{"id":1179,"date":"2020-01-17T19:00:18","date_gmt":"2020-01-17T22:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=1179"},"modified":"2020-01-24T23:36:28","modified_gmt":"2020-01-25T02:36:28","slug":"45","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/01\/17\/45\/","title":{"rendered":"Liberdade, criatividade e m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Parte 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 17 de janeiro de 2020<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">fornari @ unicamp . br<\/p>\n<hr \/>\n<p>A mente humana tenta sempre entender a realidade atrav\u00e9s daquilo que conhece, exprimindo modelos da realidade atrav\u00e9s da ci\u00eancia e os expressar atrav\u00e9s das artes, como \u00e9 o caso da m\u00fasica. Nada mais conhecido para n\u00f3s do que aquilo que constru\u00edmos. Um simples artefato, como uma flauta divje (<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/04\/17\/16\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mencionada anteriormente<\/a>), feita de osso de urso, por algum luthier que viveu h\u00e1 mais de 30mil anos atr\u00e1s; \u00e9 um artefato musical que pode ser usado para explicar por demonstra\u00e7\u00e3o (ou seja, por imita\u00e7\u00e3o), exprimindo sonoridades similares com a dos cantos dos p\u00e1ssaros, e consequentemente expressar emo\u00e7\u00f5es a estas sonoridades associadas, atrav\u00e9s da performance musical. Por extens\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o, tem-se que grande parte do avan\u00e7o alcan\u00e7ado pelo conhecimento humano, nas \u00e1reas das ci\u00eancias, artes, filosofia, matem\u00e1tica e afins, tamb\u00e9m se baseou na compara\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos naturais com mecanismos; artes e artefatos concebidos e constru\u00eddos pela pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p>Dessa frente, surgiram correntes filos\u00f3ficas como o \u201cmecanicismo\u201d que tenta explicar a natureza e a realidade, comparando um fen\u00f4meno observado com os mecanismos concebidos e constru\u00eddos pela humanidade. Thomas Hobbes, em sua obra seminal \u201cLeviat\u00e3\u201d (ou Mat\u00e9ria, Palavra e Poder de um Governo Eclesi\u00e1stico e Civil), aventura-se a explicar a sociedade e a pol\u00edtica dentro de uma vis\u00e3o mecanicista. Ren\u00e9 Descartes, outro renomado fil\u00f3sofo mecanicista do s\u00e9culo XVII, atrav\u00e9s da sua vis\u00e3o dualista do ser humano, dividindo-o entre mente e corpo, tenta desse modo explicar a a\u00e7\u00e3o, rea\u00e7\u00e3o e assim a condi\u00e7\u00e3o humana, pela intera\u00e7\u00e3o entre destas partes; seguindo um caminho similar \u00e0quele que o seu professor, Isaac Beeckman, trilhou, em sua teoria filos\u00f3fica mecanicista e dual, dividindo a ess\u00eancia do universo entre \u201cmat\u00e9ria e movimento\u201d; onde o conceito de \u201cmat\u00e9ria\u201d deriva do \u201catomismo\u201d, dos fil\u00f3sofos da Gr\u00e9cia antiga, como Leucipo e Dem\u00f3crito, onde a mat\u00e9ria \u00e9 necessariamente constitu\u00edda de partes indivis\u00edveis (at\u00f4micas); e o conceito de \u201cmovimento\u201d, que trata da a\u00e7\u00e3o exercida pela in\u00e9rcia, ou seja, a resist\u00eancia da mat\u00e9ria \u00e0 mudan\u00e7a imposta pela acelera\u00e7\u00e3o (como a gravitacional). O dualismo mecanicista tem sido a base do pensamento cient\u00edfico determinista, bem como inspira\u00e7\u00e3o de muitas obras art\u00edsticas, musicais e at\u00e9 sat\u00edricas.<\/p>\n<p><iframe title=\"King of the Moon\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DXRp3qWJDWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<pre>Short clip from Terry Gilliam's \"The Adventures of Baron Munchausen\" (1988).\u00a0On delusions of philosophical grandeur<\/pre>\n<p>A vis\u00e3o mecanicista tamb\u00e9m leva ao consequente engendramento do princ\u00edpio da \u201ccausa e efeito\u201d; onde toda a\u00e7\u00e3o causa uma rea\u00e7\u00e3o. Desse modo, considerando tamb\u00e9m que n\u00e3o pode existir uma rea\u00e7\u00e3o (no presente) sem que tenha existido uma ou mais a\u00e7\u00f5es anteriores (no passado) que a originou, tem-se que todo fen\u00f4meno \u00e9 ocasionado e assim pode ser determinado, estudado e entendido pelo conhecimento de suas causas. Assim, surge o \u201cdeterminismo\u201d, uma corrente filos\u00f3fica que defende (em maior ou menor grau de fundamentalismo) a teoria de que n\u00e3o h\u00e1 efeito sem causa. A palavra \u201cdeterminismo\u201d vem do verbo \u201cdeterminar\u201d que se origina no latim \u201c<i>determinare<\/i>\u201d, composta pelo prefixo &#8220;<i>de<\/i>&#8221; significando &#8220;para fora&#8221;, e &#8220;<i>terminare<\/i>&#8221; significando \u201cfinalizar\u201d. Esta teoria, em linhas bem simples e gerais, advoga que todo acontecimento (inclusive os mentais, como os pensamentos e consequentemente nossos julgamentos, a\u00e7\u00f5es e arb\u00edtrios) s\u00e3o determinados por causas anteriores (que ocorreram no passado) e assim, n\u00e3o pode existir o acaso, a criatividade pura (aquela da infer\u00eancia abdutiva plena, ou seja, o \u201c<i>insight<\/i>\u201d) ou mesmo o livre arb\u00edtrio. Para o pensamento determinista, tudo o que ocorre no presente pode ser completamente determinado pelo que ocorreu no passado. Como ent\u00e3o tudo se originou? Bem, como disse o bi\u00f3logo Rupert Sheldrake (em seu livro \u201c<i>The Science Delusion<\/i>\u201d) \u201cIt\u2019s almost as if science said, \u201cGive me one free miracle, and from there the entire thing will proceed with a seamless, causal explanation\u201d. Da mesma maneira que diz a frase atribu\u00edda a Arquimedes \u201cD\u00ea-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo\u201d, o atual pensamento cient\u00edfico determinista (mecanicista) \u00e9 como se dissesse \u201cD\u00ea-me um milagre inicial e um ponto de partida e explicarei o mundo\u201d.<\/p>\n<pre><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1184\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/800px-Archimedes_lever.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/800px-Archimedes_lever.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/800px-Archimedes_lever-300x200.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/800px-Archimedes_lever-768x512.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/800px-Archimedes_lever-700x466.png 700w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/>Fonte: https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Archimedes_lever.png<\/pre>\n<p>O pensamento determinista, que para mim pode ser tamb\u00e9m chamado de \u201cmecanicista\u201d (pelas raz\u00f5es acima explicadas) \u00e9 bastante presente ao longo da hist\u00f3ria da m\u00fasica erudita europeia, onde a teoria musical e as suas regras composicionais, como as de contra-ponto, condu\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica, cad\u00eancias harm\u00f4nicas, orquestra\u00e7\u00e3o, etc. passaram a amalgamar um senso comum da boa forma musical de cada \u00e9poca, o que constituiu os grandes g\u00eaneros musicais eruditos. Compositores como J.S. Bach, Beethoven, Chopin, Brahms e similares s\u00e3o conhecidos pelas suas bem estabelecidas e estruturadas est\u00e9ticas composicionais, pelas quais tanto estabeleceram uma forte identifica\u00e7\u00e3o de seus estilos musicais para os seus ouvintes, como tamb\u00e9m, atrav\u00e9s destas, expressaram as suas criatividades musicais. O pensamento mecanicista funciona muito bem para se criar o ferramental composicional necess\u00e1rio do compositor e assim estabelecer a sua identidade (conforme utilizada recentemente por modelos de intelig\u00eancia artificial para simular e finalizar composi\u00e7\u00f5es inacabadas famosas, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/12\/12\/40\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mencionado anteriormente<\/a>). Por\u00e9m, este de nada serve na aus\u00eancia do artista, ou seja, a sua criatividade. Para mim isto seria como que ter uma bancada muito bem montada, com todas as ferramentas necess\u00e1rias, mas sem o artes\u00e3o que as soubesse utilizar.<\/p>\n<pre><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1189\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/uw-chamber-orchestra-low-res1-700x467.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/>Fonte: https:\/\/welltempered.files.wordpress.com\/2009\/09\/uw-chamber-orchestra-low-res1.jpg<\/pre>\n<p>O grande f\u00edsico Albert Einstein foi um famoso determinista. Ele negava a poss\u00edvel exist\u00eancia do livre arb\u00edtrio (free will). Isto fica claro em 2 bem documentadas declara\u00e7\u00f5es de Einstein: 1) &#8221; <em>As I have said many times God doesn&#8217;t play dice with the world<\/em>&#8221; (conversation with W. Hermann,1943 ); 2) &#8221; <em>I am a determinist. I do not believe in free will. Jews believe in free will. They believe that man shape his own life. I reject that doctrine<\/em>&#8221; (Einstein. His life and Universe. Walter Isaacson, p. 386 ). Einstein acreditava que, do mesmo modo que deus n\u00e3o joga dados com o universo, n\u00f3s n\u00e3o temos livre arb\u00edtrio. No entanto, as evid\u00eancias trazidas pela mec\u00e2nica qu\u00e2ntica e experimentos com part\u00edculas sub-at\u00f4micas desafiaram a vis\u00e3o determinista de Einstein, que acreditava que deviam existir \u201cvari\u00e1veis escondidas\u201d que explicariam de um modo determin\u00edstico plaus\u00edvel uma vis\u00e3o causal do microcosmos (EPR paradox, 1935) . Isto foi motivo de muitas discuss\u00f5es interessantes e de alt\u00edssimo n\u00edvel. Em especial, os trabalhos de Kurt Friedrich G\u00f6del, em seus \u201cTeoremas da incompletude de G\u00f6del\u201d, provam que a matem\u00e1tica \u00e9 e sempre ser\u00e1 incompleta, que existem n\u00fameros que n\u00e3o podem ser calculados, programas que s\u00e3o podem ser computados, n\u00fameros infinitos al\u00e9m de nossa compreens\u00e3o e que assim, se existe um deus, ele joga dados com o universo, e tem um peculiar senso de humor. N\u00e3o acredita? Ent\u00e3o resolva a equa\u00e7\u00e3o: x=x+1<\/p>\n<pre><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1183\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/einstein_godel_featured-635x354-1.jpg\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/einstein_godel_featured-635x354-1.jpg 635w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/einstein_godel_featured-635x354-1-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 635px) 100vw, 635px\" \/>Albert Einstein (right) in 1954 with Kurt G\u00f6del (left), probably the most influential member of the Vienna Circle. (Photograph by Richard Arens, courtesy AIP Emilio Segr\u00e8 Visual Archives). <strong>Fonte: https:\/\/physicsworld.com\/a\/circle-of-influence\/<\/strong><\/pre>\n<p>Em 2006, John Conway e Simon Kochen apresentaram o FWT (\u201cFree Will Theorem\u201d) provando definitivamente que o determinismo \u00e9 de fato incompleto e que o livre arb\u00edtrio pode assim existir. De um certo modo, creio eu que a artes e, em especial, a exist\u00eancia e necessidade da m\u00fasica, veio sempre sendo uma evid\u00eancia disso. N\u00e3o existiria m\u00fasica se n\u00e3o houvessem compositores exercendo o seu livre arb\u00edtrio criativo, expresso em suas obras, criadas por suas infer\u00eancias abdutivas (mencionada <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/12\/04\/38\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>) que se amalgamam em suas obras musicais. Do mesmo modo, tamb\u00e9m n\u00e3o existiria m\u00fasica se n\u00e3o houvessem ouvintes interessados em escut\u00e1-las, as analisando e exercendo tamb\u00e9m infer\u00eancias abdutivas para as ressignificar e assim se emocionarem com a informa\u00e7\u00e3o sonora que constitui uma obra musical.<\/p>\n<pre><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1190\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/p01pwct3.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/p01pwct3.jpg 480w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/01\/p01pwct3-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/>Fonte: https:\/\/www.bbc.co.uk\/programmes\/articles\/2WY1JdtMHZnxKdKkP8nkjYM\/composing-the-music-for-the-series<\/pre>\n<p>Como disse acima, o determinismo \u00e9 necess\u00e1rio na cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e musical, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. No pr\u00f3ximo artigo continuarei esta discuss\u00e3o onde falarei sobre as possibilidades determin\u00edsticas de se criar processos autom\u00e1ticos de composi\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica com significado musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>Conway and Kochen, The Strong Free Will Theorem, published in Notices of the AMS. Volume 56, Number 2, February 2009. http:\/\/www.ams.org\/notices\/200902\/rtx090200226p.pdf<\/p>\n<p>Diophantine equation https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Diophantine_equation<\/p>\n<p>Greatest Common Factor and the Diophantine Equation. https:\/\/youtu.be\/Z5IqEDFwCFQ<\/p>\n<p>G\u00f6del&#8217;s incompleteness theorems https:\/\/www.bbc.co.uk\/programmes\/b00dshx3<\/p>\n<p>Complica\u00e7\u00e3o, complexidade e criatividade musical (3 blogs)<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"L0PjLCzYvv\"><p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/11\/27\/36\/\">Complica\u00e7\u00e3o, complexidade e criatividade musical<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"&#8220;Complica\u00e7\u00e3o, complexidade e criatividade musical&#8221; &#8212; Musicologia na M\u00eddia\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/11\/27\/36\/embed\/#?secret=L0PjLCzYvv\" data-secret=\"L0PjLCzYvv\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>Intelig\u00eancia artificial e criatividade musical (2 blogs)<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"aF6ep8EAuh\"><p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/12\/12\/40\/\">Intelig\u00eancia artificial e criatividade musical<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe title=\"&#8220;Intelig\u00eancia artificial e criatividade musical&#8221; &#8212; Musicologia na M\u00eddia\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/12\/12\/40\/embed\/#?secret=aF6ep8EAuh\" data-secret=\"aF6ep8EAuh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>Samarotto, Frank. \u201cDeterminism, Prediction, and Inevitability in Brahms&#8217;s Rhapsody in E\u266d Major, Op. 119, No 4.\u201d Theory and Practice, vol. 32, 2007, pp. 69\u201399. JSTOR, www.jstor.org\/stable\/41054416 .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como citar este artigo:<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cLiberdade, criatividade e m\u00fasica\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 17 de janeiro de 2020. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/01\/17\/45\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/01\/17\/45\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Liberdade, criatividade e m\u00fasica\"><p>Parte 1 Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 17 de janeiro de 2020 fornari @ unicamp . br A mente humana tenta sempre entender a realidade atrav\u00e9s daquilo que conhece, exprimindo modelos da realidade atrav\u00e9s da ci\u00eancia e os expressar atrav\u00e9s das artes, como \u00e9 o caso da m\u00fasica. 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