{"id":1571,"date":"2022-12-04T14:08:12","date_gmt":"2022-12-04T17:08:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=1571"},"modified":"2024-03-10T17:52:35","modified_gmt":"2024-03-10T20:52:35","slug":"musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/12\/04\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-3\/","title":{"rendered":"Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 3"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1571\" class=\"elementor elementor-1571\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ac5d614 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"ac5d614\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1ff7e811 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"1ff7e811\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2ab26ec0 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2ab26ec0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Jos\u00e9 Fornari \u2013 fornari@unicamp.br<br \/>04 dezembro 2022<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/11\/20\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link para a parte anterior<\/a><\/p>\n<p>Durante um bom tempo, no final do s\u00e9culo passado, eu atuei como m\u00fasico popular semi profissional, complementando minha renda com eventuais servi\u00e7os musicais, acompanhando cantores, tocando em grupos e me apresentando solo. Uma coisa que sempre me chamava a aten\u00e7\u00e3o era o frequente sarcasmo, comum aos m\u00fasicos de profiss\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00fasicas que tinham que tocar. Muitos detestavam (ou pelo menos diziam detestar) o repert\u00f3rio que eram solicitados a incluir em eventos que os contratavam. Eu mesmo fui um deles; contagiado por esse comportamento que hoje considero contraproducente e at\u00e9 mesmo t\u00f3xico. Era comum m\u00fasicos se reunirem, nos intervalos ou ap\u00f3s suas apresenta\u00e7\u00f5es, para ridicularizar as can\u00e7\u00f5es que emocionavam suas plateias. Acho que \u00e9 por isso que m\u00fasicos costumam ser bons em trocadilhos, pois este \u00e9 uma forma velada de agress\u00e3o; um sarcasmo fon\u00e9tico que distorce o contexto do que foi dito, e que por isso, penso eu, muitas vezes irrita quem o escuta, pois sinaliza desinteresse pela conversa, indo assim contra um princ\u00edpio b\u00e1sico da comunica\u00e7\u00e3o expressiva sonora; a sinceridade. Conforme discutida anteriormente, a sinceridade da comunica\u00e7\u00e3o pode ser percebida nas inflex\u00f5es n\u00e3o sem\u00e2nticas da pros\u00f3dia da oralidade (o modo como uma frase \u00e9 dita), na comunica\u00e7\u00e3o de adultos com crian\u00e7as, especialmente na fase pr\u00e9-verbal, e animais de estima\u00e7\u00e3o (que apresentam espontaneamente muitos elementos musicais, como regularidades r\u00edtmicas e tonais) e em especial na m\u00fasica. Demorou para eu finalmente aprender que esse comportamento \u00e9 como um veneno mental, que lentamente intoxica quem o excreta.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m nessa \u00e9poca que aprendi a diferen\u00e7a entre o que \u00e9 ser \u201cm\u00fasico\u201d e o que \u00e9 ser \u201cartista\u201d. Muitas vezes confundida, inclusive pelos pr\u00f3prios m\u00fasicos e artistas, o m\u00fasico est\u00e1 para o artista assim como o cozinheiro est\u00e1 para o chef. Muitos chefs s\u00e3o ex\u00edmios cozinheiros, mas nem todo cozinheiro tem condi\u00e7\u00f5es ou mesmo ambi\u00e7\u00f5es de se tornar um chef. O m\u00fasico \u00e9 o que reproduz aquilo que o artista produziu. No entanto, uma significativa parcela da arte, como um todo, seja na culin\u00e1ria ou na m\u00fasica \u00e9, mesmo que involuntariamente, agregada durante a reprodu\u00e7\u00e3o, que no caso da m\u00fasica \u00e9 a performance. Mesmo com o advento tecnol\u00f3gico da grava\u00e7\u00e3o sonora, int\u00e9rpretes continuam e continuar\u00e3o sendo fundamentais para a arte musical pois n\u00e3o apenas reproduzem, como um gravador, o que o compositor criou, mesmo porque a partitura n\u00e3o d\u00e1 conta de conter todas as significa\u00e7\u00f5es sonoras de uma pe\u00e7a musical. O int\u00e9rprete agrega nuances t\u00e9cnicas e expressivas em sua performance e assim imbue nesta, elementos de sua personalidade e estado emocional. Para que esse processo seja otimizado, sinceridade na comunica\u00e7\u00e3o expressiva \u00e9 fundamental, e um fator antagonista disso, a meu ver, \u00e9 o sarcasmo. Eu entendo que a m\u00fasica como profiss\u00e3o pode muitas vezes at\u00e9 se tornar algo detest\u00e1vel (afinal eu estive l\u00e1) mas quanto mais o indiv\u00edduo reage negativamente aos eventuais desafios que lhe ocorrem, mais aumenta a in\u00e9rcia de suas ocorr\u00eancias. Nesse sentido, e aqui indo al\u00e9m da esfera musical, o perd\u00e3o acaba sendo uma estrat\u00e9gia proativa contra a reatividade basal do \u201colho por olho, dente por dente\u201d. Conforme disse Einstein: \u201c\u00e9 imposs\u00edvel resolver um problema com a mesma atitude que o criou\u201d (\u201c<em>problems cannot be solved with the same mind set that created them.<\/em>\u201d). Em minha experi\u00eancia pessoal, muitos m\u00fasicos artistas por mim admirados tamb\u00e9m tinham personalidades admir\u00e1veis. Sem citar nomes, cheguei a conhecer pessoalmente alguns grandes artistas da MPB, que tamb\u00e9m me impressionaram por terem uma mod\u00e9stia quase que sacerdotal, ao mesmo tempo em que seus m\u00fasicos acompanhadores conspicuamente esbanjavam as atitudes mais altivas e arrogantes.<\/p>\n<p>Sendo a performance respons\u00e1vel por agregar elementos criativos \u00e0 composi\u00e7\u00e3o, no caso da improvisa\u00e7\u00e3o, pode-se dizer que toda a criatividade converge para um \u00fanico ponto focal; o da performance. A meu ver, seria como representar a musicalidade por uma elipse cujos dois focos s\u00e3o a \u201ccomposi\u00e7\u00e3o\u201d e a \u201cperformance\u201d, e que no caso da improvisa\u00e7\u00e3o, \u00e9 transformada para o seu caso especial, o c\u00edrculo, com um \u00fanico foco; o da \u201ccomposi\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1573\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2022\/12\/Screen-Shot-2022-12-04-at-13.59.24-300x132.png\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2022\/12\/Screen-Shot-2022-12-04-at-13.59.24-300x132.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2022\/12\/Screen-Shot-2022-12-04-at-13.59.24.png 370w\" sizes=\"(max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><\/p>\n<p>Quanto mais formal \u00e9 a m\u00fasica, mais a elipse de sua musicalidade tem seus focos distanciados. Quanto mais espont\u00e2nea \u00e9 a m\u00fasica, mais os focos se aproximam, at\u00e9 (quase) se encontrarem, no caso da improvisa\u00e7\u00e3o. Digo \u201cquase\u201d pois a improvisa\u00e7\u00e3o totalmente livre \u00e9 um ideal inalcan\u00e7\u00e1vel. Isto seria o equivalente da oralidade espont\u00e2nea totalmente livre, onde at\u00e9 o significado das palavras fosse criado no momento de sua oraliza\u00e7\u00e3o, o que acabaria rompendo com a possibilidade de qualquer comunica\u00e7\u00e3o sonora de fato, uma vez que ningu\u00e9m entenderia o que est\u00e1 sendo dito e sobraria apenas a sensa\u00e7\u00e3o de algo insond\u00e1vel pela cogni\u00e7\u00e3o dos ouvintes, ou seja, uma inc\u00f3gnita (que pelo seu absurdo, muitas vezes poderia at\u00e9 ser c\u00f4mico).<\/p>\n<p><iframe title=\"Bruce Almighty - Evan&#039;s Gibberish\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FiEw1jcLztA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Existem diversos tipos de improvisa\u00e7\u00e3o musical. O mais conhecido \u00e9 a improvisa\u00e7\u00e3o jazz\u00edstica tradicional, que ocorre na esfera mel\u00f3dica, sobre uma estrutura harm\u00f4nica que se repete. Estas podem se estender para improvisa\u00e7\u00f5es que envolvam tamb\u00e9m elementos harm\u00f4nicos, contendo \u201creharmoniza\u00e7\u00f5es\u201d (mudan\u00e7as da estrutura harm\u00f4nica) ou mudan\u00e7as r\u00edtmicas. Indo mais al\u00e9m, improvisa\u00e7\u00f5es podem romper com a estrutura identit\u00e1ria do g\u00eanero musical, agregando ou transcendendo seus elementos estruturais e assim se libertando de seus contextos musicais fundacionais, algumas vezes referidos como \u201cidiom\u00e1ticos\u201d. Assim surgiu o que se conhece por \u201c<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/os-sons-de-um-quase-caos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Improvisa\u00e7\u00e3o Livre<\/a>\u201d, corrente da m\u00fasica formal que se mescla \u00e0 corrente libert\u00e1ria jazzista conhecida por \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Free_jazz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Free Jazz<\/em><\/a>\u201d ou mesmo com o estilo pop improvisacional do \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Krautrock\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Krautrock<\/em><\/a>\u201d. Na maioria dos casos, improvisa\u00e7\u00f5es de todas as esp\u00e9cies ainda preservam o elemento da coletividade. S\u00e3o menos comuns os casos de improvisadores que se apresentam solo, pois o elemento coletivo \u00e9 essencial para intensificar a experi\u00eancia musical que muitas vezes pode atingir est\u00e1gios de \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Entrainment_(biomusicology)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>entrainement<\/em><\/a>\u201d cuja sincroniza\u00e7\u00e3o coletiva pode levar indiv\u00edduos ou mesmo todo o grupo e audi\u00eancia a experi\u00eancias expressivas similares ao <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Religious_ecstasy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00eaxtase m\u00edstico ou religioso<\/a>. <br \/>No entanto, para que isto ocorra, \u00e9 necess\u00e1rio o comprometimento de cada m\u00fasico e do coletivo como um todo, em estabelecer uma atitude de disponibilidade para a ocorr\u00eancia desse estado de transcend\u00eancia do indiv\u00edduo para o coletivo, onde a arte se torna momentaneamente mais importante do que o artista; em suma, a \u201cdisposi\u00e7\u00e3o\u201d, conforme consta aqui no t\u00edtulo, que foi apresentada anteriormente, e aqui reintroduzida, especialmente em contraste a comportamentos que considero antag\u00f4nicos e t\u00f3xicos \u00e0 sua manifesta\u00e7\u00e3o, como o sarcasmo e o menosprezo ao processo art\u00edstico. Creio que essa atitude seja mais presente entre m\u00fasicos populares (talvez devido ao repert\u00f3rio mais comercial e \u00e0 maior intera\u00e7\u00e3o da plateia) e muitas vezes \u00e9 erroneamente identificada em famosos m\u00fasicos do passado, conhecidos por terem personalidade dif\u00edcil, como foi o caso de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Miles_Davis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miles Davis<\/a>, mas que, pelo menos para mim, tinha evidente rever\u00eancia pela sua musicalidade, disposi\u00e7\u00e3o pelo fazer art\u00edstico e disponibilidade para a sua manifesta\u00e7\u00e3o. M\u00fasica, como atividade e profiss\u00e3o, \u00e9 um campo bastante competitivo e leva muitos artistas a enfrentarem s\u00e9rios problemas psicol\u00f3gicos e emocionais, seja pela press\u00e3o das apresenta\u00e7\u00f5es, pelo julgamento pr\u00f3prio, da audi\u00eancia e de colegas. Assim, a atitude de dissociar a individualidade da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 uma eficaz estrat\u00e9gia para preservar a sa\u00fade mental do artista e desse modo promover um ambiente mental adequado para a disponibilidade necess\u00e1ria \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma performance eventualmente sensacional. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que o artista muitas vezes abandone momentaneamente o seu ego e corra o risco de se arriscar, at\u00e9 mesmo ser ridicularizado ou humilhado (o que deixa de ser humilha\u00e7\u00e3o se o ego do artista n\u00e3o estiver em primeiro plano). Neste contexto, um dos exemplos mais interessantes que conhe\u00e7o, de atitude adequada para a improvisa\u00e7\u00e3o musical seminal, foi a do famoso compositor John Cage, em 1960, quando participou de um programa de audit\u00f3rio para apresentar uma de suas composi\u00e7\u00f5es experimentais (Water Walk, no programa &#8220;I&#8217;ve got a secret\u201d). Cage mostra uma atitude leve, sincera, quase infantil, ao mesmo tempo que compenetrada e focada em sua apresenta\u00e7\u00e3o, atitude esta que me soa destitu\u00edda de qualquer sarcasmo; apenas humildemente presente e dispon\u00edvel para que algo de artisticamente m\u00e1gico l\u00e1 ocorresse, atrav\u00e9s de sua musicalidade.<\/p>\n<p><iframe title=\"John Cage - Water Walk\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SSulycqZH-U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Importante: As opini\u00f5es aqui apresentadas s\u00e3o \u00fanica e exclusivamente do autor do artigo, no momento de sua escrita e assim n\u00e3o representam a opini\u00e3o formal institucional ou de qualquer grupo cujo autor perten\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Como citar este artigo:<br \/>Jos\u00e9 Fornari. \u201cMusicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 3\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. Data da publica\u00e7\u00e3o: 04 de dezembro de 2022. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/12\/04\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-3\/<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2022\/12\/04\/musicalidade-improvisacao-e-disponibilidade-parte-3\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Musicalidade, improvisa\u00e7\u00e3o e disponibilidade &#8211; parte 3\"><\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[84,8],"tags":[69,7,11,14,3,2,13,5],"class_list":{"0":"post-1571","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-filosofia-da-musica","7":"category-musicologia","8":"tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","9":"tag-blog","10":"tag-jose-fornari","11":"tag-josefornari","12":"tag-musica","13":"tag-musicologia","14":"tag-tutifornari","15":"tag-unicamp","16":"h-entry","17":"hentry"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1571"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1653,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571\/revisions\/1653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}