{"id":288,"date":"2019-01-30T18:00:37","date_gmt":"2019-01-30T20:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=288"},"modified":"2021-06-24T01:34:54","modified_gmt":"2021-06-24T04:34:54","slug":"5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/30\/5\/","title":{"rendered":"Musicologia e Modernidade"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><p style=\"text-align: right\"><em>Jos\u00e9&nbsp;Fornari&nbsp;(Tuti)&nbsp;\u2013&nbsp;30&nbsp;de&nbsp;janeiro&nbsp;de&nbsp;2019<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 12pt\">fornari @ unicamp . br<\/span><\/em><\/p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><p>O come\u00e7o do s\u00e9culo 20 DC foi marcado por grandes contrastes pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos que tamb\u00e9m influenciaram a est\u00e9tica musical. Desde o final do s\u00e9culo 19 DC vinha-se percebendo o que alguns te\u00f3ricos chamavam de \u201ccrise da tonalidade\u201d, onde as regras de composi\u00e7\u00e3o tonal n\u00e3o mais abarcavam todas as possibilidades e necessidades est\u00e9ticas musicais. Compositores como Liszt j\u00e1 exploravam novas fronteiras, em composi\u00e7\u00f5es fora dos dom\u00ednios tonais, como a pe\u00e7a para piano \u201c<em>Bagatelle sans tonalit\u00e9<\/em>\u201d, ou Richard Wagner, com trabalhos como a abertura de \u201c<em>Tristan und Isolde<\/em>\u201d, contendo os famosos acordes tonalmente d\u00fabios, com a quarta, a sexta e a nona aumentadas, conhecidas como \u201c<em>Tristan chords<\/em>\u201d (acordes de Tristan).<\/p>\n<p>O termo \u201catonalismo\u201d foi cunhado pelo compositor e te\u00f3rico Joseph Marx, em sua tese de doutorado sobre tonalidade, defendida em 1907. Este \u00e9 conhecido como per\u00edodo Modernista, onde ocorreu uma revolu\u00e7\u00e3o na est\u00e9tica das artes como um todo. Com rela\u00e7\u00e3o aos te\u00f3ricos musicais, tem-se, de um lado, os trabalhos de Heinrich Schenker (1868\u20131935), criador da an\u00e1lise schenkeriana para m\u00fasica tonal, e de outro lado, os trabalhos de Arnold Schoenberg (1874\u20131951), considerado o precursor do p\u00f3s-tonalismo.<\/p>\n<p>Tanto Schenker quanto Schoenberg eram compositores e te\u00f3ricos de origem judaica que viveram no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 DC em Viena; um per\u00edodo de grande efervesc\u00eancia cultural, onde importantes figuras da hist\u00f3ria l\u00e1 habitavam, tais como: Brahms, Mahler, Richard Strauss, Ludwig Wittgenstein, Sigmund Freud, Adolf Hitler, Leon Trotsky e Joseph Stalin, entre diversos outros.<\/p>\n<p><iframe title=\"Franz Liszt - Bagatelle sans tonalite (GSARCI VIDEO REVIVAL)\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Zx_Wolki0dc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>\u201c<em>Bagatelle sans tonalit\u00e9&#8221;,\u00a0de<\/em>\u00a0Liszt.<\/strong> <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Zx_Wolki0dc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Zx_Wolki0dc<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\n\n\n\n<p><p>\u00a0<\/p> <p>A an\u00e1lise schenkeriana estuda a m\u00fasica atrav\u00e9s de gr\u00e1ficos que procuram descrever sua hier\u00e1rquica estrutural composicional at\u00e9 que se consiga encontrar o que Schenker chamava de\u00a0<em>Ursatz<\/em>; a sua \u201cestrutura fundamental\u201d. Isto, de certa forma, se aproxima dos trabalhos de Freud sobre o inconsciente humano, onde sugere que tra\u00e7os do comportamento de um indiv\u00edduo muitas vezes tem a sua origem, e assim s\u00e3o ocasionados, por processos do seu inconsciente, que o pr\u00f3prio indiv\u00edduo desconhece.<\/p> <p>Schenker tinha uma vis\u00e3o hier\u00e1rquica, tanto social quanto musical, afirmando que, via de regra, faltava \u201calma e g\u00eanio\u201d \u00e0s massas para entenderem as sutilezas que a sua an\u00e1lise musical ressaltava. J\u00e1 Schoenberg tinha uma vis\u00e3o est\u00e9tica e social mais igualit\u00e1ria, achando que suas teorias e composi\u00e7\u00f5es musicais no futuro seriam lugar comum a todos, entendidas e apreciadas por qualquer indiv\u00edduo.<\/p> <p>Schoenberg \u00e9 famoso por ter criado o Dodecafonismo, definido por ele mesmo como \u201cum m\u00e9todo de composi\u00e7\u00e3o com as 12 notas [musicais] que est\u00e3o relacionadas apenas umas \u00e0s outras\u201d (&#8220;<em>method of composing with twelve tones which are related only with one another<\/em>&#8220;). Neste contexto schoenbergiano, as notas n\u00e3o pertencem a uma estrutura hier\u00e1rquica tonal. Estas tem como que \u201cdireitos iguais\u201d dentro de cada s\u00e9rie que constitui a composi\u00e7\u00e3o dodecafonista.<\/p> <p>Schoenberg apresentou o conceito de \u201c<em>Grundgestalt<\/em>\u201d; a \u201cforma b\u00e1sica\u201d da composi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 constitu\u00edda de \u201c<em>motifs<\/em>\u201d (constitu\u00eddos de pelo menos um intervalo de 2 notas musicais, contendo informa\u00e7\u00e3o r\u00edtmica) e que constitui, atrav\u00e9s de suas repeti\u00e7\u00f5es com varia\u00e7\u00f5es, a superestrutura da pe\u00e7a musical, que ele chama de \u201ctema\u201d. Em termos cognitivos, nota-se que a abordagem sistem\u00e1tica schenkeriana obedece uma ordena\u00e7\u00e3o \u201c<em>bottom-up<\/em>\u201d (ou seja, da estrutura fundamental para a obra completa) enquanto que a abordagem schoenbergiana obedece uma estrutura \u201c<em>top-down<\/em>\u201d(da inteira forma de uma pe\u00e7a musical at\u00e9 os seus motifs constituintes). [1,2].\u00a0<\/p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\">\r\n<div id=\"attachment_332\" style=\"width: 593px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-332\" class=\"wp-image-332\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/rite-of-spring.jpg\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/rite-of-spring.jpg 460w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/rite-of-spring-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><p id=\"caption-attachment-332\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Cena do ballet \u201cO Rito da Primavera\u201d (t\u00edtulo original em Franc\u00eas \u201cLe Sacre du printemps\u201d, em Ingl\u00eas \u201cThe rite of spring\u201d), de Igor Stravinsky, inaugurado em Paris, no ano de 1913, e que quase levou \u00e0 uma rebeli\u00e3o da audi\u00eancia.<\/strong> Fonte: <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/stage\/2013\/apr\/12\/rite-of-spring-rude-awakening\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.theguardian.com\/stage\/2013\/apr\/12\/rite-of-spring-rude-awakening<\/a><\/p><\/div>\r\n\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p><p>A onda iconoclasta modernista avan\u00e7ou al\u00e9m dos limites est\u00e9ticos musicais, perpassando da t\u00e9cnica musical (o que fazer) \u00e0 tecnologia de sua gera\u00e7\u00e3o (com o que fazer). Em paralelo, o surgimento e o avan\u00e7o da tecnologia eletr\u00f4nica trouxe novas possibilidades de explora\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o musical que permitiram cruzar uma fronteira at\u00e9 ent\u00e3o intraspon\u00edvel; a da manipula\u00e7\u00e3o da menor estrutura musical, at\u00e9 ent\u00e3o intang\u00edvel; o timbre musical.<\/p>\n<p>Neste sentido, destacam-se os trabalhos pioneiros do compositor Edgard Var\u00e8se (1883\u20131965). Var\u00e8se foi inicialmente influenciado pela m\u00fasica tradicional, fortemente embasada no tonalismo, como a m\u00fasica medieval e renascentista, bem como pelos trabalhos modais dos compositores: Erik Satie, Richard Strauss e Claude Debussy. Em seguida, Var\u00e8se se envolveu com os primeiros processos composicionais de m\u00fasica eletr\u00f4nica, como o Theremin, a cria\u00e7\u00e3o de L\u00e9on Therem, inventor deste equipamento que \u00e9 considerado como sendo o primeiro instrumento musical eletr\u00f4nico. Var\u00e8se tinha forma\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia e engenharia, o que facilitou o seu entendimento e utiliza\u00e7\u00e3o das tecnologias eletr\u00f4nicas que traziam novas possibilidades para a composi\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<p>Sua vis\u00e3o est\u00e9tica passou a incorporar o espa\u00e7o, onde a m\u00fasica, para ele, podia ser encarada como sendo composta de \u201cobjetos sonoros flutuando no espa\u00e7o\u201d (&#8220;<em>sound objects, floating in space<\/em>&#8220;); um conceito que ele desenvolve e generaliza ao definir a m\u00fasica como a \u201carte do som organizado&#8221;.<\/p>\n<p>Seu estilo composicional baseava-se na explora\u00e7\u00e3o de timbres e ritmos; que s\u00e3o os dois extremos de uma organiza\u00e7\u00e3o sonora separada pela fronteira auditiva que divide a percep\u00e7\u00e3o sonora em fun\u00e7\u00e3o do tempo e a percep\u00e7\u00e3o sonora em fun\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia. Apesar de sua pequena produ\u00e7\u00e3o musical, Var\u00e8se chegou a influenciar figuras importantes da m\u00fasica, inclusive da m\u00fasica pop, como Frank Zappa. [3]<\/p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter\">\r\n<div id=\"attachment_333\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-333\" class=\"wp-image-333\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/expo-1958-paviljoen-van-philips-2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"669\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/expo-1958-paviljoen-van-philips-2.jpg 750w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/expo-1958-paviljoen-van-philips-2-300x268.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/expo-1958-paviljoen-van-philips-2-700x624.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><p id=\"caption-attachment-333\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Pavilh\u00e3o Philips, constru\u00eddo para a Expo &#8217;58 de Bruxelas (e destru\u00eddo logo em seguida), realizado sob a lideran\u00e7a do arquiteto Le Corbusier, com assist\u00eancia de Iannis Xenakis e do compositor Edgard Var\u00e8se.<\/strong> Fonte: <a href=\"https:\/\/www.archdaily.com\/157658\/ad-classics-expo-58-philips-pavilion-le-corbusier-and-iannis-xenakis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.archdaily.com\/157658\/ad-classics-expo-58-philips-pavilion-le-corbusier-and-iannis-xenakis<\/a><\/p><\/div>\r\n\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p><p>Tamb\u00e9m neste momento, no campo da filosofia e da est\u00e9tica musical, tem-se os trabalhos seminais de Theodor Adorno (1903-1969). Adorno era admirador das composi\u00e7\u00f5es musicais de Schoenbeg, as quais ele encarava como sendo a m\u00fasica do futuro. Diferente de Var\u00e8se, Adorno parece n\u00e3o ter se impressionado muito pelos avan\u00e7os da m\u00fasica eletr\u00f4nica, a qual ele considerava avessa aos princ\u00edpios musicais estabelecidos. Adorno dizia que antes seria necess\u00e1rio que tais compositores tivessem a tradi\u00e7\u00e3o musical incorporada, para que posteriormente pudessem odi\u00e1-la, no sentido de assim querer e poder efetivamente modific\u00e1-la (\u201c<em>one must have tradition in oneself, to hate it properly<\/em>\u201d).<\/p>\n<p>Adorno era um fil\u00f3sofo de tradi\u00e7\u00e3o marxista e portanto via com reservas os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e sua constante din\u00e2mica iconoclasta, o que ele encarava como um tra\u00e7o capitalista de controle social, ao impor uma constante e ef\u00eamera reinven\u00e7\u00e3o est\u00e9tica a fim de criar novas necessidades consumistas. Adorno mescla uma teoria social \u00e0 filosofia da m\u00fasica, colocando-a na posi\u00e7\u00e3o de uma forma de arte aut\u00f4noma, cuja tarefa deveria ser a de encontrar uma forma de express\u00e3o para as contradi\u00e7\u00f5es de uma sociedade alienada.<\/p>\n<p>A maneira que Adorno entende que a possibilidade de uma arte n\u00e3o sem\u00e2ntica, como a m\u00fasica instrumental, exprimir quest\u00f5es da realidade factual \u00e9 a de que esta deve ocorrer atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o musical continuada, que \u00e9 assim representada pelo seu \u201cmaterial musical\u201d.<\/p>\n<p>Com o rompimento desta tradi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de recursos eletr\u00f4nicos que permitem gerar novos materiais musicais fora dessa cadeia de tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, rompe-se esta sequ\u00eancia de significados, o que impede a possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o musical na express\u00e3o de quest\u00f5es sociais. Parece assim que a teoria de Adorno aponta para o fato de que, enquanto a liberta\u00e7\u00e3o do tonalismo, pelas t\u00e9cnicas de composi\u00e7\u00e3o atonais trouxeram novas possibilidades de express\u00e3o social moderna para a m\u00fasica, a liberta\u00e7\u00e3o sonora do timbre, dada pela tecnologia eletr\u00f4nica, impediu que isto se cumprisse devido ao seu rompimento com a tradi\u00e7\u00e3o do que Adorno chama de material musical, ou seja, a gama de sucessivas e consequentes tradi\u00e7\u00f5es de g\u00eaneros, orquestra\u00e7\u00f5es e timbres.&nbsp;[4]<\/p>\n<p><iframe title=\"Speech Against Fascism by Theodor Adorno\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Fs7Y9ysJIHg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\r\n<figcaption style=\"padding-left: 80px\"><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Speech Against Fascism by Theodor Adorno.<\/strong> <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte: http<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Fs7Y9ysJIHg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"s:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Fs7Y9ysJIHg (opens in a new tab)\">s:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Fs7Y9ysJIHg<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\n\n\n\n<p>No campo da an\u00e1lise e da educa\u00e7\u00e3o musical, tem-se neste per\u00edodo os trabalhos de Carl Seashore (1866-1949) que se valeu de recursos tecnol\u00f3gicos para construir equipamentos a fim de testar a habilidade auditiva e musical, tanto de m\u00fasicos como de n\u00e3o-m\u00fasicos. Seashore afirmava que o talento musical pode ser cientificamente analisado e medido (&#8220;<em>musical talent is subject to scientific analysis and can be measured<\/em>&#8220;). Ele propunha que o talento musical \u00e9 composto de diversas capacidades mentais hierarquicamente organizadas. Assim, se uma destas capacidades faltasse para um dado indiv\u00edduo (por exemplo, a percep\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre alturas musicais) este n\u00e3o iriam conseguir desenvolver capacidades desta dependentes (por exemplo, a habilidade de diferenciar modos da escala diat\u00f4nica). Seashore desenvolveu e utilizou desde testes quantitativos, como equipamentos para o teste da acuidade auditiva, at\u00e9 testes qualitativos, empregando question\u00e1rios para analisar e medir o talento musical.&nbsp;&nbsp;[5]<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter\">\r\n<div id=\"attachment_334\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-334\" class=\"wp-image-334\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/med_musical_test.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/med_musical_test.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/med_musical_test-300x143.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-334\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Panfleto sobre um teste de musicalidade infantil.<\/strong> Fonte: <a href=\"http:\/\/blog.modernmechanix.com\/tests-now-show-if-child-is-tone-deaf-or-musical\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/blog.modernmechanix.com\/tests-now-show-if-child-is-tone-deaf-or-musical\/<\/a><\/p><\/div>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>[1] Arndt, M. (2011). Schenker and Schoenberg on the Will of the Tone. Journal of Music Theory, 55(1), 89\u2013146. doi:10.1215\/00222909-1219205<\/p>\n\n\n\n<p>[2] Hampson, Louise Barbara. \u201cSchenker and Schoenberg: A critical comparison of two analytical methods, with reference to the first movement of Beethoven&#8217;s Appassionata Sonata.\u201d. Master thesis. McMaster University.&nbsp;<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/11375\/11393\">http:\/\/hdl.handle.net\/11375\/11393<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>[3] Robert Jackson Wood. \u201cAt the Threshold: Edgard Varese, Modernism, and the Experience of Modernity\u201d. Graduate Center, City University of New York. 2014<\/p>\n\n\n\n<p>[4] Floris Velema. From technique to technology. A reinterpretation of Adorno&#8217;s concept of musical material. 2007.<a href=\"http:\/\/www.icce.rug.nl\/~soundscapes\/VOLUME10\/From_technique_to_technology.shtml\">http:\/\/www.icce.rug.nl\/~soundscapes\/VOLUME10\/From_technique_to_technology.shtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>[5] THE BIOGRAPHICAL DICTIONARY OF IOWA. University of Iowa Press Digital Editions. Seashore, Carl Emil. http:\/\/uipress.lib.uiowa.edu\/bdi\/DetailsPage.aspx?id=332&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Como citar este artigo:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cMusicologia e Modernismo\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 30 de janeiro de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/30\/5\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/30\/5\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Musicologia e Modernidade\"><p>Jos\u00e9&nbsp;Fornari&nbsp;(Tuti)&nbsp;\u2013&nbsp;30&nbsp;de&nbsp;janeiro&nbsp;de&nbsp;2019 fornari @ unicamp . br O come\u00e7o do s\u00e9culo 20 DC foi marcado por grandes contrastes pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos que tamb\u00e9m influenciaram a est\u00e9tica musical. Desde o final do s\u00e9culo 19 DC vinha-se percebendo o que alguns te\u00f3ricos chamavam de \u201ccrise da tonalidade\u201d, onde as regras de composi\u00e7\u00e3o tonal n\u00e3o mais abarcavam todas as [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[69,7,11,14,2,27,15,18,17,13,5],"class_list":{"0":"post-288","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-musicologia","7":"tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","8":"tag-blog","9":"tag-jose-fornari","10":"tag-josefornari","11":"tag-musicologia","12":"tag-musicologia-e-modernidade","13":"tag-musicologia-na-midia","14":"tag-nics","15":"tag-tuti","16":"tag-tutifornari","17":"tag-unicamp","18":"h-entry","19":"hentry"},"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=288"}],"version-history":[{"count":33,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1338,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288\/revisions\/1338"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}