{"id":519,"date":"2018-01-02T19:27:18","date_gmt":"2018-01-02T21:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/?p=519"},"modified":"2018-03-06T10:07:55","modified_gmt":"2018-03-06T13:07:55","slug":"a-psicologia-dos-dragoes-pintados-no-paraiso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2018\/01\/02\/a-psicologia-dos-dragoes-pintados-no-paraiso\/","title":{"rendered":"A Psicologia dos Drag\u00f5es-Pintados no Para\u00edso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ser\u00e1 que n\u00f3s conseguimos respeitar e conviver em harmonia com os\u00a0animais que vivem livres em seu ambiente natural?\u00a0Para come\u00e7ar este ano de 2018 j\u00e1 voando alto, no post de hoje ser\u00e1 apresentada a narrativa \u201c<strong>A Psicologia dos Drag\u00f5es-Pintados no Para\u00edso<\/strong><strong>\u201d<\/strong>, criada por mais um dos grupos participantes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2017\/09\/28\/oficina-criativa-de-divulgacao-cientifica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Oficina Criativa de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong><\/a>. Confira esta bela hist\u00f3ria que retrata de forma simb\u00f3lica alguns dos conflitos que podem surgir entre os humanos e a fauna silvestre.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>P\u00fablico-alvo:\u00a0<\/strong><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Todos aqueles que\u00a0t\u00eam curiosidade ou se preocupam com conflitos entre humanos e fauna silvestre.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center\"><strong><u>A Psicologia dos Drag\u00f5es-Pintados no Para\u00edso<\/u><\/strong><\/h2>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: right\">Por Cl\u00e1udia Martins, Daniel Longatto, Gustavo Crestana e Pedro Sant\u2019Anna (com colabora\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o de Carolina Stefano Mantovani e arte de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/muriloengler\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Murilo Engler<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">H\u00e1 muitos anos, em um reino muito, muito distante, havia uma pequena cidade, e nessa cidade, um castelo cercado por grandes muros. Ao redor, havia uma maravilhosa floresta, por onde passava um rio de \u00e1guas cristalinas. Muitas aves coloridas cantavam e voavam livremente por l\u00e1, fazendo daquele lugar sua casa. Outros animais silvestres, de maior ou menor porte, conviviam com as pessoas, uns dias em harmonia, mas em outros, tendo que escapar de suas velozes flechas de madeira. Afinal, quando a terra era menos generosa e a chuva mais escassa, ainda havia muitas bocas famintas precisando se alimentar. Mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Nem tudo era pac\u00edfico nesse reino quase encantado, cujo nome foi esquecido. Os habitantes viviam apavorados com um vizinho, digamos, diferente\u2026 era um drag\u00e3o-pintado. Sim, um drag\u00e3o-pintado! Um dos primeiros moradores daquela cidade tinha visto esse drag\u00e3o quando ainda era bem jovem, num daqueles dias de festas que sempre acabavam com muita dan\u00e7a e ta\u00e7as de vinho, sabem como \u00e9\u2026 Voltando para casa, a p\u00e9, pela floresta, n\u00e3o s\u00f3 viu o drag\u00e3o-pintado, como precisou lutar com ele por sua vida! Escapou com alguns arranh\u00f5es. Algumas cuspidelas no rosto tamb\u00e9m lhe deixaram marcas, e uma dentada mais profunda bem nas n\u00e1degas&#8230; ah, essa foi humilhante! Mas o mais marcante foi ver a cara aterrorizante da fera!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Desde ent\u00e3o, essa hist\u00f3ria \u00e9 contada e recontada a todas as crian\u00e7as do reino para que n\u00e3o se aventurem pela floresta, a casa do drag\u00e3o-pintado, a n\u00e3o ser que precisem muito de uma ca\u00e7a, ou de um banco novo de madeira\u2026 bom, mas como dissemos, essa \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">\u00c9&#8230; esse reino quase encantado e cujo nome foi esquecido seria um para\u00edso, n\u00e3o fosse o medo. Que medo do drag\u00e3o-pintado, que h\u00e1 v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es ningu\u00e9m via! S\u00f3 se ouviam seus esturros na floresta, l\u00e1 longe&#8230; Os mais ousados ainda conseguiam encontrar suas pegadas, que ficavam na mem\u00f3ria de quem via \u2013 e de quem n\u00e3o via\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">At\u00e9 que num triste dia, as vacas criadas pelos habitantes do reino come\u00e7aram a sumir. \u201cAi, meu Deus, que trag\u00e9dia!\u201d Depois das vacas, sumiram os bodinhos e algumas ovelhas. Pastando na borda e dentro da floresta, elas iam, mas n\u00e3o voltavam mais. Com tanto medo, calor e tantas outras ocupa\u00e7\u00f5es, ningu\u00e9m queria entrar na floresta para tentar resgatar seus animais sumidos. O drag\u00e3o-pintado, culpado por todos por tanta mortandade, afastava qualquer vontade de correr atr\u00e1s de bodes e ovelhas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Ao medo se juntou a raiva, muita raiva! E o tempo foi passando, os bichos sumindo, e os homens tendo que ser cada vez mais corajosos, ca\u00e7ando com maior frequ\u00eancia e se arriscando cada dia mais floresta adentro\u2026 cada vez mais se deparavam com as marcas daquelas patorras no ch\u00e3o da floresta\u2026 \u201cQue \u00f3dio desse drag\u00e3o-pintado que nos amedronta e ainda nos rouba&#8230; CHEGA! Agora chega!\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Reuniram um bando de homens \u2013 os mais corajosos da cidade \u2013 com seus arcos e flechas, espadas e punhais! \u201cAgora vamos finalmente e de uma vez por todas acabar com esse drag\u00e3o-pintado! Todos juntos o faremos sucumbir!\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Foram de noite. Escolheram uma noite sem Lua. Seguiram por um caminho que achavam levar \u00e0 toca do drag\u00e3o-pintado. Quando chegaram, o acharam dormindo. Que conveniente! Tudo foi muito r\u00e1pido: com a adrenalina no m\u00e1ximo, e muito organizados, ca\u00edram em cima do drag\u00e3o-pintado com tudo! Bateram, golpearam, chutaram como nunca haviam feito em suas vidas. N\u00e3o pararam enquanto o drag\u00e3o-pintado n\u00e3o silenciou. Ganharam! Acabaram com a fera! Eram os her\u00f3is! Seus nomes seriam lembrados para sempre!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Voltaram para a cidade, carregando o drag\u00e3o-pintado. Na euforia, celebraram com um banquete at\u00e9 amanhecer. Que noite memor\u00e1vel!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Pela manh\u00e3, os s\u00f3brios e as crian\u00e7as se aproximaram da fera, morta e dilacerada. Procuraram, em v\u00e3o, as pintas \u2013 o drag\u00e3o era totalmente pardo! Nem uma pinta naquele couro! Todos se pasmaram! Entreolharam-se\u2026 o sil\u00eancio era absoluto\u2026 at\u00e9 que algu\u00e9m gritou: \u201cQue importa se o couro \u00e9 liso ou pintado? A fera foi morta! Ningu\u00e9m mais vai nos amedrontar nem nos matar de fome por comer nossos animais! S\u00f3 isso importa! Vamos ficar felizes, somos os her\u00f3is que derrotaram o drag\u00e3o!\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">A festa retomou, at\u00e9 cansarem. A vida voltou ao normal. Acabou o medo. Todos agora iam para a floresta. Os adultos descuidaram de suas vacas, bodes e ovelhas, e apuraram seu gosto pelas ca\u00e7as da floresta. As crian\u00e7as seguiam os adultos e treinavam pegando passarinhos. \u201cS\u00e3o para minha m\u00e3e, ela n\u00e3o vem na floresta, mas agora vai poder olh\u00e1-los e apreci\u00e1-los na gaiola\u2026\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Chegou gente nova, vinda de outros lugares. Ouviram falar do rio de \u00e1gua cristalina, da floresta, do clima bom \u2013 e da paz, de n\u00e3o precisar conviver com drag\u00f5es! Que para\u00edso! E a cidade foi crescendo\u2026 e a floresta diminuindo\u2026 e a chuva diminuindo\u2026 e o clima esquentando\u2026 e os bichos da floresta (os que n\u00e3o morreram ca\u00e7ados!) fugindo, e os animais dom\u00e9sticos adoecendo e morrendo de fome por falta de cuidados\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">No Para\u00edso n\u00e3o tinha mais espa\u00e7o para ningu\u00e9m, nem para os que estavam ali h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. E as fam\u00edlias come\u00e7aram a ir embora, e aos poucos, o Para\u00edso virou deserto\u2026<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Os mais velhos contavam e recontavam a hist\u00f3ria da noite em que tinham derrotado o drag\u00e3o-pintado. A melhor \u00e9poca de suas vidas e daquele reino quase encantado cujo nome foi esquecido. Uma crian\u00e7a, ouvindo pela quarta ou quinta vez, pediu a palavra e falou: \u201cVov\u00f4, que hist\u00f3ria triste\u2026 medo do que ningu\u00e9m nunca via? N\u00e3o entendo\u2026 e quando finalmente viram, nem era o que lhes haviam contado, a come\u00e7ar pelas pintas! Se o velho errou no couro do bicho, n\u00e3o poderia ter errado tamb\u00e9m no terror que ele era? E como ter medo de um ser que, enquanto vivo, protegeu nossa floresta\u2026 de n\u00f3s mesmos?\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Objetivos:<\/strong><\/span><\/h3>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">O &#8220;drag\u00e3o-pintado&#8221; e \u201cdrag\u00e3o-pardo\u201d s\u00e3o utilizados como s\u00edmbolo dos maiores felinos das Am\u00e9ricas: as on\u00e7as-pintadas e as on\u00e7as-pardas, normalmente vistas como amea\u00e7a (pessoal, ao modo de vida e \u00e0 sobreviv\u00eancia);<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Compreens\u00e3o de que &#8220;conflito&#8221; \u00e9 uma vari\u00e1vel de contexto humano: on\u00e7as n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia se causam dano aos humanos e se prejudicam a eles ou a suas propriedades. N\u00e3o \u00e9 intencional, mas geralmente \u00e9 consequ\u00eancia do encontro, cuja probabilidade aumenta \u00e0 medida que ocupamos \u00e1reas que eram seus territ\u00f3rios exclusivos;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Trazer aspectos do foro cognitivo, psicol\u00f3gico e cultural para as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre humanos e fauna silvestre, com destaque para os felinos silvestres &#8211; a ilus\u00e3o do conhecimento das esp\u00e9cies e sua ecologia, o medo de algo que nunca foi avistado, a dificuldade de entender algumas atividades humanas como causa da degrada\u00e7\u00e3o ambiental;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Desconstruir a percep\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a e substitu\u00ed-la pela justa percep\u00e7\u00e3o de on\u00e7as como indicadores da qualidade e integridade de habitats. Esses animais atuam como protetores de recursos naturais igualmente vitais \u00e0s popula\u00e7\u00f5es humanas, como \u00e1gua, produtos florestais n\u00e3o madeireiros, al\u00e9m de outros animais silvestres que atuam como plantadores de florestas e controle de pragas;<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Agu\u00e7ar a curiosidade de todos pelo incr\u00edvel bioma que \u00e9 a Caatinga, exclusivamente brasileiro e um dos dois mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, habitat destas esp\u00e9cies carism\u00e1ticas que, no semi\u00e1rido, enfrentam os mesmos desafios \u00e0 sobreviv\u00eancia que os humanos. As on\u00e7as ainda t\u00eam uma desvantagem a mais, isso porque\u00a0quando os humanos deixam seus rebanhos soltos e expostos na Caatinga, esses animais acabam ca\u00e7ando as presas naturais das on\u00e7as; assim, com as presas ficam escassas, as on\u00e7as acabam predando os animais dom\u00e9sticos, o que leva \u00e0 retalia\u00e7\u00e3o dos humanos contra as on\u00e7as. Conhecer a import\u00e2ncia do predador como protetor da Caatinga e a verdade por detr\u00e1s da preda\u00e7\u00e3o auxilia na conserva\u00e7\u00e3o da fauna e na melhoria das rela\u00e7\u00f5es humanos-fauna silvestre.<\/span><\/li>\n<li style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">Potencial de utiliza\u00e7\u00e3o desta narrativa por professores em sala de aula, especialmente em regi\u00f5es do pa\u00eds em que os humanos precisam conviver com os animais silvestres, para ajudar na discuss\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre esta importante tem\u00e1tica.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 12pt\"><strong>Saiba mais:<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">O Programa \u201cAmigos da On\u00e7a: Grandes Predadores e Sociobiodiversidade na Caatinga\u201d, do Instituto Pr\u00f3-Carn\u00edvoros (IPC), \u00e9 o \u00fanico Programa de conserva\u00e7\u00e3o de on\u00e7as-pintadas e on\u00e7as-pardas no bioma. Veja e acompanhe nossas atividades na p\u00e1gina institucional de Facebook ou no site do IPC:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ProgramaAmigosdaOnca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/ProgramaAmigosdaOnca\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><a href=\"http:\/\/procarnivoros.org.br\/index.php\/projetos\/programa-amigos-da-onca-grandes-predadores-e-sociobiodiversidade-na-caatinga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/procarnivoros.org.br\/index.php\/projetos\/programa-amigos-da-onca-grandes-predadores-e-sociobiodiversidade-na-caatinga\/<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"font-size: 12pt\">D\u00ea sua opini\u00e3o!<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 12pt\">O que voc\u00ea achou da hist\u00f3ria dos Drag\u00f5es-Pintados? Conseguiu ver a semelhan\u00e7a com a forma como os seres humanos se relacionam com a fauna silvestre no Brasil? Deixe abaixo seu coment\u00e1rio!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Ser\u00e1 que n\u00f3s conseguimos respeitar e conviver em harmonia com os\u00a0animais que vivem livres em seu ambiente natural?\u00a0Para come\u00e7ar este ano de 2018 j\u00e1 voando <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/2018\/01\/02\/a-psicologia-dos-dragoes-pintados-no-paraiso\/\" title=\"A Psicologia dos Drag\u00f5es-Pintados no Para\u00edso\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":161,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[16,74,12],"tags":[9,58,11,64,57],"class_list":["post-519","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao-cientifica","category-narrativas","category-professores","tag-divulgacao-cientifica","tag-dragoes","tag-ensino","tag-fauna-silvestre","tag-oficina-criativa"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/161"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=519"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/519\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":559,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/519\/revisions\/559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/nasasasdodragao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}