{"id":2506,"date":"2025-09-02T20:54:08","date_gmt":"2025-09-02T23:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=2506"},"modified":"2025-09-02T20:54:08","modified_gmt":"2025-09-02T23:54:08","slug":"gisele-freund","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/gisele-freund\/","title":{"rendered":"Gis\u00e8le Freund"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O lan\u00e7amento da semana traz a figura de Gis\u00e8le Freund (1908-2000), que foi uma fot\u00f3grafa, soci\u00f3loga e fil\u00f3sofa judia nascida em Berlim, cuja vida e obra foram profundamente impactadas pelo2ws eventos da Segunda Guerra Mundial e pela ascens\u00e3o do nazismo. A autora do verbete, Gabriela Evora, mostra que desde cedo, o pai de Freund a introduziu \u00e0 fotografia, presenteando-a com sua primeira c\u00e2mera, uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Voigtl\u00e4nder<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> 6&#215;9. Em 1929, Freund iniciou seus estudos em Sociologia na Universidade de Frankfurt, onde teve contato com pensadores da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Max Horkheimer. Em 1933, fugiu para Paris, onde continuou seus estudos na Sorbonne e desenvolveu sua tese de doutorado, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">La Photographie en France au XIX si\u00e8cle<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (1936), considerada um marco na sociologia da fotografia. Durante sua estadia em Paris, Gis\u00e8le inseriu-se rapidamente no c\u00edrculo intelectual, sendo amiga de Walter Benjamin e frequentando livrarias importantes da \u00e9poca, como a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Maison des Amis des Livres<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Shakespeare and Company<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. Devido \u00e0 invas\u00e3o alem\u00e3 em 1940, Gis\u00e8le Freund refugiou-se na Argentina, onde visitou diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, documentando suas experi\u00eancias em imagens e artigos. Sua obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Fotografia e Sociedade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (1974) foi fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade fotogr\u00e1fica latino-americana. Em 1953, retornou a Paris e, em 1980, foi a primeira fot\u00f3grafa a receber o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Grand Prix National des Arts<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> da Fran\u00e7a. Os principais conceitos abordados na obra de Freund, especialmente em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Fotografia e Sociedade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, incluem a fotografia como documento social e afirma\u00e7\u00e3o de classe, a fotografia como mercadoria, a democratiza\u00e7\u00e3o art\u00edstica proporcionada pela fotografia e as mudan\u00e7as que a t\u00e9cnica trouxe para a modernidade. Ela analisou a transi\u00e7\u00e3o da fotografia amadora para a profissional, a ascens\u00e3o dos &#8220;fot\u00f3grafos-artistas&#8221; e o impacto da industrializa\u00e7\u00e3o na arte. Gis\u00e8le Freund foi uma das primeiras a perceber que a populariza\u00e7\u00e3o da fotografia estava ligada \u00e0 emerg\u00eancia da burguesia. Suas an\u00e1lises interdisciplinares, que mesclavam sociologia, filosofia e fotografia, forneceram uma compreens\u00e3o \u00fanica das transforma\u00e7\u00f5es sociais e culturais do s\u00e9culo XX, e sua metodologia continua relevante para o estudo da fotografia contempor\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Interessant\u00edssimo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Acesse <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/gisele-freund\/\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> o verbete e <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FKCG5oD714o\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> a entrevista com a autora do verbete!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: Gabriela Reboredo Evora \u00e9 graduada em Licenciatura plena em Filosofia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e mestra em Filosofia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) na linha de Subjetividade, \u00c9tica e Pol\u00edtica. Atualmente, \u00e9 doutoranda em Hist\u00f3ria da Filosofia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Durante a gradua\u00e7\u00e3o foi bolsista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica pela FAPERJ na pesquisa acerca da hist\u00f3ria do movimento surrealista, com o t\u00edtulo de &#8220;Arte e pol\u00edtica nos limites da raz\u00e3o: o itiner\u00e1rio do movimento surrealista&#8221;, orientada por Pedro Hussak Van Velthen Ramos. Atualmente, \u00e9 membra do grupo de pesquisa &#8220;Est\u00e9tica e Pensamento contempor\u00e2neo&#8221; conduzido pelo Dr. Pedro Hussak. Seus interesses est\u00e3o ligados principalmente \u00e0s \u00e1reas de Est\u00e9tica, Filosofia da Arte e Artes Visuais<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento da semana traz a figura de Gis\u00e8le Freund (1908-2000), que foi uma fot\u00f3grafa, soci\u00f3loga e fil\u00f3sofa judia nascida<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,11],"tags":[137,138],"class_list":["post-2506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-filosofas","tag-filosofas-mulheresnafilosofia","tag-giselefreund"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2506"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2507,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506\/revisions\/2507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}