{"id":2225,"date":"2023-08-25T17:40:32","date_gmt":"2023-08-25T20:40:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/?p=2225"},"modified":"2023-09-03T19:32:42","modified_gmt":"2023-09-03T22:32:42","slug":"cerrado-em-afloramentos-rochosos-calcarios-do-triangulo-mineiro-conheca-suas-particularidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/2023\/08\/25\/cerrado-em-afloramentos-rochosos-calcarios-do-triangulo-mineiro-conheca-suas-particularidades\/","title":{"rendered":"Cerrado em afloramentos rochosos calc\u00e1rios do Tri\u00e2ngulo Mineiro: Conhe\u00e7a suas particularidades"},"content":{"rendered":"\n<h3><em>\u201c\u00c9 um cerrado com caracter\u00edsticas de solo opostas daquilo que aprendemos nos livros e em salas de aula\u201d, comenta Marcelo Pinheiro &#8211; pesquisador da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia&nbsp;<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #999999\"><strong>Por Henrique Aguiar de Oliveira e Vin\u00edcius Nunes Alves <\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Seja um bioma, ou complexo de biomas ou mesmo um dom\u00ednio morfoclim\u00e1tico, o que predomina na estrutura do Cerrado \u00e9 a fisionomia sav\u00e2nica, por isso, tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como savana brasileira. \u00c9 a savana mais rica em biodiversidade do mundo, superando as savanas africanas e australianas. Desde os tempos da escola, se aprende que o Cerrado \u00e9 o segundo maior bioma do Brasil, distribu\u00eddo nas regi\u00f5es mais centrais e altas do pa\u00eds. Infelizmente, \u00e9 de amplo conhecimento que o Cerrado j\u00e1 perdeu praticamente metade de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, restando poucas \u00e1reas protegidas por Lei no Brasil. Este cen\u00e1rio tamb\u00e9m pode ser encontrado em Minas Gerais, onde menos de 2% da vegeta\u00e7\u00e3o de Cerrado est\u00e3o localizados em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil a flora e fauna t\u00edpicas do Cerrado serem do conhecimento popular, como pequi, buriti, ip\u00ea-amarelo, lobo-guar\u00e1, tatu-canastra, tamandu\u00e1-bandeira, arara-canind\u00e9 e outras esp\u00e9cies. O Cerrado \u00e9 conhecido por ter solos profundos, antigos e \u00e1cidos, e abrigar plantas com ra\u00edzes profundas, capazes de atingir o len\u00e7ol fre\u00e1tico. Mas vale lembrar que existe uma pequena por\u00e7\u00e3o do Cerrado (menos de 10%) ocupando \u00e1reas de solos rasos e jovens, onde saltam afloramentos rochosos e as plantas precisam contornar a falta de \u00e1gua, principalmente nos meses de seca, para sobreviver.<\/p>\n<p>Dessas \u00e1reas, uma ocorr\u00eancia inusitada e at\u00e9 ainda pouco compreendida \u00e9 a do Cerrado em afloramentos calc\u00e1rios no Tri\u00e2ngulo Mineiro, uma das regi\u00f5es priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o do bioma. \u00c9 nesse contexto que <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0306964533388350\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Henrique Ongaro Pinheiro<\/a>, bi\u00f3logo, professor e pesquisador da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), busca compreender melhor as caracter\u00edsticas desse Cerrado que ali se encontra, especialmente em Ituiutaba, munic\u00edpio onde Marcelo reside e trabalha no <em>campus <\/em>Pontal. Antes de se tornar um acad\u00eamico em Ituiutaba, munic\u00edpio situado no Pontal do Tri\u00e2ngulo Mineiro, Marcelo acumulou experi\u00eancias como professor em escolas e como bi\u00f3logo na Prefeitura de Bauru (SP), sendo um dos respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico Municipal de Bauru.<\/p>\n<p>Recentemente, defendeu a sua tese para professor titular, intitulada \u201cCerrado <em>sensu stricto<\/em> em afloramentos calc\u00e1rio e aren\u00edtico no Sudeste brasileiro: considera\u00e7\u00f5es sobre padr\u00f5es vegetacionais e fatores de influ\u00eancia\u201d. Nesta entrevista exclusiva para o blog <strong>Natureza Cr\u00edtica<\/strong>, Marcelo, doutor em Biologia Vegetal e pesquisador na linha de Ecologia Vegetal, destaca caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas desses \u201ccerrados calc\u00e1rios\u201d, \u00e1reas singulares e importantes para a conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Tri\u00e2ngulo Mineiro, conhecida como o portal do Cerrado, como diz o linguista e poeta Carlos Vogt.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2229\" style=\"width:604px;height:453px\" width=\"604\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem2.jpg 604w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem2-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem2-326x245.jpg 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem2-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Arquivo pessoal: Marcelo Pinheiro em pesquisa de campo (mpinheiro@ufu.br)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Como foi a descoberta dessas \u00e1reas de \u201ccerrado calc\u00e1rio\u201d na regi\u00e3o de Ituiutaba &#8211; MG? <\/strong><\/p>\n<p>Isso foi resultado de nossa busca por locais adequados para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de ensino e pesquisa que iniciamos na regi\u00e3o de Ituiutaba. Atualmente no Tri\u00e2ngulo Mineiro, infelizmente, remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservados est\u00e3o cada vez mais raros. Em contrapartida, a vegeta\u00e7\u00e3o presente em eleva\u00e7\u00f5es e morros testemunhos ainda se mant\u00e9m protegida, provavelmente porque esses locais s\u00e3o de dif\u00edcil acesso e possuem solos rochosos, pouco profundos. Essas caracter\u00edsticas desencorajam atividades agropecu\u00e1rias, favorecendo algum grau de prote\u00e7\u00e3o a esses remanescentes. E em alguns desses morros, encontramos cerrados rupestres muito interessantes e bem preservados, o que mais tarde descobrimos, em 2014, que alguns deles s\u00e3o Neossolos Lit\u00f3licos com afloramentos calc\u00e1rios.<\/p>\n<p>No in\u00edcio foi uma grande surpresa! Quando recebi os resultados das an\u00e1lises qu\u00edmicas das amostras de solo que coletei, achei que o laborat\u00f3rio tinha trocado as amostras! Os resultados indicavam um substrato rico em nutrientes, ou seja, solo eutr\u00f3fico. Na hora pensei que aqueles eram resultados de amostras de solo provenientes de alguma \u00e1rea agr\u00edcola, solo adubado. Pensei, poxa, nesse solo d\u00e1 para se plantar feij\u00e3o! Na hora fiquei desconcertado! Irritado na verdade! Pensei que teria de retornar e coletar outras amostras para novas an\u00e1lises qu\u00edmicas. Mas lembrei de uma conversa que tive com um colega de trabalho, o senhor Adevano de Ara\u00fajo, nosso motorista na UFU, em uma de nossas sa\u00eddas a campo. Foi a\u00ed que ele comentou que nos morros que v\u00edamos da estrada de terra, j\u00e1 tinha havido extra\u00e7\u00e3o de rochas calc\u00e1rias para a produ\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio com finalidade agr\u00edcola. No dia seguinte em que recebi os resultados desconcertantes, fui at\u00e9 o cerrado rupestre onde havia coletado as amostras de solo, e reparei com mais aten\u00e7\u00e3o no \u201cjeit\u00e3o\u201d das rochas. N\u00e3o demorou muito para retornarmos com a ent\u00e3o colega daqui do <em>campus<\/em> Pontal, a geocientista Dra. Alice Bosco Santos, que confirmou que as rochas calc\u00e1rias eram calcita. Confesso que aquele foi um momento de grande euforia! E por qual raz\u00e3o? Acab\u00e1vamos de confirmar a presen\u00e7a de cerrado rupestre, um subtipo do cerrado <em>sensu stricto<\/em>, em solo com pH elevado, teores tra\u00e7o de alum\u00ednio e rico em macronutrientes. Ou seja, um cerrado com caracter\u00edsticas ed\u00e1ficas diametralmente opostas daquilo que aprendemos nos livros e em salas de aula.<\/p>\n<p>Logo depois escrevi e-mail para o Dr. Leopoldo Magno Coutinho relatando, com entusiasmo, o achado. E veio o banho de \u00e1gua gelada&#8230; \u2013 Marcelo, isso a\u00ed \u00e9 mata seca! N\u00e3o pode ser cerrado! S\u00f3 pode ser floresta estacional decidual em afloramento calc\u00e1rio! Prof. Coutinho n\u00e3o podia acreditar que se tratava de cerrado rupestre em afloramento calc\u00e1rio. E n\u00e3o adiantou muito dizer que eu conhecia bem as diferen\u00e7as fision\u00f4micas entre cerrado <em>sensu stricto<\/em> e mata seca. Compreens\u00edvel! At\u00e9 ent\u00e3o, vegeta\u00e7\u00e3o rupestre com predom\u00ednio de plantas lenhosas sobre rocha calc\u00e1ria s\u00f3 podia ser mata seca. Infelizmente, Prof. Coutinho faleceu antes que pudesse confirmar que os remanescentes vegetais encontrados eram, de fato, cerrados rupestres calc\u00e1rios naturais, e que n\u00e3o resultaram da ocorr\u00eancia de atividades humanas, como queimada antr\u00f3pica, extra\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio ou retirada de madeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped eplus-wrapper wp-block-gallery-1\">\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"605\" data-id=\"2232\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Captura-de-tela-2023-08-23-215944-1024x605.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2232\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Captura-de-tela-2023-08-23-215944-1024x605.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Captura-de-tela-2023-08-23-215944-300x177.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Captura-de-tela-2023-08-23-215944-768x453.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Captura-de-tela-2023-08-23-215944.jpg 1228w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em cima e \u00e0 esquerda, vis\u00e3o geral de cerrado rupestre em afloramento calc\u00e1rio no munic\u00edpio de Ituiutaba (MG). Em cima e \u00e0 direita, o mesmo cerrado com comportamento dec\u00edduo no auge da seca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Embaixo, \u00e0 esquerda, rocha calc\u00e1ria com ra\u00edzes de cerrado expostas e, \u00e0 direita, o mineral calcita (CaCO<sub>3<\/sub>), presente na rocha calc\u00e1ria, apresentando rea\u00e7\u00e3o de efervesc\u00eancia quando em contato com o \u00e1cido clor\u00eddrico. Teste da geocientista Dr\u00aa Alice Bosco Santos em campo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Desde quando o seu grupo de pesquisa \u2013 Laborat\u00f3rio de Bot\u00e2nica e Ecologia no Dom\u00ednio Cerrado (LABEC) \u2013 come\u00e7ou a pesquisar os \u201ccerrados calc\u00e1rios\u201d e o que j\u00e1 produziu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os trabalhos se intensificaram a partir de 2016 com meus alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o iniciando alguns projetos, e com a chegada de grupos de trabalho da UnB e USP \u2013 Ribeir\u00e3o, e mais tarde da UNESP de Rio Claro. Tivemos tamb\u00e9m coopera\u00e7\u00e3o do INPE, IFTM &#8211; Uberaba e da pr\u00f3pria UFU, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o de colegas do Instituo de Biologia e do Instituto de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias. O apoio dos colegas pesquisadores Regina Maria Lana e Jos\u00e9 Luiz Torres foi de import\u00e2ncia inestim\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o dos primeiros estudos sobre ciclagem de nutrientes nesses cerrados. E a intera\u00e7\u00e3o com os pesquisadores Marcelo Claro de Souza e Gustavo Habermann tamb\u00e9m foi fundamental para que os primeiros trabalhos, produzidos com a contribui\u00e7\u00e3o de dados e esp\u00e9cimes vegetais coletados nos cerrados calc\u00e1rios, fossem publicados em importantes revistas cient\u00edficas internacionais, como <em>Plant and Soil<\/em> e <em>Plant Biology<\/em>. Mas n\u00e3o s\u00f3 os meus pares em universidades tiveram relev\u00e2ncia, tamb\u00e9m a entrega de meus alunos de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, que se lan\u00e7aram com entusiasmo aos trabalhos de campo nos cerrados rupestres, contribu\u00edram significativamente para coleta de dados sobre esses ecossistemas. J\u00e1 produzimos pouco mais de uma dezena de estudos, entre trabalhos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, de conclus\u00e3o de curso e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u2013 dois mestrados e um doutorado conclu\u00eddos, al\u00e9m de trabalhos de p\u00f3s-doutorado. E h\u00e1 alguns outros manuscritos em prepara\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o do colega da UFU, Dr. Denis Coelho Oliveira. Manuscritos esses produzidos a partir de um trabalho de conclus\u00e3o de curso, duas disserta\u00e7\u00f5es e duas teses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped eplus-wrapper wp-block-gallery-2\">\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"458\" height=\"344\" data-id=\"2239\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem3-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2239\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem3-1.png 458w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem3-1-300x225.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem3-1-326x245.png 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem3-1-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 458px) 100vw, 458px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"453\" height=\"255\" data-id=\"2237\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem4-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2237\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem4-1.png 453w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem4-1-300x169.png 300w\" sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"453\" height=\"339\" data-id=\"2238\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2238\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem5.png 453w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem5-300x225.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem5-326x245.png 326w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/08\/Imagem5-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Arquivo de Anna Bresan: Pausa, ap\u00f3s coletas em cerrado calc\u00e1rio, com Matheus Nogueira e Dr. Gustavo Habermann<\/p>\n<p>Arquivo pessoal: Trabalho de campo com Felipe Naves, Lucas Rodrigues, Danila Bertin e Vin\u00edcius Alves<\/p>\n<p>Arquivo da aluna Maria Lydia Dias: Felipe Naves, Marcelo Pinheiro, Elina Langa-Jo\u00e3o, Amanda Dutra e Maria Lydia Dias em pleno cerrado calc\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nessas \u00e1reas de solos calc\u00e1rios ocorrem esp\u00e9cies de cerrado que normalmente s\u00e3o encontradas em solos \u00e1cidos, com alta presen\u00e7a de alum\u00ednio. No <\/strong><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11104-019-03978-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>artigo<\/strong><\/a><strong> que voc\u00ea colaborou para a revista <em>Plant and Soil<\/em>, foi conclu\u00eddo que plantas acumuladoras de alum\u00ednio nesses solos acumulam c\u00e1lcio nas folhas, mas que isso n\u00e3o compete na concentra\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio. Poderia comentar melhor sobre essas adapta\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>A influ\u00eancia fisiol\u00f3gica do alum\u00ednio em algumas plantas que acumulam esse metal em suas c\u00e9lulas, especialmente em algumas estruturas vegetais, como folhas e ra\u00edzes, ainda n\u00e3o \u00e9 bem compreendida especialmente em esp\u00e9cies do Cerrado. De maneira geral, embora o alum\u00ednio seja um elemento t\u00f3xico para grande n\u00famero de esp\u00e9cies vegetais, muitas delas se utilizam de mecanismos que evitam a entrada do alum\u00ednio nas ra\u00edzes atrav\u00e9s da excre\u00e7\u00e3o de agentes quelantes, que formam complexos qu\u00edmicos n\u00e3o t\u00f3xicos e que impedem a absor\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio. As esp\u00e9cies acumuladoras de alum\u00ednio, por sua vez, desenvolveram mecanismos para lidar com a toxicidade desse agente qu\u00edmico, atrav\u00e9s de vias metab\u00f3licas que o imobilizam em formas n\u00e3o t\u00f3xicas, concentrando-se em paredes celulares e vac\u00faolos.<\/p>\n<p>Em um morro testemunho que trabalhamos, onde h\u00e1 cerrados rupestres aren\u00edtico (com baixo pH e altos teores de Al<sup>3+<\/sup>) e calc\u00e1rio (com alto pH e baixos teores de Al<sup>3+<\/sup>), cont\u00edguos um ao outro, foi muito interessante observar que algumas Vochysiaceae apresentaram comportamentos distintos quanto a varia\u00e7\u00f5es de concentra\u00e7\u00f5es de Al<sup>3+<\/sup> no solo. Indiv\u00edduos das esp\u00e9cies <em>Vochysia rufa<\/em>\u00a0e <em>Salvertia convallariodora<\/em>, apesar da pouca dist\u00e2ncia entre os dois cerrados rupestres, ocorreram apenas em afloramento aren\u00edtico. A esp\u00e9cie <em>Callisthene fasciculata<\/em>, muito frequente em solos mesotr\u00f3ficos, apresentou pouqu\u00edssimos representantes no cerrado aren\u00edtico. Enquanto as esp\u00e9cies, <em>Qualea grandiflora<\/em>\u00a0e <em>Q. parviflora<\/em>\u00a0ocorreram nas duas \u00e1reas, sendo que a primeira foi mais numerosa em afloramento calc\u00e1rio e a segunda em solo rupestre aren\u00edtico. Apesar da necessidade de mais estudos, esses resultados nos fazem cogitar sobre a possibilidade de que, no desenvolvimento filogen\u00e9tico das Vochysiaceae, ocorram clados que tenham desenvolvido capacidades fisiol\u00f3gicas distintas para lidar com varia\u00e7\u00f5es de teores de Al em solos distr\u00f3ficos e meso-eutr\u00f3ficos.<\/p>\n<p><strong>Segundo a literatura cient\u00edfica, em solos com afloramentos rochosos de calc\u00e1rio geralmente ocorrem tipos de vegeta\u00e7\u00e3o florestais, como a Mata Seca. No entanto, os seus estudos <\/strong><a href=\"https:\/\/matanativa.com.br\/fitossociologia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>fitossociol\u00f3gicos <\/strong><\/a><strong>nesses locais indicaram a forma\u00e7\u00e3o predominante de cerrado t\u00edpico. Em sua tese de professor titular recentemente defendida, voc\u00ea prop\u00f5e que o d\u00e9ficit h\u00eddrico nesses afloramentos rochosos, aliado \u00e0 natureza calc\u00e1ria, influenciam na forma\u00e7\u00e3o de um cerrado com padr\u00e3o estrutural pr\u00f3prio. Pode desenvolver um pouco mais sobre a singularidade desse cerrado? <\/strong><\/p>\n<p>Sim, \u00e9 verdade. Em toda a literatura que trata de descri\u00e7\u00f5es fitogeogr\u00e1ficas de biomas brasileiros, se h\u00e1 afloramentos calc\u00e1rios, \u00e9 comum encontrarmos florestas estacionais deciduais, conhecidas como matas calc\u00e1rias. Quando os afloramentos s\u00e3o de quartzo, granito ou gnaisse, tamb\u00e9m podemos encontrar florestas estacionais deciduais ou at\u00e9 vegeta\u00e7\u00f5es campestres com predomin\u00e2ncia de gram\u00edneas.<\/p>\n<p>Na tentativa de explicarmos a ocorr\u00eancia dos cerrados calc\u00e1rios em nossa regi\u00e3o, n\u00f3s testamos a hip\u00f3tese de que o d\u00e9ficit h\u00eddrico seria o principal fator que determinaria a ocupa\u00e7\u00e3o de cerrados <em>sensu stricto<\/em>, e n\u00e3o de florestas estacionais deciduais em afloramentos calc\u00e1rios. O que encontramos nessas \u00e1reas \u00e9 uma vegeta\u00e7\u00e3o com padr\u00f5es flor\u00edsticos definidos por esp\u00e9cies sav\u00e2nicas, como <em>Brosimum gaudichaudii<\/em>, <em>Cordiera sessilis<\/em>, <em>Davilla elliptica<\/em>, <em>Qualea multiflora<\/em>, al\u00e9m das mencionadas anteriormente. E, de fato, n\u00e3o h\u00e1 predom\u00ednio de esp\u00e9cies arbustivo-arb\u00f3reas que caracterizam as florestas dec\u00edduas. O que contribuiu para a formula\u00e7\u00e3o dessa hip\u00f3tese foi a informa\u00e7\u00e3o de que rochas calc\u00e1rias s\u00e3o muito fri\u00e1veis, e a percola\u00e7\u00e3o d\u2019\u00e1gua \u00e9 maior, conferindo menor capacidade de reten\u00e7\u00e3o d\u2019\u00e1gua nesses Neossolos Lit\u00f3licos calc\u00e1rios, quando comparadas a solos com outros tipos de rochas, como o arenito, onde tamb\u00e9m pode ocorrer cerrados rupestres.<\/p>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o de solos rasos com rochas calc\u00e1rias nos fez considerar que a falta de \u00e1gua, em n\u00edveis cr\u00edticos, afeta a sobreviv\u00eancia de esp\u00e9cies arbustivo-arb\u00f3reas florestais, o que explicaria a ocorr\u00eancia dos cerrados calc\u00e1rios. Alguns resultados que obtivemos a partir de an\u00e1lises utilizando o m\u00e9todo de sensoriamento remoto desenvolvido pelo INPE, <em>Height Above Nearest Drainage<\/em>, que analisa a profundidade do len\u00e7ol fre\u00e1tico mais pr\u00f3ximo, sustentaram essa hip\u00f3tese. Por\u00e9m, atualmente estamos considerando outros fatores de influ\u00eancia, como temperaturas elevadas na superf\u00edcie do solo, fen\u00f4meno resultante da sinergia com a falta de \u00e1gua em solos calc\u00e1rios muito rasos, especialmente no auge dos meses de seca. Na regi\u00e3o em que encontramos os cerrados calc\u00e1rios, as temperaturas podem atingir n\u00edveis elevados, mesmo no inverno, que \u00e9 caracterizado pela estiagem sazonal.<\/p>\n<p>Os nossos estudos estimularam a ideia de que esses cerrados calc\u00e1rios poderiam apresentar padr\u00f5es flor\u00edstico-estruturais pr\u00f3prios, devido \u00e0 ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies sav\u00e2nicas frequentes em solos mesotr\u00f3ficos, caracterizados por teores elevados de macronutrientes e acidez moderada, al\u00e9m daquelas comuns em solos distr\u00f3ficos, definidos por baixos teores de macronutrientes e acidez elevada. Consideramos tamb\u00e9m a possibilidade da ocorr\u00eancia de queimadas como fator de supress\u00e3o de florestas estacionais deciduais, que poderiam ter ocupado essas \u00e1reas no passado, cedendo espa\u00e7o para os cerrados calc\u00e1rios algum tempo depois. Entretanto, os resultados das s\u00e9ries temporais obtidos da an\u00e1lise de sensoriamento remoto &#8211; <em>Normalized Difference Vegetation Index &#8211;<\/em> refutaram a ocorr\u00eancia de quaisquer queimadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, indicando que esses cerrados j\u00e1 estavam presentes.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea considera a possibilidade de ocorrer <\/strong><a href=\"https:\/\/altamontanha.com\/origens-e-evoluao-do-relevo-do-morro-do-cuscuzeiro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>morros testemunhos<\/strong><\/a><strong> com deposi\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio no Tri\u00e2ngulo Mineiro como um todo?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que sim. Essas rochas carbon\u00e1ticas que encontramos nos cerrados calc\u00e1rios se formaram h\u00e1 milh\u00f5es de anos, pela deposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio em \u00e1reas alagadas em uma extensa regi\u00e3o. Essas rochas comp\u00f5em a Forma\u00e7\u00e3o Mar\u00edlia, que faz parte da Bacia Sedimentar do Paran\u00e1. Assim sendo, acredito que onde ocorrer morros testemunhos com afloramento calc\u00e1rio, desde que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e de profundidade de solo sejam similares \u00e0s que encontramos em nossa regi\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que ocorra cerrado rupestre calc\u00e1rio, e n\u00e3o floresta dec\u00eddua. Mas se o solo carbon\u00e1tico atingir uma profundidade maior, da\u00ed as condi\u00e7\u00f5es tornam-se mais prop\u00edcias para a ocorr\u00eancia de matas secas.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a sua expectativa sobre a conserva\u00e7\u00e3o desses \u201ccerrados calc\u00e1rios\u201d que, at\u00e9 ent\u00e3o, est\u00e3o concentrados no Tri\u00e2ngulo Mineiro?<\/strong><\/p>\n<p>Felizmente as pol\u00edticas ambientais do pa\u00eds est\u00e3o sofrendo uma guinada positiva com o atual governo. Tenho muita esperan\u00e7a de que a sociedade brasileira compreenda que n\u00e3o podemos continuar a ocupar espa\u00e7os naturais como se faz h\u00e1 s\u00e9culos. Em pleno s\u00e9culo XXI, pensar que para ter uma alta produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, \u00e9 preciso derrubar mais florestas e cerrados, aumentando continuamente \u00e1reas agr\u00edcolas e pastos, \u00e9 uma loucura. Os recursos naturais do planeta s\u00e3o finitos e manter pr\u00e1ticas n\u00e3o sustent\u00e1veis pode colocar em risco a sobreviv\u00eancia de nossa pr\u00f3pria esp\u00e9cie. Diante do cen\u00e1rio imposto pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, precisamos nos preocupar em preservar recursos h\u00eddricos que dependem das vegeta\u00e7\u00f5es nativas em p\u00e9, como o Cerrado, para que as nascentes se mantenham. Precisamos tamb\u00e9m proteger a biodiversidade dos ecossistemas naturais, n\u00e3o s\u00f3 porque \u2018bichinhos\u2019 e \u2018plantinhas\u2019 s\u00e3o bonitinhos, como algumas pessoas costumam dizer jocosamente, mas porque o ser humano exerce press\u00e3o sem precedentes sobre as demais esp\u00e9cies do planeta (<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/historia\/2023\/01\/o-que-e-o-antropoceno-e-por-que-esta-teoria-cientifica-responsabiliza-a-humanidade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Antropoceno<\/a>).<\/p>\n<p>Dessa forma, precisamos incentivar pr\u00e1ticas produtivas sustent\u00e1veis nos sistemas agr\u00edcolas e pecu\u00e1rios. Basicamente, devemos ter em mente que o aumento da produ\u00e7\u00e3o de <em>commodities <\/em>prim\u00e1rias obtidas no campo deve depender n\u00e3o mais da expans\u00e3o da fronteira agropecu\u00e1ria, mas sim do aumento de produtividade por hectare nos espa\u00e7os j\u00e1 ocupados. Para tanto, precisamos investir muito em pesquisas que nos forne\u00e7am tecnologias que aprimorem m\u00e9todos de plantio, colheita, armazenamento e transporte de <em>commodities<\/em> agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Diante do exposto, espero que ecossistemas naturais e suas comunidades possam contar com maior prote\u00e7\u00e3o. Os cerrados calc\u00e1rios em morros testemunhos s\u00e3o verdadeiros sobreviventes em uma regi\u00e3o intensamente impactada pela press\u00e3o antr\u00f3pica, e gostaria muito que esses ecossistemas pudessem contar com uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que os protegessem. Uma das alternativas seria oferecer a propriet\u00e1rios rurais, situados pr\u00f3ximos a esses cerrados, a implanta\u00e7\u00e3o de Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural, as RPPNs, que podem contar com incentivos fiscais como isen\u00e7\u00e3o do Imposto Territorial Rural, pagamento por servi\u00e7os ambientais (<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/lei-n-14.119-de-13-de-janeiro-de-2021-298899394\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PSA<\/a>) e descontos no Imposto Territorial e Predial Urbano. Uma vez que essas \u00e1reas naturais fossem protegidas efetivamente, tamb\u00e9m poderiam facilitar a implanta\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos ligando esses remanescentes rupestres, atrav\u00e9s da vegeta\u00e7\u00e3o rip\u00edcola de fundo de vale, a outras \u00e1reas que ainda mant\u00eam fragmentos de vegeta\u00e7\u00e3o natural no Tri\u00e2ngulo Mineiro.\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Henrique Aguiar de Oliveira <\/em><\/strong><em>\u00e9 bi\u00f3logo pela UFU-Inbio e foi analista ambiental na empresa de Servi\u00e7os Ambientais Ekos Planejamento Ambiental, em Uberl\u00e2ndia\/MG. Atualmente, \u00e9 T\u00e9cnico em Restaura\u00e7\u00e3o na Iniciativa Caminhos da Semente, pela empresa Agroicone-SP.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Vin\u00edcius Nunes Alves <\/em><\/strong><em>\u00e9 bi\u00f3logo pela Unesp-IBB, mestre em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o de Recursos Naturais pela UFU-Inbio e especialista em Jornalismo Cient\u00edfico pela Unicamp-Labjor. Foi Professor Substituto em Filosofia da Ci\u00eancia na Unesp-IBB e \u00e9 colunista no jornal Not\u00edcias Botucatu. Atua como Professor de Ci\u00eancias da Prefeitura de Botucatu e como jornalista aut\u00f4nomo.<\/em><\/p>\n<p><strong>PARA SABER MAIS:<\/strong><\/p>\n<p>ALVES, V. N.; BERTIN, D. G.; SANTOS, D. S. WENDLING, B.; LANA, R. M. Q.; TORRES, J. L. R. PINHEIRO, M. H. O. Decomposition of leaf litter in the Brazilian savanna on limestone and sandstone Neosols. <strong>Annals of the Brazilian Academy of Sciences<\/strong>, v. 93, n. 3, e20200372, 2021. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/0001-3765202120200372\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/0001-3765202120200372<\/a><\/p>\n<p>ALVES, V. N.; TORRES, J. L. R.; LANA, R. M. Q. PINHEIRO, M. H. O. Nutrient cycling between soil and leaf litter in the cerrado (Brazilian savanna) on eutrophic and dystrophic Neosols. <strong>Acta Botanica Brasilica<\/strong>, v. 32, n. 2, p. 169-179, 2018. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/0102-33062017abb0369\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/0102-33062017abb0369<\/a><\/p>\n<p>CAVALCANTI, R. B.; JOLY, C. A. Biodiversity and conservation priorities in the cerrado region. In: OLIVEIRA, P. S.; MARQUIS, R. J. (Eds.). <strong>The cerrados of Brazil<\/strong>: ecology and natural history of a Neotropical savanna. Nova Iorque: Columbia University Press, 2002. p. 352-359. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.7312\/oliv12042\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.7312\/oliv12042<\/a><\/p>\n<p>INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS-IEF. 2012. <strong>Panorama da biodiversidade em Minas Gerais<\/strong>. Belo Horizonte: Instituto Estadual de Florestas. 286p.<\/p>\n<p>NOGUEIRA, M. A.; BRESSAN, A. C. PINHEIRO, M. H. O.; HABERMANN, G. Aluminum-accumulating Vochysiaceae species growing on a calcareous soil in Brazil. <strong>Plant and Soil<\/strong>, v. 437, n. 1\/2, p. 313-326. 2019. <u><a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s11104-019-03978-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s11104-019-03978-2<\/a><\/u><\/p>\n<p>PINHEIRO, M. H. O. Cerrado stricto sensu em afloramentos calc\u00e1rio e aren\u00edtico no Sudeste brasileiro: considera\u00e7\u00f5es sobre padr\u00f5es vegetacionais e fatores de influ\u00eancia. 2023. 144 f. Tese (Promo\u00e7\u00e3o para classe E &#8211; Professor Titular &#8211; ICENP) &#8211; Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, Ituiutaba, 2023. DOI http:\/\/doi.org\/10.14393\/ufu.te.2023.7029<\/p>\n<p>RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. As principais fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. Cerrado: Ecologia e Flora. Planaltina: Embrapa-CPAC, 2008. p. 152-212<\/p>\n<p>SOUZA, M. C.; HABERMANN, G.; DO AMARAL, C. L.; ROSA, A. L. PINHEIRO, M. H. O.; COSTA, F. B. <em>Vochysia tucanorum<\/em> Mart.: an aluminum-accumulating species evidencing calcifuge behavior. Plant and Soil, v. 419, n. 1\/2, p. 377-389, 2017. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s11104-017-3355-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s11104-017-3355-1<\/a><\/p>\n<p>SOUZA, M. C. WILLIAMS, T. C. R. POSCHENRIEDER, C. JANSEN, S.; PINHEIRO, M. H. O.; SOARES, I. P. FRANCO, A. C. Calcicole behaviour of <em>Callisthene fasciculata<\/em> Mart., an Al accumulating species from Brazilian cerrado. Plant Biology, v. 22, n. 1, p. 30-37, 2020. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/plb.13036\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/plb.13036<\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Em cima e \u00e0 esquerda, vis\u00e3o geral de cerrado rupestre em afloramento calc\u00e1rio no munic\u00edpio de Ituiutaba (MG). 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