{"id":2176,"date":"2024-11-12T22:33:24","date_gmt":"2024-11-13T01:33:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=2176"},"modified":"2026-05-26T12:14:10","modified_gmt":"2026-05-26T15:14:10","slug":"marie-olympe-de-gouges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/marie-olympe-de-gouges\/","title":{"rendered":"Olympe de Gouges"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Nascida em 7 de maio de 1748, em Montauban, na Fran\u00e7a, Marie Olympe de Gouges foi fruto de um casamento considerado ileg\u00edtimo na \u00e9poca de seu nascimento. Como era comum para as mulheres que conseguiam estudar na \u00e9poca, recebeu uma educa\u00e7\u00e3o informal. Se casou aos 16 anos de idade e, aos 18, perdeu o marido. Vi\u00fava e m\u00e3e, de Gouges decide n\u00e3o se casar novamente e viver de forma independente, o que desafiava as normas sociais impostas \u00e0s mulheres da \u00e9poca. Abandonou a vida provinciana para se estabelecer na capital, Paris. L\u00e1, ela se dedicou ao teatro e \u00e0 escrita, tornando-se defensora dos direitos das mulheres, se lan\u00e7ando na vida p\u00fablica e participando ativamente do cen\u00e1rio liter\u00e1rio e pol\u00edtico da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Escreveu pe\u00e7as teatrais e panfletos, que, frequentemente censurados, criticavam n\u00e3o apenas a opress\u00e3o das mulheres, mas tamb\u00e9m a escravid\u00e3o nas col\u00f4nias francesa. Seu trabalho mais conhecido nos dias de hoje \u00e9 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos da Mulher e da Cidad\u00e3 <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">(1791)<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> uma resposta \u00e0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, de 1789, na qual exigia para as mulheres os mesmos direitos fundamentais que eram concedidos aos homens, o que desafiava diretamente os pilares da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Mas, como nos mostra Roberta <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Soromenho Nicolete, autora<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> do verbete desta semana, a obra de Olympe de Gouges n\u00e3o se restringe \u00e0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Declara\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, e olhar para seus demais escritos nos ajuda a compreender sua vida e seu pensamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por sua participa\u00e7\u00e3o ativa nos debates pol\u00edticos da \u00e9poca e sua coragem em enfrentar figuras poderosas, como Robespierre, Olympe de Gouges foi condenada \u00e0 morte durante o per\u00edodo do Terror, sendo guilhotinada em 1793.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Roberta Soromenho Nicolete \u00e9 professora adjunta (2021) no departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ICS-UERJ) e integra o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00ebncias Sociais (PPCIS), na mesma universidade. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Teoria Pol\u00edtica Moderna, pesquisando a obra de Alexis de Tocqueville, sobretudo as no\u00e7\u00f5es de liberdade, virtude, interesse; as diferentes linguagens pol\u00edticas que ampararam a autoridade pol\u00edtica no s\u00e9culo XVIII, antes da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa; o republicanismo em diferentes matrizes do pensamento pol\u00edtico, sobretudo, as varia\u00e7\u00f5es desta tradi\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a setecentista; a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, em especial, a obra de Olympe de Gouges. Desde agosto de 2017, integra o Laborat\u00f3rio de Estudos Republicanos (Universidade Federal Fluminense) e, desde 2022, o N\u00facleo de Estudos em Desigualdades Contempor\u00e2neas e Rela\u00e7\u00f5es de G\u00eanero (NUDERG). Em 2018, a tese de doutorado recebeu o Pr\u00eamio Capes de Melhor Tese (\u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais). Em 2019, a tese de doutorado recebeu tamb\u00e9m a Men\u00e7\u00e3o Honrosa no Pr\u00eamio Tese-Destaque USP (grande \u00e1rea: Ci\u00eancias Humanas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ficou curiosa? Ent\u00e3o vem conhecer a vida e a obra de Olympe de Gouges. Leia o verbete <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/marie-olympe-de-gouges\/\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e acesse a entrevista com a autora <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lLqxn_giOs0\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascida em 7 de maio de 1748, em Montauban, na Fran\u00e7a, Marie Olympe de Gouges foi fruto de um casamento<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,11],"tags":[111,68,110,112,15],"class_list":["post-2176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-filosofas","tag-emancipacaodasmulheres","tag-mulheresnafilosofia","tag-olympedegouges","tag-revolucaofrancesa","tag-feminismo"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2176"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3009,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2176\/revisions\/3009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}