{"id":1222,"date":"2020-02-09T22:38:38","date_gmt":"2020-02-10T01:38:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=1222"},"modified":"2020-03-25T18:16:56","modified_gmt":"2020-03-25T21:16:56","slug":"medo-morte-e-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/02\/09\/medo-morte-e-musica\/","title":{"rendered":"Medo, morte e m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\">\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 09 de fevereiro de 2020<\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\"><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">fornari @ unicamp . br<\/span><\/p>\n<p align=\"RIGHT\">\n<p align=\"RIGHT\">editado em 24 de mar\u00e7o de 2020<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/sites.google.com\/a\/unicamp.br\/musicologianamidia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/sites.google.com\/a\/unicamp.br\/musicologianamidia<\/a><\/p>\n<hr>\n<p>Entre janeiro e fevereiro deste ano come\u00e7amos a ver nos notici\u00e1rios a evolu\u00e7\u00e3o de um novo tipo de coronavirus, um grupo de v\u00edrus que causam doen\u00e7as tanto em aves quanto em mam\u00edferos (como n\u00f3s). Enquanto escrevia a primeira vers\u00e3o deste artigo, no in\u00edcio de fevereiro, o site <a href=\"https:\/\/www.worldometers.info\/coronavirus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.worldometers.info\/coronavirus\/<\/a> relatava que haviam sido registrados no mundo todo 34.974 casos constatados e 724 mortes por covid-19, a doen\u00e7a causada pelo novo coronavirus. Na \u00e9poca isto equivalia a um pouco menos de 0.0005% da popula\u00e7\u00e3o mundial, algo pouco maior do que a chance de ser atingido por um raio (0,0003%) ou menor do que pular de uma avi\u00e3o e o paraquedas n\u00e3o abrir (0,0007%). Este epis\u00f3dio havia me lembrado da legend\u00e1ria morte do grande compositor russo, do final do s\u00e9culo XIX, Pyotr Ilyich Tchaikovsky, falecido 9 dias ap\u00f3s estrear sua sexta sinfonia (de car\u00e1ter sombrio, melanc\u00f3lico e at\u00e9 desesperado). Sua morte \u00e9 por alguns atribu\u00edda a uma bem sucedida tentativa de suic\u00eddio, por intencionalmente ter obstinadamente bebido \u00e1gua n\u00e3o fervida durante uma grande epidemia de c\u00f3lera na sua regi\u00e3o (uma doen\u00e7a causada por um tipo de bact\u00e9ria, que \u00e9 atualmente considerada bem rara, apesar de ainda matar cerca de 15.000 brasileiros por ano, ou seja, cerca de 0,007% da popula\u00e7\u00e3o nacional, o que equivalia no come\u00e7o de 2020 a mais de 14 vezes o n\u00famero de mortes ocasionadas pelo novo coronavirus no mundo, at\u00e9 ent\u00e3o. Na \u00e9poca ponderei que ningu\u00e9m se preocupava com a possibilidade estonteantemente maior de morrer de c\u00f3lera, mas todos estavam muito temerosos com a possibilidade de se infectarem e at\u00e9 morrerem devido ao novo coronavirus. Agora, em 24 de mar\u00e7o de 2020, quando editei este artigo, o n\u00famero de casos do novo coronavirus subiu vertiginosamente, cerca de 10 vezes do que era a menos de 2 meses atr\u00e1s. Sabemos agora que o novo coronavirus \u00e9 de fato um problem s\u00e9rio; uma pandemia que provoca a COVID-19, uma infec\u00e7\u00e3o pulmonar para a qual a humanidade ainda n\u00e3o tem imunidade, agregado ao fato de se espalhar t\u00e3o facilmente quanto os virus da gripe, o que poder\u00e1 levar \u00e0 morte de cerca de 1% da popula\u00e7\u00e3o global, ao longo do corrente ano. Este \u00e9 um cen\u00e1rio de calamidade p\u00fablica que governos do mundo inteiro tem se unido para combater e mitigar. Este fato havia me levado no in\u00edcio de fevereiro, onde o impacto desta epidemia ainda era pouco conhecido e estudado, a pensar sobre o medo, em especial, o medo da morte, o que me inspirou a escrever sobre o medo da morte expresso pela m\u00fasica. Agora, 6 semanas ap\u00f3s a primeira edi\u00e7\u00e3o deste artigo, vemos que este medo \u00e9 real e os impactos globais quase que inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Durante este per\u00edodo tamb\u00e9m ocorreu uma mudan\u00e7a s\u00fabita e profundamente significativa na pol\u00edtica de edi\u00e7\u00e3o dos blogs de ci\u00eancia da Unicamp. Antes, cada autor era respons\u00e1vel pelo conte\u00fado de seu blog e assim livre para publicar seus textos no momento e na forma que desejasse. Agora, o conte\u00fado publicado nos blogs passou a ser revisado e editado por assessores an\u00f4nimos. Isto foi outro duro golpe na liberdade e na velocidade de publica\u00e7\u00e3o destes blogs, que deixaram de ter o dinamismo t\u00edpico da comunica\u00e7\u00e3o desta m\u00eddia e passam, pelo menos na minha opini\u00e3o, a se assemelhar a conte\u00fados mais est\u00e1ticos e vigiados, como aqueles encontrados em artigos impressos ou p\u00e1ginas de websites. Segue abaixo o texto original, conforme havia escrito anteriormente. Havia inicialmente pensado numa continua\u00e7\u00e3o deste tema, num novo artigo mas o ambiente de edi\u00e7\u00e3o dos blog tamb\u00e9m mudou, limitando acessos e impedindo a\u00e7\u00f5es simples como editar links. Se poss\u00edvel, continuarei a escrever blogs sobre musicologia em outra plataforma acad\u00eamica que a Unicamp venha a disponibilizar. Segue um link onde indicarei minhas novas e eventuais publica\u00e7\u00f5es sobre o tema da pesquisa em m\u00fasica. <a href=\"https:\/\/sites.google.com\/a\/unicamp.br\/musicologianamidia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/sites.google.com\/a\/unicamp.br\/musicologianamidia<\/a><\/p>\n<hr>\n<p>Eu penso que o sentimento de medo ocorre na mente de algu\u00e9m ao constatar a possibilidade da ocorr\u00eancia, num futuro imediato, de algo que venha a ser desvantajoso, como a sua pr\u00f3pria morte, dolo, perda de algo estimado, algu\u00e9m querido, uma condi\u00e7\u00e3o vantajosa e similares. Na m\u00fasica, que a imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o chama de m\u00fasica (imagino eu que esta seja uma porcentagem at\u00e9 acima dos dos que n\u00e3o ser\u00e3o afetados pelo coronavirus), existem estruturas r\u00edtmicas, mel\u00f3dicas, harm\u00f4nicas, timbr\u00edsticas (e, no caso da can\u00e7\u00e3o, agregando ainda mais nuances, com a prosa e a poesia da letra), que apresentam e contrastam padr\u00f5es sequenciados ao longo do tempo, que s\u00e3o facilmente detectados pela mente humana, atrav\u00e9s da audi\u00e7\u00e3o, de modo a incitar (ou at\u00e9 mesmo tantalizar) na mente do ouvinte uma trama de antecipa\u00e7\u00f5es, expectativas, surpresas e constata\u00e7\u00f5es ordenadas no tempo, da qual este \u00e9 mais controlado do que controlador; uma torrente guest\u00e1ltica de padr\u00f5es que inevitavelmente interpretamos de um certo modo espec\u00edfico.<\/p>\n<pre>Ilus\u00e3o sonora que parece se tratar de um som sempre elevando o seu pitch (ou altura musical) quando na verdade trata-se de um som em&nbsp;<em>looping<\/em>.<\/pre>\n<p><iframe title=\"Shepard-Risset Glissando\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XeNUO2mg_vE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Para tanto, deve-se existir hierarquias e contrastes dos elementos sonoros, afinal de contas, se todos os intervalos, notas e timbres forem iguais ao escrut\u00ednio da mente, n\u00e3o haveria como estruturar contrastes e portanto um discurso emotivo musical, baseado em tens\u00e3o e relaxamento, expectativa e constata\u00e7\u00e3o, seria imposs\u00edvel. Isto se baseia no princ\u00edpio f\u00edsico da s\u00e9rie harm\u00f4nica, diversas vezes mencionado anteriormente nos artigos aqui apresentados. Desta s\u00e9rie vem a no\u00e7\u00e3o de conson\u00e2ncia e disson\u00e2ncia (intervalos mais pr\u00f3ximos do in\u00edcio da s\u00e9rie, como a oitava, a quinta e a quarta, s\u00e3o percebidos pela audi\u00e7\u00e3o como sendo mais consonantes, enquanto que intervalos mais distantes da s\u00e9rie harm\u00f4nica, como a segunda maior e a segunda menor, s\u00e3o percebidos como mais dissonantes). <\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1224\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-1024x130.png\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"89\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-1024x130.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-300x38.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-768x97.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-1536x195.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-2048x260.png 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos-700x89.png 700w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1222-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos.mp3\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2020\/02\/intervalos.mp3<\/a><\/audio>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Outro ponto importante \u00e9 a mimese, do princ\u00edpio plat\u00f4nico de onde vem a famosa frase que diz que \u201ca arte imita a realidade\u201d (mencionado <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/09\/2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anteriormente<\/a>), que contrasta a narrativa (sem\u00e2ntica, que explica um fato) com a mimese (expressiva, que demonstra um fato). Desse modo, a arte e, entre estas, a m\u00fasica, tende a imitar a sonoridade de algo conhecido, a fim de intensificar sua capacidade expressiva. No caso de expressar o medo, a m\u00fasica pode usar sonoridades ac\u00fasticamente similares a alguma ocorr\u00eancia que denote perigo iminente, como sons graves e percussivos (ex: trov\u00f5es e urros de grandes predadores), ou sons agudos e estridentes (ex: ataques de aves de rapina ou o ro\u00e7ar violento de objetos cortantes em texturas r\u00edgidas, como facas ou espadas sendo afiadas). Estas sonoridades representam mimeticamente situa\u00e7\u00f5es de perigo que conhecemos, conscientemente ou n\u00e3o (como os sons de grandes predadores, que normalmente n\u00e3o temos contato na vida urbana, mas quem j\u00e1 escutou, por exemplo, um le\u00e3o de fato urrando, ao vivo, sabe que esta sonoridade inspira o mais profundo terror). De acordo com o contexto em que tais sonoridades s\u00e3o apresentadas (ex: em trilhas sonoras de filmes de horror ou suspense), estas podem facilmente induzir o medo no ouvinte.<\/span><\/p>\n<pre><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Psycho (1960), filme de Alfred Hitchcock , \u201cThe murder\u201d, composta por Bernard Herrmann.<\/span><\/pre>\n<p><iframe title=\"Theme from Psycho (1960) - Shower Scene HQ\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Me-VhC9ieh0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">O medo pode tamb\u00e9m ocorrer em tr\u00eas n\u00edveis. O primeiro \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o de um perigo iminente mas que ainda n\u00e3o se apresenta como imediato (por exemplo, ver um lobo nos espreitando, na outra margem de um rio) O segundo \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o do perigo iminente e imediato (por exemplo, ver que o lobo da outra margem do rio encontrou uma ponte e est\u00e1 agora vindo aceleradamente em nossa dire\u00e7\u00e3o). O terceiro \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o de impossibilidade de qualquer a\u00e7\u00e3o que possa evitar a trag\u00e9dia (por exemplo, estar frente a frente com o tal lobo do exemplo). Estes representam os 3 est\u00e1gios de rea\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica frente a um perigo, conhecidos pelos tr\u00eas \u201cf\u201d, em Ingl\u00eas: <i>fight<\/i> (\u201cbrigar\u201d, quando ainda h\u00e1 o que ser feito para evitar o perigo. \u00c9 o est\u00e1gio onde podemos sentir raiva), <i>flight<\/i> (\u201cfugir\u201d, quando n\u00e3o adiante tentar destruir o que representa o perigo. Neste tipo de situa\u00e7\u00e3o, sentimos apenas medo, nunca raiva) e <i>freeze<\/i> (\u201cparalisar\u201d, \u00e9 quando n\u00e3o h\u00e1 mais nada a ser feito para evitar o perigo. \u00c9 o momento em que uma presa se entrega ao seu predador, o condenado se entrega ao carrasco, ou como diz o aviso acima do portal do \u201cInferno\u201d de Dante Alighieri, &#8220;Deixai toda esperan\u00e7a, \u00f3 v\u00f3s que entrais!\u201d). A m\u00fasica <i>ad libitum<\/i> (livre, sem pulsa\u00e7\u00e3o regular) est\u00e1 associada, na minha opini\u00e3o, ao primeiro est\u00e1gio (<i>flight<\/i>), que apresenta a possibilidade iminente mas n\u00e3o imediata de perigo. A pulsa\u00e7\u00e3o regular representa o segundo est\u00e1gio (<i>flight<\/i>) onde ainda resta tentar fugir. A s\u00fabita aus\u00eancia da m\u00fasica (ou trilha sonora) ou a troca para sons mim\u00e9ticos (que representam diretamente perigo), representa bem o terceiro e \u00faltimo est\u00e1gio (<i>freeze<\/i>) onde s\u00f3 resta \u201cabandonar as esperan\u00e7as\u201d, mas com espa\u00e7o simb\u00f3lico e at\u00e9 factual para \u201cpranto e ranger de dentes\u201d. Esta evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 vista em diversas trilhas sonoras famosas, como a do filme <i>Jaws<\/i>, no momento em que o tubar\u00e3o faz a sua primeira v\u00edtima. <\/span><\/p>\n<pre>Cena do filme <em>Jaws<\/em> (1975) com trilha sonora apresentando os 3 est\u00e1gios do medo em m\u00fasica.<\/pre>\n<p><iframe title=\"Jaws (1975) - Chrissie&#039;s Last Swim Scene (1\/10) | Movieclips\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yrEvK-tv5OI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: 12pt\">Rick Beato. \u201cWhat Makes Music Creepy? | Inside the Science of Horror Music\u201d. Feb 3, 2020. <a href=\"https:\/\/youtu.be\/y-dMimIr1pY\">https:\/\/youtu.be\/y-dMimIr1pY<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: 12pt\">Seinfeld Sofia, Bergstrom Ilias, Pomes Ausias, Arroyo-Palacios Jorge, Vico Francisco, Slater Mel, Sanchez-Vives Maria V. \u201cInfluence of Music on Anxiety Induced by Fear of Heights in Virtual Reality\u201d. Frontiers in Psychology. Vol. 6. Pg. 1969. (2016). ISSN: 1664-1078. DOI: 10.3389\/fpsyg.2015.01969.. https:\/\/www.frontiersin.org\/article\/10.3389\/fpsyg.2015.01969 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: 12pt\">JESSICA STOLLER-CONRAD. \u201cPutting Fear In Your Ears: What Makes Music Sound Scary\u201d. June 12, 2012. https:\/\/www.npr.org\/sections\/health-shots\/2012\/06\/12\/154853739\/putting-fear-in-your-ears-what-makes-music-sound-scary<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif;font-size: 12pt\">William Aub\u00e9, Arafat Angulo-Perkins, Isabelle Peretz, Luis Concha, Jorge L. Armony. \u201cFear across the senses: brain responses to music, vocalizations and facial expressions\u201d. Social Cognitive and Affective Neuroscience, Volume 10, Issue 3, March 2015, Pages 399\u2013407, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/scan\/nsu067\">https:\/\/doi.org\/10.1093\/scan\/nsu067<\/a>. Published: 01 May 2014.<\/span><\/p>\n<hr>\n<p><strong><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Como citar este artigo:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Helvetica, sans-serif\">Jos\u00e9 Fornari. \u201cMedo, morte e m\u00fasica &#8211; parte 1\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 09 de fevereiro de 2020. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/02\/09\/48\/<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2020\/02\/09\/medo-morte-e-musica\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Medo, morte e m\u00fasica\"><p>Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 09 de fevereiro de 2020 fornari @ unicamp . br editado em 24 de mar\u00e7o de 2020 https:\/\/sites.google.com\/a\/unicamp.br\/musicologianamidia Entre janeiro e fevereiro deste ano come\u00e7amos a ver nos notici\u00e1rios a evolu\u00e7\u00e3o de um novo tipo de coronavirus, um grupo de v\u00edrus que causam doen\u00e7as tanto em aves quanto em mam\u00edferos (como [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[69,7,10,11,14,74,75,3,2,15,18,17,13,5],"class_list":["post-1222","post","type-post","status-publish","format-standard","category-musicologia","tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","tag-blog","tag-blogs","tag-jose-fornari","tag-josefornari","tag-medo","tag-morte-e-musica","tag-musica","tag-musicologia","tag-musicologia-na-midia","tag-nics","tag-tuti","tag-tutifornari","tag-unicamp","h-entry","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1222"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1222\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1257,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1222\/revisions\/1257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}