{"id":817,"date":"2019-06-26T18:00:26","date_gmt":"2019-06-26T21:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=817"},"modified":"2020-01-19T13:59:24","modified_gmt":"2020-01-19T16:59:24","slug":"25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/06\/26\/25\/","title":{"rendered":"Musicologia do Tango"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><strong><span style=\"text-decoration: underline\">ESPECIAL<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 19 de junho de 2019<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">fornari @ unicamp . br<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estando eu, esta semana, no <a href=\"http:\/\/leem.fba.unlp.edu.ar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Laborat\u00f3rio para o Estudo da Experi\u00eancia Musical<\/em> <\/a>(LEEM) da Universidad de La Plata, Argentina, resolvi escrever os pr\u00f3ximos artigos deste blog sobre algumas das interessantes pesquisas em musicologia que est\u00e3o sendo aqui desenvolvidas, neste importante centro latino americano de pesquisa em m\u00fasica. Inicio pela pesquisa em caracteriza\u00e7\u00e3o do g\u00eanero musical argentino mais famoso, e com certeza um dos mais conhecidos g\u00eaneros musicais em todo o mundo; o Tango.<\/p>\n<p><iframe title=\"Waking life - opening scene\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/77927260?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"640\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A m\u00fasica, como arte sonora, normalmente emerge como express\u00e3o art\u00edstica expont\u00e2nea de uma comunidade. Como tal, esta passa a ser um fator identificador e corroborador de sua identidade cultural. Tanto quanto s\u00e3o diversas as comunidades, tamb\u00e9m a m\u00fasica se diversifica em distintos e diversos g\u00eaneros musicais que conhecemos e apreciamos, mesmo quando n\u00e3o pertencentes \u00e0 nossa cultura local. Esta diversifica\u00e7\u00e3o ocorre em camadas. Existem diferen\u00e7as sutis, desde as batidas caracter\u00edsticas de cada escola de samba carioca, que as distingue e as enriquece, at\u00e9 as grandes diferen\u00e7as entre g\u00eaneros musicais de diferentes na\u00e7\u00f5es. Dentro de cada g\u00eanero musical, tem-se ainda outra subdivis\u00e3o; o estilo, que se refere \u00e0quilo que caracteriza e assim distingue um m\u00fasico ou compositor dentro de um mesmo g\u00eanero musical. Chama-se de estilo o que nos permite perceber, por exemplo, a diferen\u00e7a entre 2 bons violonistas, tocando a mesma pe\u00e7a musical. Grandes artistas se distinguem e destacam por seus estilos musicais exclusivos, que agradam uma grande quantidade de pessoas e que normalmente s\u00e3o complexos e elaborados e assim dif\u00edceis de serem imitados por outros m\u00fasicos, e que por isso servem de inspira\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos que elevam o criador do estilo admirado ao patamar de artista de grande destaque.<\/p>\n<p>Da mesma forma que muitos dos g\u00eaneros musicais de sucesso global, o Tango nasceu anonimamente, nas camadas mais baixas de sua comunidade de origem. Isto garantiu com que a comunica\u00e7\u00e3o afetiva deste g\u00eanero se tornasse mais direta e efetiva, expressando mais fidedigna e profundamente os sofrimentos e anseios naturais da ess\u00eancia humana que se manifestam em sua comunidade de origem atrav\u00e9s do inef\u00e1vel filtro de suas idiossincrasias etnogeograficas e socioculturais que destilam essa expressividade na forma de um autentico e original g\u00eanero musical. Tamb\u00e9m, como muitos g\u00eaneros de grande sucesso, o Tango \u00e9 associado \u00e0 uma forma de dan\u00e7a, o que nos relembra da insepar\u00e1vel conex\u00e3o da m\u00fasica com sua corporifica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do gesto. O Tango \u00e9 dan\u00e7ado em pares, cujos passos e gestos s\u00e3o muito elaborados e complexos. Esta dan\u00e7a foi, com o passar dos anos, se formalizando e \u00e9 atualmente praticada em diversas partes do mundo.<\/p>\n<p><iframe title=\"Old Couple dancing Tango\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JK_oAC_DeAs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O Tango surgiu no final do s\u00e9culo 19 DC, na regi\u00e3o do rio de la Plata, entre Argentina e Uruguay, nos bordeis localizados pr\u00f3ximos aos portos deste rio, onde uma grande conflu\u00eancia de culturas distintas passaram a conviver devido a um plano de abertura econ\u00f4mica; diferente do que se imagina, n\u00e3o relacionado \u00e0 poss\u00edvel explora\u00e7\u00e3o de prata na regi\u00e3o, elemento qu\u00edmico (Ag, do latim <i>Argentum<\/i>) que d\u00e1 nome tanto ao rio quanto ao pa\u00eds. No entanto, este plano econ\u00f4mico n\u00e3o foi completamente bem sucedido e muitos dos imigrantes que vieram para esta regi\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7aram a bem aventuran\u00e7a econ\u00f4mica que sonhavam, o que gerou muitos atritos sociais, como a viol\u00eancia e a saudade da suas terras natais. Entre eles estavam europeus, latino americanos e escravos africanos. Os g\u00eaneros musicais europeus, como a Valsa e a Polca, se misturaram com g\u00eaneros locais, como a Milonga, a Habanera cubana e g\u00eaneros africanos, como o Candombe. Segundo Sylvain Poosson, o nome \u201cTango\u201d vem justamente de sua influ\u00eancia africana, do erro de pronuncia da palavra \u201cTambor\u201d (o instrumento de percuss\u00e3o) que passou a ser \u201cTambo\u201d e por fim \u201cTango\u201d. Curiosamente, n\u00e3o se utilizam instrumentos de percuss\u00e3o na orquestra t\u00edpica de Tango. Neste per\u00edodo surgiu na regi\u00e3o o bandoneon; um instrumento musical alem\u00e3o, parecido com o acordeon por\u00e9m com bot\u00f5es no lugar de teclas, e inicialmente destinado a substituir os \u00f3rg\u00e3os em igrejas com menor recurso financeiro. Este instrumento, destinado ao ato liturgico, acabou se popularizando nos bordeis da regi\u00e3o e assim definitivamente incorporado ao Tango. Em 2009, a UNESCO incluiu o Tango em suas listas de <a href=\"https:\/\/ich.unesco.org\/en\/RL\/tango-00258\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;Intangible Cultural Heritage&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p><iframe title=\"We explain how Tango Conquered the World\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zv9LD6Y9epU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mesmo sendo um g\u00eanero musical bastante formalizado, o Tango permite a expressividade do artista atrav\u00e9s de seu estilo. Este pode ocorrer tanto em n\u00edvel individual, como \u00e9 o caso quando se tem um \u00fanico instrumentista e este apresenta similaridades em diferentes interpreta\u00e7\u00f5es, quanto em n\u00edvel grupal, onde um conjunto musical ou mesmo uma orquestra apresenta um estilo caracter\u00edstico, normalmente relacionados \u00e0 interveni\u00eancia art\u00edstica de um elemento fundamental de sua forma\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do l\u00edder da banda ou do regente da orquestra. No caso do Tango, a orquestra t\u00edpica foi desenvolvida a partir da expans\u00e3o do sexteto de Tango, formado inicialmente por 2 violinos, 2 bandoneons, baixo e piano. Na orquestra t\u00edpica, tem-se: uma se\u00e7\u00e3o de cordas (violino, viola e cello), uma se\u00e7\u00e3o de bandoneons (contendo 3 ou mais instrumentos) e uma se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica (piano e baixo).<\/p>\n<div id=\"attachment_819\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-819\" class=\"wp-image-819 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/06\/troilo_anibal.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/06\/troilo_anibal.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/06\/troilo_anibal-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-819\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Orquestra t\u00edpica da Tango.<\/strong> Fonte: http:\/\/escuelatangoba.com\/tag\/buenos-aires\/page\/11\/<\/p><\/div>\n<p>O estilo das orquestras t\u00edpicas est\u00e1 perceptualmente caracterizado pelo que se chama de fraseado. Este se refere ao conjunto caracter\u00edstico de padr\u00f5es r\u00edtmicos e mel\u00f3dicos que se apresentam com grande similaridade perceptual e que, devido \u00e0 sua complexidade e ubiquidade de entendimento local, acabam por serem grafados em nota\u00e7\u00e3o musical de forma simplificada.<\/p>\n<p>O estudo conduzido pelo pesquisadores Demian Alimenti Bel e Isabel Cec\u00edlia Mart\u00ednez, coordenadora do LEEM, vem analisando o estilo de fraseado encontrado frequentemente nos diferentes estilos do g\u00eanero Tango. Em estudo recente, estes pesquisadores analisaram o estilo musical de Anibal Troilo, um dos maiores bandoneonistas e compositores do Tango cl\u00e1ssico. O seu estilo musical, que se constr\u00f3i por seus fraseados caracter\u00edsticos, inspirou gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos e compositores de Tango, como foi o caso de Astor Piazzolla, compositor de renome internacional que, no in\u00edcio de sua carreira, foi bandoneonista na orquestra t\u00edpica de Troilo.<\/p>\n<p><iframe title=\"AN\u00cdBAL TROILO   QUEJAS DEL BANDONE\u00d3N\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cDE2DMVURyc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram o que se chamam de \u201crasgos\u201d dos padr\u00f5es r\u00edtmicos, ou seja, as varia\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas e intencionais, que levam a estrutura musical da performance a se distanciar de sua forma grafada na partitura, mas que definem a expressividade e o estilo caracter\u00edstico deste m\u00fasico ou grupo musical. Para isso foram analisados fragmentos de \u00e1udio de uma mesma pe\u00e7a musical interpretada pela orquestral de Troilo, em 1972. Os pesquisadores realizaram as seguintes etapas de an\u00e1lise: 1) Escutaram e anotaram os ataque que sustentam os padr\u00f5es r\u00edtmicos e mel\u00f3dicos (articulat\u00f3rios) dos arquivos de \u00e1udio. 2) Utilizando a ferramenta de software livre Sonic Visualiser (ww.sonicvisualiser.org), calcularam o espectrograma de cada trecho de \u00e1udio e analisaram manualmente a sua \u201csuperf\u00edcie musical\u201d a fim de elaborar gr\u00e1ficos contendo a redu\u00e7\u00e3o notacional que a distingue da partitura. 3) Aplicaram t\u00e9cnicas &#8220;micro anal\u00edticas&#8221; para anotar as superf\u00edcies musicais de modo a evidenciar e descrever a componente &#8220;expressivo din\u00e2mica&#8221; que caracterizam o estilo musical do artista.<\/p>\n<p>Esta an\u00e1lise comprovou que a varia\u00e7\u00e3o estil\u00edstica do Tango, e por conseguinte, do estilo de um m\u00fasico ou compositor, n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria, mas obedece um padr\u00e3o regular e caracter\u00edstico, apesar de criado pelo artista de modo n\u00e3o intencional. Esta estrutura auto-organizada cont\u00e9m intrinsecamente caracter\u00edsticas invariantes que est\u00e3o relacionadas ao interprete (no caso deste experimento, Anibal Troilo) permitindo que os ouvintes mis atentos (norma;mente os que o admiram) possam identifica-lo. As varia\u00e7\u00f5es detectadas entre a partitura e a interpreta\u00e7\u00e3o determinam a exist\u00eancia de uma identidade musical t\u00edpica do artista, que se expressa e permeia toda a sua obra, tanto em n\u00edvel local (pertencente \u00e0 obra em si) quanto em n\u00edvel global (permeando a expressividade de todos os componentes de um grupo musical fazendo com que estes sincronamente expressem o mesmo estilo musical).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>[] Sylvain B. Poosson. &#8220;Entre Tango y Payada&#8221;: The Expression of Blacks in 19th Century Argentina. Confluencia Ed. Vol. 20, No. 1 (Fall 2004), pp. 87-99. Published by: University of. Northern Colorado.<a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/27923034\">https:\/\/www.jstor.org\/stable\/27923034<\/a><\/p>\n<p>[] UNESCO &#8220;Intangible Cultural Heritage&#8221;.\u00a0https:\/\/ich.unesco.org\/en\/RL\/tango-00258<\/p>\n<p>[] Alimenti Bel, Demian. Mart\u00ednez, Isabel Cecilia. &#8220;Atributos de la variaci\u00f3n como rasgos de estabilidad en el tango: Patrones estil\u00edsticos en la producci\u00f3n de la m\u00fasica de An\u00edbal Troilo y Osvaldo Pugliese&#8221;. Epistemus &#8211; Revista de estudios en M\u00fasica, Cognici\u00f3n y Cultura. ISSN 1853-0494 http:\/\/revistas.unlp.edu.ar\/Epistemus\u00a0Epistemus es una publicaci\u00f3n de SACCoM (www.saccom.org.ar).\u00a0Vol. 5. No 2 (2017) | 27-56. 2018<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Como citar este artigo:<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cMusicologia do Tango\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 26 de junho de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/06\/26\/25\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/06\/26\/25\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Musicologia do Tango\"><p>ESPECIAL Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 19 de junho de 2019 fornari @ unicamp . br Estando eu, esta semana, no Laborat\u00f3rio para o Estudo da Experi\u00eancia Musical (LEEM) da Universidad de La Plata, Argentina, resolvi escrever os pr\u00f3ximos artigos deste blog sobre algumas das interessantes pesquisas em musicologia que est\u00e3o sendo aqui desenvolvidas, neste importante [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":389,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[43,8],"tags":[69,7,10,11,14,3,2,46,15,18,17,13,5],"class_list":["post-817","post","type-post","status-publish","format-standard","category-especiais","category-musicologia","tag-jose-eduardo-fornari-novo-junior","tag-blog","tag-blogs","tag-jose-fornari","tag-josefornari","tag-musica","tag-musicologia","tag-musicologia-do-tango","tag-musicologia-na-midia","tag-nics","tag-tuti","tag-tutifornari","tag-unicamp","h-entry","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/389"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=817"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1054,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/817\/revisions\/1054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}