{"id":456,"date":"2019-02-27T18:00:21","date_gmt":"2019-02-27T21:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=456"},"modified":"2021-05-07T00:46:02","modified_gmt":"2021-05-07T03:46:02","slug":"9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/02\/27\/9\/","title":{"rendered":"Expectativa e emo\u00e7\u00e3o musical"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Jos\u00e9\u00a0Fornari\u00a0(Tuti)\u00a0\u2013 27 de\u00a0fevereiro\u00a0de\u00a02019<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 12pt\">fornari @ unicamp . br<\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>Os estudos de musicologia cognitiva baseados na expectativa musical, conforme anteriormente formalizados por Hanslick, Wundt e Meyer, continuaram progredindo na virada do s\u00e9culo 21 DC, especialmente ao se valerem dos avan\u00e7os em neuroci\u00eancia, os quais permitiram um maior entendimento do modo como a informa\u00e7\u00e3o musical \u00e9 processada em diversas \u00e1reas do c\u00e9rebro. Segundo a abordagem da expectativa musical, ao escutar m\u00fasica, a mente do ouvinte inconscientemente elabora predi\u00e7\u00f5es a respeito de quais eventos musicais ir\u00e3o ocorrer. Estas antecipa\u00e7\u00f5es s\u00e3o baseadas na informa\u00e7\u00e3o de eventos sonoros que j\u00e1 ocorreram, tanto em termos intr\u00ednsecos \u00e0 obra (os eventos que especificamente comp\u00f5em a m\u00fasica sendo escutada) quanto extr\u00ednsecos (os eventos que fazem parte do imagin\u00e1rio musical deste ouvinte, que constituem o seu repert\u00f3rio musical e que comp\u00f5em o seu conhecimento, experi\u00eancia e afeto musical). A m\u00fasica \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o fortemente atrelada \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do tempo, onde a ordena\u00e7\u00e3o regular de eventos sonoros que constituem uma pe\u00e7a musical e a sua taxa de reprodu\u00e7\u00e3o (o andamento) s\u00e3o fatores fundamentais para estabelecer o modo como a informa\u00e7\u00e3o musical \u00e9 percebida, identificada e compreendida. Isto potencializa a gera\u00e7\u00e3o de predi\u00e7\u00f5es que ocorrem automaticamente na mente do ouvinte, o que gera o fen\u00f4meno aqui chamado de \u201cexpectativa musical\u201d, que \u00e9 um fator predominante na evoca\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es pela m\u00fasica.<\/p>\n<p><iframe title=\"Your brain on music | Alan Harvey | TEDxPerth\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MZFFwy5fwYI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Um modelo para o entendimento da expectativa na escuta de melodias musicais foi proposto por Elizabeth Hellmuth Margulis; o MME (<i>Model of Melodic Expectation<\/i>). O objetivo deste modelo \u00e9 estabelecer o grau de expectativa de eventos mel\u00f3dicos atrav\u00e9s da verifica\u00e7\u00e3o de 4 aspectos da melodia: <strong>Estabilidade<\/strong>, <strong>Proximidade, Dire\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>Mobilidade.<\/strong> Estabilidade exprime o quanto a melodia \u00e9 est\u00e1vel (em termos das notas que a comp\u00f5em) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua tonalidade. Proximidade exprime o quanto as notas da melodia s\u00e3o pr\u00f3ximas entre si. Dire\u00e7\u00e3o exprime se a sucess\u00e3o de notas da melodia \u00e9 predominantemente ascendente ou descendente, onde grandes saltos intervalares tendem a induzir na mente do ouvinte a expectativa de uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica. Mobilidade exprime a tend\u00eancia de movimenta\u00e7\u00e3o ou varia\u00e7\u00e3o de um evento mel\u00f3dico repetitivo, como no caso da repeti\u00e7\u00e3o prolongada de uma mesma nota numa melodia. Os 3 primeiros fatores (estabilidade, proximidade, dire\u00e7\u00e3o) s\u00e3o considerados prim\u00e1rios, enquanto que o \u00faltimo (mobilidade) \u00e9 considerado secund\u00e1rio, ou seja, de menor relev\u00e2ncia para a expectativa mel\u00f3dica. A experi\u00eancia do ouvinte em rela\u00e7\u00e3o ao repert\u00f3rio e \u00e0 pe\u00e7a musical escutada \u00e9 um fator determinante para a tens\u00e3o percebida pelo ouvinte na melodia, o que no caso do MME reflete diretamente no grau da expectativa musical. Este modelo distingue a <strong>expectativa musical<\/strong> em 2 tipos: <strong>ver\u00eddica<\/strong> e <strong>esquem\u00e1tica<\/strong>. A expectativa ver\u00eddica tem uma abordagem <i>top-down<\/i>, que ocorre sobre uma estrutura conhecida, ou seja, sobre uma pe\u00e7a musical que o ouvinte j\u00e1 conhece, e portanto espera a ocorr\u00eancia de certos eventos musicais j\u00e1 conhecidos. A expectativa esquem\u00e1tica tem uma abordagem <i>bottom-up<\/i>, que ocorre com base na estrutura em si, independente do ouvinte conhecer a estrutura musical que est\u00e1 sendo escutada. Ambas expectativas n\u00e3o s\u00e3o mutuamente exclusivas e assim podem ocorrer simultaneamente na mente do ouvinte, durante o processo de escuta musical. O MME trata especificamente da expectativa mel\u00f3dica esquem\u00e1tica e da sua rela\u00e7\u00e3o com a evoca\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es durante a escuta musical. [1]<\/p>\n<p><iframe title=\"4 Chords | Music Videos | The Axis Of Awesome\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oOlDewpCfZQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>David Huron publicou em 2006 o livro \u201c<i>Sweet Anticipation<\/i>\u201d onde apresenta o seu modelo de expectativa musical, que foi desenvolvido a partir do trabalho de Leonard Meyer bem como baseado em princ\u00edpios da psicologia evolutiva e das ci\u00eancias cognitivas. Este modelo \u00e9 conhecido pela sigla <strong>ITPRA<\/strong> (Imagina\u00e7\u00e3o, Tens\u00e3o, Predi\u00e7\u00e3o, Rea\u00e7\u00e3o e Avalia\u00e7\u00e3o). Imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 anterior ao evento e corresponde ao conhecimento musical do ouvinte e ao conjunto de possibilidades de eventos musicais por este esperado. Tens\u00e3o \u00e9 anterior ao evento e ocorre quando a mente do ouvinte antecipa a poss\u00edvel ocorr\u00eancia de um evento, gerando uma predi\u00e7\u00e3o e aumentando a intensidade de sua antecipa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a ocorr\u00eancia do evento. Predi\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o ocorrem simultaneamente e imediatamente ap\u00f3s a ocorr\u00eancia do evento, Predi\u00e7\u00e3o representa a constata\u00e7\u00e3o mental da assertividade ou n\u00e3o da predi\u00e7\u00e3o mental deste evento espec\u00edfico. Rea\u00e7\u00e3o representa a rea\u00e7\u00e3o mental ou corporal a este compat\u00edvel, como por exemplo sincronizar movimentos de p\u00e9s, m\u00e3os ou cabe\u00e7a com o andamento da m\u00fasica escutada. Ap\u00f3s estes, tem-se a Avalia\u00e7\u00e3o que representa o processo cortical de entendimento da ocorr\u00eancia deste evento, que avalia as consequ\u00eancias do acerto ou erro da predi\u00e7\u00e3o realizada. Predi\u00e7\u00e3o e Avalia\u00e7\u00e3o parecem respectivamente representar as rea\u00e7\u00f5es daquilo que \u00e9 chamado de \u201csistema dual de processamento cerebral\u201d (<i>dual process theory<\/i>), sendo que o primeiro (predi\u00e7\u00e3o) \u00e9 r\u00e1pido, involunt\u00e1rio e afetivo, enquanto que o segundo (avalia\u00e7\u00e3o) \u00e9 lento, volunt\u00e1rio e l\u00f3gico. \u00c9 importante ressaltar que o ITPRA transcende uma explica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a expectativa musical. Este pode ser utilizado como uma teoria geral de expectativa e eventos gen\u00e9ricos. No caso da m\u00fasica e da com\u00e9dia (entre outras formas art\u00edsticas sequenciadas no tempo), n\u00e3o existem normalmente consequ\u00eancias danosas ao ouvinte quando a sua predi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 assertiva (como seria o caso de errar a predi\u00e7\u00e3o, ao atravessar uma rua, do momento em que um ve\u00edculo ir\u00e1 passar por n\u00f3s). Assim, quando isto ocorre, o primeiro sistema (predi\u00e7\u00e3o) gerar\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de insatisfa\u00e7\u00e3o e o segundo (avalia\u00e7\u00e3o) concluir\u00e1 que este erro de predi\u00e7\u00e3o \u00e9 de fato inofensivo, o que ir\u00e1 gerar no ouvinte a sensa\u00e7\u00e3o de surpresa seguida de al\u00edvio; o que \u00e9 tamb\u00e9m uma das bases da com\u00e9dia. Huron atribui tanto \u00e0 surpresa gerada pela antecipa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea da expectativa musical, quanto \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o gerada pela sua antecipa\u00e7\u00e3o assertiva, uma das grandes capacidades que a m\u00fasica possui de evocar emo\u00e7\u00f5es positivas nos ouvintes. Este modelo prop\u00f5e que os 5 processos mentais acima descritos participam da cria\u00e7\u00e3o da expectativa musical, a qual gera emo\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pela inibi\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o, conforme \u00e9 mencionado por Meyer, mas pela sua antecipa\u00e7\u00e3o, dada pela avalia\u00e7\u00e3o inconsciente da assertividade de predi\u00e7\u00f5es musicais.<\/p>\n<p><iframe title=\"ITPRA theory of general expectation (David Huron) explained with BRADY the DOG\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gJwYOkE4kE4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Esta abordagem se baseia em pesquisas de neuroci\u00eancia que atribuem o sentimento de prazer, satisfa\u00e7\u00e3o e recompensa \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de algumas regi\u00f5es cerebrais, entre elas, o NAc (N\u00facleo Accumbens). Ao ser estimulado, o NAc libera dopamina; um neurotransmissor ligado ao sentimento de satisfa\u00e7\u00e3o. NAc localiza-se na interface entre o sistema l\u00edmbico e motor e \u00e9 associado ao primeiro sistema (r\u00e1pido), relacionado ao processo da Predi\u00e7\u00e3o. Se uma previs\u00e3o que fazemos for assertiva, NAc libera dopamina e sentimos a sensa\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o, pois segundo esta abordagem, o c\u00e9rebro foi evolutivamente desenvolvido no sentido a responder com sensa\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o e conforto \u00e0 previs\u00f5es assertivas, bem como responder com sensa\u00e7\u00e3o de insatisfa\u00e7\u00e3o e desconforto \u00e0 predi\u00e7\u00f5es equivocadas. A previs\u00e3o errada ativa um tipo de sistema de puni\u00e7\u00e3o cerebral, relacionado ao neurotransmissor serotonina, provocando no indiv\u00edduo a sensa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de ansiedade e desconforto mental. A capacidade de avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada com a regi\u00e3o cerebral PFC ( \u201c<i>Prefrontal cortex<\/i>\u201d, ou C\u00f3rtex Pr\u00e9-Frontal) que tamb\u00e9m libera dopamina no caso da ocorr\u00eancia de uma avalia\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria. PFC \u00e9 relacionado ao segundo sistema acima mencionado (lento), que realiza o processo da Avalia\u00e7\u00e3o, no ITPRA. Desse modo, tanto o processo r\u00e1pido e mais basal, da predi\u00e7\u00e3o, quanto o lento e mais elaborado, da avalia\u00e7\u00e3o, podem gerar satisfa\u00e7\u00e3o no ouvinte, o que de certa forma explica a raz\u00e3o pela qual o belo musical pode tanto estar relacionado \u00e0 capacidade da m\u00fasica em evocar emo\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias (atrav\u00e9s da predi\u00e7\u00e3o) quanto em gerar satisfa\u00e7\u00e3o (atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o) pela constata\u00e7\u00e3o de suas intrincadas e coerentes estruturas sonoras. [2]<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>[1] Margulis, E. H. (2005). \u201c<em>A Model of Melodic Expectation<\/em>\u201d. Music Perception: An Interdisciplinary Journal, 22(4), 663\u2013714. doi:10.1525\/mp.2005.22.4.663. https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/2005-05004-004<\/p>\n<p>[2] David Huron. \u201c<em>Sweet anticipation: Music and the psychology of expectation<\/em>\u201d. MIT Press. 2006<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Como citar este artigo:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cExpectativa e emo\u00e7\u00e3o musical\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 27 de fevereiro de 2019. Link: <strong>:<\/strong> <span id=\"sample-permalink\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/02\/27\/9\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/02\/27\/<span id=\"editable-post-name\">9<\/span>\/<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/02\/27\/9\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Expectativa e emo\u00e7\u00e3o musical\"><p>Jos\u00e9\u00a0Fornari\u00a0(Tuti)\u00a0\u2013 27 de\u00a0fevereiro\u00a0de\u00a02019 fornari @ unicamp . br Os estudos de musicologia cognitiva baseados na expectativa musical, conforme anteriormente formalizados por Hanslick, Wundt e Meyer, continuaram progredindo na virada do s\u00e9culo 21 DC, especialmente ao se valerem dos avan\u00e7os em neuroci\u00eancia, os quais permitiram um maior entendimento do modo como a informa\u00e7\u00e3o musical \u00e9 processada [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[69,7,10,26,11,14,3,2,17,13,5],"class_list":{"0":"post-456","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-musicologia","7":"tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","8":"tag-blog","9":"tag-blogs","10":"tag-expectativa-e-emocao-musical","11":"tag-jose-fornari","12":"tag-josefornari","13":"tag-musica","14":"tag-musicologia","15":"tag-tuti","16":"tag-tutifornari","17":"tag-unicamp","18":"h-entry","19":"hentry"},"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=456"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1327,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions\/1327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}