{"id":2870,"date":"2026-03-23T14:45:29","date_gmt":"2026-03-23T17:45:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=2870"},"modified":"2026-03-23T15:13:06","modified_gmt":"2026-03-23T18:13:06","slug":"heterossexualidade-compulsoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/heterossexualidade-compulsoria\/","title":{"rendered":"Heterossexualidade Compuls\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">No primeiro lan\u00e7amento de 2026 da Enciclop\u00e9dia Mulheres na Filosofia, trazemos um verbete sobre Heterossexualidade Compuls\u00f3ria, escrito por Juliana Aggio. Nele, a autora apresenta uma an\u00e1lise da heterossexualidade compuls\u00f3ria a partir da leitura do feminismo l\u00e9sbico, articulando-a \u00e0s cr\u00edticas decoloniais de Mar\u00eda Lugones. O argumento central \u00e9 que a heterossexualidade deve ser entendida n\u00e3o apenas como uma pr\u00e1tica sexual, mas tamb\u00e9m como uma estrutura de poder que define o g\u00eanero e oprime as mulheres. Aggio aborda o tema a partir de tr\u00eas pensadoras principais \u2014 Adrienne Rich, Monique Wittig e Judith Butler \u2014 e de uma pensadora decolonial \u2014 Mar\u00eda Lugones \u2014, mostrando que o feminismo l\u00e9sbico e o feminismo decolonial concordam em que a heterossexualidade compuls\u00f3ria sustenta o binarismo hier\u00e1rquico de g\u00eanero. A principal discord\u00e2ncia \u00e9 que, para o feminismo decolonial, o g\u00eanero e a heterossexualiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser analisados em termos universais sem considerar a diferencia\u00e7\u00e3o racial, que perdura na forma da colonialidade de g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Interessante, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Leia o verbete <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/heterossexualidade-compulsoria\/\">aqui<\/a> e assista \u00e0 entrevista com a autora <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=y8xfv922kJI\">aqui<\/a>!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: Juliana Aggio \u00e9 pesquisadora de produtividade do CNPq. Possui gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade de S\u00e3o Paulo, tendo realizado doutorado sandu\u00edche na \u00c9cole Normale Sup\u00e9rieure &#8211; Paris (2009-2010). Professora associada do departamento de filosofia, membra do Programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia da UFBA (PPGF) e da UFRRJ (PPGFIL) e em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, G\u00eanero e Feminismo (PPGNEIM\/UFBA). Realizou p\u00f3s-doutoramento na UFRJ (2022-2023) e foi professora visitante na Universidade Paris 8 (2023), sobre o atual projeto de pesquisa: &#8220;Pr\u00e1ticas cr\u00edticas de si: liberdade e poder na constitui\u00e7\u00e3o de si em Foucault e Butler&#8221;, contemplado com bolsa de produtividade do CNPq. \u00c9 l\u00edder do grupo de pesquisa em ra\u00e7a, g\u00eanero, sexualidade, classe e feminismos &#8220;Coletivo Filosofia da Terceira Margem&#8221; (COFITEM) desde 2025. Faz uso de ferramentas conceituais para pesquisar quest\u00f5es relativas \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da subjetividade contempor\u00e2nea a partir do pensamento de Foucault, Butler, Wittig, Lugones, Anzald\u00faa, Gonzalez, Carneiro, dentre outras feministas, bem como de temas relativos a outros modos de se fazer filosofia, a epistemologias n\u00e3o hegem\u00f4nicas, sexualidades dissidentes, multiplicidades de g\u00eanero, ra\u00e7a, feminismos e suas intersec\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro lan\u00e7amento de 2026 da Enciclop\u00e9dia Mulheres na Filosofia, trazemos um verbete sobre Heterossexualidade Compuls\u00f3ria, escrito por Juliana Aggio.<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,5],"tags":[145],"class_list":["post-2870","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-temas-feministas","tag-filosofas-mulheresnafilosofia-heterossexualidadecompulsoria"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2870"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2879,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2870\/revisions\/2879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}