{"id":1566,"date":"2022-11-20T14:23:36","date_gmt":"2022-11-20T17:23:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=1566"},"modified":"2024-03-10T18:02:38","modified_gmt":"2024-03-10T21:02:38","slug":"musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/20\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2\/","title":{"rendered":"Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade \u2013 parte 2"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1566\" class=\"elementor elementor-1566\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6183e8ca elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"6183e8ca\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-16706239 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"16706239\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-75609933 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"75609933\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Jos\u00e9 Fornari \u2013 <\/span><a href=\"mailto:fornari@unicamp.br\"><span style=\"font-weight: 400\">fornari@unicamp.br<\/span><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">20 novembro 2022<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/13\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">link para a parte anterior<\/span><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Musicalidade, para mim, \u00e9 a capacidade qualitativa de ser musical. Ser musical \u00e9 a capacidade qualitativa de produzir, interpretar ou mesmo apreciar m\u00fasica. M\u00fasica \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o sonora humana, que \u00e9 expressiva e n\u00e3o sem\u00e2ntica (distinguindo-se assim da linguagem, que \u00e9 a nossa comunica\u00e7\u00e3o sonora sem\u00e2ntica). Som \u00e9 de fato <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Qualia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">qualia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ou seja, \u00e9 um elemento subjetivo, qualitativo, psicol\u00f3gico; \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria ou imagina\u00e7\u00e3o de um est\u00edmulo ac\u00fastico, ou seu correspondente multimoda (como a vibra\u00e7\u00e3o ac\u00fastica sentida pelo tato). Por isso que podemos escutar, lembrar ou at\u00e9 sonhar com sons e m\u00fasicas inteiras, mesmo na aus\u00eancia do seu correspondente est\u00edmulo ac\u00fastico. Se o som \u00e9 psicol\u00f3gico, m\u00fasica \u00e9 necessariamente contextual pois depende do entendimento subjetivo a priori do ouvinte (o que ouve ou imagina ouvir o som); englobando tamb\u00e9m como o ouvinte compreende e julga o que \u00e9 m\u00fasica, em contraste ao seu oposto, que para mim n\u00e3o \u00e9 o sil\u00eancio mas sim o ru\u00eddo, Este \u00e9 aqui definido como sendo &#8220;todo som n\u00e3o consentido&#8221;, que n\u00e3o \u00e9 desejado, que n\u00e3o \u00e9 bem vindo, que n\u00e3o queremos escutar (ouvir com aten\u00e7\u00e3o) mas que somos obrigados pelas circunst\u00e2ncias a escut\u00e1-lo compulsoriamente. Ru\u00eddos v\u00e3o desde ocorr\u00eancias de anomalias auditivas, como <\/span><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tinnitus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400\">tinnitus<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (diversos tipos de zumbidos nos ouvidos, frequentes e insistentes), anomalias cognitivas (subjetivas) como <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Earworm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400\">earworm<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (trechos de m\u00fasica que obsessivamente se repetem involuntariamente em nossa mem\u00f3ria auditiva) ou at\u00e9 mesmo a &#8220;m\u00fasica&#8221; que n\u00e3o gostamos e n\u00e3o controlamos, como aquela da festa do vizinho, que voc\u00ea \u00e9 obrigado a escutar e que por isso normalmente detesta. Sendo assim, musicalidade n\u00e3o \u00e9 apenas contextual mas tamb\u00e9m cultural, pois o mesmo m\u00fasico poder\u00e1 ser considerado muito musical para uma certa audi\u00eancia e o contr\u00e1rio para outra. Um exemplo disso, a meu ver, foram os <\/span><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ramones\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Ramones<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, a famosa banda punk rock fundada nos anos 1970 e que come\u00e7aram a se apresentar musicalmente mesmo sem saber tocar ou cantar, mas mesmo assim (ou talvez justamente por isso) acabaram tendo um enorme sucesso. Eu, que n\u00e3o sou f\u00e3 desse g\u00eanero musical, mesmo assim sempre tive uma estranha simpatia pela musicalidade desse grupo, a qual atribuo \u00e0 espontaneidade e \u00e0 sinceridade, tanto pessoal de seus membros quanto criativa da banda, que se evidenciava nitidamente em sua produ\u00e7\u00e3o musical.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/3RmlYRlWvB0\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/youtu.be\/3RmlYRlWvB0<\/span><\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"The Ramones documentary\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3RmlYRlWvB0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sinceridade e espontaneidade s\u00e3o para mim atributos fundamentais da musicalidade. \u00c9 raro algum artista fazer sucesso p\u00fablico compondo e interpretando m\u00fasicas de g\u00eaneros que n\u00e3o fazem parte de sua forma\u00e7\u00e3o cultural pessoal; de sua hist\u00f3ria de vida. Os ouvintes s\u00e3o particularmente sens\u00edveis \u00e0 sinceridade expressa pela m\u00fasica e mesmo que o artista seja muito habilidoso, a sua raiz cultural \u00e9 sempre destacada e involuntariamente evidenciada em sua express\u00e3o musical. Comparando, \u00e9 como o sotaque na linguagem. N\u00e3o importa quanto tempo algu\u00e9m viva no estrangeiro, se este indiv\u00edduo aprendeu o novo idioma depois de adulto, jamais ir\u00e1 fal\u00e1-lo sem sotaque. Mesmo regionalmente, em pa\u00edses como o Brasil, com grande diversidade cultural entre regi\u00f5es, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o percebermos o sotaque de algu\u00e9m que n\u00e3o seja de nossa comunidade de origem. A m\u00fasica tamb\u00e9m tem seu sotaque e assim a sua sinceridade com o g\u00eanero de origem, o que \u00e9 imediatamente percebido pela audi\u00eancia; estabelecendo ou destruindo la\u00e7os de empatia do artista com seu p\u00fablico. Em estilos musicais improvisados, como o Jazz, este efeito \u00e9 ainda mais evidente, pois a m\u00fasica (normalmente sua estrutura mel\u00f3dica) \u00e9 desenvolvida no momento da sua performance, o que invariavelmente leva o m\u00fasico a utilizar trechos j\u00e1 conhecidos de um repert\u00f3rio automatizado de a\u00e7\u00f5es musicais que identificam ainda mais a sua origem sociocultural. Assim, tentar improvisar num estilo que n\u00e3o faz parte da forma\u00e7\u00e3o do m\u00fasico (como, por exemplo, um estadunidense improvisando um samba ou um brasileiro improvisando um jazz, apesar de ser um bom exerc\u00edcio, para mim, artisticamente \u00e9 sempre coibido pela inevit\u00e1vel falta de espontaneidade). A meu ver, uma das vantagens de m\u00fasicos improvisadores brilhantes como Hermeto Pascoal, foi justamente n\u00e3o ter imitado improvisadores estrangeiros, mas criado o seu pr\u00f3prio, aut\u00eantico e indubit\u00e1vel estilo improvisacional de cria\u00e7\u00e3o musical (al\u00e9m, \u00e9 claro, de seu enorme talento acusm\u00e1tico e perform\u00e1tico).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/JyAaqPl_hSU\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/youtu.be\/JyAaqPl_hSU<\/span><\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Hermeto Pascoal | Improviso Piano \/ Mazinho tocando no Coreto (Hermeto Pascoal) | Instrumental Sesc\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JyAaqPl_hSU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Num outro estilo musical diametralmente oposto, mas a meu ver tamb\u00e9m brilhante, \u00e9 o trabalho musical de Arrigo Barnab\u00e9, menos improvisado e instrumental, mais formal e experimental; um tipo de <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Serialismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">serialismo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> popular bastante sincero \u00e0s ra\u00edzes culturais do artista, na musicalidade da sua gera\u00e7\u00e3o urbana dos anos 1980, na ent\u00e3o nascente sociedade ubiquamente eletr\u00f4nica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/hdvaiSRQaP4\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/youtu.be\/hdvaiSRQaP4<\/span><\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Arrigo Barnab\u00e9 no #EmCasaComSesc\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hdvaiSRQaP4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Eu concordo com a proposta do <\/span><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Singing-Neanderthals-Origins-Music-Language\/dp\/0674025598\/ref=sr_1_5?qid=1668909859&amp;refinements=p_27%3ASteven+Mithen&amp;s=books&amp;sr=1-5&amp;ufe=app_do%3Aamzn1.fos.db68964d-7c0e-4bb2-a95c-e5cb9e32eb12\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">arque\u00f3logo, professor e autor Steven Mithen<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ao sugerir que m\u00fasica descende de uma proto linguagem n\u00e3o-verbal, constitu\u00edda por interjei\u00e7\u00f5es, que Mithen chama de HMMMM (<\/span><a href=\"http:\/\/aum.dartmouth.edu\/~larry\/music1052008\/readings\/Mithen_etal_response06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Holistic, Manipulative, Multi-modal, Musical and Mimetic<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> ) ou seja, Hol\u00edsticas (que cada som tem um significado \u00fanico e completo), Manipulativa (cada som representa uma ordem ou inten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica), Multimodais (as interjei\u00e7\u00f5es normalmente acompanham gestos, express\u00f5es faciais, cheiros, etc.), Musicais (tem propriedades sonoras similares \u00e0 m\u00fasica, como a regularidade tonal e r\u00edtmica) e Mim\u00e9ticas (ao escutar uma interjei\u00e7\u00e3o, outros indiv\u00edduos do mesmo grupo tendem a repeti-la). Este conceito est\u00e1 ligado \u00e0 <\/span><a href=\"https:\/\/journals.openedition.org\/signata\/1115\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">etologia musical <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">que estuda a comunica\u00e7\u00e3o animal para tra\u00e7ar paralelos comportamentais, expressivos e similaridades sonoras com a m\u00fasica, como forma de comunica\u00e7\u00e3o expressiva humana. Nesse sentido, m\u00fasica \u00e9 particularmente eficiente para identificar e constituir la\u00e7os afetivos entre indiv\u00edduos de um mesmo grupo e justamente por isso que \u00e9 t\u00e3o sens\u00edvel \u00e0 sinceridade e \u00e0 espontaneidade do artista, em especial durante sua performance e improvisa\u00e7\u00e3o, que pelo vi\u00e9s da multimodalidade (o segundo M de HMMMM) permite sua extens\u00e3o a outras formas de arte, como a dan\u00e7a e o cinema. Neste vi\u00e9s, a vida e obra de Federico Fellini, um dos maiores cineastas do s\u00e9culo XX, se destaca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/9vX83H9Z4dk\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/youtu.be\/9vX83H9Z4dk<\/span><\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Fellini: I&#039;m a Born Liar - Trailer\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9vX83H9Z4dk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O cinema de Fellini, al\u00e9m de fortemente musical (com a fiel e assertiva participa\u00e7\u00e3o de <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nino_Rota\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Nino Rota<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> compondo as trilhas sonoras de seus filmes) foi conhecido (e por isso temido por muitos atores) por ser praticamente todo improvisado. Fellini dizia que ele dirigia seus filmes apenas nas primeiras semanas de filmagem e ap\u00f3s isso era o filme que dirigia Fellini. Numa entrevista mostrada no document\u00e1rio (do trailer acima), Fellini, num dado momento, fala com grande profundidade e lucidez sobre a sua vis\u00e3o do que \u00e9 improvisa\u00e7\u00e3o. De modo direto e sucinto, Fellini fala algo nas seguintes linhas; que &#8220;improvisa\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 para ele uma palavra errada, de certo modo at\u00e9 ofensiva, pois n\u00e3o d\u00e1 o devido peso e significado a este processo de cria\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. A palavra &#8220;improvisa\u00e7\u00e3o&#8221; denota confus\u00e3o, omiss\u00e3o, pouco caso (ex: um servi\u00e7o feito de modo improvisado). Para ele, uma palavra mais correta para se referir a esse processo sincero e espont\u00e2neo de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, que exige compenetra\u00e7\u00e3o quase que ritual\u00edstica daquele que a faz, seria &#8220;disponibilidade&#8221;. N\u00e3o basta que o artista apenas ajeite a esmo os elementos componentes de sua obra, num improviso qualquer, desinteressado e ausente, mas este deve estar disposto e dispon\u00edvel para que um processo misterioso de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica ocorra atrav\u00e9s dele, que para tal deve se disponibilizar para promover a sua cria\u00e7\u00e3o, como se desse fosse um atento e prestativo servi\u00e7al, ao inv\u00e9s de um vaidoso e centralizador mestre, o que quase sempre impede que o processo criativo seja excepcional.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/12\/04\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">continua \u2026<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\">Importante<\/span>: As opini\u00f5es aqui apresentadas s\u00e3o \u00fanica e exclusivamente do autor do artigo, no momento de sua escrita e assim n\u00e3o representam a opini\u00e3o formal institucional ou de qualquer grupo cujo autor perten\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como citar este artigo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Jos\u00e9 Fornari. \u201cMusicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 2\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. Data da publica\u00e7\u00e3o: xx de novembro de 2022. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/20\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2\/<\/span><\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/20\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade \u2013 parte 2\"><\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[84,8],"tags":[69,7,11,14,3,2,17,13,5],"class_list":["post-1566","post","type-post","status-publish","format-standard","category-filosofia-da-musica","category-musicologia","tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","tag-blog","tag-jose-fornari","tag-josefornari","tag-musica","tag-musicologia","tag-tuti","tag-tutifornari","tag-unicamp","h-entry","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1566"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1566\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1661,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1566\/revisions\/1661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}