{"id":1801,"date":"2023-08-14T15:36:22","date_gmt":"2023-08-14T18:36:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=1801"},"modified":"2023-08-14T15:39:44","modified_gmt":"2023-08-14T18:39:44","slug":"caca-as-bruxas-o-caso-katarina-kepler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/caca-as-bruxas-o-caso-katarina-kepler\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas: o caso Katarina Kepler"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O que vem \u00e0 sua mente quando voc\u00ea pensa no sobrenome Kepler? Possivelmente o conhecido astr\u00f4nomo que formulou as leis da mec\u00e2nica celeste! Mas voc\u00ea sabia que a m\u00e3e de Johannes Kepler foi uma figura marcante na hist\u00f3ria da Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas da Alemanha do s\u00e9culo XVI? Seu nome era Katarina Kepler. Nascida em 1546, ela trabalhou em uma estalagem de seu pai quando jovem e posteriormente veio a se casar com Heinrich Kepler, de quem herdou o sobrenome. M\u00e3e de quatro filhos, ela lutou para sobreviver e cuidar deles ap\u00f3s o abandono do marido. No interessante verbete desta semana, voc\u00ea vai conhecer a hist\u00f3ria da acusa\u00e7\u00e3o, pris\u00e3o e tortura de Katarina Kepler, mais uma entre as trezentas mil mulheres v\u00edtimas da ca\u00e7a \u00e0s bruxas da Europa da Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Falar da vida de Katarina Kepler \u00e9 um desafio, uma vez que ela n\u00e3o deixou registros escritos, j\u00e1 que era iletrada. No entanto, como nos mostra a autora do nosso verbete, Anastasia Itokazu, podemos conhecer um pouco mais sobre sua vida atrav\u00e9s dos registros das acusa\u00e7\u00f5es direcionadas a ela pelos moradores de Leonberg, cidade onde residia na \u00e9poca. Seu processo de acusa\u00e7\u00e3o por bruxaria se encontra hoje em um arquivo da cidade de Stuttgart, Alemanha. As acusa\u00e7\u00f5es foram diversas, e o processo como um todo durou cerca de sete anos. O verbete percorre as principais informa\u00e7\u00f5es que temos atualmente sobre a vida de Katarina Kepler e o contexto de sua acusa\u00e7\u00e3o por bruxaria; traz tamb\u00e9m uma an\u00e1lise a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre a Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas da \u00e9poca e o desenvolvimento do capitalismo nascente; por fim, nos mostra quais foram as acusa\u00e7\u00f5es direcionadas \u00e0 Katarina Kepler e como seu processo de acusa\u00e7\u00e3o se deu.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: Anastasia Guidi Itokazu \u00e9 professora de Filosofia da Universidade Federal do ABC desde 2010. Membro do Grupo de Pesquisa Nexos &#8211; Teoria Cr\u00edtica e Pesquisa Interdisciplinar, e do N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero Esperan\u00e7a Garcia. Atua na \u00e1rea de filosofia, com \u00eanfase em epistemologias feministas, hist\u00f3ria da astronomia e hist\u00f3ria da filosofia feita por mulheres.<\/span><\/p>\n<p><br \/><span style=\"font-weight: 400\">Ficou curiosa para saber mais sobre a interessante hist\u00f3ria de Katarina Kepler? Ent\u00e3o leia o verbete <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/caca-as-bruxas-o-caso-katarina-kepler\/\">aqui<\/a> e acesse a entrevista com a autora <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=k70TL725aOA\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,5],"tags":[82,80,81,79],"class_list":["post-1801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-temas-feministas","tag-alemanha","tag-bruxas","tag-cacaasbruxas","tag-katarinakepler"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1801"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1807,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1801\/revisions\/1807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}