{"id":50,"date":"2019-01-02T17:31:22","date_gmt":"2019-01-02T19:31:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=50"},"modified":"2021-06-24T01:55:38","modified_gmt":"2021-06-24T04:55:38","slug":"1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/02\/1\/","title":{"rendered":"Da m\u00fasica \u00e0 musicologia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-size: 12pt\"><span style=\"font-family: 'Arial Black', 'Avant Garde'\"><a href=\"#esp\">Vers\u00e3o em Espanhol<\/a>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/f_uQnAOQWXk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">V\u00eddeo Youtube<\/a> &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/span><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/user-885845176\/1-da-musica-a-musicologia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-family: 'Arial Black', 'Avant Garde'\">Podcast Soundcloud<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Jos\u00e9 Fornari (Tuti) &#8211; 02 de janeiro de 2019<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-size: 12pt\"><em>fornari @ unicamp . br<\/em><\/span><\/p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>M\u00fasica \u00e9 uma atividade que fascina e intriga a humanidade desde tempos imemoriais. N\u00e3o h\u00e1 registro hist\u00f3rico de que tenha existido uma sociedade ou comunidade, por menor ou mais antiga que fosse, que n\u00e3o tivesse uma forma de express\u00e3o musical. A palavra &#8220;m\u00fasica&#8221; vem do grego &#8220;mousiki&#8221; o que quer dizer a &#8220;arte das musas&#8221;, as 9 deusas da mitologia grega que inspiram a cria\u00e7\u00e3o humana, em termos de criatividade e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, nas \u00e1reas da literatura, das ci\u00eancias e das artes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/ApolloMuses.jpg\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/ApolloMuses.jpg 430w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/ApolloMuses-300x122.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">As musas<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte:<a href=\"http:\/\/www.webwinds.com\/thalassa\/muses2.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\"> http:\/\/www.webwinds.com\/thalassa\/muses2.htm<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A origem da m\u00fasica parece anteceder a da linguagem. Existem evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas de que nossos antepassados desenvolveram primeiro a capacidade de se comunicar por interjei\u00e7\u00f5es, ou seja, sonoridades com regularidades r\u00edtmicas e tonais, como aquelas encontradas na m\u00fasica, antes de desenvolverem a capacidade de abstra\u00e7\u00e3o mental necess\u00e1ria para a atribui\u00e7\u00e3o de significados sem\u00e2nticos a sons particulares, para nomes, objetos e a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, de onde se desenvolveu a linguagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existem relatos de comunidades que n\u00e3o desenvolveram conceitos b\u00e1sicos, como a no\u00e7\u00e3o de dura\u00e7\u00e3o de tempo, formas de contagem de objetos ou seres, nomes para diferentes cores, ou mesmo um conceito religioso ou mitol\u00f3gico que explicasse as suas origens. No entanto, estes sempre apresentam m\u00fasica e linguagem . Este \u00e9 o caso dos Pirah\u00e3s, um povo ind\u00edgena brasileiro que habita as terras de Humait\u00e1, no Amazonas. Os pirah\u00e3s n\u00e3o sabem contar, distinguir cores ou sequer acreditam em divindades, mas apresentam uma linguagem tonal, pela qual eles se comunicam falando, cantando ou at\u00e9 mesmo assobiando.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"534\" height=\"290\" class=\"wp-image-54 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/piraha.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/piraha.jpg 534w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/piraha-300x163.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">Habitantes da tribo Pirah\u00e3<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte:<a href=\"https:\/\/lostintheshelves.wordpress.com\/2014\/08\/09\/everett-daniel-dont-sleep-there-are-snakes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\"> Meet the Pirah\u00e3<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p>M\u00fasica, assim como a linguagem, \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o sonora. No entanto, estas cumprem fun\u00e7\u00f5es bastante distintas. M\u00fasica, apesar de eventualmente conter um certo grau de significado, normalmente n\u00e3o apresenta um conte\u00fado sem\u00e2ntico complexo, como \u00e9 o caso da linguagem. De um modo geral, as m\u00fasicas que s\u00e3o espontaneamente geradas pelas comunidades, costumam expressar conte\u00fados emocionais e afetivos, estando muitas vezes ligadas a rituais, cerimonias ou at\u00e9 a determinados estados de esp\u00edrito. A linguagem apresenta a fun\u00e7\u00e3o de entendimento do mundo atrav\u00e9s da categoriza\u00e7\u00e3o de sons referentes a objetos, a\u00e7\u00f5es e atributos. Tanto m\u00fasica quanto linguagem se valem da modula\u00e7\u00e3o sonora de regularidades r\u00edtmicas, tonais e de intensidade para compreender e expressar o mundo e a mente humana. M\u00fasica e linguagem s\u00e3o assim irmanadas e at\u00e9 compartilham as mesmas regi\u00f5es cerebrais durante o seu processamento. Ambas s\u00e3o atividades exclusivas e ubiquamente humanas e s\u00e3o formas de comunica\u00e7\u00e3o sonora que transmitem conceitos distintos por\u00e9m igualmente relevantes, tanto para o indiv\u00edduo quanto para a sua intera\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Atrav\u00e9s do estudo da m\u00fasica, \u00e9 poss\u00edvel investigar a ess\u00eancia de uma parte fundamental da natureza humana; o entendimento, o gerenciamento e a express\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se sabe, o significado do sufixo &#8220;logia&#8221; \u00e9 &#8220;o estudo de&#8221;. Aplicando este sufixo \u00e0 palavra &#8220;m\u00fasica&#8221;, tem-se o termo &#8220;Musicologia&#8221; que significa, em linhas gerais, o estudo da m\u00fasica, em todas as suas formas, express\u00f5es, aplica\u00e7\u00f5es, perspectivas e objetivos. Assim, entendemos aqui que Musicologia \u00e9 o termo geral que se refere a todos os tipos de pesquisa em m\u00fasica, desde a sua composi\u00e7\u00e3o e performance at\u00e9 a sua aprecia\u00e7\u00e3o. Tal estudo envolve diferentes \u00e1reas e disciplinas do conhecimento humano, como a matem\u00e1tica, a f\u00edsica, a filosofia, a hist\u00f3ria, a sociologia, a antropologia, a fisiologia, a psicologia, a neurologia, as ci\u00eancias computacionais e a neuroci\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As maiores vertentes da musicologia s\u00e3o: Musicologia hist\u00f3rica, Etnomusicologia, Teoria musical e Musicologia sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Musicologia hist\u00f3rica \u00e9 o campo mais estabelecido da musicologia, e com maior n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es. Este trata basicamente do estudo da hist\u00f3ria da composi\u00e7\u00e3o musical erudita europ\u00e9ia, ou seja, a m\u00fasica ocidental registrada em nota\u00e7\u00e3o musical. Acredita-se que a origem da musicologia hist\u00f3rica ocorreu no s\u00e9culo 18 DC, com a publica\u00e7\u00e3o do livro \u201c<em>Storia della musica<\/em>\u201d, de Padre Giovanni Battista Martini (1706-1784). A musicologia hist\u00f3rica baseia-se principalmente no estudo documentacional das obras musicais e de seus compositores, a partir da an\u00e1lise de suas partituras e documentos de \u00e9poca relacionados \u00e0 obra e \u00e0 vida do seu compositor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-56 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/storiadellamusic00mart-1.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"528\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte:<a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/storiadellamusic00mart\/page\/n7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\"> https:\/\/archive.org\/details\/storiadellamusic00mart\/page\/n7<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Etnomusicologia originou-se no final do s\u00e9culo 19 DC, com o surgimento da grava\u00e7\u00e3o sonora, o que permitiu, pela primeira vez, o registro fonogr\u00e1fico e o consequente estudo da m\u00fasica que n\u00e3o era registrada na forma de nota\u00e7\u00e3o musical; como \u00e9 o caso das m\u00fasicas folcl\u00f3ricas, populares, ind\u00edgenas, de alguns povos n\u00e3o ocidentais, ou de povos e comunidades sem m\u00e9todos ou tradi\u00e7\u00f5es do registro notacional de sua express\u00e3o musical. O termo Etnomusicologia vem de 2 palavras de origem grega: ethnos (que significa &#8220;povo ou na\u00e7\u00e3o estrangeira&#8221;) e m\u00fasica. O termo foi cunhado pelo pesquisador e m\u00fasico holand\u00eas Jaap Kunst. Atualmente, a etnomusicologia se dedica ao estudo da m\u00fasica como fen\u00f4meno antropol\u00f3gico, ou seja, a partir do estudo etnogr\u00e1fico dos aspectos, origens e impactos sociais e especialmente culturais do fen\u00f4meno musical. Deste modo, a etnomusicologia concentra-se especialmente no estudo da m\u00fasica como patrim\u00f4nio cultural imaterial. Isto ocorre atrav\u00e9s de uma abordagem predominantemente qualitativa do estudo das tradi\u00e7\u00f5es e express\u00f5es culturais musicais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-57\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/etno.jpg\" alt=\"\" width=\"481\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/etno.jpg 694w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/etno-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">Grupo de afox\u00e9 de Olinda, 2007<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwiTkOSh8M_fAhVFGZAKHdhUCoIQjxx6BAgBEAI&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.revistas.usp.br%2Frevusp%2Farticle%2Fdownload%2F13656%2F15474%2F&amp;psig=AOvVaw1n6VbTdODJEwillHT7Hzjj&amp;ust=1546545246717320\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">Carlos Sandroni. Apontamentos sobre a hist\u00f3ria e o perfil institucional da etnomusicologia no Brasil. UFPE. Foto: Tiago de Oliveira Pinto<\/a>\u00a0<\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Teoria musical trata do estudo dos m\u00e9todos e pr\u00e1ticas que permitem aos compositores e produtores musicais criarem obras melhores, de modo mais eficiente e coerente, dentro de uma determinada perspectiva est\u00e9tica vigente, ou atrelada a um estilo, g\u00eanero, arranjo, \u00e9poca, localidade, necessidade mercadol\u00f3gica ou ideol\u00f3gica. Sua abordagem \u00e9 predominantemente emp\u00edrica, ou seja, baseia-se na experi\u00eancia musical do te\u00f3rico, e engloba disciplinas diversas, como a matem\u00e1tica, a ac\u00fastica, a percep\u00e7\u00e3o musical e a semi\u00f3tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/music-theory-pic-1jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"423\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/music-theory-pic-1jpg.jpg 600w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/music-theory-pic-1jpg-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte: <a href=\"https:\/\/djbooth.net\/pro-audio\/basic-music-theory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">https:\/\/djbooth.net\/pro-audio\/basic-music-theory<\/a><\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Musicologia sistem\u00e1tica \u00e9 o termo que se refere ao estudo emp\u00edrico, sistem\u00e1tico e portanto fortemente quantitativo da origem, natureza e aprecia\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno musical. Alguns estudiosos argumentam que a origem da musicologia sistem\u00e1tica v\u00eam da Gr\u00e9cia antiga, tendo suas ra\u00edzes nos estudos de Pit\u00e1goras, Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e Arist\u00f3xeno. No entanto, o termo s\u00f3 foi cunhado no final do s\u00e9culo 19 DC, por Guido Adler, que, nos moldes de outras disciplinas da \u00e9poca, no caso, o direito e a teologia, prop\u00f4s uma divis\u00e3o similar ao estudo da m\u00fasica, entre duas grandes disciplinas, a musicologia hist\u00f3rica e musicologia sistem\u00e1tica, sendo que esta \u00faltima se dedicaria exclusivamente a descobrir e a estudar as leis fundamentais que regem a cria\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o e a aprecia\u00e7\u00e3o musical. A musicologia sistem\u00e1tica \u00e9 a \u00e1rea da musicologia que apresenta a maior interdisciplinaridade, ou seja, a coopera\u00e7\u00e3o entre diversas \u00e1reas do conhecimento humano para o estudo da m\u00fasica. A musicologia sistem\u00e1tica trata da pesquisa emp\u00edrica, baseada na an\u00e1lise de dados, do fen\u00f4meno musical como um todo, envolvendo as mais diversas disciplinas, tais como: a ac\u00fastica, a fisiologia, a psicologia, computa\u00e7\u00e3o, estat\u00edstica e neuroci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center\">\r\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"455\" height=\"525\" class=\"wp-image-63 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/musicologia-sistematica.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/musicologia-sistematica.jpg 455w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/musicologia-sistematica-260x300.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 455px) 100vw, 455px\" \/>\r\n<figcaption><span style=\"font-size: 12pt\">Fonte: Zatorre et al. &#8220;When the brain plays music&#8221; (2007)\u00a0<\/span><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Futuramente, falarei com mais detalhes a respeito destas \u00e1reas da musicologia. Minha inten\u00e7\u00e3o aqui foi apresentar um panorama geral da musicologia tentando deixar claro como a pesquisa em m\u00fasica parece mesmo ser uma \u00e1rea inesgot\u00e1vel de investiga\u00e7\u00e3o. A ess\u00eancia imaterial da express\u00e3o musical \u00e9 fortemente atrelada ao tempo, por\u00e9m vagamente vinculada ao espa\u00e7o, o que confere um aspecto inef\u00e1vel a esta arte, que expressa e exprime o \u00e2mago da experi\u00eancia humana na sua forma mais profunda e definitiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[1] Steven Mithen. &#8220;The Singing Neanderthals&#8221;. 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[2] Aniruddh D. Patel. &#8220;Music, Language, and the Brain&#8221;. 2007<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[3] Carlos Sandroni. Apontamentos sobre a hist\u00f3ria e o perfil institucional da etnomusicologia no Brasil. UFPE. Foto: Tiago de Oliveira Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">[4] Zatorre, R. J., Chen, J. L., &amp; Penhune, V. B. (2007). When the brain plays music: auditory\u2013motor interactions in music perception and production. Nature Reviews Neuroscience, 8(7), 547\u2013558. doi:10.1038\/nrn2152<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como citar este artigo: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Jos\u00e9 Fornari. &#8220;Da m\u00fasica \u00e0 musicologia&#8221;. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 2 de janeiro de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/02\/1\/<\/p>\n<hr>\n<p><iframe title=\"Musicologia na m\u00eddia: Da musica \u00e0 musicologia #1\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f_uQnAOQWXk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p><iframe title=\"Musicologia na m\u00eddia: Da m\u00fasica \u00e0 musicologia #1 by musicologianamidia\" width=\"700\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F681241019&#038;show_artwork=true&#038;maxwidth=700&#038;maxheight=1000&#038;dnt=1\"><\/iframe><\/p>\n<hr>\n<p><a id=\"esp\"><\/a><strong><span style=\"font-size: 24pt\">De la M\u00fasica hacia la musicolog\u00eda<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"JUSTIFY\"><em><span style=\"text-decoration: underline\">traducci\u00f3n<\/span>: Miguel Clemente Rubio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"JUSTIFY\">miguelclementesaxo @ gmail . com<\/p>\n<p style=\"text-align: right\" align=\"JUSTIFY\"><em>09 de&nbsp;abril de&nbsp;2019<\/em><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">El arte de la m\u00fasica es una actividad que produce fascinaci\u00f3n e intriga a la humanidad desde los tiempos m\u00e1s inmemoriales. Partimos de que no existe ning\u00fan registro hist\u00f3rico en el que no haya existido una sociedad o comunidad, por peque\u00f1a o antigua que sea, que no haya tenido una peque\u00f1a forma de expresi\u00f3n musical. La palabra \u201cm\u00fasica\u201d proviene del griego \u201cmousiki\u201d lo que viene a significar \u201carte de las musas\u201d, las nueve diosas de la mitolog\u00eda griega que inspiran la creaci\u00f3n humana, en t\u00e9rminos de creatividad y producci\u00f3n de conocimientos, dentro de las \u00e1reas de literatura, de las ciencias y de las artes.<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_53\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-53\" class=\"wp-image-53\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/ApolloMuses-300x122.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"245\"><p id=\"caption-attachment-53\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Las musas <\/strong>Fuente de referencia: http:\/\/www.webwinds.com\/thalassa\/muses2.htm<\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">El origen de la m\u00fasica por lo que parece ser es un antecesor del lenguaje. Existen evidencias arqueol\u00f3gicas de que nuestros antepasados desarrollaron primero la capacidad de comunicarse mediante interjecciones, es decir, sonoridades con regularidades r\u00edtmicas y tonales, como aquellas encontradas en la m\u00fasica, anteriormente de haber desarrollado la capacidad de abstracci\u00f3n mental necesaria para atribuirles significados sem\u00e1nticos a los sonidos particulares, para nombres, objetos y acciones espec\u00edficas, de donde se desarroll\u00f3 el lenguaje<\/span><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote1anc\"><\/a><sup>1<\/sup><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">Hay indicios, a trav\u00e9s de relatos de comunidades que no desarrollaron conceptos b\u00e1sicos, como la noci\u00f3n de duraci\u00f3n del tiempo, formas de contaje de objetos o seres, nombres para diferentes colores, o incluso un conceptos religiosos o mitol\u00f3gicos que expliquen sus or\u00edgenes. Sin embargo, estos siempre presentan m\u00fasica y lenguaje. Este es el caso de los Pirah\u00e3s, un pueblo que habita las tierras de Humait\u00e1, en Amazonas. Los pirah\u00e3s no saben contar, distinguir colores incluso ni si quiera creen que divinidades, aunque estos poseen un lenguaje tonal, por el cual, se comunican hablando, cantando o incluso hasta a mediante silbidos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_54\" style=\"width: 595px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-54\" class=\"wp-image-54\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/piraha-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"585\" height=\"328\"><p id=\"caption-attachment-54\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Habitantes de la tribu Pirah\u00e3.<\/strong> Fuente: <a href=\"https:\/\/lostintheshelves.wordpress.com\/2014\/08\/09\/everett-daniel-dont-sleep-there-are-snakes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (opens in a new tab)\">Meet the Pirah\u00e3<\/a><\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">M\u00fasica, as\u00ed como lo es el lenguaje, es una comunicaci\u00f3n sonora. Aunque estas cumplen funciones bastantes diferentes. M\u00fasica, a pesar de que en diferentes momentos eventuales contienen un cierto grado de significado, normalmente no presentan unos contenidos sem\u00e1nticos complejos, como es el caso del lenguaje. De modo general, las m\u00fasicas que son creadas de forma espont\u00e1nea por las comunidades, acostumbran expresar contenidos emocionales y afectivos, estando muchas veces unidas a rituales, ceremonias o incluso hasta con determinados estados de esp\u00edritu. El lenguaje representa la funci\u00f3n de comprensi\u00f3n del mundo mediante la categorizaci\u00f3n a trav\u00e9s de sonidos de objetos, acciones y atributos. M\u00fasica y lenguaje se basan en la modulaci\u00f3n sonoras, regularidades r\u00edtmicas, tonales y de intensidad para comprender, expresar el mundo y la mente humana. M\u00fasica y lenguaje est\u00e1n poseen una uni\u00f3n tan fuerte que hasta comparten las mismas regiones cerebrales durante su procesamiento. Ambas son actividades exclusivas y omnipresentemente<\/span><\/span><b><\/b><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">humanas siendo formas de comunicaci\u00f3n sonora que transmiten conceptos distintos, aunque igualmente relevantes, tanto para el individuo como para su interacci\u00f3n comunitaria.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">Mediante el estudio de la m\u00fasica, es posible investigar la esencia de una parte fundamental de la naturaleza humana; la comprensi\u00f3n, el gerenciamiento y la expresi\u00f3n de emociones<\/span><\/span><a class=\"sdfootnoteanc\" name=\"sdfootnote2anc\"><\/a><sup>2<\/sup><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">Como se sabe, el significado del sufijo \u201clogia\u201d es \u201cel estudio de\u201d. Aplicando este sufijo a la palabra \u201cm\u00fasica\u201d se obtiene el t\u00e9rmino \u201cMusicologia\u201d que significa, en l\u00edneas generales, el estudio de la m\u00fasica, en todas sus formas, expresiones, aplicaci\u00f3n, perspectivas y objetivos. De esta forma, entendemos que la Musicologia es el t\u00e9rmino general que se refiere a todos los tipos de investigaci\u00f3n en m\u00fasica, desde su composici\u00f3n e interpretaci\u00f3n hasta la apreciaci\u00f3n. Dicho estudio envuelve diferentes \u00e1reas y asignaturas de conocimiento humano, como las matem\u00e1ticas, la filosof\u00eda, la est\u00e9tica, la historia, la sociolog\u00eda, la antropolog\u00eda, la filosof\u00eda, la psicolog\u00eda, la neurolog\u00eda, las ciencias computacionales y la neurociencia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">Las mayores vertientes actuales de la musicolog\u00eda son: Musicolog\u00eda hist\u00f3rica, Etnomusicolog\u00eda, Teor\u00eda musical y Musicolog\u00eda sistem\u00e1tica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">Musicolog\u00eda hist\u00f3rica es el campo de la musicolog\u00eda m\u00e1s establecido y con mayor n\u00famero de publicaciones. Esta trata b\u00e1sicamente del estudio de la historia de la composici\u00f3n musical culta europea, o sea, la m\u00fasica occidental registrada en notaci\u00f3n musical. Se cree que el origen de la musicolog\u00eda hist\u00f3rica ocurri\u00f3 en el siglo dieciocho (S. XVIII) con la publicaci\u00f3n del libro \u201c<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\"><i>Storia della musica\u201d<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span lang=\"es-ES\">, del Padre Giovanni Battista Martini (1706-1784). La musicolog\u00eda hist\u00f3rica se basa principalmente en el estudio documental de las obras musicales y de sus compositores, a partir del an\u00e1lisis de sus partituras y documentos de la \u00e9poca relacionados a la obra y a la vida de su compositor.<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_55\" style=\"width: 414px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-55\" class=\"wp-image-55\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/storiadellamusic00mart.jpg\" alt=\"\" width=\"404\" height=\"568\"><p id=\"caption-attachment-55\" class=\"wp-caption-text\">Fuente:&nbsp;https:\/\/archive.org\/details\/storiadellamusic00mart\/page\/n7<\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">La etnomusicolog\u00eda se origin\u00f3 en el final del siglo diecinueve (XIX), con el surgimiento de la grabaci\u00f3n sonora, lo que permiti\u00f3, por la primera vez, el registro y el consiguiente estudio de la m\u00fasica que no era registrada en notaci\u00f3n musical; como es el caso de las m\u00fasicas folcl\u00f3ricas, populares, ind\u00edgenas, de algunos pueblos no occidentales, o de pueblo y comunidades sin m\u00e9todos o tradiciones del registro de notaci\u00f3n de su expresi\u00f3n musical. El t\u00e9rmino Etnomusicologia viene de dos palabras origen griego: ethnos (que significa \u201cpueblo o naci\u00f3n extranjera\u201d) y m\u00fasica. El t\u00e9rmino fue acu\u00f1ado por el investigador y m\u00fasica holand\u00e9s Jaap Kunts. En los d\u00edas actuales, la etnomusicolog\u00eda se dedica al estudio de la m\u00fasica como fen\u00f3meno antropol\u00f3gico, es decir, partiendo del estudio etnogr\u00e1fico de los aspectos, or\u00edgenes e impactos sociales y especialmente culturas del fen\u00f3meno musical. De esta forma, la etnomusicolog\u00eda se concentra especialmente en el estudio de la m\u00fasica como patrimonio cultural inmaterial. Esto ocurre mediante un abordaje predominante cualitativo de las tradiciones y expresiones culturales musicales.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_57\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-57\" class=\"wp-image-57\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/etno-300x236.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"405\"><p id=\"caption-attachment-57\" class=\"wp-caption-text\">Fuente:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=i&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=images&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwiTkOSh8M_fAhVFGZAKHdhUCoIQjxx6BAgBEAI&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.revistas.usp.br%2Frevusp%2Farticle%2Fdownload%2F13656%2F15474%2F&amp;psig=AOvVaw1n6VbTdODJEwillHT7Hzjj&amp;ust=1546545246717320\">Carlos Sandroni. Apontamentos sobre a hist\u00f3ria e o perfil institucional da etnomusicologia no Brasil. UFPE. Foto: Tiago de Oliveira Pinto<\/a><\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">La Teor\u00eda musical trata del estudio de los m\u00e9todos y pr\u00e1cticas que permiten a los compositores y productores musicales que creen obras mejores, de modo m\u00e1s eficiente y coherente, dentro de una determinada perspectiva est\u00e9tica vigente, o vinculada a la de un estilo, g\u00e9nero, arreglo, \u00e9poca, localidad, necesidad mercadol\u00f3gica o ideolog\u00eda. Su abordaje es predominantemente emp\u00edrico, o sea, se basa en la experiencia musical de lo te\u00f3rico, englobando diferentes disciplinas, como las matem\u00e1ticas, la ac\u00fastica, la percepci\u00f3n musical y la semi\u00f3tica.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_61\" style=\"width: 449px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-61\" class=\"wp-image-61\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/music-theory-pic-1jpg-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"439\" height=\"239\"><p id=\"caption-attachment-61\" class=\"wp-caption-text\">Fuente:&nbsp;<a href=\"https:\/\/djbooth.net\/pro-audio\/basic-music-theory\">https:\/\/djbooth.net\/pro-audio\/basic-music-theory<\/a><\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">La musicolog\u00eda sistem\u00e1tica es el t\u00e9rmino que se refiere al estudio emp\u00edrico, sistem\u00e1tico, por lo tanto, fuertemente cuantitativo del origen, naturaleza y apreciaci\u00f3n del fen\u00f3meno musical. Algunos estudiosos argumentan que los or\u00edgenes de la musicolog\u00eda provienen de la Grecia antigua, teniendo sus ra\u00edces en los estudios de Pit\u00e1goras, Plat\u00f3n, Arist\u00f3teles y Arist\u00f3genes. Sin embargo, este t\u00e9rmino solamente fue acu\u00f1ado en el final del siglo diecinueve (XIX), por Guigo Adler, que, siguiendo las bases de otras disciplinas de la \u00e9poca, en el caso, el derecho y la teolog\u00eda, propuso una divisi\u00f3n similar al estudio de la m\u00fasica, entre dos grandes disciplinas, la musicolog\u00eda hist\u00f3rica y musicolog\u00eda sistem\u00e1tica, siendo que esta \u00faltima se dedicar\u00eda exclusivamente a descubrir y a estudiar las leyes fundamentales que rigen la creaci\u00f3n, la expresi\u00f3n y la apreciaci\u00f3n musical. La musicolog\u00eda sistem\u00e1tica es el \u00e1rea de la musicolog\u00eda que presenta mayor interdisciplinariedad, es decir, la cooperaci\u00f3n entre diversas \u00e1reas del conocimiento humano para el estudio de la m\u00fasica. La musicolog\u00eda sistem\u00e1tica trata de investigaci\u00f3n emp\u00edrica, se basa en el an\u00e1lisis de datos, del fen\u00f3meno musical como un todo, envolviendo la m\u00e1s diversas disciplinas, tales como: la filosof\u00eda, la fisiolog\u00eda, la psicolog\u00eda, la computaci\u00f3n, la estad\u00edstica y la neurociencia. <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_63\" style=\"width: 407px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-63\" class=\"wp-image-63\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/01\/musicologia-sistematica-260x300.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"455\"><p id=\"caption-attachment-63\" class=\"wp-caption-text\">Fuente:Zatorre et al. \u201cWhen the brain plays music\u201d (2007)<\/p><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">Futuramente, se hablar\u00e1 con m\u00e1s detalles entre la relaci\u00f3n de estas cuatro \u00e1reas de musicolog\u00eda. La intenci\u00f3n del presente trabajo fue presentar un panorama general de la musicolog\u00eda intentando dejar claro como la investigaci\u00f3n en m\u00fasica parece, incluso, ser un \u00e1rea inagotable de investigaci\u00f3n. La esencia inmaterial de la expresi\u00f3n musical est\u00e1 fuertemente vinculada al tiempo, aunque vagamente vinculada al espacio, lo que le otorga un aspecto inefable a este arte, que expresa y exprime el centro de la experiencia humana en su forma m\u00e1s profunda y definitiva. <\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\">Referencias bibliogr\u00e1ficas:<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"color: #000000\">[1] Steven Mithen. \u201cThe Singing Neanderthals\u201d. 2007<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"color: #000000\">[2] Aniruddh D. Patel. \u201cMusic, Language, and the Brain\u201d. 2007<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"color: #000000\">[3] Carlos Sandroni. Apontamentos sobre a hist\u00f3ria e o perfil institucional da etnomusicologia no Brasil. UFPE. Foto: Tiago de Oliveira Pinto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Times New Roman, serif\"><span style=\"color: #000000\">[4] Zatorre, R. J., Chen, J. L., &amp; Penhune, V. B. (2007). When the brain plays music: auditory\u2013motor interactions in music perception and production. Nature Reviews Neuroscience, 8(7), 547\u2013558. doi:10.1038\/nrn2152<\/span><\/span><\/p><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/02\/1\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Da m\u00fasica \u00e0 musicologia\"><p>Vers\u00e3o em Espanhol&nbsp; &nbsp; &nbsp;V\u00eddeo Youtube &nbsp; &nbsp;&nbsp;Podcast Soundcloud Jos\u00e9 Fornari (Tuti) &#8211; 02 de janeiro de 2019 fornari @ unicamp . br A origem da m\u00fasica parece anteceder a da linguagem. Existem evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas de que nossos antepassados desenvolveram primeiro a capacidade de se comunicar por interjei\u00e7\u00f5es, ou seja, sonoridades com regularidades r\u00edtmicas e [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[69,7,23,11,14,3,2,18,9,13,5],"class_list":["post-50","post","type-post","status-publish","format-standard","category-musicologia","tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","tag-blog","tag-da-musica-a-musicologia","tag-jose-fornari","tag-josefornari","tag-musica","tag-musicologia","tag-nics","tag-pesquisa-em-musica","tag-tutifornari","tag-unicamp","h-entry","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50"}],"version-history":[{"count":44,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1339,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50\/revisions\/1339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}