{"id":1791,"date":"2023-08-08T15:52:20","date_gmt":"2023-08-08T18:52:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=1791"},"modified":"2023-08-08T15:56:42","modified_gmt":"2023-08-08T18:56:42","slug":"heloisa-de-argenteuil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/heloisa-de-argenteuil\/","title":{"rendered":"Helo\u00edsa de Argenteuil"},"content":{"rendered":"\n\n\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O verbete que estreia o m\u00eas de agosto na Enciclop\u00e9dia Mulheres na Filosofia \u00e9 sobre Helo\u00edsa de Argenteuil. Figura bastante conhecida da Idade M\u00e9dia do s\u00e9culo XII, ela nasceu por volta de 1090 em uma fam\u00edlia nobre de Paris, Fran\u00e7a. Nascida em uma \u00e9poca em que a educa\u00e7\u00e3o formal era restrita principalmente aos homens, Helo\u00edsa constitui uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra imposta para as mulheres do per\u00edodo, as quais eram destinadas principalmente a se dedicarem ao casamento. Com apenas dezesseis anos, ela j\u00e1 se destacava pelo alto n\u00edvel de erudi\u00e7\u00e3o e pela dilig\u00eancia com os estudos, que inclu\u00edam diversas l\u00ednguas e obras filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas. Ap\u00f3s ser educada no Convento de Argenteuil, ela continua os estudos incentivada por um tio, que contrata Pedro Abelardo, um importante intelectual do per\u00edodo, para ser tutor da sobrinha. Ap\u00f3s se apaixonarem, Helo\u00edsa de Argenteuil e Pedro Abelardo vivem um relacionamento marcado por conturba\u00e7\u00f5es, que termina com Helo\u00edsa se entregando \u00e0 vida religiosa sob as ordens de Abelardo e se tornando, anos mais tarde, abadessa do convento de Paracleto. Sob o comando de Helo\u00edsa, o convento se torna um lugar \u201conde as mulheres podiam se dedicar aos estudos e ao debate intelectual\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A grande maioria da produ\u00e7\u00e3o escrita de Helo\u00edsa de Argenteuil se deu atrav\u00e9s de cartas, e est\u00e1 contemplada principalmente em um conjunto de cinco correspond\u00eancias escritas quando ela j\u00e1 vivia no convento \u2014 quatro delas trocadas com Abelardo, e uma dirigida a um abade, Pedro, o Vener\u00e1vel. Inicialmente, as cartas direcionadas a Abelardo possuem um car\u00e1ter mais pessoal, tratando, por exemplo, da quest\u00e3o do amor. As \u00faltimas cartas tratam sobretudo de quest\u00f5es da vida religiosa, como, por exemplo, as necessidades e especificidades da vida das mulheres no ambiente religioso. Como nos mostra Roberta Miquelanti nesse interessante verbete, a leitura das cartas de Helo\u00edsa nos mostra uma escrita \u201cmarcada pelos conflitos internos e as exig\u00eancias sociais do seu tempo\u201d.<\/span><\/p>\n<br \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: Roberta Miquelanti \u00e9 professora adjunta da Universidade Federal da Bahia. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Filosofia, com \u00eanfase em Hist\u00f3ria da Filosofia Medieval, L\u00f3gica e Filosofia da Linguagem. \u00c9 membro do LETHAM (Laborat\u00f3rio de Estudos sobre a Transmiss\u00e3o e Hist\u00f3ria Textual na Antiguidade e Medievo) da UFBA, voltado para o estudo de paleografia, codicologia e ed\u00f3tica medieval.<\/span><\/p>\n<br \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quer conhecer essa importante pensadora do per\u00edodo medieval? Ent\u00e3o leia o verbete <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/heloisa-de-argenteuil\/\">aqui<\/a> e acesse a entrevista com a autora <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XTd6tMRai6o\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">!<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[78,8,77,6],"class_list":["post-1791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-filosofas","tag-cartas","tag-filosofas","tag-idademedia","tag-mulheres-na-filosofia"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1791"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1797,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1791\/revisions\/1797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}