{"id":874,"date":"2021-04-14T10:06:56","date_gmt":"2021-04-14T13:06:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?page_id=874"},"modified":"2021-04-14T10:25:44","modified_gmt":"2021-04-14T13:25:44","slug":"maria-zambrano","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/maria-zambrano\/","title":{"rendered":"Mar\u00eda Zambrano"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns has-1-columns has-desktop-equal-layout has-tablet-equal-layout has-mobile-equal-layout has-default-gap has-vertical-unset\" id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns-e3d28f22\"><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns-overlay\"><\/div><div class=\"innerblocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-column\" id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-column-c2164607\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(1904-1991)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">por <strong>Nara Lucia de Melo Lemos Rela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Economista, doutora em Filosofia pela Pontificia Univerisit\u00e0 Gregoriana (UNIGRE-It\u00e1lia), mestre em Filosofia pela Faculdade Jesu\u00edta de Filosofia e Teologia (FAJE-Brasil) &#8211; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1058682201602548\">Lattes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-882\" style=\"width: NaNpx\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/Mari\u0301a-Zambrano-1.pdf\" alt=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-888\" style=\"width: NaNpx\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/Mari\u0301a-Zambrano-2.pdf\" alt=\"\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/Mari\u0301a-Zambrano-2.pdf\">PDF &#8211; Mar\u00eda Zambrano<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-880\" style=\"width: NaNpx\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/Mari\u0301a-Zambrano.pdf\" alt=\"\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-878\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-3.png 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-3-24x24.png 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-3-48x48.png 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-3-96x96.png 96w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"230\" height=\"79\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2021\/04\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-877\" \/><figcaption>Foto: Funda\u00e7\u00e3o Mar\u00eda Zambano<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00eda Zambrano Alarc\u00f3n, primeira mulher a receber o pr\u00eamio \u201cMiguel de Cervantes\u201d, nasceu em V\u00e9lez-M\u00e1laga, Espanha, em 22 de abril de 1904. Era filha de Blas Zambrano (1874-1939) e Araceli Alarc\u00f3n (1878-1945), ambos professores da Escola Graduada de Velez-M\u00e1laga, onde o pai tamb\u00e9m era diretor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1909 mudou-se para Seg\u00f3via, quando seus pais assumiram novos postos. Publicou seu primeiro texto em 1918 em uma revista editada pelos antigos alunos do Instituto San Izidro de Madri, no qual fazia reflex\u00f5es sobre a guerra que assolava a Europa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No per\u00edodo de 1924-1927 frequentou a universidade, tendo aulas com Jos\u00e9 Ortega y Gasset, Xavier Zubiri e Manuel Garcia Morente, dentre outros. Sua casa foi ponto de encontro de diversos intelectuais, tais como Pablo Neruda, Jos\u00e9 Bergam\u00edn, S\u00e1nchez Barbudo, Serrano Plaja, Maruja Mallo, Ram\u00f3n Gaya, Ricardo Gull\u00f3n, Rosa Chacel, e Luis Rosales.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1928 iniciou seu doutorado e participou ativamente dos movimentos da Federaci\u00f3n Universitaria Espa\u00f1ola (FUE), inclusive publicando diversos artigos na se\u00e7\u00e3o \u201cAire Libre\u201d do peri\u00f3dico madrilenho <em>El Liberal<\/em> e alguns outros no peri\u00f3dico <em>La Libertad.<\/em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu primeiro livro <em>Horizonte del Liberalismo (Nuevo Liberalismo)<\/em> foi publicado em 1930. Neste mesmo ano assumiu o posto de professora auxiliar da c\u00e1tedra de metaf\u00edsica da Universidade Central de Madrid, onde permaneceu at\u00e9 1936, quando trabalhou na sua tese de doutorado \u201cLa Salvaci\u00f3n del Individuo em Spinoza\u201d sob a orienta\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Ortega y Gasset, um trabalho que nunca foi conclu\u00eddo. Seu orientador exerceu profunda influ\u00eancia no seu pensamento, considerado por ela como aquele que mais profundamente expressava a filosofia espanhola e era capaz de atingir a ess\u00eancia da alma do povo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta \u00e9poca, come\u00e7ou a escrever no jornal <em>El Liberal<\/em> uma coluna intitulada \u201cMujeres\u201d; s\u00e3o artigos breves, diretos e simples. \u201cAtrav\u00e9s deles podemos seguir sua evolu\u00e7\u00e3o que a transforma de uma senhorita burguesa dedicada, como ela mesma dizia, a \u2018bordar borboletas\u2019, em uma jovem intelectual plenamente inserida no contexto social e pol\u00edtico\u201d (Mu\u00f1oz 2006, p. 42). Foi atrav\u00e9s do <em>feedback<\/em> que recebia da coluna do jornal que p\u00f4de perceber a situa\u00e7\u00e3o das mulheres oper\u00e1rias e camponesas, bem como a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e escravid\u00e3o em que viviam os setores menos favorecidos da sociedade. Foi tamb\u00e9m um per\u00edodo de grande intera\u00e7\u00e3o intelectual com os escritores e intelectuais de sua gera\u00e7\u00e3o, assim como um per\u00edodo prof\u00edcuo de colabora\u00e7\u00e3o com as revistas <em>Cruz y Raya<\/em> e <em>Revista del Occidente<\/em>, dirigida por seu mestre Ortega y Gasset. Nesta \u00faltima, em 1934, publicou seu ensaio \u201cHacia um saber sobre el alma\u201d, que foi motivo de seu rompimento com Ortega, o qual a acusou de extrapolar o conceito de Raz\u00e3o Vital. O rompimento foi o marco inicial da sua atividade intelectual pr\u00f3pria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Casou-se com seu colega da universidade Alfonso Rodriguez Aldave em setembro de 1936 e mudaram-se para o Chile, pa\u00eds onde o marido havia sido nomeado secret\u00e1rio da embaixada da Espanha. No Chile publicou<em> Los intelectuales en el drama de Espa\u00f1a, Antologia de Frederico Garcia Lorca <\/em>e <em>Romancero de la guerra espa\u00f1ola.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zambrano e seu marido retornaram \u00e0 Espanha em 1937. Alfonso Aldave se incorporou ao ex\u00e9rcito republicano e Mar\u00eda Zambrano atua no <em>Consejo de Propaganda y del Consejo Nacional de la Infancia Evacuada <\/em>e em Valencia integra o grupo fundador da revista <em>Hora de Espa\u00f1a<\/em>.&nbsp; Escreveu anonimamente para a revista <em>Madrid<\/em>, chegando a dirigir a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o. Enquanto seu marido combatia nas trincheiras da guerra, a fil\u00f3sofa travava sua batalha atrav\u00e9s de seus artigos e participa\u00e7\u00e3o ativa na luta de sustenta\u00e7\u00e3o das for\u00e7as republicanas. Tomou parte de in\u00fameros atos p\u00fablicos em Valencia e em Barcelona, para onde se mudou em 1938 e seguiu colaborando com peri\u00f3dicos. Anos mais tarde, lembra: \u201cMinha atividade na guerra, sendo moderada, foi intensa, implac\u00e1vel, como havia sido minha atividade filos\u00f3fica que, sem d\u00favida, estava por tr\u00e1s dela sustentando-me\u201d (Mu\u00f1oz 2006, 62).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 25 de janeiro de 1939 Mar\u00eda Zambrano deixou Barcelona no mesmo dia em que a cidade capitulava. Atravessando a p\u00e9 a fronteira com a Fran\u00e7a iam com ela a m\u00e3e, a irm\u00e3 Araceli e dois primos ainda crian\u00e7as. Come\u00e7ava o ex\u00edlio que perdurou at\u00e9 1984, o qual \u00e9 considerado o per\u00edodo mais original e produtivo de sua vida intelectual, quando seu pensamento se libertou das amarras que a prendiam a seus mestres e tomou rumo pr\u00f3prio. Foi ela mesma que explicou quando voltou \u00e0 Espanha: \u201cN\u00e3o concebo minha vida sem o ex\u00edlio que vivi. O ex\u00edlio foi como minha p\u00e1tria ou como uma dimens\u00e3o de uma p\u00e1tria desconhecida, mas que, uma vez que se conhece, \u00e9 irrenunci\u00e1vel\u201d (Mu\u00f1oz 2006, 68).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s de Octavio Paz, seu amigo e embaixador do M\u00e9xico em Paris, recebeu convite da Casa de Espa\u00f1a, para dar aulas de filosofia. Rumo ao M\u00e9xico, passou por New York e por Havana, onde fez uma confer\u00eancia no <em>Lyceum Club<\/em> sobre Ortega y Gasset. Chegou ao seu destino em mar\u00e7o de 1939 para ser professora de filosofia na Universidad San Nicol\u00e1s de Hidalgo em Morelia. Neste mesmo ano publicou <em>Pensamiento y poesia en la vida espa\u00f1ola<\/em> e <em>Filosof\u00eda e Poesia<\/em>, al\u00e9m do ensaio <em>San Juan de la Cruz: de la \u201cnoche escura\u201d a la m\u00e1s clara m\u00edstica<\/em>, iniciado em Barcelona para a revista <em>Hora de Espa\u00f1a<\/em> e publicado na revista <em>Sur<\/em> de Buenos Aires.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1940 recebeu convite para lecionar no Instituto de Altos Estudios, rec\u00e9m-criado e tamb\u00e9m no Instituto de Investigaciones Cient\u00edficas da Universidad de La Habana. Colaborou com diversas revistas hispano-americanas. M\u00e9xico: <em>Taller<\/em>, revista mensal de poesia e cr\u00edtica, dirigida por Octavio Paz, <em>Luminar<\/em> e <em>El HIjo Pr\u00f3digo<\/em>; Buenos Aires: <em>Sur<\/em> e Porto Rico: <em>La Torre.<\/em> Al\u00e9m disso, colaborou com as publica\u00e7\u00f5es fundadas no ex\u00edlio de intelectuais espanh\u00f3is: <em>Romance<\/em> (M\u00e9xico), <em>Nuestra Espa\u00f1a<\/em> (Havana) e <em>Las Espa\u00f1as<\/em> (M\u00e9xico). Viajou com frequ\u00eancia \u00e0 Porto Rico para dar cursos, semin\u00e1rios e confer\u00eancias: \u201cA mulher e suas formas de express\u00e3o no Ocidente\u201d (a convite da Asociaci\u00f3n de Mujeres Graduadas), \u201c\u00c9tica Grega\u201d, \u201cHist\u00f3ria do Amor no Ocidente\u201d e \u201cUnamuno, Machado e os poetas da gera\u00e7\u00e3o de 27\u201d. Em 1940 fez uma s\u00e9rie de confer\u00eancias na Sociedade Universitaria de Bellas Artes de Havana sobre o tema da mulher, que posteriormente foi publicado na revista Ultra (nr. 45-46, 1940). A partir de uma an\u00e1lise hist\u00f3rica, argumentava que o tema estava mal colocado. Para ela, deve-se partir de um n\u00edvel superior, ou seja, o da pessoa, o qual possibilita a igualdade tanto em dignidade como em direitos sem que ocorra a anula\u00e7\u00e3o, mas sim o reconhecimento e revaloriza\u00e7\u00e3o dos caracteres \u201cindividuantes\u201d de sexo, ra\u00e7a, na\u00e7\u00e3o etc. (Mu\u00f1oz 2006, 77).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1941 escreve o artigo <em>La agonia de Europa<\/em>, com o qual inicia uma s\u00e9rie de artigos que resultar\u00e3o no livro do mesmo nome. Segue escrevendo sobre a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica europeia, analisando seu contexto no artigo \u201cLa viol\u00eancia europea\u201d (revista Sur). Busca as ra\u00edzes da esperan\u00e7a em meio \u00e0 viol\u00eancia e agonia em seu t\u00edpico movimento filos\u00f3fico pendular: parte da destrui\u00e7\u00e3o e da obscuridade at\u00e9 o \u00edntimo ponto de luz que escondem (Sanz 1993). Para chegar a esse ponto mais \u00edntimo recorre aos caminhos dos g\u00eaneros confessionais ocidentais a partir de Santo Agostinho escrevendo <em>La confesi\u00f3n como g\u00e9nero liter\u00e1rio y como m\u00e9todo<\/em> (Luminar, 1943). Com a <em>La esperanza europea<\/em> (Sur, 1942) conclui um pensamento iniciado com <em>El freudismo, testimonio del hombre actual<\/em>, ou seja, que a primeira repress\u00e3o real do homem \u00e9 aquela da esperan\u00e7a e do tempo. Inicia um ciclo de confer\u00eancias no <em>Instituto de Investigaciones Cientificas y Altos Estudios <\/em>da Universidade de Havana, assim como no <em>Seminario de Investigaciones Historicas<\/em> da Academia de Ci\u00eancias (<em>La agonia de Europa, La viol\u00eancia europea, La influencia de Grecia em la vida europea, San Agostin padre de Europa<\/em>). Buscando as ra\u00edzes da agonia da Europa e aqueles que foram capazes de antev\u00ea-la, publica na revista <em>Espuela de Plata<\/em> o artigo \u201cFranz Kafka, m\u00e1rtir de la miseria humana\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1943 muda-se para Porto Rico como professora catedr\u00e1tica da Universidad Rio Piedras. Por\u00e9m, continua sua intensa atividade em Havana ministrando confer\u00eancias, cursos de especializa\u00e7\u00e3o sobre os temas \u201cFilosofia e cristianismo\u201d e \u201cOrigens do homem moderno\u201d, participando de semin\u00e1rios sobre \u201cA ideia do homem, o tempo e a eternidade em Santo Agostinho\u201d e \u201cNietzsche\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1944 foi um ano importante para o desenvolvimento do pensamento filos\u00f3fico de Zambrano. Na revista <em>Or\u00edgenes<\/em> (nr. 3) publica \u201cLa met\u00e1fora del coraz\u00f3n\u201d, pela Universidad La Habana, \u201cLa escuela de Alejandr\u00eda\u201d e respectivamente nas revistas <em>El hijo pr\u00f3digo<\/em> e <em>Poeta<\/em>, publica \u201cPoema y sistema\u201d e \u201cApuntes sobre el timpo y la poesia\u201d. Esses dois \u00faltimos artigos s\u00e3o considerados importantes para o seu prop\u00f3sito de chegar a uma raz\u00e3o po\u00e9tica. No seu livro \u201cEl pensamiento vivo de S\u00e9neca\u201d aparece seu conceito de \u201craz\u00e3o mediadora\u201d, o qual com influ\u00eancia nietzschiana leva ao caminho para sua \u201craz\u00e3o po\u00e9tica\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s um per\u00edodo feliz e prof\u00edcuo em estudos e publica\u00e7\u00f5es, recebe a not\u00edcia de que a doen\u00e7a de sua m\u00e3e se agrava e em 1946 decide retornar \u00e0 Paris, onde fica at\u00e9 1949. O pensamento de Zambrano fascina o pintor Pablo Picasso, com quem trava certa amizade. Divorcia-se. Inicia sua amizade com Albert Camus e com o poeta Ren\u00e9 Char. Frequenta o Caf\u00e9 Flore, onde conhece Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre, com os quais resolve n\u00e3o se relacionar. Escreve \u201cEl Delirio de Ant\u00edgona\u201d (Paris 1948 e Havana 1949) e seu amplo projeto \u201cLa historia de la Piedad\u201d, o qual serviu de base para o seu \u201cEl hombre y lo divino\u201d (1955). Decide mudar-se para Havana com sua irm\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00eda Zambrano inicia um ciclo de confer\u00eancias sobre a Piedade, sobre Ortega y Gasset e sobre S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz. No <em>Lyceum Club<\/em> ocorre sua confer\u00eancia \u201cPara uma hist\u00f3ria de la Piedad: los conflictos entre la piedad y el amor\u201d, que resultou no seu \u201cPara una historia de la Piedad\u201d (Lyceum, nr. 17). Faz uma confer\u00eancia em comemora\u00e7\u00e3o ao primeiro anivers\u00e1rio do <em>Grupo Filosofico de La Habana<\/em> que, nesta ocasi\u00e3o, se transforma na <em>Sociedade Cubana de Filosofia<\/em>. Foi um per\u00edodo intenso de atividades, escritos e contatos com pintores e intelectuais, por\u00e9m de dificuldades econ\u00f4micas tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1949 Mar\u00eda Zambrano e sua irm\u00e3 mudam-se para a It\u00e1lia, onde permanecem at\u00e9 junho de 1950. Publica \u201cHacia um saber sobre el alma\u201d, uma compila\u00e7\u00e3o de seus artigos de 1933-1944. Mudan\u00e7a para Paris, onde Zambrano se reencontra com seus amigos intelectuais, com o pintor Picasso e com Camus. Come\u00e7a a escrever \u201cEl hombre y lo divino\u201d, que cont\u00e9m seus escritos no per\u00edodo de Roma: <em>El hombre y lo divino, Del nascimiento de los dioses, Los dioses griegos, Las ruinas<\/em> e <em>La paganizaci\u00f3n<\/em>; assim como seus escritos de Paris<em>: La disputa entre la filosofia y la poesia sobre los dioses, Tres dioses <\/em>e os in\u00edcios dos textos sobre o amor e a inveja. Posteriormente foram adicionados os cap\u00edtulos sobre os Pitag\u00f3ricos, sobre Nietzsche e sobre o Nada, escritos em Havana, para onde vai em novembro de 1951 para proferir algumas confer\u00eancias. Completa os cap\u00edtulos de \u201cEl hombre y lo divino\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1953 as irm\u00e3s Zambrano resolvem pela transfer\u00eancia \u00e0 Roma, onde viver\u00e3o pelos pr\u00f3ximos onze anos. Por insist\u00eancia de Gabriel Marcel, recebeu men\u00e7\u00e3o honrosa por seu \u201cDelirio y Destino\u201d para o <em>Prix Litt\u00e9raire Europ\u00e9en<\/em> de Genebra. Mar\u00eda Zambrano, ent\u00e3o, vive para escrever, mas tamb\u00e9m escreve para viver. Inicia-se o processo de escrita do que mais tarde ser\u00e1 \u201cLos sue\u00f1os y el tempo\u201d, do qual s\u00e3o publicados alguns extratos. Ao mesmo tempo, germinam os temas do futuro livro \u201cAurora\u201d a partir de tr\u00eas abordagens: a hist\u00f3ria tr\u00e1gica de \u201cPersona y Democracia\u201d, alguns artigos sobre o poder e sobre a pintura, bem como o come\u00e7o de sua raz\u00e3o po\u00e9tica com \u201cDi\u00f3tima de Mantinea\u201d, verdadeira hist\u00f3ria da alma de Zambrano (Sanz 2006). Anos de muita escrita, mas muito duros n\u00e3o s\u00f3 pela extrema dificuldade financeira, mas tamb\u00e9m de solid\u00e3o, desesperan\u00e7as e inferno interior. Escreve incansavelmente para aliviar suas despesas e d\u00favidas. Foi o per\u00edodo em quem o ex\u00edlio tomou por completo a alma e a vida: passou fome, pediu ajuda financeira a amigos, participou de concursos e escreveu artigos sobre mostras de pinturas mediante pagamento. S\u00e3o publicados \u201cPersona y democracia\u201d e \u201cLa Espa\u00f1a de Gald\u00f3s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1964, nova mudan\u00e7a, desta vez para uma pequena casa de campo em La Pi\u00e8ce, na regi\u00e3o do Jura franc\u00eas, onde permanece por dezesseis anos. Come\u00e7am a aparecer na Espanha refer\u00eancia a seus escritos, embora de maneira ainda t\u00edmida. A Europa e a Am\u00e9rica Latina j\u00e1 conheciam Mar\u00eda Zambrano, mas em sua terra natal ainda era desconhecida.&nbsp; Em 1965 s\u00e3o publicados \u201cEspa\u00f1a, sue\u00f1o y verdad\u201d e \u201cEl sue\u00f1o creador\u201d. Come\u00e7a a escrever \u201cClaros del bosque\u201d. Em 1967 publica \u201cLa Tumba de Ant\u00edgona\u201d (Siglo XXI, M\u00e9xico) e em 1971 \u00e9 publicado o primeiro volume de suas Obras Reunidas, que inclui: \u201cEl sue\u00f1o creador, \u201cFilosofia y poesia\u201d, \u201cApuntes sobre el linguaje sagrado y las artes\u201d, \u201cPoema y sistema\u201d, \u201cPensamiento y poesia em la vida espa\u00f1ola\u201d e \u201cUma forma del pensamento: La \u2018Guia\u2019\u201d. Em 1972 falece sua irm\u00e3 Araceli, mesma \u00e9poca em que Zambrano est\u00e1 escrevendo \u201cEl del\u00edro. El dios oscuro\u201d, que far\u00e1 parte de \u201cClaros del bosque\u201d. Inicia a reda\u00e7\u00e3o do escrito que \u00e9 considerado o mais esclarecedor de sua via filos\u00f3fico-espiritual, \u201cEl caminho recebido\u201d, que acaba por ser mostrar central no seu \u201cNotas de um m\u00e9todo\u201d. Retoma \u201cClaros del bosque\u201d para ser publicado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1980, passa a viver em Genebra. \u00c9 nomeada <em>Filha Adotiva do Principado de Ast\u00farias<\/em>, sendo este o primeiro reconhecimento oficial de Zambrano na Espanha. Realiza-se no <em>Colegio Mayor San Juan Evangelista<\/em> de Madri um ciclo de palestras sobre o pensamento da fil\u00f3sofa, quando, por meio de uma grava\u00e7\u00e3o, pela primeira vez sua voz \u00e9 ouvida em sua terra natal desde 1939. Em 1981 recebe o <em>Pr\u00eamio Pr\u00edncipe de Ast\u00farias de Humanidades<\/em> e \u00e9 nomeada filha predileta de Velez-M\u00e1laga, sua cidade natal. Come\u00e7am a surgir artigos sobre Zambrano e ela d\u00e1 uma longa entrevista \u00e0 Radio Nacional daquele pa\u00eds. Em 1982 \u00e9 nomeada doutora <em>honoris causa<\/em> pela Universidade de M\u00e1laga. No dia 20 de novembro de 1984, Mar\u00eda Zambrano pisa em solo espanhol. Em 1985 \u00e9 nomeada filha predileta da Andaluzia. S\u00e3o organizados em M\u00e1laga uma s\u00e9rie de atos em sua homenagem. Em 1986 recebe o pr\u00eamio \u201cLos 16 del A\u00f1o 85\u201d. Em mar\u00e7o\/1987 a revista <em>Anthropos, Revista de Documentaci\u00f3n Cientifica de la Cultur<\/em>a dedica os n\u00fameros 70 e 71 \u00e0 Mar\u00eda Zambrano. \u00c9 criada em Velez-M\u00e1laga a <em>Funda\u00e7\u00e3o Mar\u00eda Zambrano<\/em>. Em 1988 recebe o <em>Pr\u00eamio Miguel de Cervantes<\/em>, a primeira mulher a receber tal honraria. Em 1989 \u00e9 homenageada pelo <em>Instituto de la Mujer<\/em>. Sua biblioteca \u00e9 transferida para a Funda\u00e7\u00e3o. Recebe na Universidade Complutense de Madri o original de seu t\u00edtulo acad\u00eamico. Escreve \u201cPeligros de la Paz\u201d (1990) que refletia o horror que sentia se apoderar do mundo diante do que ocorria no Golfo P\u00e9rsico. Morre em 6 de fevereiro de 1991.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como influ\u00eancias recebidas podem ser citados diversos nomes de relevo na Filosofia: Plat\u00e3o que lhe abriu ao questionamento sobre a rela\u00e7\u00e3o da Poesia com a Filosofia; S\u00eaneca a quem dedicou um livro sobre seu pensamento e obras; os estoicos aos quais atribui como descobridores dessa forma de retirada ao \u201celemental\u201d, \u00e0 vida e \u00e0 \u00e9tica; Ortega y Gasset cujo conceito de Raz\u00e3o Vital do mestre foi ampliado em Raz\u00e3o Po\u00e9tica; Miguel de Unamuno, importante para seu per\u00edodo de luta intelectual contra a Revolu\u00e7\u00e3o; Xavier Zubiri, a quem deve sua forma\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica, bem como acerca de toda a filosofia grega; Friedrich Nietzsche que contribuiu para que Zambrano se aprofundasse no estudo do homem e seu vazio existencial; Martin Heidegger que retoma o estudo do ser e do Sagrado desde os antigos fil\u00f3sofos; Henri Bergson, de quem a no\u00e7\u00e3o de tempo foi relevante para a constru\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio conceito; Baruch Spinoza autor escolhido para sua tese de doutorado, al\u00e9m de Gabriel Marcel, Antonio Machado, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Para entender o pensamento de Mar\u00eda Zambrano (os t\u00edtulos entre par\u00eanteses referem-se \u00e0 obra onde a fil\u00f3sofa desenvolve o tema abordado)&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00eda Zambrano foi uma pensadora de muitos escritos, cujo fio com que alinhavou todos eles foi o desejo de fundir filosofia, poesia e religi\u00e3o (<em>Poema y Sistema), <\/em>tendo como m\u00e9todo a raz\u00e3o po\u00e9tica que tamb\u00e9m toma contornos de uma raz\u00e3o po\u00e9tica pr\u00e1tica. Seus textos iniciais foram pol\u00edticos, mas antes de ir para o ex\u00edlio j\u00e1 se perguntava sobre a alma e como saber sobre ela. A Espanha foi seu horizonte como alma-m\u00e3e no per\u00edodo inicial do ex\u00edlio, mas o desterro a fez buscar pela alma universal. Paulatinamente, seus textos aludiram a diversos temas, chegando na fase anterior ao seu retorno \u00e0 Espanha a adquirir nuances m\u00edsticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando estudante universit\u00e1ria participou ativamente das quest\u00f5es pol\u00edticas \u00e0 sua volta, interessando-se pelo modo de ser e de comportar do povo espanhol. O primeiro livro, Horizonte<em> del Liberalismo,<\/em> se trata de \u201cum pensamento espont\u00e2neo, nascido da ang\u00fastia dos grandes problemas que insistentemente chamam a minha sensibilidade\u201d (Zambrano [1930]1996, 199). Como n\u00e3o poderia ser diferente, dada sua participa\u00e7\u00e3o ativa nos movimentos estudantis, sua aten\u00e7\u00e3o se voltou para a pol\u00edtica e para suas concep\u00e7\u00f5es religiosa e humanista da vida, pois a pol\u00edtica \u201c\u00e9 algo unit\u00e1rio, totalizador, semelhante \u00e0 religi\u00e3o, e engloba todos os problemas humanos\u201d (Zambrano [1930]1996, 208). Partindo da an\u00e1lise da pol\u00edtica e sua raiz, a quest\u00e3o essencial do livro \u00e9 se \u00e9 poss\u00edvel um (novo) liberalismo que concilie a necessidade econ\u00f4mica com a liberdade da cultura. Prop\u00f5e, ao final, um \u201cnovo liberalismo\u201d que d\u00ea conta das m\u00faltiplas contradi\u00e7\u00f5es do \u201cvelho\u201d com uma ren\u00fancia \u00e0 economia liberal, fruto de suas leituras marxistas. Alguns estudiosos de Zambrano defendem ser este livro a g\u00eanese do pensamento da fil\u00f3sofa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ex\u00edlio foi um divisor de \u00e1guas no pensamento de Zambrano e, ao mesmo tempo, um processo de consci\u00eancia sobre suas cren\u00e7as, valores e sentimentos. Os primeiros anos foram dedicados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o da \u201cess\u00eancia\u201d do povo espanhol, que tem a arte como espa\u00e7o para a manifesta\u00e7\u00e3o do absoluto, que se apresenta como ser\/n\u00e3o-ser, mas n\u00e3o se mostra (Bundgard 2000). A Espanha n\u00e3o tinha tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica, todo o saber e sentir do povo eram manifestados pela poesia, pela novela, ou seja, pelas express\u00f5es art\u00edsticas como um todo. Como, ent\u00e3o, explicar filosoficamente a alma do povo espanhol? Qual a sufici\u00eancia do conhecimento racional para poder arrogar a si uma filosofia que conseguisse apontar respostas? Zambrano percebeu que a rigidez filos\u00f3fica n\u00e3o daria conta de uma linguagem que exigia da palavra muito mais do que um significado preciso; a palavra deveria transbordar a si mesma para significados plurais, tarefa poss\u00edvel somente pelo uso da met\u00e1fora. Foi a partir da\u00ed que a fil\u00f3sofa entendeu que a raz\u00e3o necess\u00e1ria para pensar e conhecer a alma universal ou individual deveria ser outra, n\u00e3o racional mas po\u00e9tica, para que nela coubesse n\u00e3o s\u00f3 o que se v\u00ea ou percebe, mas tamb\u00e9m o que se sente nas entranhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A met\u00e1fora \u00e9 ferramenta da poesia, esta que h\u00e1 muito trava um embate com o pensamento, cada um arrogando a si a posse da alma onde habita. Para Zambrano, desde o advento da filosofia que o pensamento e poesia est\u00e3o separados e, por isso mesmo, s\u00e3o duas formas insuficientes que sup\u00f5e o homem em duas metades distintas: o fil\u00f3sofo e o poeta. N\u00e3o se encontra o homem inteiro na filosofia e n\u00e3o se encontra a totalidade do humano na poesia. Na \u00faltima encontramos diretamente o homem concreto, individual, na primeira o homem em sua hist\u00f3ria universal, em seu querer ser.&nbsp; \u201cA poesia \u00e9 encontro, dom, descoberta pela gra\u00e7a. A filosofia \u00e9 busca, convoca\u00e7\u00e3o guiada por um m\u00e9todo\u201d (<em>Filosofia y poesia<\/em>, p. 15).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Pensamiento y poesia e la vida espa\u00f1ola<\/em>, livro editado com as tr\u00eas confer\u00eancias que proferiu na \u201cCasa de Espa\u00f1a\u201d, Mar\u00eda Zambrano apresentou a raz\u00e3o po\u00e9tica como um m\u00e9todo apropriado para a elabora\u00e7\u00e3o de uma filosofia antropol\u00f3gica humanista, cujo objetivo \u00e9 o estudo dos aspectos n\u00e3o-racionais do ser humano como forma de superar o positivismo pragm\u00e1tico da nascente sociologia. \u201cManifestando certas conflu\u00eancias hegelianas, mostra o avan\u00e7ar do esp\u00edrito como uma aventura progressiva que, partindo do racional e o superando, tende a um horizonte de poesia, depois de uma fase intermedi\u00e1ria de resgate da vida, da intimidade e da singularidade do indiv\u00edduo\u201d (Bundgard 2000, 183-184).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto da fil\u00f3sofa era a reforma do entendimento, o qual n\u00e3o partia de nenhum fundamento hist\u00f3rico ou cient\u00edfico, mas sim de um saber virginal que nos libere do afazer da vida. A raz\u00e3o, tomando-se como um caminho, como um instrumento t\u00e9cnico, teria o papel de ordenar os pensamentos e mostrar a dire\u00e7\u00e3o, agindo sobre o que se apresenta externamente ao indiv\u00edduo. Isso significa que o conhecimento da realidade primeiro deve passar pelas categorias de conhecimento propostas pela filosofia, pois \u00e9 \u201co conhecimento que d\u00e1 a sede para aderirmos \u00e0 rocha sob a qual emana a \u00e1gua, sem poder desfaz\u00ea-la para que saia \u00e0 superf\u00edcie\u201d (Zambrano, <em>Hacia um saber sobre el alma<\/em>, p.15) para, ent\u00e3o, ir al\u00e9m atrav\u00e9s da intui\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 raz\u00e3o, mas uma raz\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 sentida no pensamento e sim nas entranhas (<em>Hacia um saber sobre el alma, Algunos lugares de la poesia<\/em>). A realidade, portanto, somente \u00e9 abarcada em sua totalidade quando filosofia e poesia, raz\u00e3o e intui\u00e7\u00e3o, est\u00e3o unidas de forma complementar. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma poesia que n\u00e3o esteja carregada de pensamento, de raz\u00e3o, tampouco \u00e9 poss\u00edvel o inverso, uma raz\u00e3o sem poesia (Mu\u00f1oz, J. \u201cLa unidad de filosofia y poesia en Mar\u00eda Zambrano\u201d. Introdu\u00e7\u00e3o. <em>Algunos lugares de la poesia,<\/em> p. 11). O Poeta \u00e9 o \u201cnovo fil\u00f3sofo\u201d, o sujeito criador de uma nova metaf\u00edsica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A raz\u00e3o po\u00e9tica, portanto: a) tem como fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica o raciovitalismo orteguiano, quando afirma que existe uma profundidade oculta da realidade (\u201ctrasmundo\u201d) que n\u00e3o pode ser considerada irracional, mas que somente pode ser abarcada pela intui\u00e7\u00e3o, cuja experi\u00eancia acontece fora do jogo discursivo (<em>Escritos sobre Ortega<\/em>); b) sob influ\u00eancias do pensamento de Miguel de Unamuno (1864-1936) e Antonio Machado (1875-1939), tem como fundamenta\u00e7\u00e3o complementar o \u201crealismo espanhol\u201d, cuja forma de express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o sistema, mas sim a poesia ou a novela. Esse realismo particular, ao mesmo tempo que est\u00e1 desligado da viol\u00eancia filos\u00f3fica \u00e9 \u00edntimo da vida cotidiana, do \u201cquehacer\u201d (como raz\u00e3o po\u00e9tica pr\u00e1tica). \u00c9 atrav\u00e9s de seu lado \u201cmaterialista\u201d \u2013 a ess\u00eancia do racionalismo espanhol \u2013 que permanece conectado \u00e0 realidade e ao sentido de fluxo temporal como come\u00e7o e fim de uma exist\u00eancia real (<em>Pensamiento y poesia em la vida espa\u00f1ola<\/em>). Por isso mesmo, n\u00e3o se deixa perder no arrebatamento po\u00e9tico e se utiliza da raz\u00e3o como balizamento da apreens\u00e3o da realidade; c) \u00e9 um conceito ligado \u00e0 vida mesmo do ser humano, que coloca a raz\u00e3o e a intui\u00e7\u00e3o como ingredientes para se abarcar a realidade em sua totalidade, como que enxergar a laranja por dentro e por fora, ao mesmo tempo; e d) \u00e9 um conceito que se situa no n\u00edvel metaf\u00edsico ao tratar da ess\u00eancia, objetivando submergir sob as apar\u00eancias para captar a ess\u00eancia do inconsciente universal (<em>Filosof\u00eda y Poesia<\/em>). A metaf\u00edsica zambraniana tem o nada como sustent\u00e1culo do ser, a dial\u00e9tica entre o sagrado e o divino, bem como a palavra po\u00e9tica como realiza\u00e7\u00e3o do ser. (<em>El hombre y lo divino<\/em>). No entanto, embora seja poss\u00edvel identificar os fundamentos da raz\u00e3o po\u00e9tica, o mesmo n\u00e3o ocorre em rela\u00e7\u00e3o ao seu m\u00e9todo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do final da Segunda Guerra, os escritos de Zambrano adquirem contornos po\u00e9tico-m\u00edsticos. Sua obra de refer\u00eancia \u00e9 <em>El Hombre y lo Divino<\/em>, onde aborda o desenvolvimento da filosofia e sua voracidade para se apropriar do conhecimento e dar significado \u00e0s coisas, o que afastou o ser humano do contato \u00edntimo com o Sagrado. A partir da\u00ed analisa o papel da raz\u00e3o po\u00e9tica como meio de retomar a liga\u00e7\u00e3o perdida.&nbsp; Seu objetivo \u00e9 demonstrar que a filosofia transformou o Sagrado em divino ao dar concretude a algo que os indiv\u00edduos muito antigos \u201cpr\u00e9-sentiam\u201d, mas n\u00e3o viam. Esse algo \u00e9 o Sagrado, fundo arcano que tudo abarca, o nada criador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>El Hombre y lo Divino<\/em> argumenta que \u00e0 medida que a filosofia dava forma aos deuses, acessados pelos cultos e oferendas, o ser humano ia perdendo esse seu contato \u00edntimo e direto com o fundo arcano. A a\u00e7\u00e3o po\u00e9tica deu lugar \u00e0 atitude filos\u00f3fica: o ato de perguntar. Isso significa uma separa\u00e7\u00e3o do que rodea, a perda de uma intimidade e o fim de uma adora\u00e7\u00e3o. \u201cAssim, a pergunta filos\u00f3fica que Tales formulou um dia, significa o desprendimento da alma humana, n\u00e3o desses deuses criados pela poesia, mas sim da inst\u00e2ncia sagrada, do mundo obscuro de onde eles mesmos sa\u00edram.\u201d (El hombre y lo divino, p. 77). A tradi\u00e7\u00e3o judeu-crist\u00e3 trouxe novos elementos epistemol\u00f3gicos e ontol\u00f3gicos que contribu\u00edram para mudan\u00e7as essenciais no pensamento filos\u00f3fico grego. O cristianismo tenta estabelecer uma s\u00edntese entre a filosofia grega e as tradi\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, entre a f\u00e9 e o logos grego. Cristo representa o Deus que se fez homem. O Deus encarnado radicaliza a import\u00e2ncia do homem, a transcend\u00eancia e a iman\u00eancia da divindade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a hist\u00f3ria humana n\u00e3o pode ser contada tamb\u00e9m sem a destrui\u00e7\u00e3o dos deuses, quando devem morrer para que o homem se desocupe do divino e se entregue \u00e0 raz\u00e3o. Nietzsche teve a coragem de bradar via seus personagens que \u201cDeus est\u00e1 morto\u201d, mas, ao mesmo tempo, teve tamb\u00e9m que admitir que o homem estaria sempre sob sua sombra. A morte de Deus \u00e9 analisada por Mar\u00eda Zambrano sob dois aspectos: o primeiro como a jornada hist\u00f3rica do homem que destr\u00f3i seus deuses para substitu\u00ed-los por outros; e o segundo na forma espec\u00edfica da religi\u00e3o crist\u00e3, irredut\u00edvel a nenhuma outra religi\u00e3o anterior onde pudesse se inspirar, que comporta em seu centro como mist\u00e9rio insond\u00e1vel a morte de Deus pelas m\u00e3os dos homens. (<em>El hombre y lo divino<\/em>). \u00c9 a partir desse \u00faltimo ponto que a fil\u00f3sofa apresenta sua interpreta\u00e7\u00e3o da controvertida frase nietzschiana. Afirmar a morte de Deus somente \u00e9 poss\u00edvel para quem cr\u00ea nele e, mais que isso, para quem o ama, pois somente o amor descobre a morte. (cf. Rela, 2019).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria humana poderia ser contada n\u00e3o s\u00f3 pelos seus sonhos e desvarios, mas tamb\u00e9m pelos seus persistentes del\u00edrios. O del\u00edrio de deifica\u00e7\u00e3o que acompanhou o homem em sua epopeia hist\u00f3rica manifestou-se em etapas sucessivas, as quais Zambrano identificou como fases de sua transforma\u00e7\u00e3o em super-homem: primeiramente o rei-mendigo, depois a etapa humana e finalmente o super-homem. A r\u00e9plica ao \u201csuper-homem\u201d do Idealismo foi o \u201csuper-homem\u201d de Nietzsche, recupera\u00e7\u00e3o do divino em tudo aquilo que a ideia do divino definido pela Filosofia havia deixado oculto. Mais que uma r\u00e9plica contra o Cristianismo, era uma r\u00e9plica contra a Filosofia, o que, segundo Zambrano, arrastou o fil\u00f3sofo a um anticristianismo. O \u201cSuper-Homem\u201d nietzschiano foi o \u00faltimo del\u00edrio nascido das entranhas do rei-mendigo, do inocente-culpado que n\u00e3o pode deixar a carga do tempo, \u201cresist\u00eancia implac\u00e1vel que a vida humana op\u00f5e a todo del\u00edrio de deifica\u00e7\u00e3o\u201d (Zambrano, El hombre y lo divino, p. 167).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Existencialismo significou o despojamento do homem de toda a rela\u00e7\u00e3o com Deus e, por isso mesmo, o nada como total solid\u00e3o. Mas para Zambrano a solid\u00e3o total \u00e9 imposs\u00edvel, pois ao lado do homem vai o \u201coutro\u201d, o outro como sombra de si mesmo. O \u201coutro\u201d \u00e9 \u201co irm\u00e3o invis\u00edvel ou perdido, aquele que me faria realmente ser se compartilhasse seu existir comigo; se nos integr\u00e1ssemos em um ser \u00fanico\u201d (Zambrano, El hombre y lo divino, p. 175). O viver a partir da consci\u00eancia produziu um vazio em torno do homem reduzindo tudo a ideias, as quais fizeram com que este empreendesse uma jornada em busca de afirmar a si mesmo. Mas nessa partida desenfreada surgiu uma resist\u00eancia que n\u00e3o era ser, pois ser era o homem e, se se mostrava como \u201coutro\u201d do homem, consequentemente seria o outro do ser, ou seja, o nada. Mas esse nada \u00e9 o tudo, \u00e9 o fundo inomin\u00e1vel que n\u00e3o \u00e9 ideia, mas somente sentir que recolhe o vazio proporcionado pela consci\u00eancia. (cf. Rela 2019). A primeira e origin\u00e1ria abertura da vida humana \u00e0s coisas que a rodeavam aconteceu quando o homem padeceu de seus deuses, ou seja, a realidade ganhou contornos quando padeceu do nada, do Sagrado como fundo arcano.&nbsp; Para Zambrano, o sujeito anulado no sentir do nada, se erguer\u00e1 quando for fiel a sua dupla condi\u00e7\u00e3o de sofrer o c\u00e1rcere das circunst\u00e2ncias (conceito orteguiano de realidade), portanto do ser, e sua pr\u00f3pria liberdade promovida pelo nada. O nada foi a \u00faltima manifesta\u00e7\u00e3o do Sagrado (<em>El hombre y lo divino<\/em>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Claros del Bosque<\/em> \u00e9 considerado o texto mais herm\u00e9tico de Mar\u00eda Zambrano, dedicado \u00e0 cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o discursiva, no qual a fil\u00f3sofa deu vaz\u00e3o a um sentir pr\u00f3prio das entranhas, um sentir do alvorecer da alma. Foi escrito em diferentes momentos em data anterior \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um livro de filosofia, mas de car\u00e1ter ontol\u00f3gico e m\u00edstico. Busca estabelecer um di\u00e1logo entre a mitologia cl\u00e1ssica, a religi\u00e3o, a filosofia, a poesia e a arte. \u00c9 um guia de cunho espiritual e transcendental para entrar dentro da alma como um espa\u00e7o vazio, um centro iluminado aberto como uma \u201cclareira\u201d onde possa acontecer a \u201cemerg\u00eancia\u201d do Sagrado e a salva\u00e7\u00e3o \u201cpiedosa\u201d de um logos submerso e cercado pela raz\u00e3o discursiva. Junto com <em>Los Bienaventurados<\/em> \u00e9 um livro escrito a partir da experi\u00eancia de dor desde o desarraigamento e abandono do exilado em sentidos hist\u00f3rico-cultural e existencial e ontol\u00f3gico. Um livro profundamente religioso inspirado em S\u00e3o Juan de la Cruz, o Santo Poeta, quem poeticamente conseguiu expressar o sentir das entranhas e contar (ou cantar?) a ascese da alma. Com isso em mente, <em>Claros del Bosque<\/em> expressa intui\u00e7\u00f5es, sentimentos e revela\u00e7\u00f5es pessoais e subjetivas da autora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Obras de Mar\u00eda Zambrano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zambrano, M. <em>El Sue\u00f1o Creador<\/em>, Madrid: Mondadori, 1965 [1965]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Poema y Sistema<\/em>. Obras Reunidas, Madrid: Aguilar, 1969<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Claros del Bosque<\/em>, Barcelona: Seix Barral, 1986 [1977]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Notas de un M\u00e9todo<\/em>, Madrid: Mondadori, 1989 [1989]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Delirio y Destino<\/em>, Madrid: Mondadori, 1989 [1989]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Persona y Democracia<\/em>, Barcelona: Anthropos, 1992 [1959]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Los Sue\u00f1os y el Tiempo<\/em>, Madrid: Siruela. 1992 [1992]&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>El pensamiento vivo de S\u00e9neca<\/em>\u201d, Buenos Aires: Losada, 1994 [1944]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Un descenso a los infiernos<\/em>. Toledo: Instituto de Bachillerato La Sisla, 1995<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La Cuba secreta y otros ensayos<\/em>. Madrid: Endymion, 1996 [1948]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Horizonte del Liberalismo<\/em>. Madrid: Ediciones Morata, 1996 [1930]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Filosof\u00eda y Poes\u00eda<\/em>. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 1996 [1939]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La tumba de Ant\u00edgona<\/em>. Madrid: Sociedad General de Autores y Editores, 1997 [1967]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Dos fragmentos sobre el amor<\/em>. Madrid: Promoci\u00f3n y Ediciones, 1998 [1952]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Dictados y sentencias<\/em>. Barcelona: Edhasa, 1998&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Los Intelectuales em el Drama de Espa\u00f1a<\/em>, Madrid: Trotta, 1998 [1937]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>El agua ensimesmada<\/em>. M\u00e1laga: Universidad de M\u00e1laga, 1999<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La Agonia de Europa<\/em>, Madrid: Trotta, 2000 [1945]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La confesi\u00f3n, g\u00e9nero literario<\/em>. Madrid: Siruela, 2001 [1943]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Espa\u00f1a, sue\u00f1o y verdad<\/em>. Barcelona: Edhasa, 2002 [1965]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Los Bienaventurados<\/em>, Madrid: Siruela, 2004 [1989]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>De la Aurora<\/em>. Madrid: Tabla Rasa, 2004 [1986]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Unamuno<\/em>. Barcelona: Debolsillo, 2004 Colet\u00e2nea de artigos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Pensamiento y Poes\u00eda en la Vida Espa\u00f1ola<\/em>, Mercedes G\u00f3mez Blesa (Ed.), Madrid: Biblioteca Nueva, 2004 [1939]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La Espa\u00f1a de Gald\u00f3s. <\/em>Barcelona: Sic Idea y Creaci\u00f3n Editorial, 2004 [1960]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>La balanza de la aurora<\/em>. G\u00e8neve: Editart-D. Blanco, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, \u201cHacia un saber sobre el alma\u201d (artigo). <em>Revista de Occidente<\/em>, XLVI, n\u00ba 138, republicado em livro de colet\u00e2neas, <em>Hacia un saber sobre el alma<\/em>, Madrid: Alianza Editorial, 2000.&nbsp; Colet\u00e2nea de textos, 2005 [1950]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>El Hombre y lo Divino.<\/em> Madrid: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica de Espa\u00f1a, 2007 [1955]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Algunos Lugares de la Poes\u00eda<\/em>, Madrid: Trotta, 2007 Colet\u00e2nea de textos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Filosof\u00eda y educaci\u00f3n<\/em>. M\u00e1laga: Agora, 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Islas<\/em>. Madrid: Verbum, 2007 Colet\u00e2nea de textos [1952-1954]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Las palabras del regreso<\/em>. Madrid: C\u00e1tedra, 2009<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>Escritos sobre Ortega<\/em>, Madrid: Trotta, 2011. Colet\u00e2nea de textos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____. Para entender la obra de Mar\u00eda Zambrano. <em>Aurora<\/em>, n\u00ba 11, Barcelona, 139-140, 2010<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sanz, J. (Ed.), Obras Completas de Mar\u00eda Zambrano, Vol. I-VI, Barcelona: Galaxia Gutenberg, 2011<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Artigos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAcerca del m\u00e9todo: la balanza\u201d. En: <em>Analecta malacitana: Revista de la Secci\u00f3n<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>de Filolog\u00eda de la Facultad de Filosof\u00eda y Letras<\/em>, vol. 6, n. 1, 1983, p. 85-88.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl enigm\u00e1tico pintor Giorgione\u201d. En: <em>Turia: Revista cultural<\/em>, n. 12, 1989, p. 85-89.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl escritor Jos\u00e9 Bergam\u00edn\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>, n. 166, 1995, p. 19-24.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl Espa\u00f1ol Jorge Santayana\u201d. En: <em>Archipi\u00e9lago: Cuadernos de cr\u00edtica de la cultura<\/em>,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n. 70, 2006, p. 97-100.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl exilio, alba interrumpida\u201d. En: <em>Turia: Revista cultural<\/em>, n. 9, 1988, p. 85-86.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl libro: ser viviente\u201d. En: <em>Trama &amp; texturas<\/em>, n. 4, 2007, p. 9-12.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl parto de Europa\u201d. En: <em>Letra internacional<\/em>, n. 85, 2004, p. 2-3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl poeta y la muerte. Emilio Prados\u201d. En: <em>Litoral: revista de la poes\u00eda y el<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>pensamiento<\/em>, n. 100-102, 1981, p. 141-148.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl problema de la libertad; Ant\u00edgona o de la guerra civil; Vida-Muerte, Amor-Ser; El<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">anacronismo de la inteligencia; Amo mi exilio\u201d. En: <em>Letra internacional<\/em>, n. 84,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2004, p. 68-77.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl realismo del cine italiano\u201d. En: <em>Archivos de la filmoteca: Revista de estudios<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>hist\u00f3ricos sobre la imagen<\/em>, n. 48, 2004, p. 68-74.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl seguirse de la realidad de los sue\u00f1os\u201d. En: <em>Transfer<\/em>, n. 7, 2003, p. 2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEl viaje: infancia y muerte\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>, n. 65, 1986, p. 51-66.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEs la antigua ternura&#8230;\u201d. En: <em>Litoral: revista de la poes\u00eda y el pensamiento<\/em>, n. 211-<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">212, 1996, p. 112.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cGiacomo Natta\u201d. En: Turia: <em>Revista cultural<\/em>, n. 70, 2004, p. 51-52.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9 \u00c1ngel Valente por la luz del origen\u201d. En: <em>Moenia: Revista lucense de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>ling\u00fcistica &amp; literatura<\/em>, n. 6, 2000, p. 9-20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9 Lezama Lima en La Habana\u201d. En: <em>Espejo de paciencia: revista de literatura y<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>arte<\/em>, n. 1, 1996, p. 38-40.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9 Ortega y Gasset en la memoria. Conversi\u00f3n- Revelaci\u00f3n\u201d. En: <em>Revista de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>estudios orteguianos<\/em>, n. 8-9, 2004, p. 261-266.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJuan Chab\u00e1s\u201d. En: <em>Dianium: revista universitaria de ciencias y humanidades<\/em>, n. 4,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1989, p. 77-86.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9 Ortega y Gasset en la memoria: Conversi\u00f3n-revelaci\u00f3n\u201d. En: <em>\u00cdnsula: revista de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>letras y ciencias humanas<\/em>, n. 440-441, 1983, p. 1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa ambig\u00fcedad de Cervantes\u201d. En: <em>Anthropos: Bolet\u00edn de informaci\u00f3n y<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>documentaci\u00f3n<\/em>, n. Extra 16, 1989, p. 140-145.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa ambig\u00fcedad de don Quijote\u201d. En: <em>Anthropos: Bolet\u00edn de informaci\u00f3n y<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>documentaci\u00f3n<\/em>, n. Extra 16, 1989, p. 145-149.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa educaci\u00f3n para la paz\u201d. En: <em>Revista de educaci\u00f3n<\/em>, n. 309, 1996, p. 151-159.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instituto Cervantes. Departamento de Bibliotecas y Documentaci\u00f3n, p. 6<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa liberaci\u00f3n de Don Quijote\u201d. En: <em>Revista de educaci\u00f3n<\/em>, n. Extra 1, 2004, p. 105-<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">110.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa m\u00fasica 1955\u201d. En: <em>Archipi\u00e9lago: Cuadernos de cr\u00edtica de la cultura<\/em>, n. 59,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2003, p. 117-122.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa poes\u00eda en Antonio Colinas\u201d. En: <em>Anthropos: Bolet\u00edn de informaci\u00f3n y<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>documentaci\u00f3n<\/em>, n. 105, 1990, p. 56-57.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa raz\u00f3n que se busca: (a prop\u00f3sito de la raz\u00f3n vital)\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n. 276, 2004, p. 89-122.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLa soledad enamorada\u201d. En: <em>Estudios Nietzsche: Revista de la Sociedad Espa\u00f1ola<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>de Estudios sobre Friedrich Nietzsche<\/em>, n.2 2, 2002, p. 225.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLas siete edades de la vida humana\u201d. En: <em>J\u00e1bega<\/em>, n. 65, 1989, p. 11-16.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLo que le sucedi\u00f3 a Cervantes: Dulcinea\u201d. En: <em>Anthropos: Bolet\u00edn de informaci\u00f3n y<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>documentaci\u00f3n<\/em>, n. Extra 16, 1989, p. 137-140.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLos ojos de la noche\u201d. En: <em>Litoral: revista de la poes\u00eda y el pensamiento<\/em>, n. 247,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2009, p. 41.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cLos m\u00e1s peque\u00f1os del bosque\u201d. En: <em>Bolet\u00edn de la Instituci\u00f3n Libre de Ense\u00f1anza<\/em>,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n. 49-50, 2003, p. 9-12.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNuevas p\u00e1ginas sobre el amor: El enamoramiento: el p\u00e1jaro del pensamiento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">En: <em>\u00cdnsula: revista de letras y ciencias humanas<\/em>, n. 470-471, 1986, p. 4.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPablo Neruda o el amor a la materia\u201d. En: <em>Rep\u00fablica de las Letras: revista literaria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>de la Asociaci\u00f3n Colegial de Escritores<\/em>, n. 83, 2004, p. 7-16.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cP\u00e1gina Abierta: la nueva moral\u201d [En l\u00ednea]. En: <em>Iglesia viva: revista de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>pensamiento cristiano<\/em>, n. 218, 2004, p. 127-130. Disponible en:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/www.iglesiaviva.org\/218\/218-50-PAGABIERTA.pdf\">http:\/\/www.iglesiaviva.org\/218\/218-50-PAGABIERTA.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPoeta, profeta Juan Ram\u00f3n\u201d. En: <em>\u00cdnsula: revista de letras y ciencias humanas<\/em>, n.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">416-417, 1981, p. 1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor qu\u00e9 se escribe\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>, n. 146-147, 1993, p. 83-90.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSe\u00f1al de vida: obras de Jos\u00e9 Ortega y Gasset (1914-1932)\u201d. En: <em>Revista de<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Occidente<\/em>, n. 24-25, 1983, p. 270-278.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTres cartas de juventud a Ortega y Gasset\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>, n. 120,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1991, p. 7-26.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUna prosa y un poema\u201d. En: <em>Revista de Occidente<\/em>, n. 306, 2006, p. 290-292.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instituto Cervantes. Departamento de Bibliotecas y Documentaci\u00f3n, p. 7<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bibliografia sobre a vida e obra de Mar\u00eda Zambrano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abell\u00e1n, Jos\u00e9 Luis. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Rub\u00ed Barcelona: Anthropos, 2006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andreu Rodrigo, Agust\u00edn. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Albolote Granada: Comares, 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Balza, Isabel. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>A Coru\u00f1a: Ba\u00eda, 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Balza, Isabel. <em>Tiempo y escritura en Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Donostia: Iralka, 2000<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Blanco, Rogelioy Juan Fernando Ortega Mu\u00f1oz. <em>Mar\u00eda Zambrano (1904-1991).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Madrid: Ediciones del Orto, 1997<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Blundo Canto, Gabriele. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Assissi: Cittadella, 2006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bundg\u00e5rd, Ana. <em>M\u00e1s all\u00e1 de la filosof\u00eda. <\/em>Madrid: Trotta, 2000<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cobos Navidad, Mar\u00eda. <em>Al encuentro del alba, Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Burgos: Monte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carmelo, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cobos, Pablo de A. <em>Noticia de una segoviana de nuestra hora. <\/em>Segovia: Instituto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diego de Colmenares, 1965<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Crisis cultural y compromiso civil en Mar\u00eda Zambrano. <\/em>V\u00e9lez-M\u00e1laga: Fundaci\u00f3n<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00eda Zambrano, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Crisis y metamorfosis de la raz\u00f3n en Mar\u00eda Zambrano. <\/em>V\u00e9lez-M\u00e1laga: Fundaci\u00f3n<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00eda Zambrano, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eguizabal, Jos\u00e9 Ignacio. <em>Zambrano-Valente. <\/em>Salamanca: Amarar\u00fa, 2008<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eguizabal, Jos\u00e9 Ignacio. <em>El exilio y el reino. <\/em>Madrid: Huerga y Fierro, 2002<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eguizabal, Jos\u00e9 Ignacio. <em>La huida de Pers\u00e9fone. <\/em>Madrid: Biblioteca Nueva, 1999<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fern\u00e1ndez Martorell, Concha. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Matar\u00f3: Ediciones de Intervenci\u00f3n<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cultural, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Galindo Cabedo, Ana. <em>Imagen y realidad en el pensamiento de Mar\u00eda Zambrano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Madrid: Ediciones de la Universidad Aut\u00f3noma de Madrid, 1994<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Garc\u00eda Marruz, Fina. <em>Mar\u00eda Zambrano: entre el alba y la aurora. <\/em>La Habana:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivarium, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Garc\u00eda Norro, Juan Jos\u00e9. <em>Persona y contexto socio-hist\u00f3rico en Mar\u00eda Zambrano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pamplona: Servicio de Publicaciones de la Universidad de Navarra, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00f3mez Blesa, Mercedes y Santiago Bola\u00f1os, Mar\u00eda Fernanda. <em>Mar\u00eda Zambrano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segovia: Diputaci\u00f3n Provincial, 1992<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00f3mez Cambres, Gregorio. <em>El camino de la raz\u00f3n po\u00e9tica. <\/em>M\u00e1laga: Librer\u00eda \u00c1gora,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1992<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00f3mez Cambres, Gregorio y Espa\u00f1a Talamonte, Susana. <em>Mar\u00eda Zambrano, historia,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>poes\u00eda y verdad. <\/em>M\u00e1laga: \u00c1gora, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Laurenzi, Elena, Marina Subirats, Amelia Valc\u00e1rcel, Mireia Bofill, Cristina Alberdi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mar\u00eda Zambrano.<\/em>, 1995<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maillard, Chantal. <em>La creaci\u00f3n por la met\u00e1fora. <\/em>Barcelona: Anthropos, 1992<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maillard, Chantal. <em>El monte Lu en lluvia y niebla. <\/em>M\u00e1laga: Diputaci\u00f3n Provincial,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Servicio de Publicaciones, 1990<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maillard, Mar\u00eda Luisa. <em>Estampas zambranianas. <\/em>Valencia: Editorial de la UPV, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maillard, Mar\u00eda Luisa. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Lleida: Edicions de la Universitat de Lleida,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1997<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maillard, Mar\u00eda Luisa. <em>La literatura como conocimiento y participaci\u00f3n en Mar\u00eda<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Zambrano. <\/em>Madrid: Servicio de Investigaci\u00f3n de la Universidad Nacional de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Educaci\u00f3n a Distancia, 1995<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manj\u00f3n Rodr\u00edguez, Rafael. <em>Una lectura de Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Barcelona:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicacions Universitat de Barcelona, 1999<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mar\u00eda Zambrano y la &#8220;Edad de Plata&#8221; de la cultura espa\u00f1ola. <\/em>V\u00e9lez-M\u00e1laga:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fundaci\u00f3n Mar\u00eda Zambrano, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marset, Juan Carlos. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Sevilla: Fundaci\u00f3n Jos\u00e9 Manuel Lara, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mart\u00ednez Gonz\u00e1lez, Francisco. <em>El pensamiento musical de Mar\u00eda Zambrano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Granada: Editorial de la Universidad de Granada, 2008<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mora Garc\u00eda, Jos\u00e9 Luis y Moreno Yuste, Juan Manuel. <em>Pensamiento y palabra, en<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>recuerdo de Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Valladolid: Junta de Castilla y Le\u00f3n, Consejer\u00eda de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cultura y Turismo, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moreno Sanz, J. (ed.) <em>La Raz\u00f3n en la Sombra. Antolog\u00eda Cr\u00edtica. Mar\u00eda Zambrano<\/em>. Madrid: Siruela, 1995<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>El \u00e1ngel del l\u00edmite y el conf\u00edn intermedio. <\/em>Madrid: Endymion,1999<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, <em>El logos oscuro: tragedia, m\u00edstica y filosof\u00eda en Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Madrid: Verbum, 2008<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moreno Sanz, Jes\u00fas y Mu\u00f1oz Vitoria, Fernando. <em>Mar\u00eda Zambrano, 1904-1991.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Madrid: Publicaciones de la Residencia de Estudiantes Fundaci\u00f3n Mar\u00eda Zambrano, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moreno, Jes\u00fas y S\u00e1daba, Javier. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Madrid: Servicio de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicaciones del Ministerio de Educaci\u00f3n y Ciencia, 1982<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morin-Roturean, \u00c9velyne; Michelena, Carmen de; Moreno Mar\u00eda del Mar y Rosa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reg\u00e0s. <em>Mujeres de historia. <\/em>Ja\u00e9n: Asodeco, 2006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Murcia Serrano, Inmaculada. <em>La raz\u00f3n sumergida. <\/em>Salamanca: Luso-Espa\u00f1ola de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ediciones, 2009<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Noziglia, Annalisa. <em>Mundo-Hombre-Dios. <\/em>Genova: Edicolors, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Palabras de caminante. <\/em>M\u00e1laga: Centro Mar\u00eda Zambrano UNED, 2000<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ortega Mu\u00f1oz, Juan Fernando. <em>Biograf\u00eda de Mar\u00eda Zambrano. <\/em>M\u00e1laga: Arguval,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ortega Mu\u00f1oz, Juan Fernando. <em>Pensamiento y arte. <\/em>M\u00e1laga: \u00c1rea de Cultura, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ortega Mu\u00f1oz, Juan Fernando. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Madrid: Fundaci\u00f3n Fernando<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rielo, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ortega Mu\u00f1oz, Juan Fernando. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Sevilla: Consejer\u00eda de Cultura,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ortega Mu\u00f1oz, Juan Fernando. <em>La vuelta de Ulises. <\/em>Madrid: Endymion, 1999<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">P\u00e9rez de las Heras, Mar\u00eda del Carmen. <em>El tes\u00f3n y la tenacidad. <\/em>Madrid: Universidad<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de Mayores Experiencia Rec\u00edproca, 2002<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pezzella, Anna Maria. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Padova: Messaggero, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pi\u00f1as Saura, Mar\u00eda del Carmen. <em>Pasividad creadora. <\/em>Murcia: Universidad de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Murcia, Servicio de Publicaciones, 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pi\u00f1as Saura, Mar\u00eda del Carmen. <em>En el espejo de la llama. <\/em>Murcia: Universidad de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Murcia, Servicio de Publicaciones, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pino Campos, Luis Miguel. <em>Estudios sobre Mar\u00eda Zambrano. <\/em>La Laguna Santa Cruz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de Tenerife: Servicio de Publicaciones, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ram\u00edrez, Goretti. <em>Mar\u00eda Zambrano, cr\u00edtica literaria. <\/em>Humanes Madrid: Juan Pastor,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rela, N. <em>Maria Zambrano: O Sagrado e sua transforma\u00e7\u00e3o em divino pela Filosofia<\/em>. Simpl\u00edssimo, 2012<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">_____, \u00c9tica de Mar\u00eda Zambrano: dupla fidelidade ao absoluto e ao momento em que se vive. <em>Aurora, Papeles del Seminario Mar\u00eda Zambrano <\/em>(13), 114-120, 2012 Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.raco.cat\/index.php\/Aurora\/article\/view\/268652\">https:\/\/www.raco.cat\/index.php\/Aurora\/article\/view\/268652<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Revilla, Carmen. <em>Claves de la raz\u00f3n po\u00e9tica. <\/em>Madrid: Trotta, 1998<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Revilla, Carmen. <em>Entre el alba y la aurora. <\/em>Barcelona: Icaria, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rocha Barco, Teresa. <em>Mar\u00eda Zambrano: la raz\u00f3n po\u00e9tica o la filosof\u00eda. <\/em>Madrid:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tecnos, 1998<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Salguero Robles, Ana Isabel. <em>El pensamiento pol\u00edtico y social de Mar\u00eda Zambrano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Madrid: A.I. Salguero, 1994<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e1nchez Cuervo, Antol\u00edn; S\u00e1nchez Andr\u00e9s, Agust\u00edn y S\u00e1nchez, Gerardo. <em>Mar\u00eda<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Zambrano, pensamiento y exilio. <\/em>Morelia Michoac\u00e1n: Universidad Michoacana de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">San Nicol\u00e1s de Hidalgo, Instituto de Investigaciones Hist\u00f3ricas, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Santiago Bola\u00f1os, Mar\u00eda Fernanda. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Segovia: Fundaci\u00f3n Don Juan<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de Borb\u00f3n Concejal\u00eda de Cultura y Turismo, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Savater, Fernando. <em>El pensamiento de Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Madrid: Zero, 1983<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Savignano, Armando. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Albolote Granada: Comares, 2005<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Savignano, Armando. <em>Mar\u00eda Zambrano. <\/em>Genova: Casa Editrice Marietti, 2004<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Torre, Jes\u00fas G. de la. <em>Mar\u00eda Zambrano en Segovia. <\/em>Segovia: Caja Segovia Obra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Social y Cultural, 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Varo, Antonio. <em>Mar\u00eda Zambrano, la poes\u00eda de la raz\u00f3n. <\/em>C\u00f3rdoba: Asociaci\u00f3n Cultural<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00f3mina, 2006<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sanz, J. (ed.) <em>La Raz\u00f3n en la Sombra. Antolog\u00eda Cr\u00edtica. Mar\u00eda Zambrano<\/em>. Madrid: Siruela, 1995<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Site da Funda\u00e7\u00e3o Mar\u00eda Zambrano, M\u00e1laga, Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.fundacionmariazambrano.org\/biografia\">https:\/\/www.fundacionmariazambrano.org\/biografia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Video: Las mujeres en la historia \u2013 Mar\u00eda Zambrano<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"MUJERES EN LA HISTORIA 2007x02 Maria Zambrano\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g_StR8TvOlg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00eddeo: La raz\u00f3n Po\u00e9tica \u2013 Mar\u00eda Zambrano (La mitad invisible \u2013 2012)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"&#039;La raz\u00f3n po\u00e9tica&#039; (Mar\u00eda Zambrano) (La mitad invisible - La 2, 10\/03\/12)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/23iJnSRFNI4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00eddeo: Hijos de Andaluc\u00eda \u2013 Mar\u00eda Zambrano<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"HIjos de Andaluc\u00eda | Mar\u00eda Zambrano\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q0S3SNUCQ30?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00eddeo: Mar\u00eda Zambrano \u2013 La humanista indignada<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Mar\u00eda Zambrano, la humanista indignada\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x9t3vYFsUMk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida Mar\u00eda Zambrano Alarc\u00f3n, primeira mulher a receber o pr\u00eamio \u201cMiguel de Cervantes\u201d, nasceu em V\u00e9lez-M\u00e1laga, Espanha, em 22 de<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"class_list":["post-874","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/874","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=874"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":889,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/874\/revisions\/889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}