{"id":525,"date":"2019-03-27T18:00:04","date_gmt":"2019-03-27T21:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=525"},"modified":"2020-01-19T13:44:50","modified_gmt":"2020-01-19T16:44:50","slug":"13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/03\/27\/13\/","title":{"rendered":"O eterno ciclo das quintas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Jos\u00e9\u00a0Fornari\u00a0(Tuti)\u00a0\u2013 27 de\u00a0mar\u00e7o de\u00a02019<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em><span style=\"font-size: 12pt\">fornari @ unicamp . br<\/span><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>A m\u00fasica, como a maioria das pessoas conhece, entende e aprecia, \u00e9 baseada numa organiza\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica que descende do \u201cciclo das quintas\u201d. Mais do que uma conven\u00e7\u00e3o socialmente aceita ou psicologicamente amalgamada, o ciclo das quintas \u00e9 um fen\u00f4meno f\u00edsico t\u00e3o presente e significativo na natureza ac\u00fastica que moldou a evolu\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento tanto do sistema auditivo quanto do c\u00e9rebro.<\/p>\n<div id=\"attachment_562\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-562\" class=\"wp-image-562 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/circle-keysigs.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/circle-keysigs.jpg 450w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/circle-keysigs-283x300.jpg 283w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/circle-keysigs-24x24.jpg 24w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><p id=\"caption-attachment-562\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Representa\u00e7\u00e3o do ciclo das quintas (em sentido hor\u00e1rio) com as respectivas armaduras de claves.<\/strong> Fonte: <a href=\"https:\/\/www.adultpianolesson.com\/learn-the-sharp-scales-in-the-circle-of-fifths-in-3-easy-steps\/circle-keysigs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.adultpianolesson.com\/learn-the-sharp-scales-in-the-circle-of-fifths-in-3-easy-steps\/circle-keysigs\/<\/a><\/p><\/div>\n<p>Conforme mencionado <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/09\/2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anteriormente<\/a>,\u00a0Pit\u00e1goras, no s\u00e9culo 6 AC, \u00e9 considerado o organizador da escala musical. Esta \u00e9 conhecida como escala pitag\u00f3rica ou \u201cjusta\u201d, e \u00e9 fundamentada no ciclo das quintas; um fen\u00f4meno ac\u00fastico observado de diversas formas e em diversas situa\u00e7\u00f5es. A frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia de uma coluna de ar dentro de um tubo, ou mesmo a frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia gerada por uma corda retesada ao ser estimulada mecanicamente (por exemplo, percutida por uma baqueta, pin\u00e7ada pelos dedos ou por palhetas ou ro\u00e7ada por um arco). Quando estimulados (tubo ou corda) estes normalmente emitem um som aud\u00edvel. A peculiaridade deste som em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outros, como por exemplo, o som de uma pedra caindo no ch\u00e3o, \u00e9 que o som de uma corda retesada apresenta uma clareza tonal parecida com o som que a voz humana pode gerar; normalmente representados pelas vogais. Chamaremos aqui estes sons de \u201csons tonais\u201d em contraste aos demais, que n\u00e3o possuem uma clareza suficiente de tonalidade, de \u201csons n\u00e3o tonais\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_553\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-553\" class=\"wp-image-553 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/waves-2.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/waves-2.png 600w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/waves-2-300x162.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-553\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Sinais peri\u00f3dicos e aperi\u00f3dicos.<\/strong> Fonte: <a href=\"https:\/\/www.phon.ucl.ac.uk\/courses\/spsci\/iss\/week3.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.phon.ucl.ac.uk\/courses\/spsci\/iss\/week3.php<\/a><\/p><\/div>\n<p>O que diferencia um som tonal de um som n\u00e3o tonal \u00e9 a sua periodicidade. Havendo suficiente repeti\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o infinitesimal no tempo (abaixo de 0,05 segundos, ou seja, 50 ms), estabelece-se uma regularidade da repeti\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es de press\u00e3o ac\u00fastica que a audi\u00e7\u00e3o percebe como tonalidade. Esta \u00e9 expressa na forma de uma \u201cfrequ\u00eancia fundamental\u201d ou simplesmente chamada de \u201cfundamental\u201d do som gerado, que se mant\u00eam suficientemente constante para ser percebida pela audi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do processo tonot\u00f3pico da audi\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/03\/13\/11\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo anterior<\/a>). Ao observar as componentes em frequ\u00eancia de um som (<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/23\/4\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo anterior<\/a>), vemos que a fundamental \u00e9 normalmente a frequ\u00eancia mais grave e muitas vezes a de maior amplitude. No caso de uma corda retesada, a fundamental equivale ao modo de vibra\u00e7\u00e3o principal, ou seja, quando toda a corda vibra em um \u00fanico modo. O mesmo serve para a vibra\u00e7\u00e3o da coluna de ar num tubo. Isto pode ser observado atrav\u00e9s de um aparato conhecido como Tubo de Kundt (em homenagem \u00e0 August Kundt). Este permite visualizar as ondas ac\u00fasticas de forma longitudinal, como de fato ocorrem ao se propagarem na atmosfera, diferente do padr\u00e3o de vibra\u00e7\u00e3o transversal observado nas cordas retesadas. Estas, apesar de vibrarem transversalmente, tamb\u00e9m geram ondas ac\u00fasticas longitudinais pela compress\u00e3o e expans\u00e3o do ar que o movimento da corda (e normalmente tamb\u00e9m de uma caixa de resson\u00e2ncia a esta acoplada, como \u00e9 o caso do corpo de um viol\u00e3o) gera no ar ao seu redor.<\/p>\n<div id=\"attachment_557\" style=\"width: 608px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-557\" class=\"wp-image-557 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/lwav2.jpg\" alt=\"\" width=\"598\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/lwav2.jpg 598w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/lwav2-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" \/><p id=\"caption-attachment-557\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Representa\u00e7\u00e3o transversal das varia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas de press\u00e3o (acima) que comp\u00f5em as ondas longitudinais ac\u00fasticas (abaixo).<\/strong> Fonte: <a href=\"http:\/\/hyperphysics.phy-astr.gsu.edu\/hbase\/Sound\/tralon.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/hyperphysics.phy-astr.gsu.edu\/hbase\/Sound\/tralon.html<\/a><\/p><\/div>\n<p><iframe title=\"Mr. H Explains the Kundt&#039;s Tube\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YSeLJDsfIQQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No caso de uma corda ou coluna de ar dentro de um tubo, este sistema poder\u00e1 entrar em diferentes modos de vibra\u00e7\u00e3o estacion\u00e1ria que ir\u00e3o gerar varia\u00e7\u00f5es regulares de press\u00e3o ac\u00fastica. Desse modo, v\u00ea-se que a corda pode vibrar em diferentes modos superiores cujas frequ\u00eancias s\u00e3o m\u00faltiplos inteiros da sua frequ\u00eancia fundamental. Pela caracter\u00edstica f\u00edsica do comprimento da corda retesada (ou do tubo) o segundo modo de vibra\u00e7\u00e3o ter\u00e1 necessariamente a metade do comprimento de onda do modo fundamental e assim ter\u00e1 o dobro da frequ\u00eancia da sua fundamental. Da mesma maneira, o terceiro modo de vibra\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que ter o triplo da frequ\u00eancia da fundamental, e assim por diante. Essas frequ\u00eancias dos modos de vibra\u00e7\u00e3o s\u00e3o muitas vezes chamadas de \u201charm\u00f4nicos\u201d. Assim, num som tonal, o primeiro harm\u00f4nico \u00e9 sua fundamental e tem frequ\u00eancia F. O segundo harm\u00f4nico tem frequ\u00eancia 2.F. O terceiro, 3.F e assim sucessivamente.<\/p>\n<div id=\"attachment_565\" style=\"width: 586px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-565\" class=\"wp-image-565 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/overtones.jpg\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/overtones.jpg 576w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/overtones-288x300.jpg 288w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/overtones-24x24.jpg 24w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><p id=\"caption-attachment-565\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Modos estacion\u00e1rios de vibra\u00e7\u00e3o e respectivos harm\u00f4nicos do uma corda retesado.<\/strong> Fonte:<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Overtone.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"> https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Overtone.jpg<\/a><\/p><\/div>\n<p>Por um processo psicoac\u00fastico conhecido como \u201cfus\u00e3o tonal\u201d, em condi\u00e7\u00f5es normais todos estes harm\u00f4nicos s\u00e3o percebidos pela audi\u00e7\u00e3o como um \u00fanico som tonal, ao inv\u00e9s de serem percebidos como sons independentes. O mesmo ocorre com o som das vogais na fala humana. A diferen\u00e7a entre, por exemplo, um \u201ca\u201d e um \u201ci\u201d est\u00e1 nas diferentes amplitudes destes harm\u00f4nicos que correspondem a uma diferen\u00e7a de timbre suficientemente percept\u00edvel para que seja poss\u00edvel \u00e0 maioria dos ouvintes reconhecer com facilidade as diferentes vogais, mesmo que estas sejam entoadas com a mesma fundamental (na mesma tonalidade, ou altura musical) e pela mesma pessoa.<\/p>\n<div id=\"attachment_559\" style=\"width: 402px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-559\" class=\"wp-image-559 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/fantvowred.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/fantvowred.jpg 392w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/03\/fantvowred-300x280.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><p id=\"caption-attachment-559\" class=\"wp-caption-text\"><strong>As diferentes componentes em frequ\u00eancia que constituem as vogais.<\/strong> Fonte: <a href=\"http:\/\/hydrogen.physik.uni-wuppertal.de\/hyperphysics\/hyperphysics\/hbase\/music\/vowel.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/hydrogen.physik.uni-wuppertal.de\/hyperphysics\/hyperphysics\/hbase\/music\/vowel.html<\/a><\/p><\/div>\n<p>Os harm\u00f4nicos de um som tonal s\u00e3o assim organizados em frequ\u00eancias que obedecem a sequ\u00eancia: F, 2F, 3F, 4F, 5F. Estes foram usados por Pit\u00e1goras para organizar a primeira escala musical. Vale lembrar no entanto que muito antes de Pit\u00e1goras escalas musicais seguindo este padr\u00e3o f\u00edsico j\u00e1 eram utilizadas, s\u00f3 que de um modo mais intuitivo e menos formalizado. \u00c9 atribu\u00edda a Pit\u00e1goras a formaliza\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica para a cria\u00e7\u00e3o da escala musical baseada no fen\u00f4meno ac\u00fastico dos harm\u00f4nicos. Ainda a rela\u00e7\u00e3o entre harm\u00f4nicos e as notas de uma escala musical tenha sido formalizada por Pit\u00e1goras no s\u00e9culo 6AC, a rela\u00e7\u00e3o entre as propriedades f\u00edsicas da corda retesada e a sua tonalidade s\u00f3 foram formalizadas no s\u00e9culo 18 DC, por Brook Taylor (1685-1731). Taylor estabeleceu a seguinte f\u00f3rmula: Fn = (n\/2L).(T\/d)^(1\/2) ; onde: Fn=frequ\u00eancia do n-\u00e9simo harm\u00f4nico, n=n\u00famero do harm\u00f4nico, L=comprimento da corda retesada (m), T=for\u00e7a que retesa a corda (N), d=densidade linear da corda (kg\/m3).<\/p>\n<p><iframe title=\"Pythagorean scale on a sononmeter: the perfect fifth\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cNEHaaEkayk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Considerando uma corda retesada afinada na nota L\u00e1 (A4=440Hz) o seu harm\u00f4nico fundamental ter\u00e1 a frequ\u00eancia de 440Hz. O seu segundo harm\u00f4nico ter\u00e1 o dobro desta frequ\u00eancia, ou seja, 880Hz, que equivale \u00e0 tonalidade de L\u00e1, s\u00f3 que uma oitava acima; A5. O seu terceiro harm\u00f4nico ter\u00e1 frequ\u00eancia fundamental de 3*440=1320Hz que equivale \u00e0 nota E5, ou seja, o quinto grau da escala de L\u00e1. Seguindo este racioc\u00ednio, o quarto harm\u00f4nico ter\u00e1 frequ\u00eancia de 1760Hz que equivale \u00e0 nota L\u00e1 (A6) e o quinto harm\u00f4nico ter\u00e1 2200Hz equivalendo aproximadamente (dependendo da escala musical utilizada) \u00e0 nota C#7, o terceiro grau da escala de L\u00e1. O sexto harm\u00f4nico ter\u00e1 2640Hz que \u00e9 pr\u00f3ximo de E7, novamente o quinto grau de L\u00e1. Esta s\u00e9rie de harm\u00f4nicos, conhecida simplesmente por \u201cs\u00e9rie harm\u00f4nica\u201d, em teoria extende-se infinitamente, se distanciando das notas estabelecidas de todas as escalas musicais. A rela\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica mais importante, utilizada para a constru\u00e7\u00e3o da escala musical \u00e9 a dos primeiros 3 harm\u00f4nicos, que estabelece a cria\u00e7\u00e3o do chamado \u201cciclo das quintas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>[1] The Human Auditory System: Fundamental Organization and Clinical Disorders<\/p>\n<p>edited by Gastone G. Celesia, Gregory Hickok. Chapter 2: Petr Janata. Neural basis of music perception. 2015<\/p>\n<p>https:\/\/books.google.com.br\/books?id=DXdLBAAAQBAJ&#038;pg=PA696&#038;lpg=PA696&#038;dq=circle+of+fifths+human+cochlea&#038;source=bl&#038;ots=P9awMQxr8s&#038;sig=ACfU3U2BYKhDO5y56xrXFNbM2TFSi15fww&#038;hl=en&#038;sa=X&#038;ved=2ahUKEwiZ8ZyQ2_HgAhVJEbkGHQB4A6MQ6AEwCHoECAIQAQ#v=onepage&#038;q=circle%20of%20fifths&#038;f=false<\/p>\n<p>[2] Francisco Bocafoli. \u201cCordas vibrantes\u201d. F\u00edsica e Vestibular. http:\/\/fisicaevestibular.com.br\/novo\/ondulatoria\/acustica\/cordas-vibrantes\/<\/p>\n<p>[3] Physics of musical notes. Frequencies for equal-tempered scale, A4 = 440 Hz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Como citar este artigo:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cO eterno ciclo das quintas\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 27 de mar\u00e7o de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/03\/27\/13\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/03\/27\/13\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente O eterno ciclo das quintas\"><p>Jos\u00e9\u00a0Fornari\u00a0(Tuti)\u00a0\u2013 27 de\u00a0mar\u00e7o de\u00a02019 fornari @ unicamp . br A m\u00fasica, como a maioria das pessoas conhece, entende e aprecia, \u00e9 baseada numa organiza\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica que descende do \u201cciclo das quintas\u201d. 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