaneo relativamente \u00e0 hierarquia de g\u00eaneros,\u00a0e que\u00a0ele\u00a0n\u00e3o separe o problema de tal hierarquia das quest\u00f5es de \u201cra\u00e7a, classe, nacionalidade e heterossexualidade sancionada\u201d (Idem,\u00a0p. 118).\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Na tend\u00eancia da escola das rela\u00e7\u00f5es de objeto, filiada sobretudo a Melanie Klein e Donald Winnicott, \u00e9 importante destacar duas autoras: Nancy\u00a0Chodorow\u00a0e Jessica Benjamin. Para\u00a0Chodorow, a psican\u00e1lise \u00e9 capaz de revelar o modo pelo qual a divis\u00e3o do trabalho na fam\u00edlia contribui para a desigualdade entre os sexos (Chodorow,\u00a01978\/2002, p. 52) produzindo significa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de g\u00eanero, processo que retroage sobre a pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, gerando um ciclo de reprodu\u00e7\u00e3o da estrutura do cuidado com os filhos, na qual mulheres\u00a0maternam\u00a0enquanto homens se ocupam em\u00a0participar da esfera p\u00fablica\u00a0(Chodorow, 1978\/2002,\u00a0p. 60). Jessica Benjamin enfrenta o problema da domina\u00e7\u00e3o\/submiss\u00e3o, sustentando, ao contr\u00e1rio do que foi alegado por Freud,\u00a0que\u00a0ele n\u00e3o se inscreve na natureza humana, mas resulta de certos modos pelos quais s\u00e3o desenvolvidos os la\u00e7os amorosos, modos que respondem de maneiras espec\u00edficas \u00e0 agressividade e \u00e0s exig\u00eancias civilizat\u00f3rias (Benjamin,\u00a01988, p. 5). Segundo Benjamin, a psican\u00e1lise permite compreender como o desenvolvimento de uma estrutura ps\u00edquica alicer\u00e7ada na distin\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto perpetua, em nossa sociedade, a sobreposi\u00e7\u00e3o do par domina\u00e7\u00e3o\/submiss\u00e3o ao par masculino\/feminino (Benjamin,\u00a01988, p. 7).\u00a0A autora parte de uma distin\u00e7\u00e3o entre o que seriam as dimens\u00f5es intraps\u00edquica (que ela atribui a Freud) e intersubjetiva (que ela encontra na teoria das rela\u00e7\u00f5es de objeto) da experi\u00eancia humana \u2013 especialmente das rela\u00e7\u00f5es entre adultos e beb\u00eas \u2013 para construir uma teoria espec\u00edfica do reconhecimento.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">Todos esses percursos, temas e problemas indicam a riqueza do debate que se instala no di\u00e1logo e na tens\u00e3o entre feminismo e psican\u00e1lise e, simultaneamente, assinalam sua import\u00e2ncia para um pensamento sobre a contemporaneidade que leve em conta o sujeito e sua divis\u00e3o. Al\u00e9m de nos advertir para a presen\u00e7a da vida pulsional em nossas experi\u00eancias pol\u00edticas, a psican\u00e1lise nos permite identificar elementos centrais das fantasias que a cultura patriarcal construiu em torno da mulher. Por\u00e9m, ao mesmo tempo em que faz isso, ela reproduz algumas das diretrizes mobilizadas na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o dessas fantasias. Pode o conceito freudiano de inconsciente ser preservado sem tal consequ\u00eancia?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\" data-ccp-props=\"{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\"><b>Bibliografia citada<\/b>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">ADLER, Alfred. (1923) \u201cSex\u201d. Em:\u00a0<i>Understanding<\/i><i>\u00a0<\/i><i>human<\/i><i>\u00a0<\/i><i>nature<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Walter Wolfe) Londres: George Allen, 1954. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/in.ernet.dli.2015.126777\/page\/n1\">https:\/\/archive.org\/details\/in.ernet.dli.2015.126777\/page\/n1<\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">ADORNO, Theodor. (1952) \u201cA psican\u00e1lise revisada\u201d. Em:\u00a0<i>Ensaios sobre psicologia e psican\u00e1lise<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de\u00a0Verlaine\u00a0Freitas) S\u00e3o Paulo: Unesp, 2015.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BENJAMIN, Jessica.\u00a0<i>The\u00a0<\/i><i>bonds<\/i><i>\u00a0<\/i><i>of<\/i><i>\u00a0<\/i><i>love<\/i>. Nova York:\u00a0Patheon\u00a0Books, 1988.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BLEICHMAR,\u00a0Emilce\u00a0dio. (1985)\u00a0<i>O feminismo espont\u00e2neo da histeria: Estudo dos transtornos narcisistas da personalidade<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Francisco Vidal). Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas Sul, 1988.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BUTLER, Judith. (1990)\u00a0<i>Problemas de g\u00eanero: Feminismo e subvers\u00e3o da identidade<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Renato Aguiar). Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2003.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BUTLER, Judith. \u201cResposta a Adam Phillips\u201d; \u201cCome\u00e7os ps\u00edquicos\u201d. Em:\u00a0<i>A vida ps\u00edquica do poder: Teorias da sujei\u00e7\u00e3o<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Rog\u00e9rio\u00a0Bettoni). Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2017.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">CHODOROW, Nancy. (1978)\u00a0<i>Psican\u00e1lise da maternidade: Uma cr\u00edtica a Freud a partir da mulher<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de\u00a0Nathanael\u00a0C. Caixeiro). Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, 2002.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">CIXOUS, H\u00e9l\u00e8ne. (1975) \u201cThe Laugh of the Medusa\u201d.\u00a0(Tradu\u00e7\u00e3o de Keith Cohen e Paula Cohen). Em:\u00a0<i>Signs<\/i>, Vol. 1, No. 4. Chicago: The\u00a0University\u00a0of\u00a0Chicago Press, 1976. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/66416\/mod_resource\/content\/1\/cixous-the-laugh-of-the-medusa.pdf\">https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/66416\/mod_resource\/content\/1\/cixous-the-laugh-of-the-medusa.pdf<\/a>\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">CORNELL,\u00a0Drucilla. (1995) \u201cO que \u00e9 feminismo \u00e9tico?\u201d Em: BENHABIB,\u00a0Seyla\u00a0(et\u00a0aliae).\u00a0<i>Debates feministas: Um interc\u00e2mbio filos\u00f3fico<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Fernanda Ver\u00edssimo) S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, 2018.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BRENNAN, Teresa. \u201cPsychoanalytic feminism\u201d.\u00a0Em: JAGGAR, Alison M. e YOUNG, Iris M.\u00a0<i>A companion to feminist philosophy<\/i>. Blackwell, 1998.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BREUER, Joseph e FREUD, Sigmund. \u201cEstudos sobre histeria\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i><b>.<\/b>\u00a0Volume 2. (Tradu\u00e7\u00e3o de Laura Barreto). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1905). \u201cTr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i><b>.<\/b>\u00a0Volume 6. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1908) \u201cA moral sexual \u2018cultural\u2019 e o nervosismo moderno\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i>. Volume 8. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza) S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1923). \u201cA organiza\u00e7\u00e3o genital infantil\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i><b>.<\/b>\u00a0Volume 16. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1924). \u201cA dissolu\u00e7\u00e3o do complexo de \u00c9dipo\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i><b>.<\/b>\u00a0Volume 16. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1925). \u201cAlgumas consequ\u00eancias ps\u00edquicas da diferen\u00e7a anat\u00f4mica entre os sexos\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i><b>.<\/b>\u00a0Volume 16. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1930) \u201cO mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i>. Volume 18. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza) S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1931) \u201cSobre a sexualidade feminina\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i>. Volume 18. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza) S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1933) \u201cA feminilidade\u201d. Em:\u00a0<i>Obras completas<\/i>. Volume 18. (Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar de Souza) S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FREUD, Sigmund. (1937) \u201cAn\u00e1lisis\u00a0terminable\u00a0e\u00a0interminable\u201d. Em:\u00a0<i>Obras Completas.<\/i><b>\u00a0<\/b>Volume XXIII. (Trad. J. L. Etcheverry) Buenos Aires:\u00a0Amorrortu, 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">GALLOP, Jane.\u00a0(1988) \u201cAl\u00e9m do falo\u201d. Em:\u00a0<i>Cadernos\u00a0<\/i><i>Pagu<\/i>. n.16, pp. 267-287, 2001<b>.\u00a0<\/b>Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/cpa\/n16\/n16a12.pdf\">http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/cpa\/n16\/n16a12.pdf<\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">GONZALEZ, L\u00e9lia. \u201cRacismo e sexismo na cultura brasileira\u201d. Em:\u00a0<i>Revista Ci\u00eancias Sociais Hoje<\/i>.\u00a0Anpocs, 1984.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">HORNEY, Karen. (1939)\u00a0<i>Novos rumos na psican\u00e1lise<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Severo de Camargo Pereira) Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira: 1966.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">IRIGARAY,\u00a0Luce. (1977) \u201cEste sexo que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um sexo: Sexualidade e status social da mulher\u201d. (Tradu\u00e7\u00e3o de Cec\u00edlia Prada) S\u00e3o Paulo: Senac, 2017.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">JONES, Ernest. (1935). &#8220;Early\u00a0female\u00a0sexuality&#8221;.\u00a0Em\u202f:\u00a0<i>The International Journal of\u00a0<\/i><i>Psychoanalysis<\/i>, 16, 263-273.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">KLEIN, Melanie. (1928) \u201cEst\u00e1gios iniciais do conflito edipiano\u201d. Em:\u00a0<i>Amor, culpa e repara\u00e7\u00e3o e outros trabalhos (1921-1945)<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Cardoso) Rio de Janeiro: Imago, 1996.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">KLEIN, Melanie. (1952) &#8220;Some theoretical conclusions regarding the emotional life of the infant&#8221;. Em\u202f:\u00a0<i>The writings of Melanie Klein, Volume III\u202f: Envy and gratitude and other works<\/i>.\u00a0Nova York\u202f: The\u00a0Free\u00a0Press, 1984.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">KRISTEVA, Julia. (1974) &#8220;Revolution in\u00a0poetic\u00a0langage&#8221; (Tradu\u00e7\u00e3o de Margaret\u00a0Waller). Em\u202f: MOI,\u00a0Toril\u00a0(Ed.)\u00a0<i>The Kristeva\u00a0<\/i><i>reader<\/i>. Nova York\u202f: Columbia\u00a0University\u00a0Press, 1986.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques (1958) \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d. Em:\u00a0<i>Escritos<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro). Rio de Janeiro: Zahar, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques (1959) \u201cDe uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose\u201d. Em:\u00a0<i>Escritos<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro). Rio de Janeiro: Zahar, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques (1960a) \u201cDiretrizes para um congresso sobre a sexualidade feminina\u201d. In:\u00a0Escritos. Trad. V. Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques.\u00a0(1960b) \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d.\u00a0Em:\u00a0<i>Escritos<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques. ([1957-58]1998)\u00a0<i>O semin\u00e1rio, livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/i>.\u00a0Rio de Janeiro\u202f: Zahar, 1999.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques. (1973) &#8220;O\u00a0aturdito&#8221;. Em\u202f:\u00a0<i>Outros escritos<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro) Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">LACAN, Jacques.\u00a0([1972-73]1975)\u202f<i>Semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda.<\/i>\u202f(Tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno). Rio de Janeiro: Zahar, 2008.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">MARCUSE, Herbert. (1955) \u201cEp\u00edlogo\u201d. Em:\u00a0<i>Eros e civiliza\u00e7\u00e3o\u202f: Uma interpreta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica do pensamento de Freud<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Cabral) Rio de Janeiro: LTC, 2015.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">MITCHELL, Juliet. (1974)\u00a0<i>Psican\u00e1lise e feminismo<\/i>. (Trad. Ricardo Britto Rocha) Belo Horizonte:\u00a0Interlivros, 1979.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">MITCHELL, Juliet. (1974)\u00a0\u201cSobre Freud e a distin\u00e7\u00e3o entre os sexos\u201d.\u00a0Em:\u00a0<i>Psican<\/i><i>\u00e1lise da\u00a0<\/i><i>sexualidade feminina<\/i>. (Trad.: L. O. C. Lemos). Rio de\u00a0Janeiro: Campus, 1988.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">ROSE, Jacqueline. (1982) &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o II a\u00a0<i>Feminine<\/i><i>\u00a0<\/i><i>sexuality<\/i>&#8220;. (Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Cunha e L\u00e9a Silveira). Em: PARENTE, Alessandra Martins e SILVEIRA, L\u00e9a.\u00a0<i>Freud e o patriarcado<\/i>. S\u00e3o Paulo:\u00a0Hedra\/Fapesp, 2020.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">RIVIERE, Joan. (1929) \u201cA feminilidade como m\u00e1scara\u201d. (Tradu\u00e7\u00e3o de Ana Cec\u00edlia Carvalho e Esther Carvalho). Em:\u00a0<i>Psyche<\/i>\u00a0(Sao\u00a0Paulo) [online]. 2005, vol.9, n.16, pp. 13-24 . Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-11382005000200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">RUBIN,\u00a0Gayle. (1975).\u00a0<i>O tr\u00e1fico de mulheres: Notas sobre a \u201ceconomia pol\u00edtica\u201d do sexo<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Cristine Rufino\u00a0Dabat, Edileusa Oliveira da Rocha e Sonia Corr\u00eaa) Recife: SOS corpo, 1993. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/1919\">https:\/\/repositorio.ufsc.br\/handle\/123456789\/1919<\/a>)\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">SILVEIRA, L\u00e9a. \u201cAssim \u00e9 a mulher por tr\u00e1s de seu v\u00e9u? Questionamento sobre o lugar do significante falo na fala de mulheres leitoras dos Escritos\u201d. Em:\u00a0<i>Lacuna: Uma revista de psican\u00e1lise<\/i>, v. 3, 2017. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/revistalacuna.com\/2017\/04\/28\/n3-08\/#_ftnref14\">https:\/\/revistalacuna.com\/2017\/04\/28\/n3-08\/#_ftnref14<\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\" data-ccp-props=\"{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\"><b>Fonte,\u00a0<\/b><b>literatura secund\u00e1ria e outros materiais<\/b>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">AMBRA, Pedro. \u201cUm panorama hist\u00f3rico\u201d. Em:\u00a0<i>Revista Cult. Feminismos e femininos \u2013 Velhas disc\u00f3rdias, novas aproxima\u00e7\u00f5es.<\/i>\u00a0S\u00e3o Paulo, 10 set. 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">AR\u00c1N, M\u00e1rcia. (2009) \u2018A psican\u00e1lise e o dispositivo diferen\u00e7a sexual\u201d. Em:\u00a0<i>Revista Estudos Feministas.<\/i>\u00a0Florian\u00f3polis, v. 17, n. 3, pp. 653-673.\u00a0 Dispon\u00edvel em: &lt;www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-026X2009000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Consultado em: 17\/07\/2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BEAUVOIR, Simone de. (1949a)\u00a0<i>O segundo sexo: Fatos e mitos, volume 1<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Milliet). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BENJAMIN, Jessica. \u201cO fim da internaliza\u00e7\u00e3o: Psicologia social de Adorno\u201d. (Tradu\u00e7\u00e3o de\u00a0Ba\u0301rbara\u00a0Santos e\u00a0Inara\u00a0Luisa Marin) Em:\u00a0<i>Disson\u00e2ncia<\/i>. n. 01. Campinas, 2017, p. 155-198.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BIRMAN, Joel. \u201cGenealogia do feminino e da paternidade em psican\u00e1lise\u201d. Em: Natureza humana, S\u00e3o Paulo ,\u00a0 v. 8, n. 1, 2006. pp. 163-180.\u00a0 Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-24302006000100005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Consultado em: 17\/07\/2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BIRMAN, Joel.\u00a0<i>Gram\u00e1ticas do erotismo: A feminilidade e as suas formas de subjetiva\u00e7\u00e3o em psican\u00e1lise<\/i>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2001.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">BRENNAN, Teresa. (1989) (org.)\u00a0<i>Para al\u00e9m do falo: Uma cr\u00edtica a Lacan do ponto de vista da mulher<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Alice Xavier) Rio de Janeiro: Record; Rosa dos Tempos, 1997.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">DAVID-M\u00c9NARD, Monique.\u00a0<i>As constru\u00e7\u00f5es do universal: Psican\u00e1lise, filosofia<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Celso Pereira de Almeida). Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">FRASER, Nancy (2013) \u201cContra o \u2018simbolicismo\u2019: Usos e abusos do \u2018lacanismo\u2019 para pol\u00edticas\u202ffeministas\u201d. (Tradu\u00e7\u00e3o de Pedro\u00a0Ambra) Em:\u00a0<i>Lacuna: Uma revista de psican\u00e1lise<\/i>\u202f. S\u00e3o Paulo, n. -4, p. 9, 2017.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">KEHL, Maria Rita.\u00a0<i>Deslocamentos do feminino: A mulher freudiana na passagem para a modernidade<\/i>. Rio de Janeiro: Imago, 1998.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">KRISTEVA, Julia. (1979) \u201cLe\u00a0temps\u00a0des\u00a0femmes\u201d.\u00a0Em:\u00a0<i>Revue 34\/44<\/i>. Univ. Paris VII (5), 1979, pp. 5-19.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">SOLER, Colette.\u00a0(2005).\u00a0<i>O que Lacan dizia das mulheres<\/i>. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">COPJEC, Joan.\u00a0(1994)\u00a0<i>Read my desire \u2013 Lacan against the historicists<\/i>.\u00a0London; New York: Verso, 2015.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">COSSI, Rafael\u00a0Kalaf.\u00a0<i>Lacan e o feminismo: A diferen\u00e7a dos sexos<\/i>. S\u00e3o Paulo:\u00a0Annablume, 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">MARIN,\u00a0Inara. \u201cD\u00e9ficit psicanal\u00edtico na teoria cr\u00edtica feminista\u201d. Em:\u00a0<i>Disson\u00e2ncias<\/i>, v. 2, 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">McCLINTOCK, Anne. (1995)\u00a0<i>Couro imperial: Ra\u00e7a, g\u00eanero e sexualidade no embate colonial<\/i>. (Tradu\u00e7\u00e3o de Pl\u00ednio\u00a0Dentzien) Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">MOREIRA, Ma\u00edra Marcondes.\u00a0<i>O feminismo \u00e9 feminino? A inexist\u00eancia da Mulher e a subvers\u00e3o da identidade<\/i>. S\u00e3o Paulo:\u00a0Annablume, 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">PARENTE, Alessandra Martins. \u201cFreud como gr\u00e3o-burgu\u00eas e o patriarcado na psican\u00e1lise\u201d. Em: Peixe el\u00e9trico. N. 9, 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">PARENTE, Alessandra Martins e SILVEIRA, L\u00e9a.\u00a0<i>Freud e o patriarcado<\/i>. S\u00e3o Paulo:\u00a0Hedra\/Fapesp, 2020.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">PORCHAT, Patr\u00edcia.\u00a0<i>Psican\u00e1lise e Transexualismo: Desconstruindo g\u00eaneros e patologias com Judith Butler<\/i>. Curitiba: Juru\u00e1 Editora, 2014.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica\">SEGATO, Rita.\u00a0<i>O \u00c9dipo Brasileiro: a dupla nega\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e ra\u00e7a<\/i>. Bras\u00edlia: S\u00e9rie Antropologia UnB, 2006.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por L\u00e9a Silveira Professora do Departamento de Filosofia da\u00a0Universidade\u00a0Federal de Lavras (UFLA) &#8211;\u00a0Lattes\u00a0 PDF &#8211; Feminismo e psicana\u0301lise A psican\u00e1lise<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"class_list":["post-356","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=356"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":500,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/356\/revisions\/500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}