{"id":144,"date":"2019-01-16T18:00:32","date_gmt":"2019-01-16T20:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=144"},"modified":"2021-05-13T22:35:28","modified_gmt":"2021-05-14T01:35:28","slug":"3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/16\/3\/","title":{"rendered":"A representa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica em nota\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: right\"><em>Jose&nbsp;Fornari&nbsp;(Tuti)&nbsp;&#8211;&nbsp;16&nbsp;de&nbsp;janeiro&nbsp;de&nbsp;2019<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 12pt\">fornari @ unicamp . br<\/span><\/em><\/p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica \u00e9 uma arte composta por eventos sonoros ordenados no tempo. Uma vez que sons s\u00e3o entidades informacionais intang\u00edveis, que de fato ocorrem como m\u00fasica apenas no momento da performance, a m\u00fasica \u00e9 conhecida como a mais imaterial das artes. Para a preserva\u00e7\u00e3o e o estudo de uma composi\u00e7\u00e3o musical, \u00e9 necess\u00e1rio existir um m\u00e9todo de registr\u00e1-la, seja como processo ac\u00fastico ou atrav\u00e9s de dados simb\u00f3licos. O registro ac\u00fastico s\u00f3 veio a ser poss\u00edvel no final do s\u00e9culo 19 DC, com o advento do fon\u00f3grafo, em 1877 (adiante falarei sobre os modos de representa\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o ac\u00fastica no dom\u00ednio do tempo e no dom\u00ednio da frequ\u00eancia). Antes disso, apenas o registro simb\u00f3lico da m\u00fasica era poss\u00edvel de ser realizado, que normalmente ocorre atrav\u00e9s do que se conhece por nota\u00e7\u00e3o musical. Esta descreve o processo de recria\u00e7\u00e3o de uma performance musical, que \u00e9 o evento de gera\u00e7\u00e3o sonora, onde a composi\u00e7\u00e3o se manifesta na forma de uma sequ\u00eancia de passos fortemente ordenados ao longo do tempo, que se executados corretamente, por um ou mais m\u00fasicos, permite recriar um evento musical com similaridade perceptual suficiente para que este seja reconhecido pelos ouvintes como sendo uma performance de uma determinada composi\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_165\" style=\"width: 387px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-165\" class=\"wp-image-165\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/acousticXsymbolic.jpg\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"441\" \/><p id=\"caption-attachment-165\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Representa\u00e7\u00e3o dos dados ac\u00fasticos de um trecho musical no dom\u00ednio do tempo (acima), no dom\u00ednio da frequ\u00eancia (ao meio) e seus dados simb\u00f3licos (abaixo).<\/strong> Fonte: <a href=\"http:\/\/c4dm.eecs.qmul.ac.uk\/ismir15-amt-tutorial\/AMT_tutorial_ISMIR_2015.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Zhiyao Duan and Emmanouil Benetos. Automatic Music Transcription. Tutorial at ISMIR 2015<\/a><\/p><\/div>\r\n\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a nota\u00e7\u00e3o musical constitui um modo de se registrar a intang\u00edvel arte sonora musical, como que na forma de uma receita culin\u00e1ria, ou de um c\u00f3digo de programa\u00e7\u00e3o, com grande \u00eanfase na sequ\u00eancia temporal de eventos que registra o processo atrav\u00e9s do qual uma determinada performance musical pode ser recriada. Como a nota\u00e7\u00e3o musical n\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica em si mas apenas o seu \u201cmapa\u201d, ou seja, a sequ\u00eancia de passos ordenados no tempo para a recria\u00e7\u00e3o de uma performance, esta permite com que, al\u00e9m do compositor, o interprete tamb\u00e9m tenha uma significativa participa\u00e7\u00e3o criativa no processo musical. Atrav\u00e9s da sua t\u00e9cnica e da sua criatividade, a interpreta\u00e7\u00e3o de uma dada nota\u00e7\u00e3o musical pelo m\u00fasico ir\u00e1 influenciar decisivamente tanto na qualidade quanto no significado da performance. A nota\u00e7\u00e3o musical foi e sempre ser\u00e1 um importante m\u00e9todo de registro, tanto para a an\u00e1lise quanto para o entendimento do processo de cria\u00e7\u00e3o de uma composi\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_151\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-151\" class=\"wp-image-151\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/oldest-known-music-notation-ms-5105_f.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"761\" \/><p id=\"caption-attachment-151\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Partitura em nota\u00e7\u00e3o musical cuneiforme.<\/strong> Fonte: <a href=\"https:\/\/www.schoyencollection.com\/music-notation\/old-babylonia-cuneiform-notation\/oldest-known-music-notation-ms-5105\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.schoyencollection.com\/music-notation\/old-babylonia-cuneiform-notation\/oldest-known-music-notation-ms-5105<\/a><\/p><\/div>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem registros hist\u00f3ricos de nota\u00e7\u00f5es musicais muito anteriores \u00e0quelas utilizadas na m\u00fasica da Gr\u00e9cia antiga. Por exemplo, a <a aria-label=\"nota\u00e7\u00e3o que era utilizada na Sum\u00e9ria (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/www.theeventchronicle.com\/media\/clip\/listen-oldest-song-world-sumerian-hymn-written-3400-years-ago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nota\u00e7\u00e3o que era utilizada na Sum\u00e9ria<\/a> (atual Iraque) datada de 14 AC. Esta nota\u00e7\u00e3o era grafada em forma de escrita cuneiforme (ou seja, feitas com marcas de cunhas em placas de argila). Na Gr\u00e9cia antiga, a nota\u00e7\u00e3o musical era grafada em papel de papiro, onde a melodia j\u00e1 era organizada em tetracordes, ou seja, grupos de 4 notas onde a afina\u00e7\u00e3o da primeira e da \u00faltima (a quarta) nota s\u00e3o distanciadas por um intervalo de uma <a aria-label=\"quarta justa (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Perfect_fourth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quarta justa<\/a>, ou seja, um intervalo de frequ\u00eancia de 4 por 3. A afina\u00e7\u00e3o das duas notas intermedi\u00e1rias era m\u00f3veil, de acordo com o g\u00eanero de tetracorde utilizado. Neste per\u00edodo, os tetracordes eram pensados de forma descendente, ou seja, da nota mais aguda para a nota mais grave.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_153\" style=\"width: 616px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-153\" class=\"wp-image-153\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/tetrachords.png\" alt=\"\" width=\"606\" height=\"159\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/tetrachords.png 611w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/tetrachords-300x79.png 300w\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><p id=\"caption-attachment-153\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.opentextbooks.org.hk\/ditatopic\/2386\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.opentextbooks.org.hk\/ditatopic\/2386<\/a><\/p><\/div>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Arist\u00f3xeno, o g\u00eanero de tetracorde mais natural e antigo \u00e9 o diat\u00f4nico, pois apresenta intervalos m\u00e1ximos de afina\u00e7\u00e3o entre notas consecutivas de cerca de 1 tom. A escala diat\u00f4nica, composta por 2 destes tetracordes, \u00e9 conhecida desde antes da Gr\u00e9cia antiga, por ser gerada a partir de uma sucess\u00e3o de 6 quintas perfeitas. Por exemplo, para a escala diat\u00f4nica de D\u00f3 (C), tem-se os seguintes intervalos: F-C-G-D-A-E-B. Estes podem ser reorganizados de modo consecutivo, na seguinte sequ\u00eancia: C-D-E-F-G-A-B, que \u00e9 a escala diat\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_176\" style=\"width: 695px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-176\" class=\"wp-image-176\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/diatonic-scale-1.gif\" alt=\"\" width=\"685\" height=\"212\" \/><p id=\"caption-attachment-176\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.guitarnoise.com\/guide\/diatonic-chords\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.guitarnoise.com\/guide\/diatonic-chords\/<\/a><\/p><\/div>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota\u00e7\u00e3o musical que antecede a pauta atual, com 5 linhas (pentagrama), \u00e9 chamada de <a aria-label=\"neuma (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Neuma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">neuma<\/a> (da palavra grega &#8220;pneuma&#8221; que significa &#8220;sopro&#8221;). Os neumas normalmente indicavam apenas o contorno mel\u00f3dico, sem refer\u00eancia a sua divis\u00e3o r\u00edtmica. \u00c9 atribu\u00eddo a Guido D\u2019Arezzo, um monge beneditino do s\u00e9culo 10 DC, a introdu\u00e7\u00e3o da nota\u00e7\u00e3o musical moderna, ainda que neste per\u00edodo as m\u00fasicas continuassem sendo grafadas em pautas de 4 linhas e em hexacordes; grupos de 6 notas onde a s\u00e9tima nota da escala diat\u00f4nica (o que seria a nota Si da escala diat\u00f4nica de D\u00f3), era retirada a fim de evitar a ocorr\u00eancia do tr\u00edtono entre o quarto e o s\u00e9timo grau (Fa e Si), o que era chamado na \u00e9poca de \u201c<em>diabolus in musica<\/em>\u201d, ou &#8220;o intervalo do diabo&#8221;. Este era considerado um intervalo muito dissonante para os padr\u00f5es est\u00e9ticos musicais da \u00e9poca. A obra mais famosa de Guido D\u2019Arezzo \u00e9 o tratado \u201c<em>Micrologus<\/em>\u201d que analisa o canto gregoriano e a m\u00fasica polif\u00f4nica. [1,2,3]<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_159\" style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-159\" class=\"wp-image-159\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/micrologus-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"603\" \/><p id=\"caption-attachment-159\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.scribd.com\/doc\/316059199\/Guido-D-Arezzo-Micrologus-pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.scribd.com\/doc\/316059199\/Guido-D-Arezzo-Micrologus-pdf<\/a><\/p><\/div>\r\n\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Entre os s\u00e9culos 14 a 16 DC ocorreu o per\u00edodo da Renascen\u00e7a na Europa. A m\u00fasica neste per\u00edodo evoluiu do estilo medieval, onde apenas <a aria-label=\"intervalos (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Intervalo_(m\u00fasica)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">intervalos<\/a> perfeitos de un\u00edssonos, oitavas, quintas e quartas e eram considerados consonantes, para tamb\u00e9m englobar ter\u00e7as e sextas como intervalos consonantes. Ocorreu assim a prolifera\u00e7\u00e3o de estruturas musicais polif\u00f4nicas, onde diversas vozes (ou seja, melodias) passam a coexistir numa mesma pe\u00e7a musical, de uma forma harmonicamente interconectada. Isto levou ao desenvolvimento das chamadas t\u00e9cnicas de <a aria-label=\"contraponto (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Contraponto_(m\u00fasica)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">contraponto<\/a>, cujo principal te\u00f3rico foi Gioseffo Zarlino, considerado o mais importante te\u00f3rico musical desde Arist\u00f3xeno. Em seu livro \u201c<em>Le istitutioni harmoniche<\/em>\u201d, Zarlino apresenta diversas regras contrapont\u00edsticas, descrevendo t\u00e9cnicas de composi\u00e7\u00e3o com duas ou mais vozes simult\u00e2neas, al\u00e9m de tamb\u00e9m tratar de outros modos de afina\u00e7\u00e3o da escala musical, como o temperamento mesot\u00f4nico, considerado um precursor do atual modo de afina\u00e7\u00e3o de <a aria-label=\"temperamento igual (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Temperamento_igual\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">temperamento igual<\/a>. Outros importantes te\u00f3ricos musicais da renascen\u00e7a (entre tantos) foram: Nicola Vicentino, que estudou escalas microtonais e o volume sonoro na m\u00fasica; e Vincenzo Galilei, pai de Galileo Galilei, que fez importantes descobertas em ac\u00fastica, em especial na rela\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o de cordas e volume de colunas de ar na produ\u00e7\u00e3o de sons tonais. \u00c9 importante lembrar que foi na Renascen\u00e7a que ocorreu a inven\u00e7\u00e3o da imprensa, por Johann Gutenberg, o que contribuiu decisivamente para a prolifera\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o do conhecimento musical, atrav\u00e9s da impress\u00e3o de livros, tratados e partituras. [4]<\/p> <p>\u00a0<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[1] John Haines. \u201cThe Origins of the Musical Staff\u201d. The Musical Quarterly, Volume 91, Issue 3-4, October 2008, Pages 327\u2013378, https:\/\/doi.org\/10.1093\/musqtl\/gdp002. Published: 04 May 2009<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[2] Claude V. Palisca. &#8220;Guido of Arezzo&#8221;. In Deane L. Root. Grove Music Online. Oxford Music Online. Oxford University Press.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[3] M. L. West. \u201cAncient Greek Music\u201d. Clarendon Press. 1992<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[4] https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Renaissance_music&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como citar este artigo:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 Fornari. \u201cA representa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica em nota\u00e7\u00e3o\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 16 de janeiro de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/16\/3\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/16\/3\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente A representa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica em nota\u00e7\u00e3o\"><p>Jose&nbsp;Fornari&nbsp;(Tuti)&nbsp;&#8211;&nbsp;16&nbsp;de&nbsp;janeiro&nbsp;de&nbsp;2019 fornari @ unicamp . br A m\u00fasica \u00e9 uma arte composta por eventos sonoros ordenados no tempo. Uma vez que sons s\u00e3o entidades informacionais intang\u00edveis, que de fato ocorrem como m\u00fasica apenas no momento da performance, a m\u00fasica \u00e9 conhecida como a mais imaterial das artes. 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