{"id":591,"date":"2020-07-16T18:00:55","date_gmt":"2020-07-16T21:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=591"},"modified":"2021-07-13T16:34:02","modified_gmt":"2021-07-13T19:34:02","slug":"genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/genero\/","title":{"rendered":"G\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c N\u00e3o h\u00e1 uma base natural, pois o masculino e o feminino, o homem e a mulher s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es culturais simb\u00f3licas de seu pr\u00f3prio tempo. N\u00e3o h\u00e1 uma base material, pr\u00e9-discursiva, a partir da qual o g\u00eanero inventa o bin\u00e1rio &#8211; a base \u00e9 sempre um saber poder socialmente constitu\u00eddo\u201d. Helo\u00edsa Buarque de Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>No verbete \u201cG\u00eanero\u201d, escrito especialmente para o Blog Mulheres na Filosofia, Heloisa Buarque de Almeida reconstr\u00f3i a hist\u00f3ria desse conceito para \u201ccompreender do que estamos falando quando falamos de g\u00eanero\u201d, para compreender ainda os debates que envolvem o tema e os inc\u00f4modos que costuma gerar entre as pessoa apegadas \u00e0s normas tradicionais de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ando com as te\u00f3ricas e os te\u00f3ricos precursores da diferen\u00e7a sexual como Margaret Mead, Marcel Mauss e L\u00e9vi-Strauss, chegando ao texto fundante de Gayle Rubin, Heloisa Buraque de Almeida aborda ainda as contribui\u00e7\u00f5es de Joan Scott e Judith Butler, para mostrar que \u201cg\u00eanero\u201d \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atravessada por s\u00edmbolos e regras performativas que n\u00e3o tratam apenas de mulheres, e das rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres, mas \u00e9 parte das constru\u00e7\u00f5es culturais simb\u00f3licas de nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela urg\u00eancia do tema e pelos ataques reacion\u00e1rios \u00e0s discuss\u00f5es de g\u00eanero no Brasil, vale correr no Blog Mulheres na Filosofia, ler o verbete, adotar na sua pr\u00f3xima bibliografia de curso e indicar para todas as pessoas que querem um mundo sem opress\u00e3o de g\u00eanero. Leia o verbete<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/genero\/\"> aqui.<\/a><br><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0evpYxlx2w4\">Assista aqui \u00e0 entrevista <\/a>que Halina Leal fez com a autora do verbete em julho de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Heloisa Buarque de Almeida \u00e9 professora no Departamento de Antropologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, atua no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social e \u00e9 bolsista de Produtividade em pesquisa do CNPq (2). Ela \u00e9 membro do NUMAS &#8211; N\u00facleo de Estudos dos Marcadores Sociais da Diferen\u00e7a, coordenou o programa USP Diversidade e atualmente coordena o Comit\u00ea de G\u00eanero e Sexualidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia. Faz parte da Rede N\u00e3o Cala &#8211; Rede de Professoras pelo fim da viol\u00eancia sexual e de G\u00eanero na USP.<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c N\u00e3o h\u00e1 uma base natural, pois o masculino e o feminino, o homem e a mulher s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es culturais<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-591","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-temas-feministas"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/591","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=591"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/591\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":997,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/591\/revisions\/997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}