{"id":775,"date":"2020-12-17T17:37:11","date_gmt":"2020-12-17T20:37:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/?p=775"},"modified":"2021-01-12T21:18:23","modified_gmt":"2021-01-13T00:18:23","slug":"resenha-mulheres-raca-e-classe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/blog\/resenha-mulheres-raca-e-classe\/","title":{"rendered":"Mulheres, ra\u00e7a e classe"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Esta obra tamb\u00e9m deve ser vista como um convite para que a sua leitora e o seu leitor ampliem seu olhar, ou seja, que a intersec\u00e7\u00e3o de opress\u00f5es seja admitida como um meio para a compreens\u00e3o da busca por emancipa\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. \u00c9 essa uma das riquezas da obra: ser um aux\u00edlio na compreens\u00e3o dos problemas enfrentados na atualidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">La\u00edssa Ferreira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inaugurando nossa aba \u201cResenhas\u201d, La\u00edssa Ferreira apresenta a obra <em>Mulheres, ra\u00e7a e classe<\/em>, de Angela Davis, publicado no Brasil em 2016 na tradu\u00e7\u00e3o de Heci Regina Candiani.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio desta an\u00e1lise da obra de Davis, somos convocados a pensar nas semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre o contexto no qual o livro foi escrito e publicado (em 1981 nos Estados Unidos) e a conjuntura estamos experienciando atualmente. Para quem deseja entender o presente, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 permitido ignorar a import\u00e2ncia da perspectiva interseccional proposta por Davis e detalhada por Ferreira, posto que a despeito de todas as diferen\u00e7as que marcam de modo especialmente injusto as vidas das mulheres negras, o livro da autora estadunidense sublinha o valor de alian\u00e7as genu\u00ednas entre os polos oprimidos das variadas rela\u00e7\u00f5es de poder institu\u00eddas na sociedade contempor\u00e2nea. Isso sendo proposto a partir de uma reescrita das narrativas mais comuns sobre as experi\u00eancias das mulheres negras que eram vigentes quando o livro foi escrito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos momentos finais de seu texto, Ferreira destaca as potencialidades de transforma\u00e7\u00e3o que as reflex\u00f5es de Davis engendram, pois se trata aqui de um trabalho de an\u00e1lise de estruturas de opress\u00e3o que precisam, com urg\u00eancia, ser dissolvidas para que novas rela\u00e7\u00f5es sociais se concretizem, libertas e emancipadas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ler a resenha <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/mulheres-raca-e-classe\/\">acessando aqui <\/a>\u2013 este exerc\u00edcio de escrita acad\u00eamica com duplo papel, de forma\u00e7\u00e3o de escritoras e escritores e de divulga\u00e7\u00e3o de livros importantes \u2013 voc\u00ea tamb\u00e9m pode assistir \u00e0 entrevista que Halina Leal realizou com La\u00edssa Ferreira, em nosso <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SdWzO0bxK0Q\">canal do YouTube<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta obra tamb\u00e9m deve ser vista como um convite para que a sua leitora e o seu leitor ampliem seu<\/p>\n","protected":false},"author":360,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/360"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=775"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":778,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775\/revisions\/778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/mulheresnafilosofia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}