{"id":1555,"date":"2022-11-13T16:21:00","date_gmt":"2022-11-13T19:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=1555"},"modified":"2024-03-10T18:13:29","modified_gmt":"2024-03-10T21:13:29","slug":"musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/13\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-1\/","title":{"rendered":"Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 1"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1555\" class=\"elementor elementor-1555\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-249f58e4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"249f58e4\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-9269363 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"9269363\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-299d70e4 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"299d70e4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Jos\u00e9 Fornari \u2013 <\/span><a href=\"mailto:fornari@unicamp.br\"><span style=\"font-weight: 400\">fornari@unicamp.br<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">13 novembro 2022<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Ainda \u00e9 comum professores de m\u00fasica comentarem que determinados alunos t\u00eam mais &#8220;musicalidade&#8221; do que outros, ou f\u00e3s dizendo que um certo m\u00fasico que eles apreciam, mesmo n\u00e3o tendo muita t\u00e9cnica, tem uma musicalidade incr\u00edvel. Se logo ap\u00f3s voc\u00ea escutar uma dessas frases, voc\u00ea perguntar a quem disse qual \u00e9 o significado de &#8220;musicalidade&#8221;, provavelmente esta pessoa n\u00e3o ser\u00e1 capaz de responder, pelo menos n\u00e3o de modo formal, e que n\u00e3o seja circular, por exemplo usando palavras similares ou sin\u00f4nimos (como: &#8220;musicalidade&#8221; \u00e9 a capacidade expressiva do m\u00fasico, \u00e9 relacionado ao seu talento, \u00e9 a energia da performance, etc.). Na verdade, esta \u00e9 de fato uma pergunta capciosa pois existe uma infinidade de conceitos \u00f3bvios e ao mesmo tempo inef\u00e1veis, por exemplo, o que \u00e9 beleza, ou o que \u00e9 justi\u00e7a, o que \u00e9 bom ou mau. Mesmo o que \u00e9 m\u00fasica, e se m\u00fasica \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 uma linguagem. As pessoas, ao mesmo tempo que t\u00eam opini\u00f5es fort\u00edssimas sobre tais assuntos, normalmente s\u00e3o incapazes de definir formalmente os termos que defendem ou atacam (e por &#8220;formalmente&#8221; eu quero dizer, de modo claro, coerente, conciso, sem redund\u00e2ncias e evitando <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fal%C3%A1cia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">fal\u00e1cias l\u00f3gicas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">). Para mim, um dos pap\u00e9is mais interessantes da musicologia sistem\u00e1tica (o estudo cient\u00edfico da m\u00fasica) \u00e9 tentar definir formalmente termos e conceitos de natureza musical, art\u00edstica, expressiva e portanto n\u00e3o sem\u00e2nticos, como s\u00e3o os elementos da linguagem (com seus sujeitos, adjetivos, verbos e afins).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Musicalidade \u00e9 amplamente estudada ao mesmo tempo que pouco definida. Segundo Susan Hallam, autora do livro &#8220;<\/span><a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/2007-01022-005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Musicality<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&#8221; (da Oxford University Press, 2006), o termo \u00e9 usado de modo muito gen\u00e9rico, referindo tanto a pessoas muito talentosas em m\u00fasica (seja em composi\u00e7\u00e3o, performance ou an\u00e1lise) como tamb\u00e9m para se referir a pessoas que gostam muito de m\u00fasica. Eu conheci pessoas que amavam m\u00fasica mas que n\u00e3o tinham qualquer talento musical (pelo menos aparentemente ou auto declarado). Tamb\u00e9m conheci excelentes m\u00fasicos que diziam gostar pouco ou quase nada de m\u00fasica, tratando a arte das musas mais como um trabalho, um fardo de sua profiss\u00e3o, ao inv\u00e9s de uma satisfa\u00e7\u00e3o. Existem tamb\u00e9m casos na neuroci\u00eancia de pessoas desprovidas de capacidade ou gosto musical; disturbio este chamado de &#8220;<\/span><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Amusia\"><span style=\"font-weight: 400\">amusia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;; uma condi\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria por\u00e9m n\u00e3o necessariamente gen\u00e9tica (n\u00e3o foram encontrados &#8220;genes da amusia&#8221; por\u00e9m esta costuma ocorrer mais frequentemente dentro da mesma fam\u00edlia) que ocorre em cerca de <\/span><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1950825\/\"><span style=\"font-weight: 400\">4% da popula\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. indiv\u00edduos com amusia s\u00e3o incapazes de cantar ou assobiar uma melodia simples, como &#8220;parab\u00e9ns a voc\u00ea&#8221; de modo que outros a reconhe\u00e7am. Tim Falconer \u00e9 um desses casos, que relata gostar de m\u00fasica, por\u00e9m antes de ser diagnosticado clinicamente com amusia cong\u00eanita pela pesquisadora e neurocientista <\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/YYym_6wdZTw\"><span style=\"font-weight: 400\">Isabelle Peretz<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, n\u00e3o entendia porque todos ficavam apavorados quando ele come\u00e7ava a cantar. Segundo Peretz, Falconer \u00e9 uma pessoa muito inteligente, espirituosa, articulada, e que inclusive escreveu um livro bastante engra\u00e7ado, sobre o seu curioso caso de &#8220;cantor ruim&#8221; (<\/span><a href=\"https:\/\/timfalconer.com\/books\/bad-singer\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Bad Singer<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Amusia algumas vezes \u00e9 tamb\u00e9m chamada de &#8220;surdez tonal&#8221; (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">tone deafness<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">) e \u00e9 interessante notar que de fato, este disturbio realmente parece afetar apenas a capacidade do paciente em entender, identificar e produzir tonalidade (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">pitch<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">). Por\u00e9m sua percep\u00e7\u00e3o r\u00edtmica parece n\u00e3o ser afetada pela amusia. No <\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/YYym_6wdZTw?t=509\"><span style=\"font-weight: 400\">v\u00eddeo acima mencionado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, Peretz mostra uma grava\u00e7\u00e3o de Falconer cantando &#8220;<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">happy birthday<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">&#8221; onde \u00e9 poss\u00edvel perceber como a divis\u00e3o r\u00edtmica da melodia est\u00e1 correta, enquanto que as notas est\u00e3o bastante alteradas (especialmente quando Falconer canta a melodia substituindo a letra da can\u00e7\u00e3o por &#8220;l\u00e1-l\u00e1-l\u00e1&#8221;). A musicalidade, no sentido de aprecia\u00e7\u00e3o musical, como se nota em pessoas com amusia, transcende a capacidade de produ\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica. Na verdade, a musicalidade transcende at\u00e9 mesmo a <\/span><a href=\"https:\/\/medium.com\/@rachelelainemonica\/how-deaf-people-experience-music-a313c3fa4bfd#:~:text=For%20people%20who%20are%20deaf,it%20in%20a%20full%20capacity.\"><span style=\"font-weight: 400\">capacidade de escutar m\u00fasica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Existem muitos estudos e exemplos de surdos que apreciam e produzem m\u00fasica. A comunidade surda participa de concertos e muitos shows de m\u00fasica pop (ou seja, contendo can\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o m\u00fasicas com letra) frequentemente traduzidos durante a performance por int\u00e9rpretes de lingua de sinais. Existem inclusive m\u00fasicos famosos que s\u00e3o surdos, como a percussionista\u00a0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.evelyn.co.uk\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Evelyn Glennie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ou o artista de hip-hop <\/span><a href=\"https:\/\/www.deafinitelydope.org\/team-member\/matt-maxey\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Matt Maxey.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> \u00c9 importante destacar que a comunidade surda \u00e9 muito ecl\u00e9tica em termos de sensibilidade auditiva. Existem nela desde surdos com uma leve perda auditiva (que os incapacita, por exemplo, a acompanhar uma conversa ou escutar uma TV em volume normal) at\u00e9 pessoas profundamente surdas. Os surdos totais s\u00e3o raros; normalmente s\u00e3o os que realizaram o procedimento cir\u00fargico de implante coclear, que fisicamente interrompe a condu\u00e7\u00e3o ac\u00fastica para a c\u00f3clea tornando-os, na aus\u00eancia do sensor eletr\u00f3nico, totalmente incapazes de escutar qualquer est\u00edmulo sonoro. No entanto, som \u00e9 vibra\u00e7\u00e3o e como tal, \u00e9 tamb\u00e9m percebido pelo tato ou na vibra\u00e7\u00e3o de nossas v\u00edsceras (especialmente no caso de sons bastante graves e intensos), est\u00edmulos estes que os surdos especialmente profundos e cong\u00eanitos, pelo processo cerebral de <\/span><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neuroplasticity\"><span style=\"font-weight: 400\">neuroplasticidade funcional<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, se tornam particularmente sens\u00edveis. O fato \u00e9 que musicalidade transcende nossa capacidade de escutar ou de produzir m\u00fasica pois est\u00e1 fortemente embasada numa necessidade humana; a necessidade de se comunicar expressivamente, o que antecede e ampara a linguagem, sendo desta a inten\u00e7\u00e3o expressiva e subjetiva por tr\u00e1s de sua express\u00e3o sem\u00e2ntica e objetiva. Desse modo, existem infinitas est\u00e9ticas musicais, as quais muitas vezes (ou quase sempre) se antagonizam, como \u00e9 comum a gera\u00e7\u00e3o anterior detestar a m\u00fasica da gera\u00e7\u00e3o seguinte, e vice versa. A musicalidade tamb\u00e9m expressa identidade cultural; processos de encultura\u00e7\u00e3o que criam est\u00e9ticas sonoras podem n\u00e3o ser entendidos por ouvintes de fora daquele contexto comunit\u00e1rio. Por exemplo, nas cantigas de capoeira, para mim existe a evid\u00eancia deste fen\u00f4meno; um interessante exemplo de identidade cultural sonora na inflex\u00e3o tonal das notas prolongadas nos finais das frases, que tendem a se deslocar ligeiramente acima da nota correspondente da escala musical. Isso que parece uma desafina\u00e7\u00e3o para mim \u00e9 intencional (apesar de intuitiva) pois insere um significado expressivo sonoro dram\u00e1tico, de combate, uma musicalidade de tens\u00e3o e expectativa que intensificam a expressividade geral de todo o espet\u00e1culo multimodal. Provavelmente isto foi inclu\u00eddo naturalmente, ao longo de gera\u00e7\u00f5es, sem que ningu\u00e9m ao certo desse conta, mas que de fato funciona (tanto \u00e9 que muitas grava\u00e7\u00f5es de est\u00fadio, das cantigas de capoeira, com a voz do cantor perfeitamente afinada e bem processada, para mim perdem grande parte do mist\u00e9rio e da relev\u00e2ncia dessa tradi\u00e7\u00e3o cultural nacional, t\u00e3o ic\u00f4nica e importante).<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"Roda de Capoeira Angola - nZambi - Mestra Elma\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z80f2I0CesU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/20\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">continua \u2026.\u00a0<\/span><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\">Importante<\/span>: As opini\u00f5es aqui apresentadas s\u00e3o \u00fanica e exclusivamente do autor do artigo, no momento de sua escrita e assim n\u00e3o representam a opini\u00e3o formal institucional ou de qualquer grupo cujo autor perten\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como citar este artigo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Jos\u00e9 Fornari. \u201cMusicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 1\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. Data da publica\u00e7\u00e3o: 13 de novembro de 2022. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/13\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-1\/<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/13\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-1\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 1\"><\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[84,8],"tags":[69,7,11,14,3,2,18,17,5],"class_list":{"0":"post-1555","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-filosofia-da-musica","7":"category-musicologia","8":"tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","9":"tag-blog","10":"tag-jose-fornari","11":"tag-josefornari","12":"tag-musica","13":"tag-musicologia","14":"tag-nics","15":"tag-tuti","16":"tag-unicamp","17":"h-entry","18":"hentry"},"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1555"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1667,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555\/revisions\/1667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}