{"id":828,"date":"2019-07-03T18:00:24","date_gmt":"2019-07-03T21:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/?p=828"},"modified":"2020-01-20T02:43:33","modified_gmt":"2020-01-20T05:43:33","slug":"26","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/07\/03\/26\/","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o de sentido musical atrav\u00e9s da retroalimenta\u00e7\u00e3o comunicacional entre o m\u00fasico interprete e seu p\u00fablico ouvinte"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"text-decoration: underline\">ESPECIAL<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 03 de julho de 2019<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">fornari @ unicamp . br<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s participamos de uma performance musical da qual gostamos, muitas vezes percebemos que nosso estado emocional foi alterado para melhor. Nos sentimos mais leves, ficamos mais felizes, temos nossos pensamentos mais aquietados, amenos e at\u00e9 melhor organizados. Muitas vezes este estado emocional perdura por muitas horas, at\u00e9 mesmo por alguns dias, deixando reminisc\u00eancias que podem ser reativadas futuramente atrav\u00e9s da lembran\u00e7a da performance. A escuta emocionalmente engajada de uma performance musical da qual participamos como ouvintes e que momentaneamente alivia nossas tens\u00f5es, como que desobstrui a m\u00e1quina de nossa raz\u00e3o, diminui nossas ansiedades e torna a paisagem subjetiva de nossas emo\u00e7\u00f5es mais apraz\u00edvel. A meu ver, este \u00e9 o grande motivo pelo qual a performance musical sempre foi, \u00e9, e provavelmente continuar\u00e1 sendo t\u00e3o valorizada socialmente. \u00c9 comum ouvirmos falar de casos envolvendo f\u00e3s de determinados m\u00fasicos ou grupos musicais que alegremente voluntariam-se a passar horas ou at\u00e9 mesmo noites em filas de vendas de ingressos para o show de seus m\u00fasicos favoritos. Tais f\u00e3s est\u00e3o normalmente dispostos a gastar significativas somas de dinheiro para comprar ingressos que lhes garantir\u00e3o acesso a uma sala ou ambiente de espet\u00e1culos, muitas vezes claustrofobicamente lotada e desconfortavelmente disposta apenas para terem a possibilidade de participar por poucas horas desta forma ritual social perceptualmente emotivo; a performance musical. Parte desta experi\u00eancia cat\u00e1rtica pode ser atualmente recriada atrav\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de arquivos digitais de \u00e1udio, facilmente acess\u00edveis a todo ouvinte, que se corporifica quando este coloca seus fones de ouvido, aperta o \u201cplay\u201d e mergulha na imensid\u00e3o perceptual que a reprodu\u00e7\u00e3o digital de uma pe\u00e7a musical conhecida lhe confere. No entanto, apenas parte do afeto da performance original \u00e9 por este modo conjurado. O ritual em tempo real, ao vivo e presencial que \u00e9 a performance musical \u00e9 ainda insubstitu\u00edvel. A performance musical \u00e9 como que a nascente deste caudaloso rio de comunica\u00e7\u00e3o expressiva, local onde as \u00e1guas s\u00e3o mais frescas, puras e portanto mais fervorosamente apreciadas.<\/p>\n<div id=\"attachment_834\" style=\"width: 758px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-834\" class=\"size-full wp-image-834\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/repentistas.png\" alt=\"\" width=\"748\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/repentistas.png 748w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/repentistas-300x159.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/repentistas-700x371.png 700w\" sizes=\"(max-width: 748px) 100vw, 748px\" \/><p id=\"caption-attachment-834\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Repentistas do Nordeste.<\/strong> Fonte: https:\/\/www.jornaldodf.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/unnamed-1.png<\/p><\/div>\n<p>O pesquisador Mat\u00edas Germ\u00e1n Tanco, do <a href=\"http:\/\/leem.fba.unlp.edu.ar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LEEM, <i>Laboratorio para el Estudio de la Experiencia Musical<\/i><\/a>, da <i>Universidad Nacional de La Plata\u00a0<\/i>(UNLP), onde estive na semana passada, vem realizando investiga\u00e7\u00f5es a respeito do fen\u00f4meno comunicacional da performance musical na intera\u00e7\u00e3o entre performer e p\u00fablico. Atrav\u00e9s de uma pesquisa qualitativa, Tanco estuda o processo de intera\u00e7\u00e3o entre o performer e seu p\u00fablico ouvinte no momento de uma performance musical. Neste contexto, \u00e9 feita uma analogia da performance musical com o ato verbal de uma narra\u00e7\u00e3o verbal. Conforme visto <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/01\/09\/2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anteriormente<\/a>, o processo narrativo era chamado, pela filosofia grega antiga, de \u201c<strong><em>diegese<\/em><\/strong>\u201d. Este se contrasta com o conceito de \u201c<strong><em>mimese<\/em><\/strong>\u201d, onde, segundo Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles, enquanto a <em>mimese<\/em> \u201cmostra sem explicar\u201d, a diegese \u201cexplica sem mostrar\u201d. A performance musical \u00e9 assim entendida como um processo dieg\u00e9tico onde a interpreta\u00e7\u00e3o musical do performer de certa forma descreve o conte\u00fado expressivo de uma pe\u00e7a musical, por\u00e9m sem mostra-la, ou seja, sem revelar os processos estruturas pelos quais o compositor se valeu para cria-la. Especialmente no caso da m\u00fasica formal, fica mais evidente este processo. Nesta, a composi\u00e7\u00e3o musical \u00e9 estruturada pelo compositor em tempo diferido (ou seja, de forma atemporal). O produto da arte de um compositor formal \u00e9 parecido com o trabalho de um escritor. Ambos criam em tempo diferido um tipo de programa\u00e7\u00e3o estruturada (a nota\u00e7\u00e3o musical) para ser posteriormente executada em tempo real pelo performer. Esta programa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s de um processo mim\u00e9tico, ou seja, a programa\u00e7\u00e3o \u00e9 l\u00e1 disposta sem maiores explica\u00e7\u00f5es. No caso do escritor, a programa\u00e7\u00e3o (sua escrita) \u00e9 fortemente sem\u00e2ntica e levemente duracional (atrelada ao dom\u00ednio do tempo e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de suas dura\u00e7\u00f5es). No caso do compositor, a programa\u00e7\u00e3o (nota\u00e7\u00e3o musical) \u00e9 levemente sem\u00e2ntica (significados categ\u00f3ricos) e fortemente duracional.<\/p>\n<div id=\"attachment_836\" style=\"width: 661px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-836\" class=\"size-full wp-image-836\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/cannon-hermeto-1.jpg\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/cannon-hermeto-1.jpg 651w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/cannon-hermeto-1-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><p id=\"caption-attachment-836\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: http:\/\/www.scielo.br\/img\/revistas\/pm\/n22\/a05ex04.jpg<\/p><\/div>\n<p>Atrav\u00e9s de entrevistas com m\u00fasicos, Tanco estuda os processos pelos quais a comunica\u00e7\u00e3o performance p\u00fablico se processa. Os resultados alcan\u00e7ados por seu estudo mostram que no caso da m\u00fasica erudita, existe de fato um tipo de direcionaliza\u00e7\u00e3o do significado musical, que tem a sua origem na composi\u00e7\u00e3o e aponta para seu objetivo final, a performance ao vivo (como \u00e9 o caso de um concerto). A fun\u00e7\u00e3o musical exercida pelo performer erudito \u00e9 a de ser um tipo de mediador da mensagem musical enunciada pelo compositor at\u00e9 o ouvinte. Desse modo a narra\u00e7\u00e3o musical de cada performer permite recriar, a cada evento perform\u00e1tico, uma nova vers\u00e3o da mesma obra, a partir da sua interpreta\u00e7\u00e3o, como um ato de execu\u00e7\u00e3o mediada do programa codificado na forma de nota\u00e7\u00e3o musical pelo compositor. Normalmente a intera\u00e7\u00e3o retroalimentativa com o p\u00fablico durante a performance \u00e9 vista na m\u00fasica erudita como um tipo de perturba\u00e7\u00e3o que pode atrapalhar o processo expressivo da performance musical. Neste contexto, a plateia deve permanecer a mais impercept\u00edvel poss\u00edvel para o performer. No entanto, este tem consci\u00eancia e deseja ser observado, fato este que lhe \u00e9 apraz\u00edvel, ou seja, tem-se aqui um tipo de voyeurismo \u00e0s avessas, onde o prazer sexual do voyeur \u00e9 substitu\u00eddo pelo prazer gerado tanto no performer por se saber admirado quanto no p\u00fablico por participar de uma satisfat\u00f3ria performance musical.<\/p>\n<div id=\"attachment_837\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-837\" class=\"size-large wp-image-837\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism-1024x714.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism-1024x714.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism-300x209.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism-768x536.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism-700x488.jpg 700w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/rolling-exhibitionism.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-837\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: https:\/\/www.rollingstone.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/rs-237023-guns-n-roses.jpg<\/p><\/div>\n<p>J\u00e1 no caso da m\u00fasica popular, existe muitas vezes o desejo n\u00e3o apenas de observa\u00e7\u00e3o passiva, mas de intera\u00e7\u00e3o ativa entre p\u00fablico e performer. Uma performance musical popular depende tanto de situa\u00e7\u00f5es contextuais do performer como da percep\u00e7\u00e3o imediata do p\u00fablico. Isto ocorre porque a tradi\u00e7\u00e3o popular est\u00e1 mais pr\u00f3xima dos contextos culturais comunit\u00e1rios, onde a m\u00fasica vem sendo executada em rituais sociais (casamentos, funerais, colheitas, batalhas, etc.) onde existe uma grande intersec\u00e7\u00e3o entre p\u00fablico e performer (ou seja, numa performance musical praticamente todos tocam, dan\u00e7am e cantam). Isto criava o que se chama de <i><strong>musical entrainment<\/strong>;\u00a0<\/i>um processo estudado pela <strong>biomusicologia<\/strong> (o estudo da m\u00fasica sob a perspectiva da biologia) que trata da sincroniza\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de gestos sincronizados durante a participa\u00e7\u00e3o de uma performance (por exemplo, ao escutar uma m\u00fasica apraz\u00edvel, o ouvinte marcar o andamento batendo os p\u00e9s no ch\u00e3o, acompanhando com palmas, balan\u00e7ando a cabe\u00e7a ou apenas tamborilando os dedos).<\/p>\n<p><iframe title=\"Rhythms of life\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9YXa-tQvjFM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Isto vai ao encontro do que foi apresentado <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/05\/15\/20\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anteriormente<\/a>, sobre a a\u00e7\u00e3o social da m\u00fasica como uma forma de persuas\u00e3o. Tem-se atualmente a figura do DJ. Este pode ser visto como um tipo de \u201cmetam\u00fasico\u201d, uma vez que cria sua arte atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica de edi\u00e7\u00f5es e efeitos musicais a partir da reciclagem sonora de outros registros musicais anteriormente elaborados. A performance musical do DJ \u00e9 fortemente atrelada \u00e0 retroalimenta\u00e7\u00e3o perceptual com seu p\u00fablico. Dependendo de como o DJ percebe seu p\u00fablico, esta altera a sua performance, fazendo com que o seu objetivo expressivo seja maximizado. Percebe-se deste modo a evolu\u00e7\u00e3o de um aspecto musical no sentido de promover uma retroalimenta\u00e7\u00e3o comunicacional na intera\u00e7\u00e3o performer-p\u00fablico, desde a m\u00fasica formal erudita, de tradi\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, at\u00e9 a m\u00fasica eletr\u00f4nica contempor\u00e2nea, de tradi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna.<\/p>\n<div id=\"attachment_830\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-830\" class=\"size-large wp-image-830\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj-1024x588.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj-1024x588.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj-768x441.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj-700x402.jpg 700w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/wp-content\/uploads\/sites\/182\/2019\/07\/dj.jpg 1129w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-830\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Intera\u00e7\u00e3o entre performer (DJ) e p\u00fablico.<\/strong> Fonte: https:\/\/s11234.pcdn.co\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/dj-club-nights-advice-1.jpg.optimal.jpg<\/p><\/div>\n<p>Isso faz com que haja a produ\u00e7\u00e3o de sentido musical, levemente sem\u00e2ntico e fortemente afetivo, onde o performer, como um narrador, age no sentido de estabelecer pr\u00e1ticas sociais entre performance e plateia que estabele\u00e7am e garantam a comunica\u00e7\u00e3o multidirecional que se amalgama no significado musical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>[] Mat\u00edas Germ\u00e1n Tanco. \u201cLa comunicaci\u00f3n performer-p\u00fablico en la performance de la m\u00fasica acad\u00e9mica\u201d. Revista de Psicolog\u00eda (UNLP) https:\/\/revistas.unlp.edu.ar\/revpsi. ISSN\u00a02422-572X. DOI 10.24215\/2422572Xe020. 2018<br \/>\n[] Clayton, Martin. \u201cWhat is entrainment? Definition and applications in musical research.\u201d, Empirical musicology review. 7 (1-2). pp. 49-56. 2012. https:\/\/musicscience.net\/projects\/timing\/iemp\/what-is-musical-entrainment\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Como citar este artigo:<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Fornari. \u201cA produ\u00e7\u00e3o de sentido musical atrav\u00e9s da retroalimenta\u00e7\u00e3o comunicacional entre o m\u00fasico interprete e seu p\u00fablico ouvinte\u201d. Blogs de Ci\u00eancia da Universidade Estadual de Campinas. ISSN 2526-6187. Data da publica\u00e7\u00e3o: 03 de julho de 2019. Link: https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/07\/03\/26\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/musicologia\/2019\/07\/03\/26\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente A produ\u00e7\u00e3o de sentido musical atrav\u00e9s da retroalimenta\u00e7\u00e3o comunicacional entre o m\u00fasico interprete e seu p\u00fablico ouvinte\"><p>ESPECIAL Jos\u00e9 Fornari (Tuti) \u2013 03 de julho de 2019 fornari @ unicamp . br Ap\u00f3s participamos de uma performance musical da qual gostamos, muitas vezes percebemos que nosso estado emocional foi alterado para melhor. Nos sentimos mais leves, ficamos mais felizes, temos nossos pensamentos mais aquietados, amenos e at\u00e9 melhor organizados. 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