{"id":1069,"date":"2019-03-22T11:13:27","date_gmt":"2019-03-22T14:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/?p=1069"},"modified":"2021-03-08T13:07:30","modified_gmt":"2021-03-08T16:07:30","slug":"por-que-dragoes-o-papel-da-curiosidade-no-aprendizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2019\/03\/22\/por-que-dragoes-o-papel-da-curiosidade-no-aprendizado\/","title":{"rendered":"Por que drag\u00f5es? &#8211; O papel da curiosidade no aprendizado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">Voc\u00ea j\u00e1 reparou que aquela mat\u00e9ria maneira na escola era justamente a que voc\u00ea tinha mais facilidade para aprender?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">J\u00e1 pensou que isso pode ter a ver com a sua curiosidade sobre os temas estudados?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>Embarque com a gente nas asas do drag\u00e3o para descobrir o porqu\u00ea!<\/b><\/p>\n<h1>Por que drag\u00f5es? &#8211; O papel da curiosidade no aprendizado.<\/h1>\n<h2>Por que drag\u00f5es?<\/h2>\n<p>Os drag\u00f5es s\u00e3o seres presentes no imagin\u00e1rio popular das mais diversas culturas. Os primeiros registros dessas criaturas datam de 40 mil anos a.C., em pinturas rupestres na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Em cada sociedade, a figura do drag\u00e3o ganhou caracter\u00edsticas espec\u00edficas, de forma que alguns mitos os descrevem como grandes serpentes e outros como lagartos gigantes e voadores. N\u00e3o somente a forma f\u00edsica varia entre as culturas, mas tamb\u00e9m o simbolismo e a personalidade. De forma geral, nos mitos orientais o drag\u00e3o \u00e9 representado como uma criatura bondosa que simboliza boa sorte, enquanto no ocidente essa criatura \u00e9 vista como um ser maldoso voador e noturno que destr\u00f3i aldeias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1079\" aria-describedby=\"caption-attachment-1079\" style=\"width: 678px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1079 size-mh-magazine-lite-content\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto-678x381.jpg\" alt=\"A imagem mostra diferentes representa\u00e7\u00f5es de drag\u00f5es da fic\u00e7\u00e3o.\" width=\"678\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto-678x381.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Espa\u00e7o-reservado-para-texto.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1079\" class=\"wp-caption-text\">A diversidade de representa\u00e7\u00f5es de drag\u00f5es em cada cultura \u00e9 refletida na forma que a fic\u00e7\u00e3o representa essas criaturas: Na imagem, vemos os drag\u00f5es F\u00faria da noite e Dente de Anzol de \u201cCom treinar seu drag\u00e3o\u201d, Dragonite e Salamence de \u201cPokemon\u201d, Mushu do filme \u201cMulan\u201d, Shen Long de \u201cDragon Ball Z\u201d e Falcor de \u201cHist\u00f3ria Sem Fim\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O passar do tempo s\u00f3 fez com que os drag\u00f5es atra\u00edssem cada vez mais a curiosidade das pessoas, originando as mais diversas fantasias e consequentemente, contribuindo para o surgimento de perguntas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #800000\">Seria poss\u00edvel imaginar como seria um mundo onde os drag\u00f5es realmente existissem? <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #800000\">Ser\u00e1 que lagartos gigantes seriam capazes de voar? <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #800000\">Seria mesmo poss\u00edvel cuspirem fogo?<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A resposta dessas perguntas pode envolver conceitos espec\u00edficos de Biologia, que n\u00e3o s\u00e3o do conhecimento do p\u00fablico n\u00e3o-especializado. Isso pode dificultar a compreens\u00e3o do assunto, e deste modo somente seriam geradas mais d\u00favidas. Sendo assim, ser\u00e1 que instigar a curiosidade sobre esses seres mitol\u00f3gicos pode ajudar a ensinar tais conceitos?<\/p>\n<h2>Como a curiosidade atua no c\u00e9rebro?<\/h2>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(14)00804-6\">estudo<\/a> feito na Universidade da Calif\u00f3rnia comprovou que \u00e9 mais f\u00e1cil aprender quando o assunto est\u00e1 relacionado com coisas que nos interessam do que quando somos simplesmente expostos ao conte\u00fado.<\/p>\n<p>Isso ocorre porque a curiosidade deixa o c\u00e9rebro em um estado <b>mais receptivo<\/b> para aprender e lembrar de novas informa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que aumenta a atividade da regi\u00e3o do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela mem\u00f3ria (o hipocampo). Esse estado de receptividade n\u00e3o se restringe somente \u00e0 quest\u00e3o que despertou a curiosidade, mas tamb\u00e9m \u00e0s <b>informa\u00e7\u00f5es que v\u00eam juntamente \u00e0 resposta<\/b>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo demonstrou que a curiosidade tamb\u00e9m ativa um circuito cerebral relacionado com a sensa\u00e7\u00e3o de <b>recompensa<\/b>, ou seja, torna o aprendizado mais <strong>prazeroso<\/strong>.<\/p>\n<p>Resumindo, a curiosidade n\u00e3o somente torna o aprendizado mais <b>f\u00e1cil<\/b>, como tamb\u00e9m mais <b>prazeroso<\/b>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1080\" aria-describedby=\"caption-attachment-1080\" style=\"width: 661px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1080\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/brain-2062048__340.jpg\" alt=\"Na imagem, vemos o desenho de um c\u00e9rebro colorido por diferentes corem em aquarela.\" width=\"661\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/brain-2062048__340.jpg 661w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/brain-2062048__340-300x154.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1080\" class=\"wp-caption-text\">A curiosidade estimula regi\u00f5es do c\u00e9rebro e circuitos respons\u00e1veis pela mem\u00f3ria e sensa\u00e7\u00e3o de recompensa.<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Como agu\u00e7ar a curiosidade?<\/h2>\n<p>Uma vez cientes da import\u00e2ncia de despertar a curiosidade para o aprendizado, fica a quest\u00e3o: <strong>como instigar a curiosidade<\/strong>?<\/p>\n<p>Para o pesquisador George Loewenstein, da Universidade Carnegie Mellon, uma das maneiras mais f\u00e1ceis de gerar curiosidade \u00e9 iniciando o processo de aprendizagem a partir de uma <b>pergunta<\/b>, n\u00e3o de sua resposta (veja uma oportunidade de praticar esse m\u00e9todo <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2016\/11\/23\/vamos-fazer-perguntas\/\">aqui<\/a>). Essa pergunta deve partir de algo que o p\u00fablico conhe\u00e7a, de forma que seja gerada uma lacuna no conhecimento pr\u00e9vio. A falta de uma informa\u00e7\u00e3o gerar\u00e1 um sentimento de priva\u00e7\u00e3o, de que algo n\u00e3o est\u00e1 completo e a curiosidade surgir\u00e1 em busca de uma <strong>explica\u00e7\u00e3o<\/strong> para aquilo que est\u00e1 faltando.<\/p>\n<h2>\u201cO Vale dos Drag\u00f5es\u201d: usando a curiosidade para ensinar Biologia<\/h2>\n<p>\u00c9 partindo desse princ\u00edpio que o projeto <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2018\/11\/08\/o-vale-dos-dragoes\/\">&#8220;O Vale dos Drag\u00f5es&#8221;<\/a>, parceria de alunos e professores da Universidade Estadual de Campinas, inicia sua jornada convidando o p\u00fablico a refletir sobre como seria o mundo se os drag\u00f5es fossem reais:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\"><b><i>Como ser\u00e1 que esses drag\u00f5es se desenvolveriam? <\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\"><b><i>Que impacto causariam no mundo?<\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #800000\"><b><i>Em que ambiente viveriam? <\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p>Essas e outras perguntas ir\u00e3o gerar uma lacuna no conhecimento do p\u00fablico, que conhece a figura do drag\u00e3o, mas talvez n\u00e3o saiba a resposta para essas quest\u00f5es. Assim, gerando o interesse pelo tema, ter\u00e1 in\u00edcio o processo de ensino de conceitos de <b>Biologia do Desenvolvimento<\/b> e \u00e1reas afins, incluindo Gen\u00e9tica e \u00c9tica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_993\" aria-describedby=\"caption-attachment-993\" style=\"width: 678px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSf3daz7LS8Wh0oBGR9QjFNYMnmo2HVfKMMqGGpGsoLWj5F6nA\/viewform\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-993 size-mh-magazine-lite-content\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2018\/10\/Destaque-do-Vale-678x381.png\" alt=\"A imagem mostra diferentes drag\u00f5es situados em um vale. No fundo, h\u00e1 montanhas. No meio da imagem, l\u00ea-se &quot;O Vale Dos Drag\u00f5es&quot;.\" width=\"678\" height=\"381\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-993\" class=\"wp-caption-text\">O projeto \u201cO Vale dos Drag\u00f5es\u201d usa da curiosidade pelos drag\u00f5es para ensinar conceitos de Biologia.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ficou curioso? Inscreva sua turma de Ensino Fundamental II para participar do projeto <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSf3daz7LS8Wh0oBGR9QjFNYMnmo2HVfKMMqGGpGsoLWj5F6nA\/viewform\">aqui<\/a>.<\/p>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2016\/11\/23\/vamos-fazer-perguntas\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2016\/11\/23\/vamos-fazer-perguntas\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(14)00804-6\">https:\/\/www.cell.com\/neuron\/fulltext\/S0896-6273(14)00804-6<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/blog\/why-curiosity-enhances-learning-marianne-stenger\">https:\/\/www.edutopia.org\/blog\/why-curiosity-enhances-learning-marianne-stenger<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"http:\/\/petitandy.com\/2015\/06\/dragoes-origem-do-mito\/\">http:\/\/petitandy.com\/2015\/06\/dragoes-origem-do-mito\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.kqed.org\/mindshift\/32503\/how-the-power-of-interest-drives-learning\"><span style=\"color: #0000ff\">https:\/\/www.kqed.org\/mindshift\/32503\/how-the-power-of-interest-drives-learning<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Voc\u00ea j\u00e1 reparou que aquela mat\u00e9ria maneira na escola era justamente a que voc\u00ea tinha mais facilidade para aprender? J\u00e1 pensou que isso pode ter <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2019\/03\/22\/por-que-dragoes-o-papel-da-curiosidade-no-aprendizado\/\" title=\"Por que drag\u00f5es? &#8211; O papel da curiosidade no aprendizado\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":399,"featured_media":1078,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[16,12],"tags":[46,40,58,49,11,116],"class_list":["post-1069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-professores","tag-aprendizagem","tag-curiosidade","tag-dragoes","tag-educacao","tag-ensino","tag-ensino-de-biologia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-content\/uploads\/sites\/103\/2019\/03\/Por-que_-2.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/399"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1069"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1088,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1069\/revisions\/1088"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}