{"id":2274,"date":"2023-09-14T20:04:54","date_gmt":"2023-09-14T23:04:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/?p=2274"},"modified":"2023-09-14T20:04:55","modified_gmt":"2023-09-14T23:04:55","slug":"do-satelite-as-manchetes-de-jornal-como-os-dados-de-desmatamento-chegam-ate-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/2023\/09\/14\/do-satelite-as-manchetes-de-jornal-como-os-dados-de-desmatamento-chegam-ate-voce\/","title":{"rendered":"Do sat\u00e9lite \u00e0s manchetes de jornal: como os dados de desmatamento chegam at\u00e9 voc\u00ea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em agosto, o Governo Federal divulgou que a \u00e1rea sob alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia caiu 42,5% entre janeiro e julho de 2023 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Esse n\u00famero foi obtido ap\u00f3s muitos c\u00e1lculos e an\u00e1lises, principalmente, das imagens de sat\u00e9lites.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Mas j\u00e1 parou para pensar sobre como essas imagens s\u00e3o obtidas? Ou como dados capturados no espa\u00e7o &#8220;viajam&#8221; at\u00e9 a Terra?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para os mais letrados em f\u00edsica e geoprocessamento, a resposta para essa pergunta pode parecer \u00f3bvia. Mas, se esse n\u00e3o \u00e9 o seu caso (certamente n\u00e3o \u00e9 o meu), vem comigo entender mais sobre os segredos por tr\u00e1s da mensura\u00e7\u00e3o do desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para come\u00e7ar, \u00e9 preciso explorar o&nbsp;<em>sensoriamento remoto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">O que \u00e9 o sensoriamento remoto e como ele funciona?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O sensoriamento remoto nada mais \u00e9 do que a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre um objeto, \u00e1rea ou fen\u00f4meno sem a necessidade do contato f\u00edsico. Nesse processo, os dados s\u00e3o capturados por meio de sensores, a exemplo de c\u00e2meras e radares, que podem ser instalados em diferentes tipos de dispositivos, como drones, avi\u00f5es e sat\u00e9lites.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">H\u00e1 v\u00e1rios tipos de sensores, cada um com particularidades em rela\u00e7\u00e3o a seu funcionamento. Por\u00e9m, focaremos nos&nbsp;<em>sensores \u00f3pticos multiespectrais,&nbsp;<\/em>que capturam uma boa parte das imagens usadas no monitoramento de vegeta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para entender como esses sensores funcionam, precisaremos resgatar s\u00f3 um&nbsp;<strong>pouco<\/strong>&nbsp;das aulas de f\u00edsica do col\u00e9gio. Vamos l\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os sensores \u00f3pticos coletam dados sobre as \u00e1reas que observam atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o da luz com os objetos. Olhe bem para a imagem abaixo e veja que a luz interage de formas diferentes com cada tipo de superf\u00edcie. Por exemplo, quando a luz incide sobre uma \u00e1rvore, suas folhas absorvem a parte vermelha e azul da luz, ao passo que refletem a parte verde. Logo, a folha tem a &#8220;cor&#8221; verde. J\u00e1 o solo exposto pode absorver o azul e o verde da luz, enquanto reflete a parte vermelha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite-1024x636.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2275\" style=\"width:464px;height:288px\" width=\"464\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite-1024x636.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite-300x186.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite-768x477.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite-1536x953.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/satelite.png 1582w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Em outras palavras, a cor que percebemos em um objeto \u00e9 determinada pela forma como ele interage com a luz que o ilumina.&nbsp;<strong>Bem resumida e simplificadamente, os sensores acoplados aos sat\u00e9lites registram essas intera\u00e7\u00f5es e a imagem \u00e9 formada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Guarde essa informa\u00e7\u00e3o enquanto avan\u00e7amos para a segunda parte da explica\u00e7\u00e3o (e a mais legal na minha humilde opini\u00e3o): o caminho das imagens at\u00e9 um computador na Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\">Do espa\u00e7o \u00e0 terra firme: como as informa\u00e7\u00f5es obtidas pelos sat\u00e9lites s\u00e3o transmitidas?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Uma vez capturadas pelos sensores dos sat\u00e9lites, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas em pequenas partes chamadas de pixel. Provavelmente voc\u00ea j\u00e1 escutou esse termo algumas vezes. Ele vem do ingl\u00eas&nbsp;<em>picture element<\/em>, ou&nbsp;<em>elemento de imagem<\/em>&nbsp;em bom portugu\u00eas, e \u00e9 usado para nomear a menor unidade poss\u00edvel que comp\u00f5e uma imagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Na ilustra\u00e7\u00e3o abaixo, por exemplo, h\u00e1 uma estrada de terra cortando uma \u00e1rea. Quando ampliamos a imagem, notamos que cada ponto da estrada \u00e9 composto por pequenos quadrados de tonalidades diferentes. Cada um desses quadrados \u00e9 um pixel.<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/amandamfp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1-1024x443.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2277\" style=\"width:449px;height:194px\" width=\"449\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1-1024x443.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1-300x130.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1-768x332.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1-1536x664.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/pixel-1.png 1916w\" sizes=\"(max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Entendendo que uma imagem \u00e9 formada por um conjunto de pixels, podemos avan\u00e7ar na nossa viagem. E essa parte aqui \u00e9&nbsp;<em>realmente<\/em> uma viagem. Ent\u00e3o abra sua mente e me acompanhe nas etapas que as imagens de sat\u00e9lite percorrem at\u00e9 chegar a um computador terrestre:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Digitaliza\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp; Para cada pixel da imagem, \u00e9 atribu\u00eddo um valor num\u00e9rico representando a tonalidade de luz refletida nele. Em uma imagem em tons de cinza, por exemplo, a tonalidade da luz em cada pixel pode ser representada por um valor entre 0 e 255, com 0 representando o preto e 255 o branco.&nbsp;<\/li>\n<li><strong>Codifica\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;O valor de cada pixel \u00e9 ent\u00e3o traduzido em formato bin\u00e1rio, isto \u00e9, representado usando-se apenas 0 e 1.&nbsp; Por exemplo, um pixel com valor 2 em tons de cinza pode ser representado como &#8220;10&#8221; em bin\u00e1rio. Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 feita porque os computadores usam o sistema de n\u00fameros bin\u00e1rios para fazer coisas como processar, transferir e armazenar dados (tema para pr\u00f3ximos textos).<\/li>\n<li><strong>Modula\u00e7\u00e3o<\/strong>:&nbsp; Com os dados convertidos para o formato bin\u00e1rio, \u00e9 hora de transmiti-los para as antenas das esta\u00e7\u00f5es terrestres usando &#8211; pasmem &#8211; sinais de r\u00e1dio. E como \u00e9 que isso funciona? Sabemos que o sinal de r\u00e1dio \u00e9 uma onda, tipo aquelas que acontecem quando jogamos uma pedra no lago. Para transmitir as informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dessas ondas, podemos modificar sua frequ\u00eancia para o exemplo: 5 ondas a cada milisegundo representam o n\u00famero zero. 10 ondas a cada milisegundo representam o n\u00famero um.<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Ou seja, definimos um sinal de r\u00e1dio entre as pontas que v\u00e3o se comunicar e variamos alguma caracter\u00edstica do sinal (como amplitude, frequ\u00eancia ou fase) para representar os \u00fanicos dois d\u00edgitos que vamos transmitir &#8211; os benditos zeros (0) e uns (1).<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Transporte:&nbsp;<\/strong>As antenas do sat\u00e9lite direcionam os sinais para as esta\u00e7\u00f5es terrestres de recep\u00e7\u00e3o, onde s\u00e3o convertidos em dados digitais novamente para serem remontados como uma imagem.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">\u00c9 isso mesmo que voc\u00ea leu. Palmas para n\u00f3s seres humanos que inventamos dispositivos para capturar imagens do espa\u00e7o, transform\u00e1-las em n\u00fameros, depois em sinais de r\u00e1dio e transport\u00e1-las at\u00e9 a Terra.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Agora, s\u00f3 falta uma etapa para concluirmos a jornada: explorar o que acontece depois que as imagens chegam \u00e0 Terra.&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"reader-text-block__heading1\">Da esta\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio: o que acontece com as imagens depois de chegar do espa\u00e7o?<\/h2>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Como descrito acima, at\u00e9 chegar na Terra, as imagens j\u00e1 percorreram algumas etapas bem elaboradas. Por\u00e9m, antes de serem de fato usadas, elas passam por alguns procedimentos adicionais para melhorar sua qualidade, corrigir imperfei\u00e7\u00f5es e eliminar ru\u00eddos.<\/p>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Por exemplo, no caso de um dos principais programas de monitoramento do desmatamento do Brasil &#8211; o PRODES (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amaz\u00f4nia Legal) &#8211; mesmo que as imagens j\u00e1 venham de seus fornecedores com alto grau de corre\u00e7\u00e3o, ainda s\u00e3o aplicados ajustes para real\u00e7ar as \u00e1reas desmatadas. Observe as imagens abaixo. A segunda recebeu realces em rela\u00e7\u00e3o a primeira, percebe como faz diferen\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste-1024x461.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2278\" style=\"width:498px;height:225px\" width=\"498\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste-1024x461.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste-300x135.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste-768x346.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste-1536x691.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/contraste.png 1666w\" sizes=\"(max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com as imagens devidamente ajustadas, especialistas treinados as analisam, delimitando pol\u00edgonos de desmatamento e identificando padr\u00f5es de altera\u00e7\u00e3o da cobertura florestal. Ainda no caso do PRODES, uma das metodologias aplicadas \u00e9 a incremental, isto \u00e9, compara-se a imagem de uma regi\u00e3o em um determinado ano com a imagem da mesma regi\u00e3o no ano anterior. Uma m\u00e1scara de exclus\u00e3o \u00e9 aplicada para evitar &#8220;duplo mapeamento&#8221;, ou seja, a contabiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas j\u00e1 mapeadas anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-1024x405.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2279\" style=\"width:653px;height:258px\" width=\"653\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-1024x405.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-300x119.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-768x304.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-1536x608.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/wp-content\/uploads\/sites\/172\/2023\/09\/metodologia-2048x810.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Esse processo de an\u00e1lise e compara\u00e7\u00e3o se repete para todas as imagens selecionadas. S\u00f3 ent\u00e3o, come\u00e7a toda a parte matem\u00e1tica para determinar as taxas de desmatamento divulgadas nos portais oficiais do governo, jornais e m\u00eddias sociais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Por fim, se voc\u00ea achou que este artigo n\u00e3o terminaria nunca, quase acertou. Ele j\u00e1 teve 10 p\u00e1ginas e o dobro de conceitos. Mas como puderam perceber, o caminho dos dados de desmatamento, desde a capta\u00e7\u00e3o nos sat\u00e9lites at\u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios e an\u00e1lises detalhadas, \u00e9 uma complexa e fascinante jornada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Mesmo que n\u00e3o lembre de nenhum dos conceitos, espero que este texto renove suas esperan\u00e7as na esp\u00e9cie humana e no que ela \u00e9 capaz de fazer. Se inventamos o sensoriamento remoto e todos os seus desdobramentos, tamb\u00e9m conseguimos reprogramar nossa rela\u00e7\u00e3o com os recursos naturais em prol da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e, consequentemente, da nossa esp\u00e9cie.\u00a0<\/p>\n<p class=\"reader-text-block__paragraph\">Assim tor\u00e7o e acredito.<\/p>\n<h2 class=\"reader-text-block__heading1\">Fontes:<\/h2>\n<ol>\n<li><a href=\"http:\/\/www.obt.inpe.br\/OBT\/assuntos\/programas\/amazonia\/prodes\/pdfs\/Metodologia_Prodes_Deter_revisada.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Metodologia Utilizada nos Projetos PRODES e DETER<\/a>\u00a0&#8211; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fundaj\/pt-br\/composicao\/dipes-1\/grupos-de-pesquisa-fundaj-cnpq\/centro-integrado-de-estudos-georreferenciados-cieg\/atlas-das-caatingas\/cap3_sensoriamentoremotoemeioambiente_caatinga_fundaj.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Relat\u00f3rio Parcial da Pesquisa Mapeamento E An\u00e1lise Espectro-Temporal Das Unidades De Conserva\u00e7\u00e3o De Prote\u00e7\u00e3o Integral Da Administra\u00e7\u00e3o Federal No Bioma Caatinga: Sensoriamento Remoto E Meio Ambiente<\/a>\u00a0&#8211; Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco e Universidade Federal de Campina Grande<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/imagine.gsfc.nasa.gov\/observatories\/data\/data_ground.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">From the Satellite to the Ground<\/a>\u00a0&#8211; National Aeronautics and Space Administration (NASA)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/quem-somos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MapBiomas Brasil<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-author-biography\">Amanda Magalh\u00e3es \u00e9 economista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira no mercado financeiro, passando por empresas como \u00c1gora CTVM e Americas Trading Group. Entusiasta de tecnologia, em 2018 co-fundou a fintech Oslo Investe, o que lhe rendeu a nomea\u00e7\u00e3o para o pr\u00eamio Mulheres que Transformam 2021, na categoria Inova\u00e7\u00e3o em Finan\u00e7as, da XP Inc. Atualmente, Amanda atua como Coordenadora de Projetos de Tecnologia do Instituto Climate Ventures, al\u00e9m de ser volunt\u00e1ria da ONG Revolusolar e do Instituto Lixo Zero.<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Em agosto, o Governo Federal divulgou que a \u00e1rea sob alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia caiu 42,5% entre janeiro e julho de 2023 em rela\u00e7\u00e3o <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/naturezacritica\/2023\/09\/14\/do-satelite-as-manchetes-de-jornal-como-os-dados-de-desmatamento-chegam-ate-voce\/\" title=\"Do sat\u00e9lite \u00e0s manchetes de jornal: como os dados de desmatamento chegam at\u00e9 voc\u00ea\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":707,"featured_media":2285,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[18,5,321,320,319],"class_list":["post-2274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-areas-protegidas","tag-meio-ambiente","tag-monitoramento-florestal","tag-sensoriamento-remoto","tag-tecnologia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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