{"id":3134,"date":"2026-09-21T09:34:01","date_gmt":"2026-09-21T12:34:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=3134"},"modified":"2026-09-21T09:35:25","modified_gmt":"2026-09-21T12:35:25","slug":"caroline-schlegel-schelling","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/caroline-schlegel-schelling\/","title":{"rendered":"Caroline Schlegel-Schelling"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O lan\u00e7amento desta semana nos apresenta Caroline Schlegel-Schelling (1763\u20131809), figura central do C\u00edrculo de Jena e do primeiro romantismo alem\u00e3o, que se destacou por sua intelig\u00eancia cr\u00edtica, sua cultura liter\u00e1ria e seu papel na articula\u00e7\u00e3o intelectual de seu tempo. O verbete, escrito por Giorgia Cecchinato, apresenta a trajet\u00f3ria dessa pensadora cuja atua\u00e7\u00e3o como cr\u00edtica, tradutora e escritora foi por muito tempo eclipsada pela atribui\u00e7\u00e3o de seus trabalhos ao seu segundo marido, August Wilhelm Schlegel, mas cuja produ\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma e em colabora\u00e7\u00e3o vem sendo devidamente reconstru\u00edda. Caroline desempenhou uma lideran\u00e7a intelectual marcante na coordena\u00e7\u00e3o e no debate de ideias no C\u00edrculo de Jena, colaborando na tradu\u00e7\u00e3o dos dramas de Shakespeare, na elabora\u00e7\u00e3o do ensaio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Sobre Romeu e Julieta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e no di\u00e1logo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">As pinturas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Die Gem\u00e4lde<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">), no qual aliou percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, imagina\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da arte. Em suas resenhas cr\u00edticas \u2014 com destaque para as publicadas em 1798 sobre a condi\u00e7\u00e3o feminina \u2014, combateu o paternalismo e a passividade impostos \u00e0s mulheres, defendendo que sua dignidade coincide com a pr\u00f3pria dignidade humana e recusando a galanteria como substituto da justi\u00e7a. Recusando a abstra\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica desvinculada da vida, fez do seu amplo epistol\u00e1rio um espa\u00e7o privilegiado de reflex\u00e3o e debate sobre as filosofias de Fichte, Jacobi e Schelling, praticando uma filosofia em exerc\u00edcio ancorada na independ\u00eancia de ju\u00edzo, na ironia e no di\u00e1logo. A trajet\u00f3ria e os escritos de Caroline Schlegel-Schelling permanecem como um marco incontorn\u00e1vel de ag\u00eancia intelectual e cr\u00edtica do romantismo alem\u00e3o, desafiando a assimetria hist\u00f3rica que ocultou a autoria feminina sob o anonimato ou sob o nome de seus interlocutores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quer saber mais? Leia o verbete<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/caroline-schlegel-schelling\/\"> aqui<\/a> e assista a entrevista com a autora do verbete aqui!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre a autora do verbete: Giorgia Cecchinato (Padova, 1974) possui gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia pela Universit\u00e0 degli studi di Padova (2001) e doutorado (2009) em Filosofia pela Ludwig-Maximilians-Universit\u00e4t em Munique. Foi Pesquisadora e encarregada de ensino na Ludwig-Maximilians-Universit\u00e4t em Munique (2007-2008) e bolsista DAAD na Universidade Federal do Paran\u00e1. Foi pesquisadora na Universit\u00e0 degli studi di Padova (2008-2009). Atualmente \u00e9 professora associada na UFMG. Foi tutora do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial (PET) em Filosofia da UFMG (2019-2021). Atua sobretudo na \u00e1rea de Filosofia Moderna, com destaque nos seguintes temas: Kant, Idealismo alem\u00e3o, filosofia do s\u00e9culo 18, em suas implica\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e morais. \u00c9 autora da monografia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Das Problem einer \u00c4sthetik bei Fichte<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, W\u00fcrzburg, 2009; e de outros ensaios e artigos sobre quest\u00f5es e problemas do Idealismo alem\u00e3o. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento desta semana nos apresenta Caroline Schlegel-Schelling (1763\u20131809), figura central do C\u00edrculo de Jena e do primeiro romantismo alem\u00e3o,<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":3131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":{"x":0.5,"y":0.5},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-3134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-content\/uploads\/sites\/178\/2026\/09\/unnamed-1.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3134"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3137,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3134\/revisions\/3137"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}